
Casa da noite 01 - Marcada

                                      Marked




House of Night 1  Marked
Por P.C. Cast e Kristin Cast

Para nossa incrvel agente, Meredith Bernstein,
que disse as trs palavras mgicas:
Vampiro terminando a escola.
Ns amamos voc!
     UM

      Bem quando eu achei que meu dia no podia ficar pior eu vi o cara morto parado
perto do meu armrio. Kayla estava falando besteira sem parar na sua tagarelice usual, e
ela nem notou ele. No inicio. Na verdade, agora que eu penso sobre isso, ningum o
notou at que ele falou, o que , tragicamente, mas uma evidencia da minha incapacidade
de me ajustar.
      "No, mas Zoey, eu juro por Deus Heath no ficou to bbedo depois do jogo. Voc
no deveria ser to dura com ele."
      "," eu disse distrada. "Claro." Ento eu tossi. De novo. Eu me sentia como lixo. Eu
devo estar pegando aquilo que o Sr. Wise, meu meio insano professor de biologia chama
de Praga Adolescente.
      Se eu morrer, eu escapo do meu teste de geometria amanha? Uma pessoa pode
sonhar.
      "Zoey, por favor. Voc est ouvindo? Eu acho que ele s tomou tipo quatro  eu no
sei  talvez seis cervejas, e talvez tipo trs doses. Mas isso  completamente fora de
questo. Ele provavelmente nem teria tomado nada daquilo se seus pais idiotas no
tivessem feito voc ir pra casa logo depois do jogo."
      Ns partilhamos um sofrido e longo olhar, em total concordncia sobre a ltima
injustia cometida contra mim por minha me e o meu padrasto perdedor com quem ela
se casou a trs longos anos atrs. Ento, depois de meio suspiro, K estava de volta a sua
tagarelice.
      "E mais, ele estava celebrando. Eu quero dizer ns vencemos o Union!" K balanou
meus ombros e ps seu rosto perto do meu. "Ol! Seu namorado-"
      "Meu quase namorado," eu corrigi ela, tentando no tossir nela.
      "Tanto faz. Heath  nosso zagueiro ento  claro que ele vai celebrar. J fazia tipo
um milho de anos desde que a Broken Arrow derrotou o Union."
      "Dezesseis anos." Eu sou pssima em matemtica, mas a matemtica de K faz a
minha parecer genial.
      "De novo, tanto faz. O ponto , ele estava feliz. Voc deveria dar a ele um tempo."
      "O ponto  que ele estava bbado pela quinta vez essa semana. Eu sinto muito, mas
eu no quero sair com um cara cuja maior preocupao na vida mudou de tentar jogar
futebol na faculdade a tentar beber um pacote de cerveja sem vomitar." Eu tive que
pausar para tossir. Eu estava me sentindo um pouco tonta e me forcei a respirar devagar
quando o ataque de tosse parou. No que a tagarela da K tenha notado.
      "Eww! Heath, gordo! No  um visual que eu queira."
      Eu consegui ignorar mais uma vontade de tossir. "E beijar ele  como beijar um p
ensopado de lcool."
      K levantou seu rosto. "Ok, nojento. Pena que ele  to gostoso." Eu virei os olhos,
sem me incomodar em tentar esconder meu aborrecimento com a tpica superficialidade
dela.
      "Voc  to mau humorada quando est doente. De qualquer forma, voc no tem
idia do quo cachorro perdido o Heath parecia depois que voc o ignorou no almoo. Ele
no podia nem mesmo..."
      Ento eu o vi. O cara morto. Ok, eu percebi bem rpido que ele no estava
tecnicamente "morto." Ele estava morto vivo. Ou no humano. Tanto faz. Cientistas dizem
uma coisa, pessoas dizem outra, mas o resultado final  o mesmo. No tinha erro sobre o
que ele era e mesmo que eu no tivesse sentido o poder e as trevas que irradiavam dele,
no tinha jeito que eu podia ignorar a Marca, a safira em forma de lua crescente em sua
testa e a tatuagem adicional que emoldurava seus olhos igualmente azuis.
Diabos, que merda! Ele estava perto do meu armrio.
      "Zoey, voc no est me ouvindo!"
      Ento o vampiro falou e suas palavras cerimnias cruzaram o espao entre ns,
perigosas e sedutoras, como sangue misturado com chocolate derretido.
      `Zoey Montgomery! A noite escolheu-te; tua morte ser teu nascimento. A noite
chama-te; Escuta a doce voz Dela. Teu destino te aguarda na Casa da noite!*" (* House
of Night)
      Ele levantou um longo, e branco dedo e apontou para mim. Enquanto minha testa
explodia de dor Kayla abriu sua boca e gritou.
      Quando os pontos brancos finalmente saram dos meus olhos eu olhei pra cima e vi o
rosto sem cor de K me olhar. Como sempre, eu disse a primeira coisa ridcula que veio na
minha mente. "K, seus olhos esto saltados para fora da sua cabea como um peixe."
      "Ele Marcou voc. Oh,Zoey! Voc tem o contorno daquela coisa na sua testa!" Ento
ela pressionou uma mo tremula contra seus lbios brancos, falhando em segurar o choro.
      Eu sentei e tossi. Eu tinha uma dor de cabea que estava me matando, e eu
esfreguei o ponto bem entre minhas sobrancelhas. Ela estava pinicando como se uma
vespa tivesse me mordido e irradiava dor para os meus olhos, at as minhas bochechas.
Eu senti que talvez fosse vomitar.
      "Zoey!" K estava realmente chorando agora e tinha que falar entre soluos.
"Oh.Meu.Deus. Aquele cara era um rastreador  um vampiro Rastreador!"
      "K." Eu pisquei com fora, tentando limpar a dor da minha cabea. "Pare de chorar.
Voc sabe que eu odeio quando voc chora." Eu me ergui tentando dar uma palmada
reconfortante nos ombros dela. E ela automaticamente contraiu os msculos, e se afastou
de mim.
      Eu no podia acreditar. Ela tinha mesmo se contrado, como se ela tivesse medo de
mim. Ela deve ter visto a magoa nos meus olhos porque ela instantaneamente comeou a
tagarelar.
      "Oh,Deus, Zoey! O que voc vai fazer? Voc no pode ir para aquele lugar. Voc no
pode ser uma daquelas coisas. Isso no pode estar acontecendo! Com quem eu devo ir a
todos aqueles jogos de futebol?"
      Eu notei que durante todo seu discurso ela nem uma vez se aproximou de mim. Eu
me senti doente, e magoada ameaava comear a chorar. Meus olhos secaram
imediatamente. Eu era boa em esconder lagrimas. Eu deveria ser; eu tive trs anos pra
ficar boa nisso.
      "Est tudo bem. Eu vou descobrir o que fazer. Provavelmente  algum... algum erro
bizarro," eu menti. Eu no estava realmente falando; eu estava s fazendo palavras
sarem da minha boca. Ainda fazendo careta por causa da dor em minha cabea, eu
levantei. Olhando ao redor eu senti um pouco de alivio que K e eu eram as nicas no
corredor, ento eu tive que segurar o que eu sabia que era uma risada histrica. Se eu
no tivesse completamente enlouquecida por causa da prova de geometria dos infernos
de amanh, e no tivesse voltado para o meu armrio para pegar meus livros para que eu
pudesse tentar obsessivamente (e sem conseguir) estudar hoje a noite, o Rastreador teria
me encontrado parada no lado de fora da escola com mais ou menos 1,300 adolescentes
que iam para o colgio Broken Arrows esperando pelo o que a minha irm estupidamente
parecia com a Barbie gostava de chamar de "as grandes e amarelas limusines." Eu tenho
um carro, mas ficar com os menos afortunados que tem que andar de nibus  uma
tradio honrada, sem mencionar que  um jeito excelente de ver quem est dando em
cima de quem. Como era, s tinha mais um garoto parado no corredor  um idiota alto
com dentes problemticos, que eu no pude, infelizmente, ver muito porque ele estava
parado l com sua boca aberta me encarando como se eu tivesse dado a luz a porcos
voadores.
      Eu tossi de novo, dessa vez realmente forte, tosse nojenta. O idiota fez um som
agudo e correu pelo corredor at a sala da Sra. Day agarrado a uma tabua que ele ps no
peito. Parece que o clube de xadrez tinha mudado suas reunies para segundas depois da
aula.
      Vampiros jogam xadrez? Teria vampiros CDF's? E que tal lideres de torcida parecidas
com a Barbie? Vampiros tocavam numa banda? Existiam vampiros Emos com aquela
esquisitice de caras usando calas para garotas e aquelas franjas horrveis para cobrir
metade do rosto deles? Ou eles so todos aqueles gticos esquisitos que no gostavam de
tomar muito banho? Eu iria me transformar numa Gtica? Ou pior, num Emo? Eu no
gostava muito de usar preto, pelo menos no exclusivamente, e eu estava no estava
sentindo uma repentina averso a sabonete ou gua, e tambm no tinha um desejo
obsessivo de mudar meu corte de cabelo e usar muito delineador.
      Tudo isso girava na minha mente enquanto eu sentia outra histrica risada tentando
escapar da minha garganta, e eu fiquei quase agradecida quando saiu como uma tosse.
      "Zoey? Voc est bem?" A voz de Kayla parecia muito alta, como se algum estivesse
aumentando ela, e ela deu outro passo para longe de mim.
      Eu suspirei e senti raiva. No era como se eu tivesse pedido por isso. K e eu ramos
amigas desde a 3 srie, e agora ela estava olhando para mim como se eu tivesse me
transformado em um monstro.
      "Kayla, sou s eu. A mesma que eu era dois segundos atrs e duas horas atrs e dois
dias atrs." Eu fiz um gesto frustrante para a minha cabea dolorida. "Isso no muda
quem eu sou!"
      Os olhos de K se encheram de lagrimas de novo, mas, graas a Deus, o telefone dela
comeou a cantar "Material Girl" da Madonna. Automaticamente, ela olhou para o
identificador de chamada. Eu podia notar pelo seu olhar que era o seu namorado, Jared.
      "Vai nessa," eu disse numa voz chata e cansada. "V pra casa com ele." Seu olhar de
alivio foi como um tapa na minha cara.
      "Me liga depois?" Ela saiu correndo pelo corredor.
      Eu observei ela se apressar at o estacionamento. Eu podia ver que ela tinha seu
telefone amassado em seu ouvido e ela estava falando animada com Jared. Eu tenho
certeza que ela j estava contando pra ele que eu tinha virado um monstro.
      O problema,  claro, de me transformar em um monstro era o brilho das minhas
duas opes. Opo numero 1: Eu viro um vampiro, o que  igual a um monstro na mente
humana. Opo nmero 2: Meu corpo rejeita a Mudana e eu morro. Pra sempre.
      Veja a boa noticia  que eu no ia ter que fazer o teste de geometria amanh. A m
noticia  que eu tinha que me mudar para a House Of Night, um internato em Tulsa,
conhecido pelos meus amigos como a Escola Particular dos Vampiros, onde eu passaria os
prximos 4 anos passando por mudanas fsicas bizarras, assim como uma mudana total
e permanente na minha vida. E isso apenas se todo o processo no me matasse.
      timo. Eu no queria isso tambm. Eu s queria tentar ser normal, apesar dos pais
mega conservadores, meu irmo mais novo parecido com um troll, e minha to perfeita
irm mais velha. Eu queria passar em geometria. Eu queria manter minhas notas altas
para que eu pudesse ser aceita na faculdade veterinria da OSU e queria sair de Broken
Arrow, Oklahoma.
     Mas o principal, eu queria me encaixar  pelo menos na escola. Minha casa era sem
esperana, ento tudo que eu tinha eram meus amigos e minha vida longe da minha
famlia. Agora tudo estava sendo tirado de mim, tambm. Eu esfreguei minha testa e
ento mexi no meu cabeo at que ele cobrisse meus olhos em parte, e, com alguma
sorte, a marca que aparecia em cima deles. Mantendo minha cabea abaixada, como se
eu estivesse fascinada pela meleca que grudou na minha boca, eu corri em direo a
porta que levava para o estacionamento.
     Mas eu parei assim que cheguei l fora. Pelas janelas lado a lado do eu pude ver
Heath. As garotas se amontoavam perto dele, fazendo pose e virando seus cabelos,
enquanto os caras colocavam em movimentos picapes ridiculamente enormes e tentavam
(e quase falhavam) parecer legais. E eu escolhi aquilo para me sentir atrada? No, para
ser honesta comigo mesma eu deveria lembrar que Heath costumava ser incrivelmente
doce, e mesmo agora ele tinha seus momentos. Principalmente quando ele estava sbrio.
     Garotas afetadas se viraram pra mim no estacionamento. timo. Kathy Richter, a
maior vadia da escola, estava fingindo beijar Heath. Mesmo de onde eu estava parada era
obvio que ela pensava que dar em cima dele era algum timo de ritual de acasalamento.
Como sempre, sem notar Heath estava s parado l rindo. Bem, diabos, no iria ficar
melhor. E meu Bug azul VW 1966 estava bem no meio deles. No. Eu no podia ir at l.
Eu no podia andar at o meio deles com aquela coisa na minha testa. Eu nunca seria
capaz de ser parte deles de novo. Eu j sabia muito bem o que eu tinha que fazer. Eu
lembrava do ltimo garoto que um Rastreador tinha escolhido na escola.
     Comeou no inicio do ano escolar ano passado. O Rastreador tinha vindo antes da
aula comear e tinha apontado para o garoto enquanto ele estava andando para seu
primeiro perodo. Eu no vi o Rastreador, mas eu vi o garoto depois, por s um segundo,
depois que ele derrubou seus livros e saiu correndo do prdio, sua nova Marca brilhado na
sua testa plida e lagrimas correndo por suas bochechas. Eu nunca esqueci o quo lotados
os corredores estavam aquela manh, e como todos se afastaram dele como se ele tivesse
a peste negra enquanto ele corria para escapar da escola. Eu tinha sido um dos que se
afastaram dele e o encararam, apesar deu sentir pena dele. Eu s no queria ser rotulada
como a nica garota que era amiga daquelas aberraes. Meio irnico agora, no ?
     Ao invs de ir para o meu carro eu fui para o restaurante mais prximo, que estava,
graas a Deus, vazio. Havia trs bancos  sim, eu chequei cada um duas vezes. Na parede
havia duas pias, e que em cima estavam perdurados dois espelhos de tamanho mdio. Do
outro lado da pia o lado oposto da parede era coberto com um grande espelho que tinha
uma prateleira abaixo para colocar maquiagem ou qualquer coisa assim. Eu coloquei
minha bolsa e meu livro de geometria na prateleira, respirei fundo, e em um movimento
levantei minha cabea e tirei o cabelo do rosto.
     Era como olhar para o rosto de um estranho familiar. Sabe, aquela pessoa que voc
v numa multido e jura que conhece, mas na verdade no conhece? Agora ela era eu  a
estranha familiar.
     Ela tinha meus olhos. Tinha aquela mesma cor que nunca consegue decidir se 
verde ou marrom, mas meus olhos nunca foram grandes e redondos. Ou eles eram? Ela
tinha meu cabelo  comprido e reto e quase to escuro quanto o da minha v tinha sido
antes dele comear a ficar branco. A estranha tinha minhas bochechas, um longo e forte
nariz, e uma boca larga  mais caractersticas da minha v e dos seus ancestrais
Cherokee. Mas meu rosto nunca foi to plido. Ele sempre foi meio azeitonado, uma cor
muita mais escura que qualquer um na minha famlia. Mas talvez no fosse minha pele
que de repente estava to branca... talvez s parecesse mais plida em comparao com
as linhas azul escuro que desenhavam uma lua crescente que estava perfeitamente
posicionada no meio da minha testa. Ou talvez fosse aquela terrvel luz fluorescente. Eu
esperava que fosse a luz.
     Eu encarei aquela extica tatuagem. Misturada com minhas feies fortes dos
Cherokee parecia me dar um toque de selvagem... como se eu pertencesse a um tempos
antigos quando o mundo era maior... mais brbaro.
     Desse dia em diante minha vida nunca seria a mesma. E por um momento  s um
instante  eu esqueci do horror de no pertencer a lugar nenhum e senti uma chocante
exploso de prazer, enquanto profundamente dentro de mim o sangue do povo da minha
av se alegrava.
    DOIS

     Quando eu percebi que j tinha passado tempo suficiente para todos sarem da
escola, eu pus meu cabelo por cima da minha testa e sai do banheiro, correndo para as
portas que levavam para o estacionamento dos estudantes. Tudo parecia limpo  s tinha
um garoto usando uma daquelas calas com o cs super baixo seriamente nada atraentes
que ficavam quase nas pernas dele. Impedir essa cala de cair enquanto ele andava
parecia exigir sua concentrao; ele no me notaria. Eu cerrei meus dentes por causa
daquela cala cada e sai pela porta, me dirigindo para o meu pequeno Bug.
     No momento que eu pisei na rua o sol comeou a me incomodar. Eu quero dizer, no
era um dia particularmente ensolarado; tinha muitas daquelas nuvens grandes e grossas,
que pareciam to bonitas em fotos, bloqueando o sol em parte. Mas isso no importava.
Eu tive que apertar meus olhos dolorosamente e levantar minhas mos enquanto eu fazia
de conta que elas bloqueavam o sol e aquela luz. Eu acho que foi porque eu estava focada
na dor que a luz do sol estava me causando que eu no notei a picape at que ela fez
uma parada barulhenta na minha frente.
     "Hey Zo! Voc recebeu minha mensagem?"
     Oh merda, merda, merda! Era Heath. Eu olhei para cima, olhando para ele atravs
dos meus dedos como se fosse um daqueles estpidos filmes de luta. Ele estava sentado
na caamba aberta da picape do seu amigo Dustin. Por cima do ombro dele eu pude ver
na cabine da picape onde Dustian e seu irmo, Drew, estavam fazendo o que
normalmente fazer  brigando e discutindo sobre s Deus sabe que coisa estpida de
homens. Graas a Deus, eles estavam me ignorando. Eu olhei de volta para Heath e
suspirei. Ele tinha uma cerveja na mo e um sorriso bobo no rosto. Momentaneamente
esquecendo que eu tinha acabado de ser Marcada e estava destina a me tornar uma
sugadora de sangue excluda e monstruosa, eu olhei para Heath com cara feia.
     "Voc est bebendo na escola! Voc est louco?"
     O sorriso bobo dele ficou maior. "Sim eu estou louco, por voc, baby!"
     Eu balancei a cabea enquanto virava minhas costas para ele, abrindo a porta do
meu Bug e empurrando meus livros e mochila no banco da passageiro.
     "Porque vocs no esto no treino de futebol?" eu disse, ainda mantendo meu rosto
longe dele.
     "Voc no soube? Temos o dia de folga por causa da surra que demos no Union na
sexta!"
     Dustin e Drew, que meio que estavam prestando ateno em Heath e eu afinal de
contas, deram alguns gritos de "Whooo-hooo!" e "Yeah!" de dentro da picape.
     "Oh.Uh.No. Eu devo ter perdido o anuncio. Eu estive ocupada hoje. Voc sabe,
super teste de geometria amanha." Eu tentei soar normal e indiferente. E ento eu
acrescente, "Alm do mais, estou ficando doente."
     "Zo, fala a verdade. Voc est fula ou algo assim? Tipo, a Kayla disse alguma merda
sobre a festa? Voc sabe que eu no te trai."
     Huh? Kayla no tinha dito uma palavra sobre Heaht ter me trado. Como uma idiota,
eu esqueci (ok, temporariamente) da minha nova Marca. Minha cabea virou para que eu
pudesse olhar para ele.
     "O que voc fez, Heath?"
     "Zo, eu? Voc sabe que eu no..." mas seu fingimento inocente desapareceu quando
a boca dele abriu de forma nada atraente assim que ele ps olhos na minha Marca. "O
que " ele comeou a dizer, mas eu o cortei.
      "Shh!" eu virei minha cabea na direo de Dustin e Drew que ainda no sabiam de
nada, e que agora estavam cantando a plenos pulmes uma das musicas do ultimo CD de
Toby Keith.
      Os olhos de Heath ainda estavam abertos e chocados, mas ele baixou a voz. "Isso 
algum tipo de maquiagem que voc est fazendo para a aula de teatro?"
      "No," eu sussurrei. "No ."
      "Mas voc no pode ser Marcada. Estamos saindo."
      "No estamos saindo!" E bem assim meu breve alivio da tosse terminou. Eu
praticamente me dobrei, dando uma seria e nojenta tossida.
      "Hey,Zo!" Dustin me chamou da cabine. "Voc tem que diminuir os cigarros."
      ", parece que voc vai tossir um pulmo ou algo assim," Drew disse.
      "Cara! Deixa ela em paz. Voc sabe que ela no fuma. Ela  uma vampira."
      timo. Maravilhoso. Heath, com a sua usual falta de qualquer coisa parecendo bom
senso, acho que estava me defendendo enquanto gritava com seus amigos, que
instantaneamente colocaram suas cabeas para fora da cabine e olharam para mim como
se eu fosse um experimento cientifico.
      "Bem, merda. Zoey  uma aberrao fudida!" Drew disse.
      As palavras insensveis de Drew fizeram a raiva que eu estava mantendo em meu
peito desde que Kayla tinha chorado ferver. Ignorando a dor que a luz do sol estava me
causando, eu olhei diretamente para Drew, o olhando nos olhos.
      "Cala essa tua boca! Eu tive um pssimo dia e eu no preciso dessa merda vinda de
voc." Eu pausei para olhar do agora assustado e silencioso Drew para Dustin e
acrescentei, "Ou de voc."
      Enquanto mantive contato visual com Dustin eu percebi algo  algo que me chocou e
me fez ficar estranhamente excitada: Dustin parecia assustado. Realmente assustado. Eu
olhei de volta para Drew. Ele parecia assustado, tambm. Ento eu senti. Uma sensao
de formigamento que subiu pela minha pele e fez a minha Marca queimar.
      Poder. Eu senti poder.
      "Zo? Que diabos?" A voz de Heath quebrou minha ateno e tirou meu olhar dos
irmos.
      "Estamos saindo daqui!" Dustin disse, passando a marcha e pisando no acelerador. A
picape se lanou para frente, fazendo Heath perder o equilbrio e deslizar, com um
movimento dos braos e a cerveja voando, no asfalto do estacionamento.
      Automaticamente, eu corri para a direo dele. "Voc est bem?" Heath estava de
quatro, e eu me curvei para ajudar ele a se levantar.
      Ento eu senti o cheiro. Algo cheirava muito bem  quente e doce e delicioso.
      Heath estava usando uma colnia nova? Uma daquelas coisas estranhas cheias de
feromnios que deveriam atrair mulheres como uma grande e engenhosa armadilha de
mosquito? Eu no percebi o quanto estava perto dele at que ele levantou e nossos
corpos estivessem praticamente pressionados juntos. Ele me olhou, seus olhos
questionadores. Eu no me afastei. Eu deveria. Eu teria me afastando antes... mas agora
no. No hoje.
      "Zo?" ele disse suavemente, a voz dele profunda e rouca.
      "Voc est cheirando muito bem," eu no consegui me impedir de dizer. Meu corao
estava batendo to alto que eu podia ouvir o eco dele em minhas palpitantes tmporas.
      "Zoey, eu senti sua falta. Precisamos voltar. Voc sabe que eu te amo." Ele levantou
a mo para tocar no meu rosto e ns dois notamos o sangue que saia da palma da mo
dele. "Ah, merda. Eu acho que-" a voz dele parou quando ele olhou para o meu rosto. Eu
s podia imaginar como eu parecia, com meu rosto todo branco, minha nova Marca feita
com um azul safira, e meus olhos encarando o sangue na mo dele. Eu no podia me
mover; eu no podia olhar para longe.
      "Eu quero..." eu sussurrei. "Eu quero..." o que eu queria? Eu no conseguia colocar
em palavras. No, no era isso. Eu no iria colocar em palavras. No dizer permitia aquela
exploso de desejo que estava tentando me sugar. E no era porque Heath estava to
perto. Ele tinha estado perto de mim antes. Bem, estivemos ficando por alguns anos, mas
ele nunca me fez sentir desse jeito  nunca nem perto disso. Eu mordi meus lbios e
gemi.
      A picape parou no estacionamento, no nosso lado. Drew saiu e agarrou Heath pela
cintura, e o empurrou de volta para a caamba.
      "Pare com isso! Estou falando com Zoey!"
      Heath tentou lutar contra Drew, mas esse cara era o linebacker* (*posio no
futebol americano), e era enorme, ento Dustian ajudou e empurrou a porta da picape.
      "Deixe ele em paz, sua aberrao!" Drew gritou para mim enquanto Dustin acelerava
a picape e aumentava a velocidade.
      Eu entrei no meu Bug. Minhas mos tremiam tanto que eu tive tentar trs vez antes
deu ligar o carro.
      "Apenas v para casa. Apenas v pra casa." Eu disse as palavras de novo e de novo
entre a tosse enquanto eu dirigia. Eu no pensava sobre o que tinha acabado de
acontecer. Eu no podia pensar sobre o que tinha acontecido.
      O caminho para casa levou 15 minutos, mas pareceu passar num piscar de olhos.
Rpido demais. Muito rpido eu estava parada na entrada da garagem, tentando me
preparar para a cena que eu conhecia, to certo quanto um raio seguir um trovo, que
estava esperando para mim l dentro.
      Porque eu fiquei to ansiosa para chegar aqui? Eu suponho que tecnicamente no
tenha ficado to ansiosa. Eu suponho que eu s estava fugindo do que tinha acontecido
com Heath.
      No! Eu no ia falar sobre isso agora. E, de qualquer jeito, tinha provavelmente
algum tipo de explicao racional para tudo, uma racional e simples explicao. Dustin e
Drew eram retardados  totalmente imaturos crebros-de-cerveja. Eu no tinha usado um
novo poder esquisito para intimidar eles. Eles s estavam apavorados porque eu tinha
acabado de ser Marcada. Era isso. Eu quero dizer, pessoas tinham medo de vampiros.
      "Mas eu no sou uma vampira," eu disse. Ento eu tossi enquanto lembrava do quo
hipnoticamente lindo tinha sido o sangue de Heath, e a onda de desejo que eu senti por
ele. No por Heath, mas pelo sangue de Heath.
      No! No! No! Sangue no era lindo ou desejoso. Eu deveria estar choque. Era isso.
Tinha que ser esse. Eu estava em choque e no estava pensando direito. Ok... ok... sem
pensar, eu toquei na minha testa. Tinha parado de queimar, mas eu ainda me sentia
diferente. Eu tossi um zilho de vezes. timo. Eu no ia pensar sobre Heath, mas eu no
podia mais negar. Eu me sentia diferente. Minha pele estava ultra sensvel. Meu peito
queimava, e mesmo usando meus culos de sol Maui Jim, meus olhos continuavam a
lacrimejar dolorosamente.
      "Estou morrendo..." eu gemi, e ento fechei meus lbios. Eu posso estar morrendo.
Eu olhei para a casa que, depois de 3 anos, ainda no parecia um lar. "Supere. S supere
isso." Pelo menos minha irm no estaria em casa ainda  treino das lideres de torcida.
Esperanosamente, o troll poderia estar hipnotizando com seu novo vdeo game Delta
Force: Black Hawk Down (um... ew). Eu poderia ter a mame para mim. Talvez ela
entendesse... talvez ela soubesse o que fazer...
      Ah, diabos! Eu tinha 16 anos, mas eu de repente percebi que eu no queria nada
tanto quanto eu queria minha me.
      "Por favor deixe ela entender," eu sussurrei com uma simples reza para qualquer que
fosse o deus ou deusa que pudesse estar ouvindo. Como sempre, eu entrei pela garagem.
Eu andei pelo corredor para o meu quarto e joguei meu livro de geometria, bolsa, e
mochila na minha cama. Ento eu respirei fundo e fui, um pouco tremula, encontrar
minha me.
      Ela estava na sala de estar, sentada na ponta do sof, tomando um copo de caf e
lendo "Sopa de galinha para a alma de uma mulher." Ela parecia to normal, tanto quanto
ela parecia antes. Com exceo que ela costumava ler romances exticos e usava
maquiagem. Os dois eram coisas que seu novo marido no permitia (que idiota).
      "Me?"
      "Hum?" Ela no olhou para mim.
      Eu engoli com fora. "Mama." Eu usei o nome que eu costumava chamar ela, antes
dela casar com John. "Eu preciso da sua ajuda."
      Eu no sabia se foi o uso inesperado do "Mama" ou algo em minha voz que tocou um
velho pedao da intuio de me que ela ainda tinha em algum lugar dentro dela, mas os
olhos que ela levantou imediatamente do livro eram suaves e cheios de preocupao.
      "O que foi, baby-" ela comeou, e ento suas palavras pareceram congelar em seus
lbios e os olhos dela viram a Marca na minha testa.
      "Oh, Deus! O que foi que voc fez?"
      Meu corao comeou a doer de novo. "Me, eu no fiz nada. Isso  algo que
aconteceu comigo, no por minha culpa. Isso no  minha culpa."
      "Oh, por favor, no!" ela disse como se eu no tivesse pronunciado uma palavra. "O
que o teu pai vai dizer?"
      Eu queria gritar "como diabos qualquer um de ns ia saber isso, no vemos ou
ouvimos sobre ele em 14 anos!" mas eu sabia que no faria bem nenhum, e sempre s a
fazia ficar irritada ao lembrar a ela que John no era meu "verdadeiro" pai. Ento eu
tentei uma ttica diferente  um que eu tinha desistido trs anos s atrs.
      "Mama, por favor. Voc pode s no falar pra ele? Pelo menos por um dia ou dois?
S mantenha entre ns duas at que... eu no sei... a gente se acostumar ou algo assim."
Eu segurei o flego.
      "Mas o que eu diria? Nem podemos cobrir isso com maquiagem." Os lbios dela se
curvaram enquanto ela dava um olhar nervoso para a lua crescente.
      "Me, eu no quis dizer que eu ia ficar aqui enquanto nos acostumamos. Eu tenho
que ir; voc sabe disso." Eu pausei enquanto uma enorme tosse fez meu ombro tremer.
"Aquele Rastreador me Marcou. Eu tenho que me mudar para a House of Night ou ento
s vou ficar cada vez mais doente." E ento morrer, eu tentei dizer a ela com meus olhos.
Eu no podia dizer as palavras. "Eu s quero alguns dias antes de quer que lidar com..."
Eu parei para no ter que dizer o nome dele, dessa vez propositalmente me fazendo
tossir, o que no era difcil.
      "O que eu contaria para o teu pai?"
      Eu senti uma onda de medo com o pnico na voz dela. Ela no era minha me? Ela
no deveria ter as respostas para tudo?
      "S... s diga a ele que eu vou passar os prximos dias na casa de Kayla porque
temos um grande projeto de biologia atrasado."
      Eu vi os olhos da minha me mudarem. A preocupao sumiu e foi substituda pela
dureza que eu conhecia bem demais.
      "Ento o que voc est dizendo  que voc quer que eu minta para ele."
      "No, me. O que eu estou dizendo  que eu quero que voc, pelo menos uma vez,
coloque minhas necessidades antes das dele. Eu quero que voc seja minha mame. Me
ajude a fazer as malas e me leve para essa nova escola porque eu estou assustada e
doente e no sei se posso fazer tudo sozinha!" Eu terminei com pressa, respirando com
fora e tossindo na mo.
      "Eu no estava ciente que parei de ser sua me," ela disse friamente.
      Ela me fez sentir ainda mais cansada do que Kayla tinha. Eu suspirei. "Eu acho que
esse  o problema, me. Voc no se importa o suficiente para perceber. Voc no se
importa com nada a no ser John desde que voc casou com ele."
      Os olhos dela se estreitaram para mim. "Eu no sei como voc pode ser to egosta.
Voc no percebe tudo que ele fez para ns? Por causa dele eu me demiti daquele
horrvel emprego em Dillards. Por causa dele no temos que nos preocupar com dinheiro
e temos essa grande, e maravilhosa casa. Por causa deles temos segurana e um grande
futuro."
      Eu ouvia essas palavras tantas vezes que eu podia recitar elas com ela. Era nessa
parte da no-conversa que eu normalmente me desculpava e voltava para o meu quarto.
Mas hoje eu no podia pedir desculpas. Hoje era diferente. Tudo era diferente.
      "No, me. A verdade  que por causa dele voc no prestou ateno nos seus filhos
nos ltimos 3 anos. Voc sabia que sua filha mais velha se tornou uma mimada vadia que
transou com metade do time de futebol? Voc sabe que nojento e sanguinrio vdeo game
o Kevin mantm escondido de voc? No,  claro que no! Os dois fingem estar felizes e
fingem gostar de John e toda aquele faz de conta da famlia, ento voc sorri para eles e
reza por eles e os deixar fazer qualquer coisa. E eu? Voc acha que eu sou m porque eu
no finjo  porque eu sou honesta. Quer saber? Eu estou to cansada da minha vida que
eu estou feliz que o Rastreador me Marcou! Eles chamam aquela escola de vampiros de
House of Night (Casa da noite) mas no pode ser mais escura que essa casa perfeita!"
Antes que eu pudesse comear a chorar ou gritar eu me virei e fui em direo ao meu
quarto, batendo a porta atrs de mim.
      "Eu espero que todos se afogue."
      Atravs daquelas paredes muito finas eu podia ouvir ela fazendo uma ligao
histrica para John. No havia duvidas que ele iria correndo para casa lidar comigo. O
Problema. Ao invs de sentar na cama e chorar como eu estava tentada, eu tirei as
merdas da escola da minha mochila. Como se eu precisasse daquela merda onde eu
estava indo? Eles provavelmente nem tem aulas normais. Eles provavelmente tinham
aulas de como arrancar a garganta das pessoas e... e... e introduo de como ver no
escuro.
      No importava o que minha fez ou no fez, eu no podia ficar aqui. Eu tinha que ir
embora.
      Ento o que eu precisava levar comigo?
      Meu par favorito de jeans, alm do que eu j tinha. Um par de camisetas pretas. Eu
quero dizer, o que mais vampiros usam? Alm do mais, eles so magros. Eu quase no
levei minha camiseta cor de gua, mas todo aquele preto estava me fazendo mais e mais
deprimida... ento eu a coloquei. Ento eu enfiei dezenas de sutis e calcinhas e coisas de
maquiagem dentro de uma necesseir. Eu quase deixei meu bicho de pelcia, Otis os
peixes (no podia dizer peixe quando tinha dois), no meu travesseiro, mas... bem...
vampira ou no, no podia dormir muito bem sem ele. Ento eu o coloquei dentro da
porcaria da mochila.
     Ento ouvi a batida na porta, e a voz dele me chamando.
     "O que?" eu gritei, ento comecei a tossir muito.
     "Zoey. Sua me e eu precisamos falar com voc."
     timo. Claramente eles no se afogaram.
     Eu dei um tapinha em Otis o peixes. "Otis, isso  uma merda." Eu arrumei meu
ombro, tossi de novo, e fui enfrentar o inimigo.
     TRS

      A primeira vista meu padrasto-perdedor, John Heifer, parece ser um cara ok, at
mesmo normal. (Sim, esse  realmente seu sobrenome e, infelizmente, tambm  agora
o sobrenome da minha me. Ela  a Sra. Heifer. D pra acreditar nisso?). Quando ele e
minha me comearam a sair eu ouvi alguns dos meus amigos da minha me chamar ele
de "bonito" e "charmoso." No comeo.  claro que a me agora tem todo um novo grupo
de amigos agora, um que o Sr. Bonito e Charmoso acha mais apropriado que o grupo de
divertidas mulheres solteiras que ela costumava sair.
      Eu nunca gostei dele. De verdade. Eu no estou dizendo isso agora s porque eu no
o suporto agora. Desde o primeiro dia que eu o conheci eu vi apenas uma coisa 
falsidade. Ele finge ser um cara legal. Ele finge ser um bom marido. Finge at mesmo ser
um bom pai.
      Ele parecia como qualquer pai. Ele tem cabelo escuro, pernas magras, e est ficando
mais magro. Os olhos dele so como a alma dele, um limpo, frio de cor marrom.
      Eu fui a sala de estar e o encontrei parado perto do sof. Minha me estava parada
perto do fim dele, segurando as mos dele. Os olhos dela j estavam vermelhos e
marejados. timo. Ela ia bancar a machucada e histeria me.  uma atuao que ela faz
bem.
      John tinha comeado a tentar me espetar com seus olhos, mas minha Marca o
distraiu. O rosto dele se virou em desgosto.
      "Fica atrs de mim, Sat!" ele citou no que eu gostava de pensar que era a sua voz
de sermo.
      Eu suspirei. "No  o Sat.  apenas eu."
      "Agora no  hora para sarcasmo, Zoey," disse minha me.
      "Eu cuido disso, querida," disse o padrasto-perdedor, dando tapinhas no ombro dela
antes de virar sua ateno de volta para mim.
      "Eu disse a voc que seu mal comportamento e sua atitude problemtica iriam ter
conseqncias. Eu no estou nem surpreso que isso aconteceu to cedo."
      Eu balancei a cabea. Eu esperava isso. Eu realmente esperava isso, e ainda sim era
um choque. O mundo inteiro sabia que no havia nada que algum pudesse fazer para
trazer a Mudana. Todo o "se voc  mordida por um vampiro voc vai morrer e virar um"
era estritamente fictcio. Os cientistas estavam tentando entender o que causa a
seqncia de efeitos fsicos que leva ao vampirismo por anos, se eles descobrissem
poderiam conseguir uma cura, ou pelo menos inventar uma vacina. At agora, no
tiveram sorte. Mas agora meu padrasto-perdedor, John Heifer, tinha de repente
descoberto que comportamento adolescente ruim  especificamente o meu mal
comportamento, o que consistia principalmente numa mentira ocasional, alguns
pensamentos irritados e comentrios espertinhos dirigidos principalmente aos meus
parentes, e talvez alguma semi luxuria por Ashton Kutcher ( triste dizer que ele gosta de
mulheres mais velhas)  traziam esse tipo de mudana fsica no meu corpo. Bem, bem!
Quem diria?
      "Isso no  algo que eu causei," eu finalmente consegui dizer. "Isso no foi feito por
minha culpa. Foi feito comigo. Todos os cientistas do planeta concordam com isso."
      "Os cientistas no sabem de tudo. Eles no so homens de Deus."
      Eu apenas o encarei. Ele era um Ancio das Pessoas de F, uma posio que ele era
oh, to orgulhoso. Era uma das razes do porque mame se sentia atrada por ele, e em
um sentido estritamente lgico eu podia entender por que. Ser um Ancio significava que
o homem tinha sucesso. Ele tinha o trabalho certo. Uma boa casa. A famlia perfeita. Ele
deveria fazer as coisas certas e acreditar no caminho certo. No papel ele deveria ser uma
tima escolha para ser o novo marido e pai. Pena que o papel no mostra a histria toda.
E agora, previsivelmente, ele iria bancar o Ancio e jogar Deus na minha cara. Eu aposto
que minhas novas botas Steve Madden no iriam irritar Deus tanto quanto ele me irritava.
      Eu tentei de novo. "Estudamos isso na aula de biologia.  uma reao fsica que
acontece com alguns dos corpos dos adolescentes enquanto o nveis de hormnios
aumentam." Eu parei, pensando bastante e totalmente orgulhosa de mim mesma por
lembrar de algo que aprendi no semestre passado. "Em certas pessoas os hormnios
dispara algum tipo de ou algo a... a..." eu pensei mais e lembrei: "um DNA viciado se
sobressai, o que comea a Mudana." Eu sorri, no para John, mas porque estava feliz
pela minha habilidade de lembrar coisas de uma unidade que tnhamos acabado a meses.
Eu sabia que o sorriso era um era quando eu vi a mandbula dele se apertando de maneira
familiar.
      "O conhecimento de Deus ultrapassa o da cincia, e  uma blasfmia voc dizer ao
contrario, mocinha."
      "Eu nunca disse que cientistas eram mais espertos que Deus!" eu joguei minhas
mos para cima e tentei segurar uma tosse. "S estou tentando explicar essa coisa pra
voc."
      "Eu no preciso ter nada explicado para mim por uma adolescente de 16 anos."
      Bem, ele estava usando uma daquelas calas muito ruins e uma camisa horrvel.
Claramente ele precisava que algumas coisas fossem explicadas por uma adolescente,
mas eu no achei que fosse a hora certa para mencionar esse infeliz e obvio acidente de
moda.
      "Mas John, querido, o que vamos fazer sobre ela? O que os vizinhos vo dizer?" O
rosto dela ficou ainda mais plido mais do que quando ela tinha dado um pequeno soluo.
"O que as pessoas vo dizer na Reunio no domingo?"
      Ele cerrou os olhos quando abri minha boca para responder, e me interrompeu antes
que eu pudesse falar.
      "Vamos fazer o que uma famlia de Deus deveria fazer. Vamos deixar isso na mo de
Deus."
      Eles iam me mandar para um converto? Infelizmente, eu tive que lidar com outra
rodada de tosse, ento ele continuou falando.
      "Tambm vamos ligar para o Dr. Asher. Ele vai saber o que fazer para acalmar essa
situao."
      Maravilhoso. Fabuloso. Ele ia chamar nosso psiclogo de famlia, o Cara
Inacreditavelmente sem Expresso. Perfeito.
      "Linda, ligue para o numero de emergncia do Dr. Asher, e eu acho que seria sbio
ativar a rvore de telefone de orao. Se certifique que os outros Ancies saibam que tem
que se reunir aqui."
      Minha me acenou e comeou a levantar, mas as palavras que saram da minha boca
a fizeram voltar para o sof.
      "O que! Sua resposta  ligar para um psiclogo que no tem idia de como lidar com
adolescentes e chamar todos aqueles estpidos Ancies para virem aqui? Como se eles
fossem sequer tentar entender? No! Voc no entende? Eu tenho que ir embora. Hoje a
noite." Eu tossi, de um jeito que fez meu peito doer. "V! Isso s vai piorar se eu no ficar
perto dos..." eu hesitei. Porque  to difcil dizer "vampiros?" Porque soava to estranho-e
finalmente, - parte de mim admitiu, to fantstico. "Eu tenho que ir para a House of
Night."
      Mame pulou, e por um segundo eu achei que ela fosse me salvar. Ento John ps
seus braos ao redor dos ombros dela de forma possessiva. Ela olhou para ele e quando
olhou de volta para mim seus olhos pareciam quase pedir desculpas, mas as palavras
dela, tipicamente, refletiam apenas o que John iria querer que ela dissesse.
      "Zoey, certamente no iria doer nada se voc passasse a noite em casa?"
      " claro que no iria," John disse para ela. "Tenho certeza que o Dr. Asher vai ver a
necessidade de uma consulta em casa. Com ele aqui ela ficara perfeita." Ele bateu
levemente no ombro dela, fingindo ser atencioso, mas ao invs de doce ele soou fingido.
Eu olhei para ele e para minha me. Eles no iam me deixar ir embora. No hoje a noite,
e talvez nunca, pelo menos at eu ter que ser atendida pelos paramdicos. Eu de repente
entendi que no era s sobre essa Marca ou o fato que a minha vida tinha mudado
completamente. Era sobre controle. Se eles me deixassem ir, de algum jeito eles iriam
perder. No caso da minha me, eu gostava de pensar que ela tinha medo de me perder.
Eu sabia que John no queria perder. Ele no gostava de perder sua preciosa autoridade e
a iluso de que ramos todos uma famlia feliz. Como mame j tinha dito, o que os
vizinhos iam pensar  o que as pessoas iriam pensar na Reunio no domingo? John tinha
que preservar a iluso, e se isso significasse me deixar muito, muito doente, bem ento,
esse era um preo que ele estava disposto a pagar.
      Mas eu no estava disposta a pagar isso.
      Eu acho que era hora de colocar as coisas nas minhas prprias mos (afinal de
conta, elas eram bem tratadas).
      "timo," eu disse. "Chame o Dr. Asher. Comece a rvore de ligaes pelo telefone.
Mas voc se importa que eu v deitar at todos chegarem aqui?" Eu tossi de novo para
fazer mdia.
      " claro que no, querida," disse mame, parecendo obviamente aliviada. "Um
pequeno descanso provavelmente vai fazer voc se sentir melhor." Ento ela se afastou
do brao possessivo de John. Ela sorriu e ento me abraou. "Voc gostaria que eu
pegasse pra voc um pouco de remdio pra tosse?"
      "No, estou bem," eu disse, me agarrando a ela s por um segundo desejando com
tanta fora que voltssemos a 3 anos atrs e ela ainda fosse minha  ainda estivesse do
meu lado. Ento eu respirei fundo e me afastei. "Estou bem," eu repeti.
      Ela olhou para mim e acenou, me dizendo que ela sentia muito do nico jeito que
podia, com os olhos.
      Eu me afastei dela e comecei a voltar para o quaro. Para as minhas costas o meu
padrasto-perdedor disse, "e porque voc no faz um favor a todos ns e v se consegue
achar alguma maquiagem para esconder essa coisa na sua testa?"
      Eu nem parei. Eu s continuei andando. E eu no ia chorar.
      Eu vou lembrar disso, eu falei a mim mesma com firmeza. Eu vou lembrar do quo
horrvel eles fizeram eu me sentir hoje. Ento quando eu estiver assustada e sozinha e o
que mais for acontecer comigo, eu vou lembrar que nada poderia ser to pior quanto ficar
presa aqui. Nada.
     QUATRO

      Ento eu sentei na cama e tossi enquanto ouvia minha me fazer uma frentica
ligao para a linha de emergncia do nosso psiclogo, seguida por outra igualmente
histrica ligao que iria ativar a rvore de rezas das Pessoas de F. Em 30 minutos nossa
casa comeou a se encher com mulheres gordas e seus maridos pedofilos de olhos
pequenos. Eles me chamaram para a sala. Minha Marca seria considerada um Problema
Realmente Grande e Embaraoso, ento eles provavelmente me ungiriam com alguma
merda que com certeza ia entupir meus poros e uma espinha enorme antes deles
colocarem suas mos em mim para rezar. Eles pediram a Deus para me ajudar a parar de
ser uma adolescente to problemtica e um problema para os meus pais. Oh, e o pequeno
problema da minha Marca tinha que ser resolvido tambm.
      Se fosse to simples. Eu com prazer faria um trato com Deus para ser uma boa
garota versus mudar de escola e espcie. Eu at faria o teste de geometria. Bem, ok.
Talvez no a prova de geometria  mas, ainda sim, no  como se eu tivesse pedido para
ser uma aberrao. Essa coisa toda significava que eu iria ter que ir embora. O comeo da
vida onde, em algum lugar, eu seria a novata. Algum lugar onde eu no tinha amigos. Eu
pisquei com fora, me forando a no chorar. A escola era o nico lugar onde eu me
sentia em casa; meus amigos eram minha famlia. Eu apertei os pulsos e ergui a cabea
para no chorar. Um passo de cada vez  vou lidar com isso um passo de cada vez.
      No tinha jeito deu lidar com clones do padrasto-perdedor alm do tudo mais. E,
como se as Pessoas da F j no fossem ruim o suficiente, a terrvel sesso de reza iria
ser seguida por uma igualmente irritante sesso com o Dr. Asher. Ele fazia muitas
perguntas sobre como isso e aquilo me faziam sentir. Ento ele falava sobre raiva
adolescente e angustia e sobre como eram normal, mas que eu podia escolher como elas
teriam um impacto na minha vida... bl... bl... e j que isso era uma "emergncia" ele
provavelmente iria querer que eu desenhasse algo que representasse minha criana
interior ou qualquer coisa assim.
      Eu definitivamente tinha que sair daqui.
      Que bom que eu sempre fui a "criana m" e sempre estive preparada para situaes
como essa. Ok, eu no estava exatamente pensando sobre fugir de casa para me juntar
aos vampiros quando pus uma chave extra do meu carro de baixo do vaso de flor do lado
de fora da minha janela. Eu s estava considerando que eu poderia querer escapar e ir
para a casa de Kayla. Ou, se eu realmente quisesse ser m eu poderia me encontrar com
Heath no parque e me agarrar com ele. Mas ento Heath comeou a beber e eu comecei
a me transformar em uma vampira. s vezes a vida no faz sentido nenhum.
      Eu peguei minha mochila, abri a janela, e mais fcil que os sermes chatos do meu
padrasto-perdedor, eu sai pela janela. Eu pus meus culos de sol e olhei ao redor. Era
apenas 4:30, e no estava escuro ainda, ento eu estava feliz que a nossa cerca me
escondia dos nossos vizinhos. Desse lado da casa a outra nica janela era do quarto da
minha irm, e ela estava no treino das lideres de torcida. (O inferno deveria estar
congelando porque pela primeira vez na vida eu estava feliz por minha irm estar
envolvida no que ela chamava de "esporte de torcer.") Eu derrubei minha mochila
primeiro e ento devagar desci pela janela, tomando cuidado para no fazer barulho
quando cheguei ao cho. Eu parei ali por vrios minutos, enterrando meu rosto nos braos
para abafar o som da terrvel tosse. Ento me curvei em direo ao pote onde havia uma
planta de lavanda que a Vov Redbird me deu, e deixei meus dedos encontrarem a chave
de metal que estava na grama.
      O porto nem rangeu quando eu o abri um centmetro a la As panteras. Meu Bug
fofo estava onde sempre ficava  bem enfrente a nossa garagem. O padrasto-perdedor
no me deixava estacionar dentro porque ele disse que seu cortador de grama era mais
importante. (Mais importante que uma vintage VW? Como? Isso nem fazia sentido, droga,
eu acabei de soar como um garoto. Desde quando em importava com a vintage do meu
Bug? Eu devo mesmo estar Mudando.) Eu olhei para os dois lados. Nada. Eu fui para o
meu Bug, entrei, coloquei em ponto morto, e fiquei verdadeiramente agradecida por nossa
entrada ser ridiculamente longe quando meu maravilhoso carro andou silenciosamente e
suavemente pela rua. Dali eu fui para oeste e logo sai da rua das casas grandes e caras.
      Eu nem olhei pelo espelho retrovisor.
      Eu nem liguei meu telefone celular. Eu no queria falar com ningum.
      No, isso no era exatamente verdade. Tinha uma pessoa que eu realmente queria
falar. Ela era a nica pessoa no mundo que eu tive certeza que no ia olhar para minha
Marca e pensar que eu era um monstro ou uma aberrao ou uma pessoa horrvel.
      Como se meu Bug pudesse ler minha mente ele pareceu virar sozinho na estrada que
levava para Muskogee Turnpike e, eventualmente, para o lugar mais maravilhoso do
mundo  a farmcia da minha Vov Redbird.
      Diferente do caminho da escola para casa, a viagem de uma hora e meia para a casa
da Vov Redbird pareceu levar uma eternidade. Quando eu finalmente sai da estrada e
entrei na estrada de terra que levava para a casa da Vov, meu corpo doa ainda mais do
que aquela vez que eles contrataram aquele professor maluco de Ed. Fsica que pensou
que deveramos fazer oito circuitos enquanto ela balanava seu chicote para ns e ria. Ok,
ento talvez ela no tivesse um chicote, mas ainda sim. Meus msculos doam pra
caramba. Era quase seis horas e o sol finalmente estava comeando a se por, mas meus
olhos ainda doam. Na verdade, at mesmo a luz do sol fraca fazia minha pele formigar e
ficar estranha. O que me fez ficar feliz foi que era final de Outubro e finalmente tinha
ficado frio o suficiente para eu usar meu casaco da Borg Invason 4D (claro,  um Star
Trek: Next Generation que eu comprei numa viagem a vegar, e eu ocasionalmente na
poca era uma grande f), o que graas a Deus, cobria quase toda a minha pele. Antes de
eu sair do meu Bug eu procurei no banco traseiro meu velho bon para que ele cobrisse
meu rosto do sol.
      A casa da minha av ficava entre campos de flores e era protegido por grandes
carvalhos. Foi construda em 1942 pela pedra crua de Oklahoma, com uma confortvel
varanda e janelas muito grandes. Eu amava essa casa. S em subir os degraus que
levavam para a varanda me fez sentir melhor... segura. Ento eu vi o bilhete no lado de
fora da porta. Era fcil reconhecer a letra bonita da Vov Redbird: Estou no penhasco
pegando flores.
      Eu toquei o papel com o suave cheiro de lavanda. Ela sempre sabia quando eu iria
visitar. Quando eu era criana eu achava isso estranho, mas quando fiquei mais velha eu
comecei a apreciar o senso extra que ela tinha. Toda minha vida eu soube que, no
importasse o que, eu poderia contar com a Vov Redbird. Durante aqueles primeiros
meses horrveis quando mame casou com John eu acho que eu teria murchado e morrido
se no fosse para as escapas todo final de semana para a casa da vov.
      Por um segundo eu considerei entrar (Vov nunca trancava a porta) e esperar por
ela, mas eu precisava ver ela, ter ela me abraando e me dizer o que minha me deveria
dizer.
      No fique com medo... vai ficar tudo bem... eu vou fazer tudo ficar bem. Ento ao
invs de entrar eu encontrei o pequeno caminho por entre o penhasco que me permitiria
achar ela e eu o segui, deixando a ponta dos meus dedos passar por entre as plantas mais
perto para que enquanto eu andasse elas liberassem um doce cheiro no ar ao meu redor
como se estivessem me dando boas vindas.
     Parecia que fazia anos desde que eu estive aqui, embora eu soubesse que s faziam
4 semanas. John no gostava da vov. Ele achava que ela era estranha. Eu at o ouvi
dizer a mame que a vov era "uma bruxa que iria ser um problema."
     Ento um pensamento incrvel veio na minha mente enquanto eu parei
completamente. Meus pais no controlavam mais o que eu fazia. Eu nunca mais iria viver
com eles. John no podia mais me dizer o que fazer.
     Whoa! Que incrvel!
     To incrvel que tive um espasmo de tosse que me fez enrolar os braos ao meu
redor, como se eu estivesse tentando segurar meu peito. Eu precisava encontrar Vov
Redbird, e eu precisava encontrar ela agora.
     CINCO

      O caminho para o penhasco sempre foi ngreme, mas eu subi um zilho de vezes,
com e sem a vov e eu nunca me senti assim. No era mais apenas a tosse. No era mais
os msculos doloridos. Eu estava tonta e meu estomago estava to ruim que me lembrava
de Meg Ryan naquele filme French Kiss: Segredos do corao depois que ela comeu todo
aquele queijo e teve aquela intolerncia a lactose. (Kevin Kline  muito fofo nesse filme 
bem, para um cara velho.)
      E meu nariz estava escorrendo, e eu no quero dizer s um pouco. Eu quero dizer,
eu estava limpando o nariz na manga do meu casaco (nojento). Eu no conseguia respirar
sem abrir minha boca, o que me fez tossir mais, e eu no conseguia acreditar no quanto
meu peito doa! Eu tentei lembrar o que  que matava oficialmente quem no completava
a Mudana em um vampiro. Eles tinham ataques cardacos? Ou era possvel que eles
tossissem e seus narizes escorressem at a morte?
      Pare de pensar sobre isso!
      Eu preciso encontrar Vov Redbird. Se a vov no tiver as respostas, ela vai
descobrir. Vov Redbird entende as pessoas. Ela disse que  porque ela no perdeu
totalmente sua herana Cherokee e o conhecimento tribal de seus ancestrais as Mulher
Sbias que ela carregava no sangue. At mesmo agora eu sorri ao pensar sobre quando o
rosto da vov franze toda a vez que o assunto  o padrasto-perdedor (ela  a nica adulta
que sabe que eu chamo ele assim). Vov Redbird disse que  obvio que o sangue das
Mulheres Sbias pulou a filha dela, mas s porque ele foi poupado para me dar uma dose
extra de mgica Cherokke antiga.
      Quando era criana eu subi esse caminho segurando a mo da vov mais vezes do
que eu era capaz de contar. No meio da grama alta e das flores selvagens colocvamos
uma colorida toalha e fazamos um piquenique enquanto a vov me contava histrias das
pessoas Cherokee e me ensinava a linguagem misteriosa deles. Enquanto eu andava pelo
caminho aquelas histrias antigas pareciam dar voltas dentro da minha cabea, como
fumaa de um fogo cerimonial... incluindo a triste histria de como as estrelas se
formavam quando um co era pego roubando milho e a tribo o matava. Enquanto o co
uivava para sua casa no norte, a comida se espalhava pelo cu e fazia a mgica da Via
Lctea. Ou como o Grande Falco fez as montanhas e vales com suas asas. E meu
favorito, a histria sobre a jovem mulher sol que viveu no leste, e seu irmo, a lua que
vivia a oeste, e o Redbird que era a filha do sol.
      "Isso no  estranho? Eu sou uma Redbird e uma filha do sol, mas estou me
tornando um monstro da noite." Eu me ouvi falar em voz alta e estava surpresa por minha
voz soar to fraca, especialmente quando minhas palavras pareciam ecoar ao meu redor,
como se estivesse sendo vibradas como um tambor.
      Tambor...
      Pensar na palavra me fazia lembrar dos debates que vov tinha me levado quando
era pequena, e ento, meus pensamentos de algum jeito tomaram vida na memria, e eu
acabei ouvindo o bater dos tambores cerimoniais. Eu olhei ao redor, apertando os olhos
contra a luz mais fraca do dia. Meus olhos estavam atordoados e minha viso estava toda
errada. No havia vento, mas a sombra das pedras e arvores pareciam estar se
movendo... se esticando... me alcanando.
      "Vov estou com medo..." eu chorei entre uma crise de tosse.
     O esprito da terra no precisa ser temido Zoeybird.
     "Vov?" Eu ouvi a voz dela me chamando pelo meu apelido, ou era um daqueles ecos
estranhos vindos da minha memria? "Vov!" eu chamei de novo, e ento fiquei parada
tentando ouvir uma resposta.
     Nada. Nada a no ser o vento.
     U-no-le... a palavra Cherokee para vento passou pela minha mente como um sonho
meio esquecido.
     Vento? No, espera! No havia nenhum vento um segundo atrs, mas agora eu tinha
que segurar o chapu com uma mo e tirar o cabelo que estava sendo jogado
selvagemente para o meu rosto com a outra mo. E ento no vento eu os ouvi  o som de
muitas vozes Cherokee cantando junto com os tambores cerimoniais. Atravs de um vu
de cabelo e lgrimas eu vi fumaa. O cheiro doce de madeira encheu minha boca aberta e
eu senti o gosto das fogueiras dos meus ancestrais. Eu me afoguei, lutando para
recuperar o flego.
     E ento eu os senti. Eles estavam ao meu redor, formas quase visveis tremulando
como ondas de calor se levantando do asfalto no vero. Eu podia sentir eles se
pressionarem contra mim enquanto se movimentavam com graciosidade, passos intricados
ao redor da imagem da fogueira dos Cherokee.
    Se junte a ns, u-we-tsi a-ge-hu-tsa... Se junte a ns, filha...
      Fantasmas Cherokee... me afogando nos meus prprios pulmes... e brigando com
meus pais.... minha vida antiga acabada...
      Era demais. Eu corri.
      Eu suponho que o que eles nos ensinam em biologia sobre a adrenalina tomar conta
durante todo aquele negocio de lutar-ou-lutar  verdade porque embora meu peito
parecesse que iria explodir e parecesse que eu estava tentando respirar debaixo da gua,
eu corri pela trilha como se houvesse lojas no shopping dando sapatos de graa.
      Procurando por ar eu continuei a subir cada vez mais  lutando para me afastar do
esprito assustador que estava ao meu redor como nevoa, mas ao invs de deixar eles
para trs eu parecia estar correndo cada vez mais para dentro do mundo da fumaa e
sombras. Eu estava morrendo? Era isso que estava acontecendo? Era por isso que eu
podia ver fantasmas? Onde estava a luz branca? Completamente apavorada, eu corri,
jogando meus braos para cima de forma selvagem como se eu pudesse segurar o terror
que estava me perseguindo.
      Eu no vi a raiz que estava no meio do caminho. Completamente desorientada eu
tentei me segurar, mas todos os meus reflexos desapareceram. Eu cai com fora. A dor na
minha cabea era afiada, mas durou apenas por um segundo antes da escurido em
engolir.
      Acordar foi estranho. Eu esperei que meu corpo doesse, especialmente meu corao
e peito, mas ao invs da dor eu senti... bem... eu me senti bem. Na verdade, eu me sentia
melhor que bem. Eu no estava tossindo. Meus braos e pernas estavam incrivelmente
leves, e quentes, como se eu tivesse acabo de entrar numa banheira de hidromassagem
em uma noite fria.
      Huh?
      A surpresa me fez abrir os olhos. Eu estava vendo uma luz, que milagrosamente no
fez meus olhos doerem. Ao invs da luz do sol, isso era mais como a suave luz de uma
vela que parecia estar descendo. Eu sentei, e percebi que estava errada. A luz no estava
descendo, eu estava subindo!
      Eu vou para o cu. Bem, isso vai chocar algumas pessoas.
     Eu olhei para baixo e vi meu corpo! Eu ou aquilo ou... ou... tanto faz estava deitado
perto da ponta do penhasco. Meu corpo estava bem parado. Minha testa estava cortada e
estava sangrando bastante. O sangue pingava no cho rochoso, fazendo uma trilha de
lagrimas vermelhas carem no corao do penhasco.
     Era incrivelmente estranho olhar para mim mesma. Eu no estava com medo. Mas eu
deveria, no deveria? Isso no significava que eu estava morta? Talvez eu fosse capaz de
ver os fantasmas Cherokee melhor agora. At essa idia no me assustava. Na verdade,
ao invs de ter medo era mais como se eu fosse uma observadora, e nada disso pudesse
realmente me tocar. (Que nem aquelas garotas que transam com todo mundo e acham
que no vo ficar grvidas ao pegar uma DST que come seu crebro e tal. Bem, vamos
ver em 10 anos, no ?)
     Eu gostei do jeito que o mundo parecia, brilhante e novo, mas era meu corpo que
continuava a chamar minha ateno. Eu flutuei perto dele. Eu estava respirando rpido e
superficialmente. Bem, meu corpo estava respirando assim, no que no fosse eu. Eu/ela
estava plida e seus lbios estavam azuis. Hey! Rosto branco, lbios azuis, e sangue
vermelho! Vai dizer que eu no sou patriota?
     Eu ri, e percebi o quo incrvel era! Eu jurava poder ver minha risada flutuar ao meu
redor como aquelas coisas fofas que voc sopra de um dente de leo, s que ao invs de
ser branco era bolo-de-aniversrio-de-cobertura-azul. Wow! Quem diria que bater a
cabea e desmaiar seria to divertido? Eu me perguntei se isso era como quando algum
estava alto.
     A risada estilo dente de leo sumiu e eu podia ouvir o barulho de gua corrente. Eu
me movi mais para perto do meu corpo, percebendo que o que eu pensei que fosse uma
ferida no solo na verdade era uma rachadura estreita. A gua parecia estar vindo dali.
Curiosa, eu espiei para baixo, e a brilhante linha prateada de palavras saiu da rocha. Eu
me esforcei para ouvir, e fui recompensada por um fraco, sussurro de um som prateado.
     Zoey Redbird... venha at mim...
      "Vov!" Eu gritei para dentro da abertura. Minhas palavras eram prpura enquanto
enchiam o ar ao meu redor. " voc, Vov?"
      A mistura prateada com o prpura da minha visvel voz, tornaram as palavras em um
brilhante prpura azulado. Era um pressagio! Um sinal! De alguma forma, como os guias
espirituais do povo Cherokee tinham acreditado por sculos, a Vov Redbird estava me
dizendo que eu tinha que entrar na rocha.
      Sem hesitar, eu entrei na abertura, seguindo a trilha do meu sangue e a memria
prateada dos sussurros da minha av at que eu cheguei no cho suave de uma espcie
de caverna. No meio do lugar uma pequena corrente de gua borbulhava, dando pedaos
visveis de som, claro e colorido como um vidro. Misturado com a cor escarlate do meu
sangue iluminava a caverna com uma luz fraca que era da cor de folhas secas. Eu queria
sentar perto da gua borbulhante e deixar meus dedos tocarem o ar ao redor e brincar
com a textura da musica, mas a voz me chamou de novo.
     Zoey Redbird... me siga para o seu destino...
     Ento eu segui a corrente at o chamado da mulher. A caverna se estreitou at se
tornar um tnel arredondado. Eu segui as curvas, em uma espiral gentil, terminando
bruscamente numa parede que estava cheia de smbolos encravados que pareciam
familiares e alien ao mesmo tempo. Confusa, eu vi a corrente bater na parede e
desaparecer. E agora? Eu deveria seguir?
     Eu olhei de volta para o tnel. Nada ali a no ser luzes danantes. Eu me virei para a
parede e senti um choque eltrico. Whoa! Tinha uma mulher sentada com as pernas
cruzadas na frente da parede! Ela estava usando um vestido branco que estava cheio dos
mesmos smbolos que estavam na parede atrs dela. Ela era fantasticamente bonita, com
um cabelo longo e liso to preto que parecia ter luzes azuis e prpuras, como a asa de um
corvo. Os lbios dela se curvaram quando ela falou, enchendo o ar entre ns com o poder
prateado de sua voz.
     Tsi-lu-gi U-we-tsi a-ge-hu-tsa. Bem vinda, Filha. Voc fez muito bem.
     Ela falou em Cherokee, e embora eu no praticasse a lngua nos ltimos anos eu
entendi as palavras.
     "Voc no  minha av!" eu falei, me sentindo constrangida e deslocada enquanto
minhas palavras se juntavam a ela fazendo padres de brilhantes flores no ar ao nosso
redor.
     O sorriso dela era como o sol nascente.
     No, Filha, eu no sou, mas eu conheo Sylvia Redbird muito bem. Eu respirei fundo.
     "Estou morta?"
     Eu estava com medo dela rir de mim, mas ela no riu. Ao invs disso os olhos negros
dela eram suaves e preocupados.
    No, U-we-tsi a-ge-hu-tsa. Voc est longe de estar morta, embora seu esprito
temporariamente tenho sido libertado para andar pelo reino de Nunne 'hi.
    "As pessoas de esprito!" Eu olhei ao redor do tnel, tentando ver rostos entre as
sombras.
     Sua av te ensinou bem, u-s-ti Dotsu-wa... pequena Redbird. Voc  uma nica
mistura do Jeito Antigo e o Novo Mundo  um antigo sangue tribal e o corao dos
estrangeiros.
    As palavras dela me fizeram sentir frio e calor ao mesmo tempo. "Quem  voc?" eu
perguntei.
     Eu sou conhecida por muitos nomes... Changing Woman, Gaea, A'akuluujjusi, Kuan
Yin, Grandmother Spider, e at mesmo Dawn...
     Enquanto ela falava cada nome seu rosto era transformado ento eu estava tonta
com o poder dela. Ela deve ter entendido, porque ela parou e sorriu para mim, e seu rosto
voltou para a mulher que eu vi primeiro.
    Mas voc, Zoeybird, minha Filha, pode me chamar pelo nome que seu mundo me
conhece hoje, Nyx.
     "Nyx," minha voz era quase um sussurro. "A deusa vampira?"
     Na verdade, foram os gregos antigos tocados pela Mudana que me adoraram
primeiro como a me que eles procuraram em sua Noite sem fim. Eu fiquei satisfeita de
chamar os descendentes deles de meus filhos a muitos sculos. E, sim, no seu mundo
esses filhos so chamados de vampiros. Aceite o nome, U-we-tsi a-ge-hu-tsa;e voc
encontrar seu destino.
     Eu podia sentir a Marca queimando na minha testa, e de repente eu queria chorar.
"Eu- eu no entendo. Encontrar meu destino? Eu s quero encontrar um jeito de lidar com
a minha nova vida  de fazer tudo ficar bem. Deusa, eu s quero encontrar meu lugar. Eu
no acho que sou capaz de encontrar meu destino."
     O rosto da deusa ficou suave de novo, e quando ela falou a voz dela era como a da
minha me, mas mais  como se ela tivesse de algum jeito juntado todo o amor maternal
do mundo em suas palavras.
     Acredite em si Zoey Redbird. Eu Marquei voc como uma igual. Voc ser minha
primeira verdadeira U-we-tsi a-ge-hu-tsa vhna-i Sv-no-yi... Filha da noite... nessa poca.
Voc  especial. Aceite isso sobre si e voc ira comear a entender que a um verdadeiro
poder em sua exclusividade. Em voc  combinada o mgico sangue de antigas e Sbias
Mulheres e Ancies, assim como um profundo entendimento do mundo moderno.
     A deusa levantou e andou graciosamente em minha direo, a voz dela fazendo
smbolos prateados de poder no ar ao nosso redor. Quando ela me alcanou ela limpou as
lagrimas da minha bochecha antes de colocar meu rosto em suas mos.
    Zoey Redbird, Filha da Noite, eu nomeio voc meus olhos e ouvidos no mundo hoje,
um mundo onde bem e mal esto lutando para encontrar balano.
     "Mas eu tenho 16 anos! Eu nem consigo fazer baliza! Como eu vou saber ser seus
olhos e ouvidos?"
     Ela apenas sorriu serenamente. Voc  velha alm da sua idade, Zoeybird. Acredite
em voc mesma e voc encontrara um jeito. Mas lembre-se, a escurido nem sempre
equivale ao mal, assim como a luz nem sempre trs o bem.
    Ento a deusa Nyx, a antiga personificao da Noite, se inclinou e me beijo na testa.
    E pela terceira vez naquele dia, eu desmaiei.
     SEIS

      Linda, v o numem, a nuvem apareceu. Linda, v a chuva, a chuva cai perto...
      As palavras de uma antiga musica flutuavam pela minha mente. Eu devia estar
sonhando com a Vov Redbird de novo. Me fez sentir quente e segura e feliz, o que era
especialmente bom, j que eu me sentia to mal ultimamente... s que eu no conseguia
me lembrar exatamente porque. Huh. Estranho.
      Quem falou?
      A pequena semente ouviu,
      Bem encima do caule...
      A msica da minha av continuou e eu me curvei de lado, suspirando enquanto
esfregava meu peito contra um travesseiro suave. Infelizmente, mover minha cabea
causou uma horrvel dor nas minhas tmporas, e como uma bala quebrando um vidro,
destruiu meus sentimentos de felicidade enquanto as memrias do dia se apoderavam de
mim.
      Eu estava me transformando numa vampira.
      Eu tive que fugir de casa.
      Eu tive um acidente e algum tipo de experincia quase-morte.
      Eu estava me transformando numa vampira. Oh meu Deus.
      Cara, minha cabea di.
      "Zoeybird! Voc est acordada, baby?"
      Eu pisquei e meus olhos fora de foco clarearam para ver Vov Redbird sentada numa
cadeira perto da minha cama.
      "Vov!" eu tateei e peguei a mo dela. Minha voz soava to horrvel quanto eu me
sentia. "O que aconteceu? Onde estou?"
      "Voc est segura, Pequena Ave. Voc est segura."
      "Minha cabea di." Eu senti o lugar onde minha cabea estava machucada e
dolorida, e meus dedos encontraram os pontos.
      "Deveria. Voc tirou 10 anos da minha vida tamanho susto que levei." Vov esfregou
minha mo gentilmente. "Todo aquele sangue..." Ela tremeu, e ento balanou a cabea e
sorriu para mim. "Que tal voc me prometer no fazer aquilo de novo?"
      "Prometo," eu disse. "Ento, voc me encontrou..."
      "Ensangentada e inconsciente, Pequena Ave." Vov afastou o cabelo da minha
testa, seus dedos passando suavemente pela minha Marca. "E to plida que a escura lua
crescente parecia brilhar contra a sua pele. Eu sabia que voc precisava ser levada para a
House of Night, o que foi exatamente o que eu fiz." Ela riu e o maravilhoso brilho nos seus
olhos a fizeram parecer uma garotinha. "Eu liguei para sua me para dizer a ela que eu
estava te levando para a House of Night, e eu tive que fingir que meu celular estava com
uma recepo ruim para poder desligar. Eu temo que ela no esteja feliz com nenhuma de
ns duas."
      Eu ri para Vov Redbird. H h, mame estava braba com ela tambm.
      "Mas, Zoey, o que voc estava fazendo na luz do dia? E porque voc no me disse
antes que voc tinha sido Marcarcada?"
      Eu me forcei a sentar, gemendo com a dor na minha cabea. Mas, graas a Deus,
parecia que eu no estava mais tossindo. Deve ser porque eu finalmente estou aqui  na
House of Night... mas a idia desapareceu da minha cabea enquanto processava o que a
Vov tinha dito.
      "Espera, eu no poderia ter te falado antes. O Rastreador veio a escola hoje e me
Marcou. Eu fui para casa primeiro. Eu esperava que a mame entendesse e me apoiasse."
Eu parei, lembrando de novo a horrvel cena com meus pais. Entendendo completamente,
Vov apertou minha mo. "Ela e John basicamente me trancaram no meu quarto
enquanto chamavam nosso psiclogo e comeavam a rvore de orao."
      Vov fez uma careta.
      "Ento eu sai pela janela e fui diretamente at voc," eu conclui.
      "Estou feliz que tenha feito isso, Zoeybird, mas no faz sentido nenhum."
      "Eu sei," eu suspirei. "Eu tambm no consigo acreditar que fui Marcada, tambm.
Porque eu?"
      "No  isso que eu quis dizer, querida. Eu no estou surpresa por voc ter sido
rastreada e Marcada. O sangue dos Redbird sempre teve forte magia; era s uma questo
de tempo at um de ns ser Escolhido. O que eu quis dizer  que no faz sentido voc ter
acabado de ser Marcada. A lua crescente no est apenas tracejada. Est completamente
pintada."
      "Isso  impossvel!"
      "Olhe voc mesma, U-we-tsi a-ge-hu-tsa." Ela usou a palavra Cherokee para filha, de
repente me lembrando da misteriosa e antiga deusa.
      Vov procurou dentro da sua bolsa por um antigo espelho que ela sempre carregava.
Sem dizer mais nada, ela me entregou. Eu puxei a pequena tampa. Ele abriu para me
mostrar meu reflexo... a estranha familiar... aquela que era eu mas no eu exatamente.
Os olhos dela eram enormes e sua pele muito branca, mas eu mal notei isso. Era a Marca
que eu no conseguia parar de olhar, a Marca que agora era uma lua crescente completa,
pintada perfeitamente com o azul safira da tatuagem dos vampiros. Me sentindo como se
ainda estivesse sonhado, eu levantei a mo e deixei meu dedo tracejar a extica Marca e
eu pareci sentir os lbios da deusa contra a minha pele de novo.
      "O que isso significa?" eu disse, incapaz de olhar para longe da Marca.
      "Estavamos esperando que voc tivesse a resposta para essa pergunta, Zoey
Redbird."
      A voz dela era incrvel. Mesmo antes deu olhar para longe do meu reflexo eu saiba
que ela seria nica e inacreditvel. Eu estava certa. Ela era to linda quanto uma estrela
de cinema, linda como uma Barbie. Ela tinha olhos amendoados que eram de um
profundo verde. O rosto dela era quase um corao perfeito e a pele tinha aquela
luminosidade que voc v na TV. O cabelo dela era profundamente vermelho  no aquele
vermelho alaranjado ou um vermelho gasto, mas um escuro, e brilhante vermelho que
caiam em ondas pelos ombros dela. O corpo dela era, bem, perfeito. Ela no era magra
como aquelas garotas bizarras que vomitam e ficam morrendo de fome para chegar
naquilo que elas achavam que era chique a la Paris Hilton. (Isso  quente. , ok, tanto
faz, Paris.) O corpo dessa mulher era perfeito porque ela era forte, mas tinha curvas. E ela
tinha lindos peitos. (Eu queria ter lindos peitos.)
      `Hun?" eu disse. Falando em peitos  eu totalmente estava soando como uma.
(boba... he He) *(Em ingls boobs so peitos mas tambm pode significar bobo.)
      A mulher sorriu para mim e mostrou dentes incrivelmente perfeitos e brancos  sem
presas. Oh, eu acho que esqueci de mencionar que alm da perfeio dela ela tinha uma
tatuagem de lua crescente no meio da testa, e dali, contornos que me lembravam o
oceano, as ondas emolduravam as sobrancelhas dela, se estendendo at as maas do
rosto.
      Ela era uma vampira.
      "Eu disse, que estvamos esperando que voc nos explicasse porque uma vampira
novata que ainda no Mudou tem a Marca de um ser maduro na testa."
      Sem o sorriso e a gentil preocupao na voz dela as palavras poderiam parecer
duras. Ao invs disso, o que ela disse soou preocupado e um pouco confuso.
      "Ento eu no sou uma vampira?" eu disse.
      A risada dela era como musica. "Ainda no, Zoey, mas eu diria que j ter sua Marca
completa  um excelente pressagio."
      "Oh... eu... eu... bem, timo. Isso  timo." Eu balbuciei.
      Graas a Deus, Vov me salvou de uma humilhao total.
      "Zoey, essa  a Alta Sacerdotisa da House of Night, Neferet. Ela tem cuidado bem de
voc enquanto voc estava"  vov pausou, obviamente no querendo dizer a palavra
inconsciente  "enquanto voc estava dormindo."
      "Bem Vinda a House of Night, Zoey Redbird," Neferet disse carinhosamente.
      Eu olhei para vov e depois para Neferet. Me sentindo mais do que um pouco
perdida eu gaguejei , "Esse  esse no  meu nome de verdade. Meu sobrenome 
Montgomery."
      "?" Neferet disse, levantando uma das suas pequenas sobrancelhas. "Um beneficio
de comear a vida nova  que voc tem a oportunidade de comear de novo  de fazer
escolhas que voc no pode fazer antes. Se voc pudesse escolher, qual seria seu
verdadeiro nome?"
      Eu nem hesitei. "Zoey Redbird."
      "Ento desse momento em diante, voc ser Zoey Redbird. Bem vinda a sua nova
vida." Ela estendeu a mo como se quisesse apertar minha mo, e eu automaticamente
ofereci a minha. Mas ao invs de pegar minha mo, ela pegou meu ante brao, o que era
estranho, mas de algum jeito parecia certo.
      O toque dela era quente e firme. O sorriso dela dava boas vindas. Ela era incrvel e
inspiradora. Na verdade, ela era o que todos os vampiros eram, mais que humana  mais
forte, inteligente, mais talentosa. Parecia que algum tinha acendido uma luz dentro dela,
o que eu defini como irnico considerando os esteretipos dos vampiros (alguns dos quais
eu sabia que eram a completa verdade): Eles evitam luz do sol, eles so mais poderosos a
noite, eles precisam beber sangue para viver (eca!), e eles adoravam uma deusa que 
conhecida como a personificao da Noite.
      "O-obrigado.  um prazer conhecer voc," eu disse, tentando realmente parecer
semi-inteligente e normal.
      "Como eu estava dizendo para sua av mais cedo, nunca tivemos uma caloura que
viesse at ns de um jeito to diferente  inconsciente e com uma Marca completa. Voc
consegue lembrar o que aconteceu com voc, Zoey?"
      Eu abri minha boca para dizer a ela que eu totalmente lembrava  de cair e bater e
cabea... e me ver como se eu fosse um esprito... seguir as palavras visveis at a
caverna... e finalmente encontrar a deusa Nyx. Mas antes de eu dizer as palavras eu tive
um estranho sentimento, como se algum tivesse acabado de me bater no estomago. Foi
claro e especifico, e estava me dizendo para calar a boca.
      "Eu  eu realmente no lembro muito" Eu falei e minha mo chegou no ponto
dolorido onde os pontos se sobressaiam. "Pelo menos no at eu bater a cabea. Eu
quero dizer, at ai eu lembro de tudo. O Rastreador me Marcou; eu disse aos meus pais e
tive uma briga horrvel com eles; ento eu fugi para a casa da minha v. Eu estava me
sentindo realmente mal, ento quando eu subi o caminho para o penhasco..." eu lembrava
do resto  de todo o resto  os espritos, o povo Cherojee, a dana na fogueira. Cala a
boca! O sentimento gritou para mim. "E  eu acho que eu desmaiei porque eu tossi
demais, e bati a cabea. A prxima coisa que eu lembro  da Vov Redbird cantando e
ento eu acordei aqui." Eu terminei com pressa. Eu queria olhar para longe dos olhos
afiados e verdes dela, mas o mesmo sentimento que estava me ordenando a ficar quieta
tambm estava claramente me dizendo que eu tinha que manter contato visual com ela,
que eu tinha que tentar com muita vontade no estar escondendo nada dela, embora eu
no tivesse idia do porque eu estava escondendo qualquer coisa.
     " normal passar por perda de memria com um ferimento na cabea." Vov disse,
quebrando o silencio.
     Eu podia beijar ela.
     "Sim,  claro que ," Neferet disse rapidamente, o rosto dela perdendo aquele jeito
afiado. "No tema pela sade de sua neta, Sylvia Redbird. Tudo ficar bem com ela."
     Ela falou com vov de forma respeitosa, e um pouco da tenso que tinha se criado
em mim se acalmou. Se ela gostava da Vov Redbird, ela deveria ser uma boa pessoa, ou
vampira ou tanto faz. Certo?
     "Como tenho certeza que voc j sabe, vampiros"  Neferet pausou e sorriu para
mim  "at mesmo vampiros calouros, tem poderes nicos de cura. A cura dela est
acontecendo to bem que  seguro para ela sair da enfermaria." Ela olhou da vov para
mim. "Zoey, voc gostaria de encontrar sua nova colega de quarto?"
     No. Eu engoli com fora e acenei. "Sim."
     "Excelente!" Neferet disse. Graas a Deus ela ignorou o fato que eu estava parada ali
parecendo um estpido gnomo de jardim.
     "Voc tem certeza que no deveria manter ela aqui outro dia para observao?" Vov
perguntou.
     "Eu entendo sua preocupao, mas eu lhe asseguro os ferimentos fsicos de Zoey j
esto curando em um ritmo que voc acharia extraordinrio."
     Ela sorriu para mim de novo e embora eu estivesse assustada e nervosa e estava
surtando eu sorri de volta. Parecia que ela estava realmente feliz por me ver ali. E,
sinceramente, ela me fez pensar que me transformar numa vampira talvez no fosse uma
coisa to ruim.
     "Vov, estou bem. Verdade. Minha cabea s di um pouco, e o resto de mim se
sente melhor." Eu percebi que era verdade. Eu parei de tossir totalmente. Meus msculos
no doam mais. Eu me sentia perfeitamente normal, com exceo de um pouco de dor de
cabea.
     Ento Neferet fez algo que no apenas me surpreendeu, mas me fez
instantaneamente gostar dela  e comear a confiar nela. Ela andou em direo a Vov e
falou com calma e cuidado.
     "Sylvia Redbird, eu dou a voc meu juramento solene que a sua neta est segura
aqui. Cada calouro  colocado junto a um mentor adulto. Para assegurar meu juramento
eu serei a mentora de Zoey. E agora voc deve a colocar em meus cuidados."
     Neferet colocou seu punho por cima do corao e se curvou formalmente para Vov.
Minha v hesitou por apenas um segundo antes de responder.
     "Eu vou confiar em seu juramento, Neferet, Alta Sacerdotisa de Nyx." Ento ela
imitou a ao de Neferet colocando seu prprio punho no corao e se curvando para ela
antes de virar para mim e me abraar com fora. "Me ligue se precisar de mim, Zoeybird.
Eu amo voc."
     "Eu vou, Vov. Eu amo voc tambm. E obrigado por me trazer aqui," eu sussurrei,
sentindo o cheiro de lavanda e tentando no chorar.
     Ela me beijou gentilmente na bochecha e ento com os passos rpidos e confiantes
dela ela saiu do quarto, me deixando sozinha pela primeira vez na minha vida com uma
vampira.
     "Bem, Zoey, voc est pronta para comear sua nova vida?"
     Eu olhei para ela e pensei de novo do quo incrvel ela era. Se eu realmente Mudasse
para uma vampira, eu teria a confiana e poder dela, ou era algo que somente uma Alta
Sacerdotisa tem? Por um segundo passou pela minha mente o quo incrvel seria ser uma
Alta Sacerdotisa  e ento minha sanidade voltou. Eu era s uma garota. Uma garota
confusa e definitivamente no era capaz de ser uma Alta Sacerdotisa. Eu s queria
descobrir como me encaixar aqui, mas Neferet certamente tinha feito o que estava
acontecendo comigo ser um fardo muito mais fcil.
     "Sim estou." Eu estava feliz por soar mais confiante do que eu me sentia.
     SETE

     "Que horas so?"
     Estvamos andando por um estreito corredor que se curvava gentilmente. As
paredes eram feitas de uma estranha mistura de pedra negra e tijolos. De vez em quando
as luzes que vinham dos antigos castiais feitos de ferro se sobressaiam das paredes,
dando um suave brilho amarelo, que graas a Deus, no machucava meus olhos. No
havia janelas no corredor, e no encontramos mais ningum (embora eu ficasse olhando
ao redor nervosa, imaginando minha primeira visai de garotos vampiros).
     "So quase 4 da manh... o que significa que as aulas acabaram a quase uma hora,"
Neferet disse, e ento ela sorriu para o que eu tenho certeza era uma expresso minha
totalmente chocada.
     "As aulas comeam as 8 da noite, e acabam as 3 da manh," ela explicou. "Os
professores esto disponveis at as 3:30, para dar aos estudantes ajuda extra. O ginsio
sempre fica aberto at o amanhecer, a hora exata voc vai sempre saber quando
completar sua Mudana. At l o horrio da amanhecer  colocado em cada sala de aula,
salas comunitrias, e reas de encontro, incluindo o salo de jantar, biblioteca, e ginsio.
O Templo de Nyx ,  claro, aberto em qualquer hora, mas rituais formais so feitos duas
vezes por semana depois da aula. O prximo ritual ser amanha." Neferet olhou para mim
e o sorriso dela foi mais quente. "Parece muita coisa agora, mas voc vai se acostumar
rapidamente. E sua colega de quarto vai ajudar voc, assim como eu."
     Eu estava me preparando para abrir a boca e perguntar a ela outra pergunta quando
uma bola laranja de pelos correu pelo corredor e sem fazer barulho, pulou nos braos de
Neferet. Eu pulei e fiz um estpido som de squee  ento eu me senti como uma completa
retardada quando vi que a bola de pelo laranja no era um bicho papo ou algo assim,
mas um incrivelmente grande gato.
     Neferet riu e acariciou a orelha da bola de pelos. "Zoey, conhea Skylar. Ele
normalmente fica por aqui esperando para se lanar em cima de mim."
     "Esse  o maior gato que eu j vi," eu disse, estendendo minha mo para deixar ele
me cheirar.
     "Cuidado, ele  um conhecido mordedor."
     Antes deu tirar minha mo, Skylar comeou a esfregar seu rosto nos meus dedos. Eu
segurei o flego.
     Neferet jogou seu rosto para o lado, como se estivesse ouvindo as palavras do vento.
"Ele gosta de voc, o que definitivamente  raro. Ele no gosta de ningum a no ser eu.
Ele at mantm os outros gatos longe desse lado do campus. Ele  um terrvel valento,"
ela disse carinhosamente.
     Eu cuidadosamente acariciei as orelhas de Skylar como Neferet tinha feito. "Eu gosto
de gatos," eu disse suavemente. "Eu costumava ter um, mas quando minha me casou de
novo eu tive que dar ele para os Gatos de Rua para ser adotado. John, o novo marido
dela, no gosta de gatos."
     "Eu descobri que o jeito que uma pessoa se sente em relao aos gatos  e o jeito
que eles se sentem em relao a ela ou ela   um excelente medidor de carter."
     Eu olhei para o gato e encontrei os olhos verdes dela e vi que ela entendia mais
sobre famlias problemticas do que ela estava dizendo. Me fez sentir conectada a ela, o
meu nvel de estresse automaticamente baixou um pouco. "Tem muitos gatos aqui?"
     "Sim, tem. Gatos sempre foram aliados dos vampiros."
     Ok, na verdade eu j sabia disso. Em Histria Mundial com o Sr. Shaddox (Mais
conhecido como Puff Shaddy, mas no diga isso a ele) aprendemos que no passado os
gatos foram mortos porque se pensava que eles transformavam pessoas em vampiros.
Yeah, ok, em falar sobre ridculo. Mais evidencias da estupidez da humanidade... a idia
passou pela minha cabea, me chocando sobre como eu comecei a pensar to facilmente
sobre pessoais "normais" como "humanos," e que tinha algo diferente em mim.
     "Voc acha que eu poderia ter um gato?" eu perguntei.
     "Se um escolher voc, voc pertencer a ele ou ela."
     "Me escolher?"
     Neferet sorriu e acariciou Skylar, que fechou os olhos e ronronou alto. "Gatos nos
escolhem; no somos donos deles." Como se estivesse demonstrando que o que disse era
verdade, Skylar pulou dos braos dela, e com um rpido movimento do rabo dele,
desapareceu pelo corredor.
     Neferet riu. "Ele  realmente horrvel, mas eu o adoro. Eu acho que o adoraria,
mesmo que ele no fosse parte do meu presente dado por Nyx."
     "Dom? Skylar  um presente de uma deusa?"
     "Sim, de certa forma. Toda Alta Sacerdotisa tem uma afinidade  o que voc
provavelmente imagina como poderes especiais  pela deusa.  parte do jeito em que
identificamos uma Alta Sacerdotisa. A afinidade pode ser habilidades cognitivas nicas,
como ler mentes ou ter vises e ser capaz de prever o futuro. Ou a afinidade pode ser do
reino psquico, como ter uma conexo especial com um dos 4 elementos, ou com os
animais. Eu tenho dois presentes da deusa. Minha afinidade principal  com os gatos; eu
tenho uma conexo com eles que  nica, at mesmo para uma vampira. Nyx tambm me
deu um poder nico de cura." Ela sorriu. "E  por isso que eu sei que voc est se
curando bem  meu dom me disse."
     "Wow, isso  incrvel," foi tudo o que pude dizer. Minha cabea j estava se curando
dos eventos do outro dia.
     "Anda. Vamos para o seu quarto. Tenho certeza que voc est com fome e cansada.
Jantar comea em"  Neferet colocou sua cabea de lado como se algum estivesse
sussurrando o tempo para ela  "uma hora." Ela me deu um sorriso sbio. "Vampiros
sempre sabem que horas so."
     "Isso tambm  legal."
     "Isso, minha querida caloura,  s a ponta do iceberg "legal."
     Eu esperava que sua analogia no tivesse nada a ver com o tamanho do desastre do
Titanic. Enquanto continuamos andando pelo corredor eu pensei sobre o tempo e tudo
mais, e lembrei da pergunta que eu tinha comeado quando Skylar interrompeu minha
linha de pensamento.
     "Ento, espera. Voc disse que as aulas comeam as 8? Da noite?" Ok, eu
normalmente no sou to devagar, mas parte disso era como se ela estivesse falando
grego. Eu estava tendo dificuldades em entender.
     "Quando voc parar para pensar voc vai entender que as aulas serem a noite  uma
questo lgica.  claro que voc deve saber que vampiros, adultos e calouros, no
explodem, ou qualquer outra bobagem da fico, se somos expostos a luz do sol, mas 
desconfortvel para ns. A luz do sol no foi difcil pra voc agentar hoje?"
     Eu acenei. "Meu Maui Jims nem ajudou muito." Ento acrescentei rapidamente, me
sentindo uma idiota de novo, "Uh, Mauiu Jims so culos de sol."
     "Sim, Zoey," Neferet disse pacientemente. "Eu conheo culos de sol. Muito bem, na
verdade."
      "Oh, Deus, sinto muito eu-" eu parei, me perguntando se estava tudo bem dizer
"Deus." No iria ofender Neferet, a Alta Sacerdotisa que usava a Marca da sua deusa to
orgulhosamente? Bem, iria ofender Nyx? Oh, Deus. E quanto a dizer "inferno"? Era o meu
xingamento favorito. (Ok, era o nico palavro que eu usava regularmente.) Eu ainda
poderia dizer? As pessoas de F pregavam que a os vampiros adoravam a uma deusa
falsa e que eles eram egostas, criaturas das trevas que no se importavam com nada a
no ser dinheiro e luxuria e beber sangue e que todos certamente iriam ir para o inferno,
ento isso no significa que eu devo cuidar como e quando eu uso...
      "Zoey."
      Eu olhei para cima para encontrar Neferet me estudando com uma expresso
preocupada e percebi que ela provavelmente estava tentando chamar minha ateno
enquanto eu balbuciava dentro da minha cabea.
      "Sinto muito," eu repeti.
      Neferet parou. Ela colocou suas mos em meus ombros e me virou para que eu
pudesse olhar para o rosto dela.
      "Zoey, pare de se desculpar. E lembre-se, todos aqui j estiveram onde voc esta.
Isso tudo foi novidade para ns algum dia. Todos sabemos como   o medo da Mudana
 o choque da sua vida ser mudada para algo estranho."
      "E no ser capaz de controlar nada disso," eu adicionei silenciosamente.
      "Isso tambm. No vai ser sempre to ruim. Quando voc for uma vampira madura
sua vida parecer sua de novo. Voc far suas prprias escolhas; seguir seu prprio
caminho; seguir o caminho que sua alma corao e talento te levarem."
      "Se eu me transformar numa vampira madura."
      "Voc ir, Zoey."
      "Como voc pode ter tanta certeza?"
      Os olhos de Neferet olharam para a Marca na minha testa. "Nyx escolheu voc. Para
o que, no sabemos. Mas a Marca dela foi claramente colocada em voc. Ela no tocaria
voc apenas para te ver falhar."
      Eu lembrei das palavras da deusa, Zoey Redbird, Filha da Noite, Eu nomeio voc
meus olhos e ouvidos no mundo hoje, um mundo onde bem e mal lutam para encontrar
balano, e olhei silenciosamente para longe dos olhos de Neferet, desejando
desesperadamente saber porque meu interior ainda estava me dizendo para manter a
boca fechada sobre o meu encontro com a deusa.
      "   muito para acontecer em um nico dia."
      "Certamente , especialmente com um estomago vazio."
      Comeamos a andar de novo quando o som de um telefone tocando me fez dar um
pulo. Neferet suspirou e sorriu apologeticamente para mim, ento ela pegou um pequeno
telefone celular do bolso.
      "Neferet," ela disse. Ela ouviu por algum tempo e eu vi a testa dela se enrugar, e os
olhos dela se estreitarem. "No, voc estava certo em me chamar. Eu volto e checo ela."
      E ela desligou o telefone. "Eu sinto muito, Zoey. Um dos calouros quebrou a perna
hoje cedo. Parece que ela esta tendo problemas em descansar, e me assegurar que tudo
est bem com ela. Porque voc no segue esse corredor pela esquerda at voc chegar
na porta principal? No tem como errar   grande e feita de madeira bem antiga. Ali tem
um banco de pedra. Voc pode esperar l eu no vou demorar muito."
      "Ok, sem problemas." Mas antes deu terminar de falar Neferet j tinha desaparecido
pelo corredor. Eu suspirei. Eu no gostava da idia de estar sozinha em um lugar cheio de
vampiros e garotos adolescentes. E agora que Neferet tinha ido embora as pequenas luzes
no pareciam to acolhedoras. Elas pareciam estranhas, jogando fantasmagricas
sombras contra a velha parede de pedra.
      Determinada em no me apavorar, eu comecei a ir devagar na direo que ela tinha
me apontado. Logo eu quase desejei encontrar algum ( mesmo que fosse um vampiro).
Estava muito silencioso. E assustador. Algumas vezes o corredor ia para a direita, mas
como Neferet me disse, eu me mantive a esquerda. Na verdade, eu tambm mantive os
olhos na esquerda porque aqueles outros corredores quase no tinham luz.
      Infelizmente na prxima virada para a direita eu no evitei de olhar. Ok, o motivo
fazia sentido. Eu ouvi algo.
      Para ser mais especifica, eu ouvi uma risada. Era suave, uma risada feminina que por
alguma razo fez o cabelo na minha nuca levantar. Tambm me fez parar de andar. Eu
olhei pelo corredor e pensei ter visto algum movimento nas sombras.
      Zoey... meu nome foi sussurrado pelas sombras.
      Eu pisquei surpresa. Eu tinha realmente ouvido meu nome ou estava imaginando
coisas? A voz era quase familiar. Poderia ser Nyx de novo? Era a deusa chamando meu
nome? Com quase tanto medo quanto eu estava intrigada, eu segurei o flego e dei
alguns passos em direo ao corredor.
      Enquanto eu andava eu vi algo na minha frente que me fez parar e automaticamente
me aproximar da parede. Em um pequeno canto no muito longe de mim haviam duas
pessoas. A principio no conseguia fazer minha mente processar o que eu estava vendo;
ento eu rapidamente entendi.
      Eu deveria ter sado dali. Eu deveria me afastar silenciosamente e tentar no pensar
no que eu estava vendo. Mas eu no fiz nada disso. Era como se meus ps de repente
tivessem ficado to pesados que eu no pudesse mover eles. Tudo o que eu podia fazer
era observar.
      O homem e com um pequeno choque adicional eu percebi que ele no era um
homem, e sim um adolescente  no mais que um ano mais velho que eu. Ele estava
parado com suas costas pressionados contra a parede do canto. A cabea dele estava
virada para trs e ele estava respirando com dificuldade. O rosto dele estava nas sombras,
mas mesmo com ele apenas parcialmente visvel eu podia ver o quo lindo ele era. Ento
outra pequena risada fez meus olhos irem um pouco mais para baixo.
      Ela estava de joelhos na frente dele. Tudo o que eu podia ver dela era o cabelo loiro.
Tinha tanto cabelo que parecia que ela estava usando algum tipo de vu antigo. Ento as
mos dela foram para cima, passando pela choca do cara.
      Deus! Minha mente gritou para mim. Sai da! Eu comecei a ir para trs, e ento uma
voz me fez congelar.
      "Pare!"
      Meus olhos ficaram enormes porque por um segundo eu pensei que ele estava
falando comigo.
      "Voc realmente no quer que eu pare."
      Eu me senti quase tonta de alivio quando ela falou. Ele estava falando com ela, no
eu. Eles nem sabiam que eu estava ali.
      "Sim, eu quero." Parecia que ele estava falando as palavras entre os dentes.
"Levanta."
      "Voc gosta  eu sei que voc gosta. Assim como voc sabe que ainda me quer."
      A voz dela era rouca e estava tentando ser sexy, mas eu tambm podia ouvir um
pequeno lamento nela. Ela soava quase desesperada. Eu observei os dedos dela se
moverem, e meus olhos se alargaram de espanto, quando ela passou a unha do seu dedo
indicador pela coxa dele. Incrvel, o dedo dela cortou o jeans, como uma faca, e uma linha
de sangue fresco apareceu, um vermelho liquido impressionante.
      Eu no queria, e me enojava, mas ao ver o sangue minha boca se encheu de saliva.
      "No!" ele surtou, colocando as mos dele nos ombros dela e tentando afastar ela
dele.
      "Oh, parou de fingir?" ela riu de novo, um som sarcstico e maldoso. "Voc sabe que
sempre ficaremos juntos." Com a lngua dela ela lambeu a linha de sangue.
      Eu tremi; contra a minha vontade eu estava completamente impressionada.
      "Pare com isso!" Ele ainda estava empurrando os ombros dela. "Eu no quero
machucar voc, mas voc realmente est comeando a me irritar. Porque voc no
consegue entender? No vamos mais fazer isso. Eu no quero voc."
      "Voc me quer! Voc sempre me quis!" Ela abriu as calas.
      Eu no deveria estar ali. Eu no deveria estar vendo isso. Eu tirei meus olhos da coxa
ensangentada dele e dei um passo para trs.
      Os olhos do cara se ergueram. Ele me viu.
      E ento algo muito bizarro aconteceu. Eu podia sentir o toque o toque ele pelo
nossos olhos. Eu no conseguia olhar para longe dele. A garota na frente dele pareceu
desaparecer, e tudo que havia no corredor era ele e eu e o doce e lindo cheiro do sangue
dele.
      "Voc no me quer? No  o que parece," ela disse com um horrvel rugido na voz.
      Eu senti minha cabea comear a tremer para frente e para trs, para trs e para
frente. Ao mesmo tempo ele chorou "No!" e tentou tirar ela do caminho para que
pudesse vir na minha direo.
      Eu tirei meus olhos dele e tropecei para trs.
      "No!" ele disse de novo. Dessa vez eu sabia que ele estava falando comigo e no
com ela. Ela deve ter percebido tambm, porque com um choro que parecia
desconfortvel como o resmungar de um animal selvagem, ela comeou a olhar ao redor.
Meu corpo congelou. Ao mesmo tempo eu me virei e corri de volta para o corredor.
      Eu esperei que eles viessem atrs de mim, ento eu continuei correndo at alcanar
a enorme e antiga porta que Neferet tinha descrito. Ento eu fiquei parada ali, inclinada
contra a madeira fria, tentando controlar minha respirao para poder ouvir o som de ps
correndo.
      O que eu faria se eles realmente estivessem me procurando? Minha cabea estava
latejando novamente, e eu me senti fraca e assustada. E completamente, enojada.
      Sim, eu estava ciente daquele negocio do sexo oral, eu duvidava que houvesse
algum adolescente na America hoje que no est ciente que a maioria dos adultas acha
que estvamos boquetes como eles costumavam dar armas aos caras (ou mais
apropriadamente idiotas). Ok, isso era bobagem, e sempre me deixava maluca.  claro
tem garotas que acham que  `legal' dar para os caras assim. Uh, elas esto erradas.
Aqueles com crebros funcionais sabem que no  legal ser usada assim.
      Ok, ento eu sabia sobre o negocio do boquete. Eu definitivamente nunca vi um.
Ento, o que eu tinha acabado de ver definitivamente me apavorou. Mas o que tinha me
apavorada mais do que uma loira fazendo uma coisa nojenta com ele foi o jeito que eu
respondi ao ver o sangue do cara.
      Eu queria lamber tambm.
      E isso simplesmente no  normal.
      E ento tinha todo o negocio deu dividir aquele estranho olhar com ele. O que tinha
sido isso?
      "Zoey, voc est bem?"
      "Diabos!" eu gritei e dei um pulo. Neferet estava parada atrs de mim me olhando
totalmente confusa.
      "Voc est se sentindo mal?"
      "Eu-eu..." Minha mente voou. De jeito nenhum eu podia contar a ela o que tinha
acabado de ver. "Minha cabea s di pra caramba," eu finalmente consegui dizer. E era
verdade. Eu tinha uma horrvel dor de cabea.
      Ela franziu cheia de preocupao. "Me deixe ajudar voc." Neferet colocou sua mo
suavemente pela linha dos meus pontos na minha testa. Ela fechou os olhos e eu podia
ouvir ela sussurrando algo em uma lngua que eu no entendia. Ento a mo dela
comeou a esquentar e foi como se o calor tivesse se tornado liquido e tivesse sido
absorvido pela minha pele. Eu fechei os olhos e suspirei de alivio quando a dor na minha
cabea comeou a diminuir.
      "Melhor?"
      "Sim," eu mal sussurrei.
      Ela tirou a mo e abriu os olhos. "Isso deve manter a dor longe. Eu no sei porque
de repente voltou com tanta fora."
      "Eu tambm no, mas foi embora agora," eu disse rapidamente.
      Ela estudou meu silencio um pouco mais e ento eu segurei a respirao. Ento ela
disse, "Algo chateou voc?"
      Eu engoli. "Estou um pouco assustada sobre conhecer minha colega de quarto." O
que tecnicamente no era uma mentira. No era o que tinha me chateado, mas ainda me
assustava.
      O sorriso de Neferet era gentil. "Tudo ficar bem, Zoey. Agora me deixe te
apresentar a sua nova vida.
      Neferet abriu a porta de madeira e entramos em um grande jardim que era a frente
da escola. Adolescentes usando uniformes que de algum jeito pareciam legais e nicos
embora ainda fossem similares andavam em grupos pequenos pelo jardim e pela calada.
Eu podia ouvir o som normal das vozes deles enquanto eles conversavam e riam. Eu
continuei olhando deles para a escola, sem ter certeza de qual ficar boba primeiro. Eu
escolhi a escola. Era a menos intimidadora dos dois (e eu estava com medo de ver ele). O
lugar era como algo sado de um sonho estranho. Era o meio da noite, e deveria estar
muito escuro, mas havia uma lua brilhante em cima dos grandes e velhos carvalhos que
fazia sombra em tudo. Luzes alojadas em lustres de cobre seguiam a calada que se
dirigia paralelamente ao enorme edifcio de tijolos vermelhos e rochas pretas. Tinha 3
andares e tinha um telhado estranhamente alto que tinha uma ponta para cima mas
aplanava no topo. Eu podia ver que as pesadas cortinas tinham sido abertas e suaves
luzes amarelas faziam sombras danar entre os aposentos, dando a estrutura toda um
tom vivo e de boas vindas. Uma torre redonda estava junto ao prdio principal, dando a
iluso que o lugar era muito mais um castelo  do que uma escola. Eu juro, um fosso iria
parecer se encaixar melhor ali do que uma calada envolvida por arbustos de azalias
grossos e um gramado arrumado.
      Na frente do prdio principal havia um menor que parecia como uma velha igreja.
Atrs de velhos carvalhos que protegiam o jardim da escola eu podia ver a sombra de
uma enorme pedra que cercava a escola toda. Na frente da igreja havia uma estatua de
mrmore de uma mulher que estava usando um longo manto.
      "Nyx!" eu gritei.
      Neferet levantou a sobrancelha surpresa. "Sim, Zoey. Essa  a estatua da deusa, e o
prdio atrs dela  o templo dela." Ela fez um movimento assinalando que era para mim
andar com ela pela calada e gesticulou expansivamente para o impressionante campus
que se esticava na nossa frente. "O que  conhecido hoje como a House of Night foi
construda em um estilo neo-frances- normando, com pedras importadas da Europa. Se
originou nos anos 1920 como um monastrio Augustine pelas Pessoas de F.
Eventualmente foi convertida em Cascia Hall, uma escola preparatria privada para
adolescentes humanos influentes. Quando decidimos que deveramos abrir uma escola
nossa nessa parte do pas, nos o compramos de Cascia Hall 5 anos atrs.
      Eu lembrava vagamente do tempo em que esse lugar era uma escola privada- na
verdade o nico motivo pelo qual eu pensei sobre isso era porque eu lembrava ter ouvido
as noticias que um bando de garotos que freqentavam Cascia Hall tinham sido presos
por posse de drogas, e o quo chocados os adultos tinham ficado. Tanto faz. Mas
ningum ficou chocado por aqueles garotos ricos estarem metidos at o pescoo com
drogas.
      "Estou surpresa por eles terem vendido para vocs," eu disse.
      A risada dela era baixa e um pouco perigosa. "Ele no queria, mas fizemos ao diretos
arrogante deles uma oferta que ele no podia recusar."
      Eu queria perguntar a ela o que ela queria dizer, mas a risada dela me deu um
calafrio. E, alm do mais, eu estava ocupada. Eu no conseguia parar de olhar. Ok, a
primeira coisa que eu noite era que todos que tinham uma tatuagem vampirica solida
eram incrivelmente lindos. Eu quero dizer, era totalmente maluco. Sim, eu sabia que
vampiros eram atraentes. Todos sabem disso. Os atores e atrizes mais bem sucedidos no
mundo eram vampiros. Eles tambm eram bailarinos e msicos, escritores e cantores.
Vampiros dominavam as artes, o que era a razo para eles terem tanto dinheiro  e
tambm uma das razes (de muitas) para as Pessoas da F os considerarem egostas e
imorais. Mas na verdade, eles s tem inveja porque no so to bonitos. As Pessoas da F
iam ver o filme deles, peas, concertos, compravam seus livros e seus quadros, mas ao
mesmo tempo falavam mal deles e os menosprezavam, e s Deus sabe que eles nunca,
nunca se misturavam com eles. Al  voc pode dizer hipcrita?
      De qualquer forma, estar ao redor de tantas pessoas lindas me fez querer me
esconder embaixo de um banco, mesmo que muitos cumprimentassem Neferet e ento
sorrissem para mim e me cumprimentassem tambm. Entre hesitantes respostas eu
passava por entre os garotos que nos rodeavam. Cada um deles acenou respeitosamente
para Neferet. Vrios deles se curvaram formalmente para ela e passaram os punhos por
cima dos coraes, o que fez Neferet sorrir e se curvar ligeiramente em resposta. Ok, os
garotos no eram to lindos quanto os adultos. Claro, eles eram bonitos  interessantes
na verdade, com o contorno da lua crescente, e seus uniformes que pareciam muito mais
como designs de uma passarela do que uniformes de escola  mas eles no tinham aquela
brilhosa e nada humana atrativa luz que irradiava de dentro dos adultos vampiros. Uh, eu
notei que, como eu tinha suspeitado, o uniforme deles tinha muito preto (voc acha que
um grupo de pessoas to ligadas em arte iria reconhecer o clich quando fica andando por
a com um preto Gtico. S estou dizendo...). Mas eu suponho que se eu vou ser honesta
eu tenho que admitir que ficava bem neles  a mistura de preto com algumas linhas de
azul escuro, verde esmeralda e um prpura profundo. Cada uniforme tinha um designe
bordado em dourado ou prata em nos bolsos de seus casacos e blusas. Eu podia perceber
que alguns dos designes eram os mesmos, mas eu no conseguia ver exatamente o que
eram. Alm disso, havia uma quantidade muito grande de garotos com cabelos longos.
Srio, as garotas tem cabelos compridos, os caras tem cabelos compridos, os professores
tem cabelos compridos, at os gatos que andavam de vez enquanto na calada tinham
pelos compridos. Estranho. Que bom que eu me impedi de cortar o cabelo daquele jeito
curto que a Kayla tinha cortado o dela semana passada.
     Eu tambm notei que os adultos e os jovens tinham mais uma coisa em comum  os
olhos deles todos se voltavam com uma curiosidade obvia em direo a minha Marca.
timo. Eu estava comeando minha vida nova como uma anomalia, o que era uma merda.
    OITO

      A parte da House of Night onde ficavam os dormitrios era do outro lado do campus,
ento andamos bastante, e Neferet parecia estar caminhando devagar de propsito, me
dando bastante para fazer vrias perguntas e admirar feito uma idiota. No que eu me
importasse. Caminhar pelo enorme "castelo" e aquela aglomerao de prdios, com
Neferet apontando pequenos detalhes sobre o que era aquilo, me deu uma noo do
lugar. Era estranho, mas de um jeito bom. Alm do mais, caminhar parecia normal. Na
verdade, por mais estranho que parea, eu me sentia eu mesma de novo. Eu no estava
tossindo. Meu corpo no doa. Minha cabea at tinha parado de doer. Eu estava
absolutamente, totalmente no pensando sobre o incidente que eu testemunhei. Eu
estava esquecendo aqui  de propsito. A ltima coisa que eu precisava era lidar com
eles, uma nova vida e uma estranha Marca. Ento, boquete  esquecido.
      Profundamente em negao em me disse que se eu no estivesse andando pelo
campus da escola em um estranho horrio ao lado de uma vampira eu quase podia fingir
que eu era a mesma de ontem. Quase.
      Bem, ok. Talvez nem mesmo quase, mas minha cabea estava melhor, e eu j estava
pronta para encarar minha colega de quarto quando Neferet abriu a porta.
      L dentro foi uma surpresa. Eu no tenho certeza o que esperava  talvez que tudo
fosse preto e assustador. Mas era legal, decorado com um azul suave e um antigo
amarelo, com um sof confortvel e vrias almofadas suaves grandes o suficiente para
sentar enchendo o quarto com gigantes almofadas parecidas com M&Ms. A suave luz
vinda de vrios antigos lustras de cristais fazia o lugar parecer como o castelo de uma
princesa. Nas paredes cor de creme tinha uma grande pintura a leo, onde havia uma
mulher que parecia extica e poderosa. Flores recm colhidas, na maioria rosas, estavam
em vasos de cristais na mesa que estava cheia de livros e bolsas e coisas bem de
adolescentes. Eu vi vrias TVs de tela plana, e reconheci o som de MTV Mundo Real vindo
de uma delas. Eu olhei para tudo isso rpido, enquanto eu tentava sorrir e aparecer
amigvel para as garotas que tinham ficado quietas no segundo que eu entrei no quarto e
agora estava me encarando. Bem, risque isso. Elas no estavam exatamente me
encarando. Elas estavam encarando a Marca na minha testa.
      "Senhoritas, essa  Zoey Redbird. Dem boas vindas a ela pela House of Night."
      Por um segundo eu no achei que algum fosse dizer algo, e eu queria morrer de
mortificao. Ento uma garota levantou do meio de um grupo que estava amontoado
perto de uma TV. Ela era uma loira baixa e quase perfeita. Na verdade, ela me lembrava
uma verso mais nova de Sarah Jessica Parker (que eu no gosto, alias  ela  s to...
to... irritante e nada naturalmente alegre).
      "Ol Zoey. Bem vinda a sua nova casa." A garota parecida com SJP sorriu de forma
quente e genuna, e ela claramente estava se esforando para manter contato visual ao
invs de encarar minha Marca. Instantaneamente eu me senti mal sobre fazer uma
comparao negativa sobre ela. "Eu sou Afrodite," ela disse.
      Afrodite? Ok, talvez eu no tenha sido muito dura na minha comparao. Como
algum normal poderia escolher Afrodite como seu nome? Por favor. Em falar de iluso de
grandeza. Eu coloquei um sorriso no rosto, no entanto, e disse um alegre, "Ol Afrodite!"
      "Neferet, voc gostaria que eu mostrasse a Zoey o quarto dela?"
      Neferet hesitou, o que pareceu bem estranho. Ao invs de responder imediatamente
ela s ficou parada ali e olhou nos olhos de Afrodite. Ento, assim como to rapidamente
o silencio tinha comeado, o rosto de Neferet se quebrou em um enorme sorriso.
      "Obrigado, Afrodite, isso seria timo. Eu sou a mentora de Zoey, mas tenho certeza
que ela se sentiria muito mais a vontade se algum da idade dela mostrasse o caminho
para o quarto dela."
      Foi raiva que eu vi passar pelos olhos de Afrodite? No, eu devo ter imaginado  ou
pelo menos eu teria acreditado que eu tinha imaginado se eu no tivesse aquele estranho
sentimento que me dizia ao contrario. E eu no precisei da minha nova intuio para
perceber que algo estava errado, porque Afrodite riu  e eu reconheci o som da risada.
      Me sentindo como se algum tivesse me socado no estomago eu percebi que essa
garota  Afrodite  era a que eu tinha acabado de ver com o cara no corredor!
      Afrodite riu, seguido de um alegre, " claro que eu fiquei feliz em mostrar o lugar
para ela! Voc sabe que estou sempre feliz em te ajudar, Neferet," era falso e frio como
os enormes peitos de Pamela Anderson, mas Neferet apenas acenou em resposta e ento
se virou para me olhar.
      "Vou deixar voc agora, Zoey," Neferet disse, apertando meus ombros. "Afrodite vai
te levar para seu quarto, e sua nova colega de quarto pode te ajudar a se aprontar para o
jantar. Eu te vejo na sala de jantar." Ela sorriu daquele jeito quente e estilo de me, e eu
tive a ridcula e infantil vontade de abraar ela e implorar a ela para no me deixar
sozinha com Afrodite. "Voc ficar bem," ela disse, como se pudesse ler minha mente.
"Voc ver, Zoeybird. Tudo ficar bem," ela sussurrou, parecendo tanto com a minha v
que eu tive que piscar com fora para no chorar. Ento ela deu um rpido tchau para
Afrodite e as outras garotas, e deixou o quarto.
      A porta fechou com um abafado som. Oh, diabos... eu s quero ir pra casa!
      "Anda Zoey. Os quartos so para esse lado," Afrodite disse. Ela fez um movimento
para que eu fosse com ela para subir as grandes escadas curvas que estavam a nossa
direita. Enquanto subamos eu tentei ignorar o zunido de vozes que instantaneamente
comeou atrs de ns.
      Nenhuma de ns falou, e eu me sentia to desconfortvel que eu queria gritar. Ela
tinha me visto no corredor? Bem, eu certamente no ia mencionar isso. Nunca. At onde
eu sabia nunca tinha acontecido.
      Eu limpei a garganta e disse, "O dormitrio parece muito bom. Eu quero dizer,  bem
bonito."
      Ela me deu um olhar lateral. " melhor que bom ou realmente bonito;  incrvel."
      "Oh. Bem.  bom ouvir isso."
      Ela riu. O som era totalmente nada agradvel  quase uma risada de desprezo  e
subiu pela minha nuca como da primeira vez que eu tinha ouvido.
      " incrvel aqui em maior parte por minha causa."
      Eu olhei para ela, pensando que ela deveria estar brincado, e encontrei os olhos
azuis frios dela.
      ", voc ouviu direito. Esse lugar  legal porque eu sou legal."
      Oh. Meu. Deus. Que coisa bizarra para ela dizer. Eu no tinha idia de como
responder a essa informao bem metida. Eu quero dizer, como se eu precisasse do
estresse de uma briga com a vadia Srta. Acha-que--tudo-isso alm da mudana de
vida/espcie/escola? E eu ainda no conseguia saber se ela sabia que era eu que estava
no corredor.
      Ok. Eu s queria achar um jeito de me encaixar. Eu queria ser capaz de chamar essa
nova escola de lar. Ento eu decidi pegar a estrada mais segura e manter a boca fechada.
      Nenhuma de ns disse mais nada. A escada levava para um corredor alinhado com
portas. Eu segurei o flego quando Afrodite diante de um que estava pintado com um
prpura bem claro, mas ao invs de bater, ela se virou para me encarar. O rosto perfeito
dela de repente parecia cheio de dio e frio e definitivamente nada bonito.
      "Ok, esse  o negocio, Zoey. Voc tem essa estranha Marca, ento todos esto
falando sobre voc e se perguntando qual o que diabos voc tem." Ela virou os olhos
mexeu nas suas perolas dramaticamente, mudando a voz para que parecesse boba e fofa.
"Ooooh! A garota nova tem uma Marca totalmente preenchida! O que isso poderia
significar? Ela  especial? Ela tem poderes fabulosos? Oh meu  oh meu!" Ela derrubou as
mos da garganta e estreitou os olhos em minha direo. A voz dela ficou to chata e
maldosa quanto seu rosto. "Fique sabendo como as coisas funcionam. Eu sou a tal por
aqui. As coisas funcionam do meu jeito. Voc quer se dar bem aqui, ento  melhor se
lembrar disso. Caso contrrio, voc vai ter muitas merdas."
      Ok, ela estava comeando a me irritar. "Olha," eu disse. "Eu acabei de chegar aqui.
Eu no estou procurando problemas, e eu no tenho controle sobre o que as pessoas
esto dizendo sobre a minha Marca."
      Os olhos dela se estreitaram. Ah, merda. Eu teria mesmo que brigar com essa
garota? Eu nunca estive numa briga em toda a minha vida! Meu estomago se girou e eu
me preparei para me fugir ou o que fosse que me impedisse de apanhar.
      E ento, to rapidamente quanto ela tinha ficado assustadora e odiosa, o rosto dela
relaxou em um sorriso e ela se transformou de volta na doce garotinha loira. (No que eu
tivesse sido enganada.)
      "Bom. S queria saber se a gente tinha se entendido."
      Huh? Eu entendi que ela esqueceu de tomar seus remdios, mas foi s isso que eu
entendi.
      Afrodite no me deu tempo para dizer nada. Com um ultimo, estranho e quente
sorriso, ela bateu na porta.
      "Entre!" falou uma voz alegre com um sotaque Okie* (*de Oklahoma). Afrodite abriu
a porta.
      "E a! Oh meu Deus, entre." Com um enorme sorriso, minha nova colega de quarto,
tambm loira, se apressou como um pequeno tornado. Mas no instante que ela viu
Afrodite, o sorriso dela sumiu do rosto e ela parou de correr na nossa direo.
      "Eu trouxe sua nova colega de quarto." No teve nada tecnicamente errado com as
palavras de Afrodite, mas o tom dela era odioso e ela estava usando um terrvel e falso
sotaque de Oklahoma. "Stevie Rae Johnson, essa  Zoey Redbird. Zoey Radbird, essa 
Stevie Rae Johnson. Pronto agora todas estamos todas aconchegadas como milho na
espiga?"
      Eu olhei para Stevie Rae. Ela parecia um pequeno coelho apavorado.
      "Obrigado por me trazer at aqui, Afrodite." Eu falei rapidamente, me movendo em
direo a Afrodite, que automaticamente foi para trs, o que a colocou de volta no
corredor. "Vejo voc por a." Eu fechei a porta na cara dela quando o olhar de surpresa
dela estava comeando a virar raiva. Ento eu me virei para Stevie Rae, que ainda estava
plida.
      "Qual o problema dela?" eu perguntei.
      "Ela... ela..."
      Embora eu no a conhecesse, eu conseguia perceber que Stevie Rae estava lutando
sobre o quanto ela deveria ou no dizer. Ento eu decidi ajudar ela. Eu quero dizer,
iramos ser colegas de quarto. "Ela  uma vaca!" eu disse.
      Os olhos de Stevie Rae ficaram enormes, e ento ela riu. "Ela no  muito legal, isso
 verdade."
      "Ela precisa de ajuda farmacutica, isso  verdade," eu acrescentei, fazendo ela rir
ainda mais.
      "Eu acho que vamos nos dar bem, Zoey Redbird," ela disse ainda sorrindo. "Bem
vinda a seu novo lar!" Ela deu uma passo para o lado e ento fez um gesto com o brao
para mostrar o quarto, como se tivesse me mostrando um palcio.
      Eu olhei ao redor e pisquei. Vrias vezes. A primeira coisa que eu vi foi o pster
tamanho real de Kenny Chesney que estava entre as duas camas e o chapu de cawboy
que estava em uma das cabeceiras  a que tambm tinha um jeito antigo  parecendo
uma lmpada com uma base em formato de bota de caubi. Oh, nu uh. Stevie Rae era
uma Okie total!
      Ento ela me deu um enorme abrao de ol, me lembrando o quanto ela parecia um
filhotinho, com o cabelo encaracolado e o sorriso no rosto. "Zoey, estou feliz que esteja se
sentindo melhor! Eu estava to preocupada quando ouvi que voc tinha se machucado.
Estou realmente feliz que voc finalmente esteja aqui."
      "Obrigado," eu disse, ainda olhando para o que agora era meu quarto tambm, e me
sentindo totalmente sobrepujada e prestes a chorar de novo.
      " meio assustador, no ?" Stevie Rae estava me observando com grande e srios
olhos azuis, que estavam cheios de lagrimas simpatticas. Eu acenei, sem confiar na
minha voz.
      "Eu sei. Eu chorei toda a primeira noite."
      Eu engoli minha lagrimas e perguntei, "A quanto tempo voc est aqui?"
      "Trs meses. E, cara, eu fiquei feliz quando eles me contaram que eu iria ter uma
colega de quarto!"
      "Voc sabia que eu estava vindo?"
      Ela acenou vigorosamente. "Oh, sim! Neferet me disse ante ontem que o Rastreador
tinha sentido voc e iria te Marcar. Eu pensei que voc estaria aqui ontem, mas da eu
ouvi que voc tinha sofrido um acidente e sido levada para a clinica. O que aconteceu?"
      Eu suspirei e disse, "eu estava procurando minha av e cai e bati a cabea." Eu no
estava tendo o estranho sentimento que me dizia para manter a boca fechada, mas eu
no tinha certeza do quanto dizer a Stevie Rae ainda, e eu fiquei aliviada quando ela
acenou como se entendesse e no fez mais perguntas sobre o acidente  ou mencionou o
fato da minha Marca ser completamente colorida.
      "Seus pais surtaram quando viram que voc foi Marcada?"
      "Totalmente. Os seus no?"
      "Na verdade, minha me ficou legal. Ela disse que qualquer coisa que me tirasse de
Henrietta era uma coisa boa."
      "Henrietta, Oklahoma?" eu perguntei, feliz por mudar para um assunto que no era
sobre mim.
      "Infelizmente, sim."
      Stevie Rae sentou na cama em frente ao pster de Kenny Chesney e fez meno
para mim sentar na frente dela. Eu sentei, e ento senti um pequeno choque de surpresa
quando percebi que estava sentada do meu acolchoado legal rosa e verde da Ralph
Lauren. Eu olhei para a pequena mesa de carvalho e pisquei. Ali estava o meu irritante, e
feio alarme, meus culos de nerd, para quando eu estava cansada de usar lentes, e a foto
da vov e eu no ultimo vero. E na prateleira atrs do computador do meu lado do quarto
eu vi minha coleo de livros Gossip Girls e Bubbles (junto com alguns dos outro favoritos,
Drcula de Bram Stoker  o que era um pouco irnico), alguns CDs, meu laptop, e  o
meu Deus do cu  meu figurino dos Monsters Inc. Que incrivelmente vergonhoso. Minha
mochila estava no cho perto da minha cama.
      "Sua av trouxe suas coisas para c. Ela  bem legal," disse Stevie Rae.
      "Ela  mais que legal. Ela  brava como o inferno por ter enfrentado minha me e o
estpido marido dela para tirar essas coisas para mim. Eu s consigo imaginar a super
dramtica cena que minha me fez." Eu suspirei e ento balancei a cabea.
      ", eu acho que tenho sorte. Pelo menos minha me ficou tranqila com tudo isso,"
Stevie Rae apontou para o tracejo da lua crescente na testa. "Mesmo que meu pai tenha
perdido a cabea, j que eu era sua nica filhinha e tudo mais." Ela suspirou e ento riu.
"Meus trs irmos acharam que era to incrvel e queriam saber se eu podia ajudar eles a
conseguir garotas vampiras." Ela virou os olhos. "Garotos estpidos."
      "Garotos estpidos," eu repeti e sorri para ela. Se ela achava que garotos eram
estpidos ela e eu iramos nos dar bem.
      "Mas agora estou tranqila com tudo isso. Eu quero dizer, as aulas so estranhas
mas eu gosto delas  especialmente a aula de Tae Kwan Do. Eu meio que gosto de chutar
bundas." Ela sorriu de forma travessa, como um pequeno elfo loiro. "Eu gosto do
uniforme, o que a principio totalmente me chocou. Eu quero dizer,  esperado que algum
goste de uniformes de escola? Mas podemos acrescentar coisas para fazer eles ficarem
nicos, ento eles no parecem uniformes metidos, tpicos de escolas. E tem uns caras
seriamente gostosos aqui  mesmo que garotos sejam estpidos." Os olhos dela
brilharam. "Principalmente estou apenas to feliz por estar longe de Henrietta que eu no
me importo com as outras coisas, mesmo que Tulsa seja meio assustador por ser to
grande."
      "Tulsa no  assustadora," eu disse automaticamente. Ao contrario de muitos
garotos do subrbio de Broken Arrow, eu na verdade conhecia Tulsa, graas ao que a
vov gostava de chamar de "viagem de campo" que eu fazia com ela. "Voc s tem que
saber aonde ir. Tem uma grande galeria onde voc pode fazer sua prpria bijuteria na
cidade baixa na Rua Brady, e do lado disso tem a Lola at the Bowery  ela tem a melhor
sobremesa da cidade. A Rua Cherry tambm  legal. No estamos longe de l agora. Na
verdade, estamos perto do incrvel Museo Philbrook e a Utica Square. Tem alguns
excelentes shoppings l e-"
      De repente eu percebi o que eu estava dizendo. Os vampiros adolescentes no
tinham que se misturar com os adolescentes normais? Eu procurei na memria. No. Eu
nunca vi garotos com luas crescentes andando por Philbrook ou Utica Gap ou a Bananaa
Republic ou a Starbucks. Eu nunca os vi no cinema. Diabos! Eu nunca nem vi um garoto
vampiro at hoje. Ento eles nos manteriam trancados aqui por 4 anos? Me sentindo um
pouco sem ar e claustrofbica eu perguntei, "A gente sai daqui alguma vez?"
      "Sim, mas tem todo tipo de regra que voc tem que seguir."
      "Regras? Como o que?"
      "Bem, voc no pode usar nenhuma parte do uniforme da escola-" Ento ela surtou.
"Merda! Isso me lembrou. Temos que nos apressar. O jantar  em alguns minutos e voc
precisa se trocar." Ela pulou e comeou a procurar pelo closet que era no meu lado do
quarto, falando comigo por cima dos ombros o tempo todo.
      "Neferet mandou entregar algumas roupas aqui ontem a noite. No se preocupe
como o tamanho ser o certo. De algum jeito eles sempre sabem qual o tamanho antes de
ns verem   meio bizarro como os vampiros adultos muito mais do que deveriam. De
qualquer forma, no se assuste. Eu falei serio quando disse que os uniformes no so to
horrveis quanto voc imagina que sejam. Voc realmente pode adicionar suas prprias
coisas nele  como eu."
      Eu olhei para ela. Eu quero dizer, olhei mesmo para ela. Ela estava usando uma
jeans Roper. Voc sabe, aquele tipo de jeans de tamanho por idade que so muito
apertadas e no tem bolso traseiro. Como algum pode achar que no ter bolso e ser
apertado e bonito, eu honestamente nunca entendi. Stevie Rae era totalmente magra, e a
cala at fazia a bunda dela parecer grande. Eu sabia antes de olhar para o p da garota
o que ela estava usando  botas de cowboy. Eu olhei para baixo e suspirei. Sim. Couro
marrom, salto chato, ponta estreita... botas de cowboy. Enfiado no jeans havia uma blusa
preta com mangas longas que tinha o jeito cara de algo que voc acha na Saks ou Neiman
Marcus, versos a barata camiseta transparente que era cara demais da Acercrobie que
tenta fazer parecer que elas no so camisetas de vadia. Quando ela olhou para mim eu vi
que ela tinha dois furos nas orelhas com brincos prateados nelas. Ela virou e tinha em
uma mo uma blusa preta como a que ela estava usando, e um pulver na outra mo, e
eu decidi que mesmo que o visual country dela no era para mim ela ficava meio fofa com
a mistura de chique com barato.
      "Aqui est! Apenas coloque isso por cima dos jeans e voc ficar pronta."
      A luz da lmpada de cowboy brilhou contra a bordadura que estava presa no peito
do suter que ela estava segurando. Eu levantei e peguei as duas roupas, segurando o
suter para cima para poder ver a frente e as costas. A bordadura prateada tinha a forma
de uma espiral que fazia voltas em um circulo delicado que estava por cima do meu
corao.
      " a nossa marca," Stevie Rae disse.
      "Nossa marca?"
      "Sim, cada classe  aqui eles chamam de terceiranistas, quartanistas, quintanistas, e
sestonistas  tem sua prpria marca. Somos os terceiranistas, ento nossa marca  o
labirinto prateado da deusa Nyx."
      "O que significa?" eu perguntei, mais para mim mesma do que para ela enquanto
passava o dedo ao redor dos crculos prateados.
      "Significa um novo comeo enquanto comeamos a andar pelo Caminho da Noite e
aprendemos o caminho da deusa e as possibilidades de nossa nova vida."
      Eu olhei para ela, surpresa por ela de repente parecer to seria. Ela riu um pouco
para mim e deu nos ombros. " uma das primeiras coisas que aprendemos em Sociologia
Vampira 101. Essa  a matria que Neferet ensina, e com certeza arrasa com as aulas
mais chatas que eu tinha em Henrietta High, o lar das galinhas lutadoras. Ugh. Galinhas
lutadoras! Que tipo de mascote  esse?" Ela balanou a cabea e virou os olhos enquanto
eu ria. "De qualquer forma, eu ouvi que a Neferet  sua mentora, o que  realmente uma
sorte. Ela dificilmente pega garotos novos, e alm de ser a Alta Sacerdotisa, ela  a
professora mais legal por aqui."
      O que ela no disse  que eu no tinha s sorte, eu era "especial" com a minha
estranha Marca colorida. O que me lembrou...
      "Stevie Rae, porque voc no me perguntou sobre a minha Marca? Eu quero dizer,
eu aprecio voc no ter me bombardeado com perguntas, mas no caminho at aqui todos
que me viram encararam minha Marca. Afrodite mencionou no segundo que ficamos
sozinhas. Voc nem olhou para ela. Por qu?"
      Ento ela finalmente olhou para minha testa antes de suspirar e me olhar nos olhos.
"Voc  minha colega de quarto. Eu achei que voc fosse falar o que est acontecendo
com voc quando estivesse pronta. Uma coisa que eu aprendi crescendo numa cidade
pequena como Henrietta  que  melhor cuidar da sua vida se voc quer que algum seja
seu amigo. Bem, vamos ser colegas de quarto por 4 anos..." Ela pausou em um suspiro
entre as palavras, com a verdade feia que vamos apenas ser colegas de quarto por 4 anos
se ns duas sobrevivermos a Mudana. Stevie Rae engoliu com fora e terminou
rapidamente, "Eu acho que o que estou tentando dizer  que eu quero que a gente seja
amiga."
      Eu sorri para ela. Ela parecia to jovem e esperanosa  to legal e normal e nem de
perto o que eu imaginei que uma garota vampira seria. Eu senti um pequeno fio de
esperana. Talvez eu conseguisse achar um jeito de me encaixar aqui. "Eu tambm quero
que sejamos amigas."
      "Yaay por isso!" Eu juro que ela parecia um filhotinho feliz de novo. "Mas vamos!
Depressa  no queremos nos atrasar."
      Ela me empurrou pela porta que ficava entre os dois armrios antes de ir at um
espelho na mesa do computador dela e comear a escovar o cabelo. Eu me apertei para
encontrar um pequeno banheiro, e eu rapidamente tirei minha camiseta BA Tiger e
coloquei a blusa e por cima disso o suter macio que tinha uma profunda e bonita cor de
prpura com pequenas linhas pretas atravessando. Eu j estava pronta para voltar ao
quarto para pegar minha mochila para tentar dar um jeito no rosto e cabelo com
maquiagem e tudo mais, quando olhei para o espelho por cima da pia. Meu rosto ainda
estava branco, mas eu tinha perdido a palidez assustadora que tinha antes. Meu cabelo
parecia insano, todo selvagem e despenteado, e eu mal podia ver a linha preta que estava
acima da minha tmpora esquerda. Mas foi a Marca azul safira que chamou minha
ateno. Enquanto eu olhava para ela, cheia de uma beleza extica, a luz do banheiro
refletiu na bordadura meu prateada que estava por cima do corao. Eu decidi que os dois
smbolos de alguma forma combinavam, embora eles tivessem formas diferentes... cores
diferentes...
      Mas eu no combinava com eles? E eu no combinava com esse novo mundo
estranho?
      Eu fechei os meus olhos com fora e esperei desesperadamente que o que fosse que
iramos comer no jantar (oh, por favor permita que no esteja envolvido beber sangue)
no fosse descordar do meu j problemtico estomago.
      "Oh no..." eu sussurrei para mim mesma, "seria bem a minha sorte tem um caso de
diarria."
    NOVE

      Ok, a cafeteria era legal  oops, eu quero dizer "salo de jantar," como a placa
prateada do lado de fora da entrada dizia. No era nada parecido com a cafeteria
monstruosa da SIHS onde a acstica era to ruim que mesmo eu sentado ao lado de
Kayla eu no podia ouvir o que ela estava falando na metade do tempo. Esse salo era
quente e amigvel. As paredes eram feitas da mesma estranha mistura de tijolos e pedras
pretas como o exterior do prdio e o salo estava cheio de enormes mesas de piquenique
de madeira que tinham bancos combinando com assentos acolchoados e com encostos.
Em cada mesa sentavam 6 garotos e irradiando de uma enorme mesa situada no centro
do salo estavam frutas e queijo e carne quase transbordando, e uma taa de cristal que
estava cheia do que parecia ser vinho tinto. (huh? Vinho na escola? O que?) O teto era
baixo e a parede de trs era composta de janelas com uma porta de vidro no centro.
Pesadas cortinas de veludo estavam abertas para que o lado de fora pudesse ser visto era
um lindo jardim com alguns bancos de pedra, alguns caminhos que davam voltas, e
arbustos ornamentais e flores. No meio do jardim havia uma fonte de mrmore com gua
saindo do topo de algo que parecia muito com um abacaxi. Era bem bonito, especialmente
iluminado pela luz da lua e ocasional luz das lmpadas.
      A maior parte das mesas j estava cheia de adolescentes que falavam e comiam que
olhavam para cima com obvia curiosidade quando Stevie Rae e eu entramos no salo. Eu
respirei fundo e mantive a cabea erguida. Era melhor dar a eles uma clara viso da Marca
que eles pareciam to obcecados. Stevie Rae me levou para o lado do salo que tinha a
tpica mesa de Buffet para se servir.
      "Pra que  a mesa no meio do salo?" eu perguntei quando andamos.
      " uma oferenda simblica para a deusa Nyx. Tem sempre um lugar colocado na
mesa para ela. Parece meio estranho no comeo, mas logo no vai parecer to estranho e
vai parecer certo tambm."
      Na verdade, no parecia estranho para mim. De certa forma, fazia sentido. A deusa
estava to viva aqui. A Marca dela estava em todo lugar. A estatua dela estava
orgulhosamente na frente do seu Templo. Eu tambm estava comeando a notar que em
toda a escola haviam pequenas figuras e figurinos que a representavam. A Alta
Sacerdotisa dela era minha mentora, e eu tive que admitir, eu j me sentia conectada a
Nyx. Com um esforo, eu me impedi de tocar a Marca na minha testa. Ao invs disso
peguei uma bandeja e me movi atrs de Stevie Rae na fila.
      "No se preocupe," ela sussurrou para mim. "A comida  muito boa. Eles no fazem
voc beber sangue ou comer carne crua ou nada disso."
      Aliviada, eu destravei a mandbula. A maior parte do pessoal j estava comendo,
ento a fila era curta, e Stevie Rae e eu pegamos a comida senti minha boca se encher de
gua. Massa! Eu senti o cheiro: com alho!
      "A coisa toda de que vampiros no suportam alho  bobagem," Stevie Rae estava
dizendo para mim enquanto carregvamos os nossos pratos.
      "Ok, e aquela coisa sobre vampiros terem que beber sangue?" eu sussurrei em
resposta.
      "No," ela disse suavemente.
      "No?"
      "No  bobagem."
      timo. Maravilhoso. Fantstico. Exatamente o que eu queria ouvir  no.
      Tentando no pensar sobre o sangue e o que mais no eu peguei um copo de ch
com Stevie Rae, e ento a segui para uma mesa onde dois outros garotos j estavam
conversando animadamente enquanto conversavam.  claro a conversa parou totalmente
quando me juntei a eles, o que no pareceu incomodar Stevie Rae. Enquanto eu deslizava
no banco do lado oposto ao dela ela nos apresentou com seu fanhoso sotaque.
      "E a, gente. Conheam minha colega de quarto, Zoey Redbird. Zoey, essa  Erin
Bates," ela apontou para uma ridiculamente bonita garota loira sentada no meu lado da
mesa. (Bem, diabos  quantas loiras podiam ter em uma escola? No tem algum limite?)
Ainda com a sua voz em um tom de `alias,' ela continuou, fazendo pequenas paradas para
dar nfase. "Erin  a "bonita." Ela tambm  divertida e esperta e tem mais sapatos do
que qualquer um que eu conhea."
      Erin tirou seus olhos azuis para longe da minha Marca por um tempo longo o
suficiente para dizer "Oi."
      "E esse  o simblico garoto do nosso grupo, Damien Maslin. Mas ele  gay ento eu
no acho que ele realmente conta como um cara."
      Ao invs de ficar puto com Stevie Rae, Damian parecia sereno e descolado. "Na
verdade, j que eu sou gay eu acho que deveria contar por dois caras ao invs de um. Eu
quero dizer, comigo voc tem o ponto de vista masculino e voc no tem que se
preocupar comigo querendo tocar seus peitos."
      Ele tinha um rosto descansado totalmente limpo de espinhas, e um cabelo marrom
escuro e olhos que me lembravam um filhote de cervo. Na verdade, ele era fofo. No de
um jeito super feminino que a maioria dos caras so quando decidem sair do armrio e
contar a todos o que todo mundo j sabia (bem, todos a no ser seus pais tipicamente
sem noo). Damien no era um estridente cara-garota; ele era apenas um cara fofo com
um belo sorriso. Ele tambm estava notavelmente tentando no olhar para minha Marca,
o que eu apreciei.
      "Bem, talvez voc esteja certo. Eu no pensei sobre isso dessa forma," Stevie Rae
disse depois de uma bela mordida em um po de alho.
      "Apenas ignore ela, Zoey. O resto de ns  quase normal," Damien disse. "E estamos
desesperadamente felizes por voc finalmente ter chegado aqui. Stevie Rae tem
enlouquecido todo mundo se perguntando como voc seria, quando voc chegaria aqui-"
      "Se voc no seria uma daquelas garotas estranhas que cheiram mal e acham que
ser um vampiro significa ver quem pode ser o maior perdedor," Erin interrompeu.
      "Ou se perguntando se voc seria um deles," Damien disse, passando os olhos pela
mesa a nossa esquerda.
      Eu segui o olhar dele e senti os nervos quando reconheci a pessoa de quem ele
estava falando. "Voc quer dizer Afrodite?"
      "Sim," Damien disse. "E seu metido bando de bajuladores* (*Damien usa uma
palavra que normalmente no  utilizada para se referir a "bajuladores" o que explica a
confuso de Zoey).
      "Huh?" Eu pisquei para ele.
      Stevie Rae suspirou. "Voc vai se acostumar o vocabulrio obsessivo de Damien.
Graas a Deus, esse no  um novo mundo ento alguns de ns entendem o que ele esta
falando sem precisar de traduo. De novo. Bajulador  um servil lisonjeador." Ela falou
orgulhosa como se estivesse dando uma resposta na aula de ingls.
      "Tanto faz. Eles me fazem sentir vontade de vomitar," Erin disse sem tirar os olhos
da massa.
      "Eles?" eu perguntei.
       "As Filhas Negras," Stevie Rae disse, e eu notei que ela automaticamente baixou a
voz.
      "Pense neles como uma fraternidade," Damien disse.
      "De bruxas do inferno," Erin disse.
      "Hey, gente, acho que no deveramos falar mal deles para Zoey, Ela pode se dar
com eles."
      "Que se foda isso. Elas so bruxas do inferno," Erin disse.
      "Cuidado com a boca, Er Bear* (* apelido). Voc tem que comer com ela," Damien
disse animado.
      Incrivelmente aliviada por nenhum deles gostar de Afrodite, eu j estava me
aprontando para pedir mais explicaes quando uma garota chegou, e com uma grande
bufada, deslizou a si e a bandeja ao lado de Stevie Rae. Ela era da cor de um cappuccino
(o tipo que voc consegue de uma verdadeira cafeteria e no a nojeira que voc pega na
maquina da Quick Trip) e tinha varias curvas com seus lbios cheios e bochechas elevadas
que a faziam parecer uma princesa africana. Ela tambm tinha um timo cabelo. Era
espesso e caia em escuras e brilhantes ondas nos ombros dela. Os olhos dela eram to
pretos que pareciam no ter pupilas.
      "Ok, por favor! Por favor. Algum," ela apontou para Erin, "se incomodou de me
acordar e me dizer que iramos jantar?"
      "Eu acredito que seja sua colega de quarto, no sua me," Erin disse
preguiosamente.
      "No me faa cortar seu cabelo parecido com da Jessica Simpson no meio na noite,"
a princesa africana disse.
      "Na verdade, o jeito certo de frasear isso seria "No me faa cortar seu cabelo seu
cabelo parecido com da Jessica Simpson no meio do dia." Tecnicamente dia  noite para
ns e a noite seria o dia. O tempo  reverso aqui."
      A garota negra estreitou os olhos para ele. "Damien, voc est me irritando com essa
merda de vocabulrio."
      "Shaunee," Stevie Rae interrompeu brutamente. "Minha colega de quarto finalmente
chegou. Essa  Zoey Redbird. Zoey, essa  a colega de Erin, Shaunee Cole."
      "Ol," eu disse com a boca cheia de massa quando Shaunee virou seu olhar de Erin
para mim.
      "Ento, Zoey, qual  a da tua Marca ser colorida? Voc ainda  uma caloura, no ?"
Todos na mesa ficaram silenciosamente chocados com a pergunta de Shaunee. Ela olhou
ao redor. "O que? No finjam que vocs tambm no esto se perguntando a mesma
coisa."
      "Podemos estar, mas tambm podemos ser educados o suficiente para no
perguntar," Stevie Rae disse firmemente.
      "Oh, por favor. Tanto faz." Ela suspirou com o protesto de Stevie Rae. "Isso  muito
importante para isso. Todos querem saber sobre a Marca dela. No tem tempo para ficar
brincado quando fofoca est envolvida." Shaunee virou para mim. "Ento, qual  a da sua
estranha Marca?"
       melhor encarar isso agora. Eu tomei um rpido gole de ch e limpei a garganta. Os
4 estavam me olhando, esperando impacientemente pela minha resposta.
      "Bem, eu sou uma caloura. Eu no acho que sou diferente de vocs." Ento comentei
sobre algo que estava considerando enquanto todos estavam falando. Eu quero dizer, eu
sabia que teria que responder essa pergunta eventualmente. Eu no sou estpida 
confusa, talvez, mas no estpida  e algo me disse que eu precisava dizer algo alm da
minha experincia extra corprea com Nyx. "Eu no sei com certeza porque a Marca est
cheia. No estava desse jeito quando o Rastreador me Marcou. Mas mais tarde naquele
dia eu tive um acidente. Eu cai e bati a cabea. Quando acordei a Marca estava assim. Eu
estive pensando, e tudo que eu consegui pensar  que deve ter sido alguma estranha
reao ao acidente. Eu estava inconsciente e perdi muito sangue. Talvez isso tenha feito
algo para acelerar o processo que a escurece. Esse  meu palpite, de qualquer forma."
      "Huh," Saunee disse. "Eu estava esperando que fosse algo mais interessante. Algo
bom para fofocar."
      "Desculpe," eu murmurei.
      "Cuidado, Gmea," Erin disse para Shaunee, jogando a cabea em direo as Filhas
Negras. "Voc est comeando a soar como se devesse se sentar naquela mesa."
      O rosto de Shaunee se contorceu. "Eu no estaria nem morta com aquelas vacas."
      "Vocs esto confundindo Zoey," Stevie Rae disse.
      Damien deu um longo suspiro. "Eu vou explicar, provando mais uma vez o quo
valioso sou para este grupo, com ou sem pnis."
      "Eu realmente queria que voc no usasse a palavra com P," Stevie Rae disse.
"Especialmente quando estou tentando comer."
      "Eu gosto," Erin disse. "Se todos chamassem as coisas do que so seria muito menos
confuso. Por exemplo, voc sabe que quando eu tenho que ir ao banheiro eu digo o obvio
 eu tenho urina que precisa sair da minha uretra. Simples. Fcil. Claro."
      "Nojento. Repugnante. Grosso," Stevie Rae disse.
      "Estou com voc Gmea." Shaunee disse. "Eu quero dizer, se falssemos bastante
sobre coisas como urinar e menstruar, a vida seria muito mais simples."
      "Ok. Chega da conversa sobre menstruao enquanto estou comendo massa."
Damien levantou a mo como se pudesse fisicamente parar a conversa. "Eu posso ser
gay, mas tem um numero limitado de coisas que eu posso agentar." Ele se inclinou na
minha direo e comeou sua explicao. "Primeiro, Shaunee e Erin se chamam uma a
outra de Gmea porque embora elas claramente no sejam parentes  Erin sendo uma
extremamente branca garota de Tulsa, e Shaunee sendo descendente de jamaicanos e da
cor de chocolate de Connecticut -"
      "Obrigado pela apreciao a minha pele escura," Shaunee disse.
      "Sem problemas," Damien disse, e ento continuou com a explicao. "Embora elas
no sejam parentes de sangue elas so muito parecidas."
      " como se elas tivessem sido separadas no nascimento ou algo assim," Stevie Rae
disse.
      Ao mesmo tempo Shaunee e Erin se olharam e comearam a rir. Foi ento que eu
notei que elas estavam usando a mesma roupa  jaqueta de jeans escura, com lindas asas
douras no bolso, camiseta preta, e calas de cintura baixa. Elas at estavam usando o
mesmo brinco  enormes argolas de ouro.
      "E o que a uma pequena diferena de melanina quando uma verdadeira amante de
sapatos est envolvida?" Levantando o p Shaunne mostrou outro timo par de botas  s
que essas eram de couro preto com fivelas prateadas no tornozelo.
      "Prxima!" Damien interrompeu, virando os olhos. "As Filhas Negras. A verso
resumida  que elas so um grupo formado pela classe alta que dizem estar responsveis
pelo esprito escolar."
      "No, a verso resumida  que elas so bruxas do inferno," Shaunee disse.
      "Foi exatamente o que eu disse, Gmea," Erin riu.
      "Vocs duas no esto ajudando," Damien disse a elas. "Agora, onde eu estava?"
     "Esprito escolar," eu respondi.
     "Isso mesmo. Yeah, elas deveriam ser essa incrvel organizao pr-escola, pr-
vampiros. E tambm, se assume que o lder delas vai crescer para ser a Alta Sacerdotisa,
ento ela deve ser o corao, mente, e esprito da escola  assim como a futura lder da
sociedade vampiresca, etc, etc, bl, bl. Pense no Mrito Nacional Escolar responsvel
pela Sociedade de Honra misturada com lideres de torcida e um bando de bichas."
     "Hey, isso no  desrespeitoso a sua gayzura chamar eles de um bando de bichas?"
Stevie Rae perguntou.
     "Estou usando a palavra como um termo carinhoso," Damien disse.
     "E jogadores de futebol  no esquea que eles so Filhos Negros, tambm," Erin
disse.
     "Uh-huh, Gmea.  realmente um crime e uma pena que caras to seriamente
gostosos fiquem presos nessa -"
     "E ela est falando isso literalmente," disse Erin com um sorriso travesso.
     "A bruxas do inferno," concluiu Shaunee.
     "Al! Como se eu fosse esquecer os caras? Vocs ficam me interrompendo."
     As trs garotas deram a ele um sorriso de desculpa. Stevie Rae fingiu fechar a boca e
jogar fora a chave. Erin e Shaunee murmuraram "palerma" para ela, mas elas ficaram
quieta para Damien poder terminar.
     Eu notei que elas brincavam com a palavra "chupar," me fazendo pensar que a
pequena cena que eu tinha visto no era rara.
     "Mas o que as Filhas Negras realmente so  um grupo de vadias metidas que
andam mandando em todo mundo. Elas querem que todos as sigam, que se conforme
com a idia bizarra delas do que significa se tornar uma vampira. E o mais importante de
tudo, elas odeiam humanos, e se voc no se sente da mesma forma elas no querem
nada a ver com voc."
     "A no ser para te zoar," Stevie Rae acrescentou.
     Eu percebi pela expresso dela que ela deveria ter uma experincia prpria com a
parte do "zoar," e lembrei o quo plida e assustada ela parecia quando Afrodite tinha me
mostrado nosso quarto. Eu fiz uma nota mental para lembrar de perguntar a ela mais
tarde sobre o que aconteceu.
     "Mas no deixe elas te assustarem," Damien disse. "S cuide das suas costas e-"
     "Ol, Zoey. Bom ver voc to cedo."
     Eu no tive problemas em reconhecer a voz dessa vez. Eu decidi que era como mel 
pegajosa e doce demais. Todos na mesa pularam, incluindo eu. Ela estava usando um
suter como o meu, com exceo que por cima do corao dela estava a silueta prateada
de trs deusas iguais, um delas segundo o que parecia um par de tesouras. Ela estava
usando uma saia muito curta, uma meia cala que tinha brilhos prateados, e botas que
iam at os joelhos. Duas garotas estavam atrs dela, vestidas de forma parecida. Uma era
negra, com um cabelo impossivelmente longo (deve ser uma boa extenso), e a outra era
outra loira (que, com uma inspeo mais de perto das sobrancelhas dela, era
provavelmente, eu decidi, to loira natural quanto eu).
     "Ol, Afrodite," eu disse quando todos pareciam chocados demais para falar.
     "Espero no estar interrompendo nada," ela disse nada sincera.
     "Voc no est. S estvamos discutindo o lixo que precisa ser retirado hoje a noite,"
Erin disse com um enorme sorriso falso.
     "Bem, voc certamente deve saber tudo sobre isso," ela disse com um olhar de
desprezo, e ento virando as costas para Erin propositalmente, que estava apertando os
punhos e parecendo que estava prestes a pular em cima de Afrodite. "Zoey, eu deveria ter
dito algo para voc mais cedo, mas eu acho que eu esqueci. Eu queria te dar um convite
para voc se juntar as Filhas Negras no nosso privado Ritual de Lua cheia amanha a noite.
Eu sei que  raro para algum que no est aqui a tempo o bastante participar do ritual
to rapidamente, mas sua Marca mostra claramente que voc , bem, diferente da
maioria dos calouros." Ela olhou para baixo o nariz perfeito dela em Stevie Rae.
      "Eu j falei com Neferet, e ela concorda que seria bom para voc se juntar a ns. Eu
te dou os detalhes mais tarde, quando voc no estiver to ocupada com... uh... lixo." Ela
deu ao resto da mesa seu apertado sorriso sarcstico, virando seu longo cabelo enquanto
saia.
      "Bruxas do inferno," Shaunee e Erin falaram juntas.
    DEZ

     "Eu continuo achando que a aquela confiana em excesso eventualmente vai
derrubar Afrodite." Damien disse.
     "Excesso de confiana," Stevie Rae explicou, "ter a arrogncia de uma deusa."
     "Eu na verdade entendi essa," eu disse, ainda encarando Afrodite e seu bando.
"Acabamos de ler Medea* (*pea trgica grega onde sua herona a bruxa Medea mata o
seus dois filhos para vingar a traio do marido) na aula de Ingls. Foi o que derrubou
Jason."
     "Eu adoraria arrancar a arrogncia da cabea dela," Erin disse.
     "Eu seguro ela pra voc, Gmea," Shaunee disse.
     "No! Vocs sabem que j conversamos sobre isso antes. A penalidade por brigar 
ruim. Muito ruim. No vale a pena."
     Eu observei Erin e Shaunee empalidecerem ao mesmo tempo e queria perguntar o
que poderia ser to ruim, mas Stevie Rae continuou falando, dessa vez comigo.
     "Apenas tenha cuidado, Zoey. As Filhas Negras, e Afrodite especialmente, podem
parecer ok na maior parte do tempo, e  por isso que elas so perigosas."
     Eu balancei a cabea. "Oh, nu uh. Eu no vou para o negocio da lua cheia delas."
     "Eu acho que voc precisa," Damien disse suavemente.
     "Neferet concordou com isso." Stevie Rae disse enquanto Erin e Shaunee acenavam
em concordncia." Isso significa que ela espera que voc v. Voc no pode dizer a seu
mentor no."
     "Especialmente se seu mentor  Neferet, Alta Sacerdotisa de Nyx," Damien disse.
     "Eu no posso s dizer que eu no estou pronta para... pra... o que quer que seja
que eles querem que eu faa, e perguntar a Neferet se eu posso ser  eu no sei, o que
voc chamaria  dispensada do negocio da lua cheia delas dessa vez?"
     "Bem, voc poderia, mas da Neferet contaria para as Filhas Negras e elas Iro achar
que voc tem medo delas."
     Eu pensei sobre a enorme merda que j tinha acontecido entre Afrodite e eu em to
pouco tempo. "Uh, Stevie Rae, eu posso j ter medo delas."
     "Nem deixe elas saberem." Stevie Rae olhou para seu prato, tentando esconder o
embaraamento. "Isso  pior do que enfrentar elas."
     "Querida," Damien disse, dando um tapinha na mo de Stevie Rae, "pare de se
culpar por isso."
     Stevie Rae deu a Damien um doce, e agradecido sorriso.
     Ento ela disse para mim, "Apenas v. Seja forte e v. Eles no faro nada muito
horrvel no ritual.  aqui no campus; elas no se atreveriam."
     "Yeah, elas fazem todas as merdas longe daqui, quando  mais difcil para os
vampiros pegarem elas," Shaunee disse. "Por aqui elas fingem ser enjoadamente doces
para ningum saber como elas realmente so."
     "Ningum a no ser ns," Erin disse, fazendo um gesto com a mo para que inclusse
no apenas nosso pequeno grupo, mas todos no salo tambm.
     "Eu no sei, gente, talvez Zoey realmente se d bem com um deles," Stevie Rae
disse com nenhum toque de sarcasmo ou inveja.
     Eu balancei a cabea. "Nope. Eu no vou me dar com nenhum deles. Eu no gosto
do tipo deles  o tipo de pessoa que tenta controlar outros e fazer eles serem humilhados
s para se sentir melhor sobre si mesmo. E eu no quero ir para o Ritual da Lua Cheia!"
eu disse firmemente, pensando no meu padrasto e seus colegas, e o quo irnico e o
quo irnico era que eles parecessem ter tanta coisa em comum com esse grupo de
adolescentes que se auto proclamavam filhas de uma deusa.
      "Eu iria com voc se pudesse  qualquer um de ns iria  mas a no ser que voc
seja uma das Filhas Negras, voc s pode entrar se for convidada," Stevie Rae disse
tristemente.
      "Est tudo bem. Vou lidar com isso." De repente eu no estava mais com fome. Eu
estava muito, muito cansada, e eu realmente queria mudar de assunto. "Ento me
explique os diferentes smbolos que usamos aqui. Voc me falou sobre o nosso  A espiral
de Nyx. Damien tem uma espiral tambm, ento isso deve significar que ele ..." eu
pausei para lembrar do que Stevie Rae tinha chamado os calouros, "um terceiranista. Mas
Erin e Shaunee tem asas, e Afrodite tem outra coisa."
      "Voc quer dizer alm daquela atitude nojenta?" Erin murmurou.
      "Ela quer dizer os trs destinos," Damien intercedeu, interrompendo o que quer que
fosse que Shaunee ia acrescentar. "Os trs Destinos so crianas de Nyx. Os sestanistas
todos usam o emblema dos Destinos, com Atropos segurando a tesoura para simbolizar o
fim da escola."
      "E para algum de ns, o fim da vida," Erin acrescentou tristemente.
      Isso fez todos se calarem. Quando eu no agentava mais o silencio desconfortvel
eu limpei minha garganta e disse, "E o que so asas de Erin e Shaunee?"
      "As asas de Eros, que o filho de Nyx a semente -"
      "Do amor a deusa," Shaunee disse, apertando os lbios.
      Damien franziu as sobrancelhas para elas e continuou falando. "As asas douras de
Eros so o smbolo dos quartanistas."
      "Porque somos a classe do amor," Erin cantarolou, levantando os braos por cima da
cabea e remexendo os lbios.
      "Na verdade,  porque devemos nos lembrar da capacidade de Nyx amar, e as asas
simbolizam que continuamos seguindo em frente."
      "Qual  o smbolo dos quintanistas?" eu perguntei.
      "A carruagem dourada de Nyx puxando um rastro de estrelas," Damien disse.
      "Eu acho que o smbolo mais bonito," Stevie Rae disse. "Aquelas estrelas brilham
feito louco."
      "A carruagem mostra que continuamos na jornada de Nyx. As estrelas representam a
mgica dos dois anos pelos quais j passamos."
      "Damien, voc  um bom estudante," Erin disse.
      "Eu disse que voc deveria ter feito ele nos ajudar para o teste de mitologia
humana," Shaunee disse.
      "Eu pensei ter dito a voc que ns precisvamos da ajuda dele, e "
      "De qualquer forma," Damien gritou por cima da discusso delas, "esses so os
smbolos das classes. Facinho, facinho, na verdade," ele apontou para as Gmeas que
agora estavam quietas. "Isso , se voc presta ateno na aula ao invs de escrever
bilhetes e encarar os caras que voc acha gostosos."
      "Voc  realmente um puritano, Damien," Shaunee disse.
      "Especialmente para um garoto gay." Erin acrescentou.
      "Erin, seu cabelo est meio que com frizz hoje. Sem querer ser mal nem nada disso,
mas talvez voc devesse considerar mudar de produto. Voc no pode ser cuidadosa
demais com esse tipo de coisa. Quando voc ver, voc vai ficar com pontas duplas."
      Os olhos azuis de Erin ficaram enormes e as mos foram automaticamente para seu
cabelo.
     "Oh, no no no. Eu no acredito que voc acabou de dizer isso, Damien. Voc
sabe o quo louca ela  pelo cabelo." Shaunee comeou a inchar como um blowfish* (
um peixe com um aspecto inflado).
     Damien, enquanto isso, apenas sorriu e voltou a comer sua massa  a perfeita
imagem de inocncia.
     "Uh, gente," Stevie Rae disse rapidamente, levantando e me puxando pelo cotovelo.
"Zoey parece cansada. Todos lembramos como  quando recm chegamos aqui. Vamos
voltar para o nosso quarto. Eu tenho que estudar para o teste de sociologia vampirica,
ento provavelmente vou ver vocs s amanh."
     "Ok, nos vemos," Damien disse. "Zoey, foi um prazer conhecer voc."
     ", bem vinda ao Colgio Inferno." Erin e Shaunee falaram juntas antes que Stevie
Rae me levasse para o quarto.
     "Obrigado. Eu realmente estou cansada," eu disse a Stevie Rae em quando
andvamos pelo corredor que eu estava feliz por reconhecer como aquele que levaria para
a entrada principal do prdio central da escola. Paramos, quando um gato cinza passou
perseguindo um gato menos, na nossa frente.
     "Bellzebub! Deixe o Cammy em paz! Damien vai arrancar seu pelo!"
     Stevie Rae fez meno de pegar o gato cinza, mas no conseguiu, mas ele parou de
perseguir o menor e ao invs disso saiu pelo corredor de onde ele tinha acabado de
aparecer. Stevie Rae estava com a testa franzida por causa dele.
     "Shaunee e Erin precisam ensinar a esse gato alguns modos, ele sempre est
aprontando algo." Ela falou para mim enquanto saiamos do prdio e andvamos na suave
escurido do pr-amanhecer. "Aquele gatinho pequeno  Cameron e  o gato de Damien.
Bellzbub pertence a Erin e Shaunee; ele escolheu as duas  juntas. Sim. Por mais estranho
que parea, mas com o devido tempo voc ser como ns e comear a pensar que elas
realmente devem ser gmeas."
     "Elas parecem legais."
     "Oh, elas so timas. Eles so brigam bastante, mas so totalmente leais e nunca
vo deixar ningum falar de voc." Ela riu. "Ok, eles podem falar de voc, mas isso 
diferente, e no ser pelas suas costas."
     "E eu realmente gostei de Damien."
     "Damien  doce, e realmente esperto. Eu apenas sinto pena dele s vezes."
     "Porque?"
     "Bem, ele tinha um colega de quarto quando chegou aqui seis meses atrs, mas
quando o cara descobriu que Damien era gay  ol, no  como se ele tivesse tentando
esconder  ele reclamou para Neferet e disse que no teria um colega de quarto bicha."
     Eu encarei. Eu no consigo suportar pessoas homofnicas. "E Neferet realmente
agentou essa atitude?"
     "No, ela deixou claro que aquele garoto  oh, ele mudou o seu nome para Thor
quando chegou aqui"  ela balanou a cabea e virou os olhos  "vai entender. De
qualquer forma, Neferet disse para aquele Thor que ele estava passando dos limites, e ela
deu a Damien a opo de se mudar para outro quarto ou continuar com Thor. Damien
escolheu se mudar. Eu quero dizer, voc no teria escolhido?"
     Eu acenei. "Sim. De jeito nenhum ficaria com Thor o homofnico."
     "Isso  o que todos pensamos tambm. Ento Damien tem estado num quarto
sozinho desde ento."
     "No tem outros garotos gays por aqui?"
      Stevie Rae deu nos ombros. "Tem algumas garotas que so lesbicas assumidas, mas
embora alguns deles sejam legais e fique com o resto de ns elas basicamente ficam
juntas. Elas so muito aprofundadas a religio e adorao da deusa e passam muito
tempo no templo de Nyx. E,  claro, tem garotas malucas que acham que  legal ficar
uma com as outras, mas normalmente s quando algum cara gostoso est assistindo."
      Eu balancei a cabea. "Sabe, eu nunca entendi porque as garotas acham que ficar
com outras garotas  um jeito bom te ter um namorado.  de se pensar que seria contra
produtivo."
      "Como se eu quisesse um namorado que s me acha quente quando estou beijando
uma garota? Eca."
      "E quanto a caras gays?"
      Stevie suspirou. "Tem alguns alm de Damien, mas eles so na maioria muito
femininos e estranhos para ele. Eu me sinto mal por ele. Eu acho que ele fica bem
solitrio. Os pais dele nem escrevem nem nada."
      "A coisa toda dos vampiros os assustou?"
      "No, eles no se importaram. Na verdade, no diga nada para Damien porque fere
os sentimentos dele, mas acho que eles ficaram aliviados por ele ter sido Marcado. Eles
no sabiam o que fazer com um filho gay."
      "Porque eles tinham que fazer algo? Ele ainda  filho deles. Ele s gosta de caras."
      "Bem, eles vivem em Dallas, e o pai dele  muito f das Pessoas de F. Eu acho que
ele  algum tipo de pastou ou algo assim -"
      Eu levantei a mo. "Pare. Voc no tem que dizer mais uma palavra. Eu totalmente
entendo." E eu entendia. Eu era muito familiarizada com as mentes pequenas, "nosso jeito
 o nico certo" das idias das Pessoas de F. S em pensar nisso me fazia ficar exausta e
depressiva.
      Stevie Rae abriu a porta do dormitrio. A sala estava vazia com exceo de algumas
garotas que estavam assistindo a reprise de The 70s Show. Stevie Rae acenou para elas.
      "Hey, voc quer uma bebida ou algo assim para levar com a gente?"
      Eu acenei e a segui passando pela sala at um aposento menor que tinha
refrigeradores, uma grande pia, dois microondas, vrios armrios, e uma mesa de madeira
muito branca no meio  como uma cozinha, a no ser o fato dessa ser estranhamente
refrigerada e amigvel. Tudo era legal e claro. Stevie Rae abriu um dos refrigeradores. Eu
espiei por cima dos ombros dela para ver que estava cheio de vrios tipos de bebidas  de
refrigerante a vrios sucos e a uma gua que tinha um gosto horrvel.
      "O que voc quer?"
      "Qualquer refri est bom." Eu disse.
      "Isso  pra todos ns," ela disse enquanto me entregava duas cocas diets e pegava
dois sucos para ela.
      "Tem frutas e vegetais e coisas assim naqueles outros dois refrigeradores, e carne
para sanduches no outro. Eles mantm cheio o tempo todo, mas os vampiros so bem
obsessivos por comer direito, ento voc no vai encontrar saco de batatinhas ou bolinhos
ou coisas assim.
      "Nada de chocolates?"
      "Sim, tem alguns chocolates bem caros nos armrios. Os vampiros dizem que
chocolate em moderao  bom para ns."
      Ok, ento quem diabos quer comer chocolate em moderao? Em mantive o
pensamento para mim mesma enquanto voltvamos para sala e subamos para nosso
quarto.
     "Ento, os, uh, vampiros"  eu meio que me atrapalhei com a palavra  "so fs de
comer saudavelmente?"
     "Bem, sim, mas eu acho que apenas os calouros comem bem. Eu quero dizer, voc
no v vampiros gordos, mas voc tambm no v eles mastigando uma cebolinha ou
comendo apenas salada. A maior parte deles comem juntos no seu prprio refeitrio, e
dizem os rumores que eles comem bem." Ela olhou para mim e baixou a voz. "Eu ouvi
dizer que eles comem muita carne vermelha. Muita carne vermelha crua."
     "Eca," eu disse, sem querer pensar no bizarro visual que passou pela minha mente
de Neferet comendo carne crua.
     Stevie Rae tremeu, e continuou: "s vezes o mentor de algum senta com calouro no
jantar, mas eles normalmente apenas tomam uma taa ou duas de vinho tinto e no
comem conosco."
     Stevie Rae abriu a porta do quarto e com um suspiro eu sentei na minha cama e tirei
os sapatos. Deus, eu estava cansada. Esfregando meus ps eu me perguntei do porque os
vampiros adultos no comerem conosco, e ento decidi que eu realmente no estava mais
afim de pensar nisso. Eu quero dizer, trazia a minha mente muitas perguntas como, o que
eles realmente estavam comendo? E o que teramos que comer quando/se nos
tornssemos vampiros adultos? Ugh.
     E, parte do meu crebro sussurrou algo que me fez lembrar da minha reao ao
sangue de Heath ontem. Isso tinha sido apenas ontem? E tambm a mais recente reao
ao sangue do cara no corredor. No. Eu definitivamente no queria pensar neles tambm
 nadinha. Ento eu rapidamente me re-foquei na conversa sobre a dieta saudvel.
     "Ok, eles no se importam particularmente em comer de forma saudvel, enquanto
qual  o da grande obsesso?" Eu perguntei a Stevie Rae.
     Ela me olhou nos olhos, parecendo preocupada e um pouco assustada.
     "Eles querem que a gente coma saudvel pela mesma razo que eles nos fazem a
gente se exercitar todo dia  para que nossos corpos fiquem o mais forte possvel, porque
se voc comea a ficar fraca ou gorda ou doente, esse  o primeiro sinal que o seu corpo
est rejeitando a Mudana."
     "E ento voc morre," eu disse baixo.
     "E ento voc morre," ela concordou.
     ONZE

      Eu no achei que fosse dormir. Achei que apenas ia ficar deitada ali sentindo
saudades de casa e pensando sobre a virada bizarra que a minha vida tinha tomado.
Flashes perturbadores dos olhos do cara no corredor passaram pela minha mente, mas eu
estava to cansada que eu no conseguia me focar. At a personalidade odiosa de
Afrodite era outra coisa que parecia estar me mantendo acordada. Na verdade, minhas
ultimas preocupaes antes de no conseguir lembrar de mais nada tinha sido minha
testa. Estava dolorida de novo por causa da Marca e do corte na minha tmpora  ou era
porque eu estava ficando com uma enorme espinha? E meu cabelo iria estar bom para o
meu primeiro dia na escola de vampiros amanha? Mas quando me enrolei
confortavelmente e inalei o cheiro familiar do cobertor e de casa, eu me senti
inesperadamente calma e segura... e eu apaguei.
      Eu tambm no tive um pesadelo. Ao invs disso eu sonhei sobre gatos. Vai
entender. Caras gostosos? No. Novos poderes legais de vampiros?  claro que no.
Apenas gatos. Tinha um em particular  um pequeno e laranja que tinha pequenas patas
e uma barriga gorda com um olhar que parecia meio marsupial. Ela ficava gritando para
mim com a voz de uma moa e me perguntando por que eu tinha levado tanto tempo
para chegar ali. Ento a voz de gato dela mudou para um irritante zunido e eu...
      "Zoey, anda! Desliga essa porcaria de alarme!"
      "O que-, huh?" Oh, diabos. Eu odeio manhs. Minha mo falhou em tentar encontrar
o boto para desligar meu irritante despertador.
      Eu mencionei que eu sou totalmente, e completamente cega sem minhas lentes? Eu
peguei meus olhos nerds e olhei para o relgio. 18:30, e eu recm estava acordando. Em
falar em bizarro.
      "Voc quer tomar banho primeiro, ou voc quer que eu tome?" Stevie Rae perguntou
sonolenta.
      "Eu vou, se voc no se importa."
      "Eu no..." ela bocejou.
      "Ok."
      "Mas devemos nos atrasar, porque eu no sei sobre voc, mas tenho que comer caf
da manh ou vou sentir que vou morrer de fome antes do almoo."
      "Cereal?" eu de repente me animei. Eu seriamente amo cereal, e eu tenho uma
camiseta Eu [corao] CEREAL, para provar. Eu especialmente amo Count Chocula  outra
ironia vampiresca.
      "Sim, tem vrias daquelas pequenas caixas de cereal e bagels e frutas e ovos cozidos
e tudo mais."
      "Vou me apressar." De repente eu estava faminta. "Hey, Stevie Rae, importa o que
eu usar?"
      "No," ela bocejou de novo. "S pegue um dos suteres ou jaquetas que eu mostre
seu smbolo de terceiranista e voc ficar bem."
      Eu no me apressei, embora eu estivesse realmente nervosa sobre parecer descente
e desejei ter horas para fazer e refazer meu cabelo e maquiagem. Eu usei o espelho de
maquiagem de Stevie Rae enquanto ela estava no banho, e decidi que de menos era
melhor que demais. Era estranho como a minha Marca parecia mudar toda ateno do
meu rosto. Eu sempre tive olhos bonitos  grandes e redondos e escuros, com muito
clios. Tanto que Kayla costumava reclamar sobre o quo injusto era eu ter clios o
suficiente para trs garotas e ela tinha apenas alguns. (Em falar nisso... eu no senti falta
de Kayla, especialmente essa manh quando estava me arrumando para ir a uma nova
escola sem ela. Talvez eu ligue para ela mais tarde. Ou mande um email. Ou... eu lembrei
do comentrio que Heath tinha feito sobre a festa, e decidi que talvez no ligasse.) De
qualquer forma, a Marca de algum jeito fazia meus olhos parecerem ainda maiores e
escuros. Eu os alinhei com uma sombra suavemente preta que tinha pequenos brilhos
prateados. No muito como aquelas garotas que acham que emplastar de delineador
preto as faz parecer legal. , certo. Elas parecem guaxinins assustadores. Eu acrescentei
base, um pouco de p no rosto, e pus um gloss (para esconder o fato que eu estava
nervosamente mordendo os lbios).
      Ento eu me olhei.
      Graas a Deus meu cabelo estava bom, e at mesmo o pico de viva* (*aquela
ponta do cabelo que fica na testa) no estava toda bagunada como fica s vezes. Eu
ainda parecia... umm... diferente, mas a mesma.
      O efeito que a minha Marca tinha no meu rosto diminuiu. Fez tudo que era tnico
sobre as minhas feies se destacar: a escurido dos meus olhos, as bochechas altas dos
Cherokke, meu orgulhoso, nariz reto, e at mesmo a cor oliva da minha pele que era
como a da minha av. A Marca safira da deusa pareceu ter ligado um holofote nessas
feies; tinha exposto a garota Cherokee dentro de mim e permitido que ela brilhasse.
      "Seu cabelo est timo," Stevie Rae disse quando entrava no quarto secando o
cabelo curto com a toalha. "Eu queria que o meu ficasse direito quando est to
cumprido. Mas no fica. Ele fica todo frizzado e parece um rabo de cavalo."
      "Eu gosto do seu cabelo curto," eu disse, saindo do caminho dela pegando meus
sapatos de rasteirinha estilo sapatilha de bal.
      "Yeah, bem, me faz ser uma aberrao aqui. Todos tem cabelo cumprido."
      "Eu notei, mas no entendi."
      " uma das coisas que acontece enquanto voc est Mudando. O cabelo dos
vampiros cresce muito rapidamente, assim como as unhas."
      Eu tentei no suspirar e lembrar das unhas de Afrodite passando cortando jeans e
pele.
      Graas a Deus, Stevie Rae estava inconsciente a meu pensamento, e continuou
falando.
      "Voc vai ver. Depois de um tempo voc no vai precisar olhar para o smbolo deles
para saber de que ano so. De qualquer forma, voc vai aprender tudo sobre isso na aula
de Sociologia Vampira. Oh! Isso me lembrou." Ela catou em alguns papeis na mesa dela
at que encontrou o que estava procurando e me entregou. "Aqui est seu horrio. Temos
a terceira e a quinta aula juntas. E cheque a lista de matrias eletivas que voc tem para
a segunda aula. Voc pode escolher qualquer um deles."
      Meu nome estava no topo do horrio, impresso com letras grandes, Zoey Redbrid,
entrando como terceiranista, assim como a data, que era de cinco (?!) dias antes do
Rastreador me Marcar.
      1 perodo  Sociologia Vampira 101. Sala. 215. Prof. Neferet.
      2 perodo  Drama 101. No centro de artes. Prof. Nolan
      Ou
      Desenho 101. Sala. 312. Prof. Doner
      Ou
      Introduo a musica. Sala 314. Prof. Vento
      3 perodo  Literatura 101. Sala. 214. Prof. Penthesilea
      4 perodo  Esgrima. Ginasio. Prof. D. Lankford
       Pausa para o almoo.
       5 perodo  Espanhol 101. Sala. 216. Prof. Germy
       6 perodo  Introduo ao estudo de Equitao Casa de Campo. 215. Prof. Lenobia
       "Nada de geometria?" eu percebi, totalmente pasma pelo horrio, tentando manter
uma atitude positiva.
       "No, graas a Deus. No prximo semestre vamos ter economia. Mas isso no pode
ser to ruim."
       "Esgrima? Introduo ao estudo de equitao?"
       "Eu te disse que eles gostam de ns manter em forma. Esgrima ok, mesmo que seja
difcil. Eu no sou muito boa, mas voc faz par com o pessoal mais velho  como se eles
fosse instrutores, e eu s estou dizendo, alguns daqueles garotos so simplesmente
lindos! Eu no estou tendo a aula de equitao esse semestre  eles me colocaram em
Tae Kwan Do. E eu tenho que te dizer, eu adoro!"
       "Verdade?" eu disse duvidosamente. Me pergunto como ser a aula de equitao?
       "Sim. Que eletiva voc vai escolher?"
       Eu olhei para a lista. "Qual voc est tomando?"
       "Introduo a Msica. O professor Vento  bem legal, e eu, uh..." Stevie Rae
suspirou e corou. "Eu quero ser uma estrela da musica country. Eu quero dizer, Kenny
Chesney, Faith Hill e Shania Twain so vampiras  e isso  apenas trs delas. Diabos, Grth
Brooks cresceu aqui em Oklahoma e voc sabe que ele  o maior vampiro de todos eles.
Ento eu no vejo porque eu tambm no posso ser."
       "Faz perfeito sentido para mim," eu disse. Porque no?
       "Voc quer ter musica comigo?"
       "Isso seria divertido se eu pudesse cantar ou tocar qualquer coisa parecido com um
instrumento. Eu no posso."
       "Oh, talvez no ento."
       "Na verdade, eu estava pensando em ter a aula de teatro. Eu tinha teatro em SIHS, e
era legal. Voc sabe alguma coisa sobre a Prof. Nolan?"
       "Sim, ela  do Texas e tem um enorme sotaque, mas ela estudou drama em Nova
Iorque e todo mundo gosta dela."
       Eu quase ri alto quando Stevie Rae mencionou o sotaque da Prof. Nolan. A garota
era to fanhosa que parecia um parque de trailers, mas de jeito nenhum eu ia ferir os
sentimentos dela falando isso.
       "Bem, ento vai ser teatro."
       "Ok, pegue seu horrio e vamos. Hey," ela disse enquanto nos apressvamos para
sair do quarto e descamos as escadas, "Talvez voc seja a prxima Nicole Kidman!"
       Bem, eu acho que ser a prxima Nicole Kidman no seria ruim (no que eu esteja
planejando me casar e ento me divorciar de um cara manaco e baixinho). Agora que
Stevie Rae mencionou, eu dificilmente pensava sobre o meu futuro desde que o
Rastreador tinha jogado a minha vida no caos completo, mas agora que eu estava
pensando eu realmente queria ser uma veterinria.
       Um gato obeso preto e branco passou pelas escadas na nossa frente perseguindo o
que parecia o clone dele. Com todos esses gatos voc ia pensar que haveria a
necessidade de vampiros veterinrios. (hee hee... vampiros veterinrios... eu poderia
chamar minha clinica de Vamp Vet, e os anncios estariam escritos: "Tiramos seu sangue
de graa!")
       A cozinha e a sala estavam cheia de garotas comendo e falando e correndo. Eu tentei
responder alguns dos ols que eu estava recebendo quando Stevie Rae me apresentava
para o que parecia uma impossvel confuso de garotas e manter minha concentrao que
eu mantive para procurar uma caixa de Count Chocula. Quando eu estava comeando a
me preocupar, eu encontrei, escondida atrs de vrias caixas de Frosted Flakes (que no
seria uma escolha ruim, mas, bem, eles no so de chocolate e eles no tem nenhum
marshmallow gostoso). Stevie Rae serviu uma tigela de Lucky Charms, e sentamos na
mesa da cozinha, comendo rpido.
      "E a, Zoey!"
      Aquela voz. Eu sabia quem era antes de ver Stevie Rae baixar a cabea e encarar a
tigela de cereal.
      "Ol, Afrodite," eu disse, tentando soar neutra.
      "Caso eu no te veja mais tarde eu queria me certificar que voc saiba onde ir hoje a
noite. O Ritual da Lua Cheia das Filhas Negras, vai comear as 4 da manh, logo depois
do ritual da escola. Voc vai perder o jantar, mas no se preocupe com isso. Vamos
alimentar voc. Oh,  na sala perto do corredor leste. Eu te encontro perto do Templo de
Nyx antes do ritual da escola para que a gente possa entrar l dentro, e ento posso te
mostrar o caminho para a sala depois."
      "Na verdade, eu j prometi a Stevie Rae que eu vou encontrar ela e ns vamos para
o ritual da escola juntas." Eu realmente odeio pessoas insistentes. "Yeah, desculpe por
isso." Eu fiquei feliz por ver que Stevie Rae levantou a cabea e disse isso.
      "Hey, voc sabe onde  essa sala, no sabe?" eu perguntei a Stevie Rae na minha
voz mais alegre e sem noo.
      "Sim, eu sei."
      "Ento voc pode me mostrar como chegar l, certo? E isso significa que Afrodite no
tem que se preocupar comigo me perdendo."
      "Qualquer coisa que eu puder fazer para ajudar," Stevie Rae disse, soando como
sempre.
      "Problema resolvido," eu disse com um grande sorriso para Afrodite.
      "Ok. timo. Te vejo as 4 da manh. No se atrase." Ela se virou.
      "Se ela balanasse mais a bunda do que j est balanando ela vai quebrar alguma
coisa," eu disse.
      Stevie Rae roncou e quase derramou leite pelo nariz. Tossindo, ela disse, "No faa
isso enquanto estou comendo!" Ento ela engoliu e sorriu para mim. "Voc no deixou ela
mandar em voc.
      "Nem voc." Eu disse dando a ultima colherada do cereal. "Pronta?"
      "Pronta. Ok, isso vai ser fcil. Seu primeiro perodo  do lado do meu primeiro
perodo. Todas as aulas dos terceiranistas so no mesmo corredor. Anda  eu te mostro a
direo certa e voc ficara colocada."
      Ns pegamos nossos pratos e os colocamos numa das cinco lava louas, ento nos
apressamos para sair na linda escurido da noite. Droga, era estranho ir para a aula a
noite, mesmo que meu corpo estivesse me dizendo que tudo estava normal. Ns seguimos
a onda de estudantes passando por uma das grandes portas de madeira.
      "O corredor dos terceiranistas  por aqui," Stevie Rae disse, me guiando para um
canto e por uma escada.
      "Isso  um banheiro?" eu perguntei quando passamos por uma fonte de gua situada
entre duas portas.
      "Sim," ela disse. "Aqui  a minha aula, e a sua  ao lado. Vejo voc depois da aula!"
      "Ok, obrigado," eu respondi.
     Pelo menos o banheiro era perto. Se eu tivesse um serio caso de diarria eu no
precisava ir longe.
     DOZE

      "Zoey! Aqui!"
      Eu quase chorei de alivio quando ouvi a voz de Damien e vi suas mos balanando
para uma mesa vazia perto dele.
      "Oi." Eu sentei e sorri agradecida para ele.
      "Pronta para o primeiro dia?"
      No.
      Eu acenei. "Sim." Eu queria dizer mais, mas ento um sino tocou e o som de
conversa morreu quando Neferet entrou na sala. Ela estava usando uma saia longa preta
dividia no lado para mostrar uma bota linda, e um suter prpura. Sobre o seio esquerdo,
bordado em prata, estava a imagem da deusa com os braos levantados, colocados na lua
crescente. O cabelo preto dela estava puxado para trs em uma intricada trana. As vrias
e delicadas ondas de tatuagem que emolduravam o rosto dela a faziam parecer uma
antiga princesa guerreira. Ela sorriu para ns eu pude perceber que a turma toda estava
to presa quanto eu pela ateno poderosa dela.
      "Boa noite! Eu estava ansiosa para comear essa unidade. Mergulhar na rica
sociologia das Amazonas  um dos meus tpicos favoritos." Ela apontou para mim. " uma
excelente hora para Zoey Redbird se juntar a ns. Eu sou a mentora de Zoey, ento
espero que meus alunos dem boas vindas a ela. Damien, voc pode, por favor, pegar um
livro para Zoey? O armrio dela  do lado do seu. Enquanto voc explica nosso sistema de
armrios para ela eu quero que o resto de vocs pensem sobre as noes pr concebidas
que vocs tem sobre as antigas vampiras guerreiras conhecidas como Amazonas."
      O tipo barulho de papel e sussurro de alunos comeou quando Damien me levou
para o fim da sala onde estavam os armrios. Ele abriu o que tinha o nmero "12" em
prata. O armrio continha prateleiras cheias de livros e suplementos.
      "Na House of Night no a armrios como os das escolas normais. Aqui, o primeiro
perodo  nossa sala de preparao e cada um de ns tem um armrio. A sala sempre
estar aberta, ento se voc vier aqui para pegar livros e etc, como se voc estivesse indo
para o seu armrio. Aqui est o seu livro de sociologia."
      Ele me deu um livro grosso com capa de couro com a silueta da deusa estampada na
capa junto com o titulo, Sociologia Vampira 101. Eu peguei o caderno e algumas canetas.
Quando fechei a porta do armrio eu hesitei.
      "No tem uma fechadura ou algo assim?"
      "No," Damien baixou a voz. "Eles no precisam de fechaduras aqui. Se algum
roubar algo, os vampiros vo saber. Eu nem quero pensar com o que aconteceria com
algum estpido o bastante para fazer isso."
      Ns nos sentamos e eu comecei a escrever sobre a nica coisa que eu sabia em
relao as Amazonas  que elas eram mulheres guerreiras que no tinham muita utilidade
para homens  mas minha mente no estava no trabalho. Ao invs disso, eu estava me
perguntando por que Damien, Stevie Rae, e at mesmo Erin e Shaunee surtam sobre se
meter em problemas. Eu quero dizer, eu sou uma boa garota  ok, no perfeita, mas
ainda sim. Eu s tinha ido para deteno uma vez, e no foi minha culpa. Verdade. Algum
garoto idiota me disse para chupar o pau dele. O que eu deveria fazer? Chorar? Rir?
Agentar? Umm... no... Ento ao invs disso eu dei um tapa nele (embora eu prefira a
palavra "esmaguei"), e ento fui para a deteno por isso.
      De qualquer jeito, deteno no era to ruim. Eu fiz meu dever de casa e comecei o
novo livro de Gossip Girl. Claramente deteno na House of Night era mais do que ir para
a sala dos professores por 45 minutos de "silencio" depois da aula. Eu tenho que lembrar
de perguntar a Stevie Rae...
      "Primeiro, que partes da tradio amazona ainda praticamos na House of Night?"
Neferet perguntou, chamando minha ateno de volta para aula.
      Damien levantou a mo. "A reverencia de respeito, com nosso punho por cima do
corao, vem das Amazonas, e tambm o jeito como apertamos a mo  por segurar o
antebrao."
      "Correto, Damien."
      Huh. Isso explica o estranho aperto de mo.
      "Ento, que noes pr concebidas temos sobre as guerreiras amazonas?" ela
perguntou para a turma.
      Uma loira que sentava do outro lado da sala disse, "As amazonas eram muito
matriarcais, a lenda tende a adicionar uma camada adicional na histria."
      "O que voc quer dizer com isso?"
      "Bem, pessoas  especialmente humanos  pensam que as Amazonas odiavam
homens," disse Damien.
      "Exato. E que aprendemos  que s porque uma sociedade  matriarcal, a nossa ,
no significa automaticamente que ela odeia os homens. At Nyx tem um parceiro, o deus
Erebus, a quem ela  devotada. As amazonas eram nicas, no entanto, porque elas
escolheram ser uma sociedade de vampiras que resolver proteger e lutar sozinha. Como a
maior parte de vocs j sabe, nossa sociedade hoje ainda  matriarcal mas respeitamos e
apreciamos os Filhos da Noite, e os consideramos nossos protetores e parceiros. Agora,
abram seus livros no Capitulo Trs e vamos dar uma olhada sobre a maior guerreira
Amazona, Penthesilea, mas tenham cuidado para manter lenda e historia separados na
mente de vocs."
      E da Neferet comeou uma das aulas mais legais que eu j tive. Eu no tinha idia
que uma hora tinha passado; quando o sino tocou foi uma surpresa. Eu tinha acabado de
colocar meu livro de sociologia de volta no armrio (ok, eu sei que Damien e Neferet os
chamavam de gabinetes, mas por favor  isso totalmente me lembra dos gabinetes que
costumvamos ter no jardim de infncia) quando Neferet chamou meu nome. Eu peguei
meu caderno e uma caneta e fui at a mesa dela.
      "Como voc est?" ela perguntou, sorrido afetuosamente.
      "Estou bem. Estou legal." Eu disse rapidamente.
      Ela levantou uma sobrancelha para mim.
      "Bem, eu suponho que esteja um pouco nervosa e confusa."
      " claro que voc est.  muita coisa pra absorver e mudar de escola sempre  difcil
 muito mais mudar de escola e vida." Ela olhou por cima do meu ombro. "Damien, voc
levaria Zoey para a aula de teatro?"
      "Claro," Damien disse.
      "Zoey, eu vejo voc hoje a noite no ritual. Oh, e Afrodite lhe deu um convite oficial
para que voc se junte as Filhas Negras na sua cerimnia privada depois?"
      "Sim."
      "Eu queria checar de novo com voc para ter certeza que voc se sinta legal sobre
participar. Eu iria,  claro, entender se voc no quisesse participar, mas eu encorajo voc
a ir; eu quero que voc aproveite cada oportunidade aqui, que as Filhas Negras  uma
excelente organizao.  um elogio que elas j estejam interessadas em voc como um
possvel membro."
      "Estou bem sobre ir." Eu forcei minha voz e um sorriso indiferente. Obviamente ela
esperava que eu fosse, e a ultima coisa que eu queria era que Neferet ficasse
desapontada comigo. Alm do mais, de jeito nenhum eu iria fazer algo que fizesse a
Afrodite pensar que eu tinha medo dela.
      "Muito bem." Neferet disse com entusiasmo. Ela apertou meu brao e eu
automaticamente sorri para ela. "Se voc precisar de mim meu escritrio  na mesma rea
que a enfermaria." Ela olhou para minha testa. "Eu vejo que os pontos dissolveram quase
que completamente. Isso  excelente. Sua cabea ainda di?"
      Minha cabea imediatamente se dirigiu para a minha tmpora. Eu s podia sentir o
calombo de um ponto ou outro hoje quando havia pelo menos 10 ontem. Muito, muito
estranho. E, ainda mais estranho, eu no tinha pensado no corte desde hoje de manh.
      Eu tambm percebi que eu no pensei sobre minha me ou Heath ou mesmo a Vov
Redbird...
      "No," eu disse, percebendo que Neferet e Damien estavam esperando minha
resposta. "No, minha cabea no di nem um pouco."
      "timo! Bem,  melhor vocs dois irem. Eu sei que voc ama teatro. Eu acho que a
Professora Nolan acabou de comear a trabalhar com monlogos."
      Eu estava na metade do corredor, correndo para acompanhar Damien quando eu
percebi.
      "Como ela sabia que eu iria fazer Teatro? Eu decidi s hoje de manha."
      "Vampiros adultos sabem de mais s vezes," Damien sussurrou. "Risque isso. Adultos
vampiros sabem demais o tempo todo, especialmente quando essa vampira  a Alta
Sacerdotisa."
      Devido ao que eu no estava contando a Neferet eu no queria pensar muito sobre
isso.
      "Hey, gente!" Stevie Rae disse se aproximando. "Como foi Sociologia Vamp? Vocs
comearam a ver as Amazonas?"
      "Foi legal." Eu estava feliz por mudar de assunto dos muito misteriosos vampiros. "Eu
no tinha idia que elas realmente cortavam seu seio direito para tirar eles do caminho."
      "Elas no teriam que fazer isso se fossem to chatas quanto eu," disse Stevie Rae,
olhando para seu prprio peito.
      "Ou eu," disse Damien dramaticamente.
      Eu ainda estava rindo quando eles me mostraram a sala de teatro.
      A professora Nolan no esvaia poder como Neferet. Ao invs disso ela esvaia energia.
Ela tinha um atltico, mas de algum jeito, corpo em forma de pra. Seu cabelo moreno
era longo e liso. E Stevie Rae estava certa  ela tinha um sotaque texano muito
carregado.
      "Zoey, bem vinda! Sente em qualquer lugar."
      Eu disse oi e sentei perto da garota Elizabeth que eu reconheci da aula de Sociologia
Vampira. Ela parecia amigvel o suficiente e eu j sabia que ela era esperta. (Nunca 
ruim sentar perto de um garoto esperto.)
      "Estvamos para comear a escolher que monologo cada um de vocs vai apresentar
na aula em algum horrio semana que vem. Mas primeiro, eu achei que voc gostaria de
ver uma demonstrao de como um monologo deve ser apresentado, ento eu pedi a um
dos nossos talentosos veteranos para passar aqui e recitar um famoso monologo de Otelo,
escrito por antigo escritor de peas vampiro, Shakespeare." A professora Nolan parou e
olhou para a janela na porta. "Aqui est ele."
      A porta abriu e oh Jesus Maria do cu eu acredito que meu corao parou de bater.
Eu tenho certeza que minha boca abriu como se eu fosse uma retardada. Ele era o cara
mais lindo que eu j tinha visto. Ele era alto e tinha cabelo escuro que fazia aquela coisa
curvadinha com o cabelo igual ao do Superman. Os olhos dele eram de um azul safira
incrvel e...
      Oh. Inferno! Inferno! Inferno! Era o cara do corredor.
      "Entre, Erik. Como sempre, seu timing para entrar  perfeito. J estamos prontos
para o seu monologo." Ela virou para a turma. "A maior parte de vocs j conhece o
quintanista, Erik Night, e sabem que ele ganhou a competio mundial de monlogos da
House of Night ano passado, as finais se passaram em Londres. Ele tambm j est
criando uma confuso em Hollywood assim como na Broadway por sua performance no
semestre passado como Tony na nossa produo de "West Side Story." A turma  sua,
Erik." A professora Nolan disse.
      Como se meu corpo de repente estivesse funcionando no modo automtico, eu bati
palmas com o resto da turma. Sorrindo e confiante, Erik pisou no pequeno palco que
estava situado no centro da sala arejada.
      "Ol. Como vocs esto?"
      Ele falou diretamente para mim. Eu quero dizer, diretamente para mim. Eu podia
sentir meu rosto ficando mais quente.
      "Monlogos podem parecer intimidantes, mas a chave  ter suas falas decoradas, e
ento imaginar que voc realmente est atuando com um grupo de atores. Se engane a
pensar que no est sozinho, desse jeito..."
      E ele comeou o monologo de Otelo. Eu no sei muito sobre a pea, a no ser que 
uma das tragdias de Shakespeare, mas a atuao de Erik era incrvel. Ele era um cara
alto, provavelmente tinha pelo menos 1,80m, mas foi quando ele comeou a falar que ele
pareceu mais velho e alto e mais poderoso. A voz dele era profunda e ele tinha um
sotaque que eu no reconhecia. Os incrveis olhos dele escureceram e se estreitaram, e
quando ele disse o nome de Desdemona era como se ele estivesse rezando. Era obvio que
ele a amava, mesmo antes dele terminar de falar as linhas:
      Ela me ama pelos perigos que eu passei, e eu amo que ela no tenha diminudo eles.
      Enquanto ele dizia as duas ultimas falar os olhos dele se prenderam nos meus, e
como tinha acontecido no corredor no dia anterior, pareceu que no havia mais ningum
na sala  mais ningum no mundo. Eu senti um calafrio profundo, muito parecido com o
que eu tinha sentido nas duas vezes que tinha sentido o cheiro de sangue desde que fui
Marcada, s que nenhum sangue tinha sido derramado na sala. S havia Erik. E ento ele
sorriu, tocou os lbios nos dedos como se estivesse me mandando um beijo, e fez uma
reverencia. A classe toda aplaudiu feito louca, incluindo eu. Verdade. Eu no consegui
impedir.
      "Agora,  assim que se faz," A professora Nolan disse. "Ento, tem copias de
monlogos nas prateleiras vermelhas atrs da sala. Cada um de vocs vai pegar vrios
livros e comear a procurar por eles. O que vocs esto tentando achar  uma cena que
signifique muito para voc  que toque alguma parte da alma de vocs. Eu vou circular e
posso responder qualquer pergunta que vocs tenham sobre os monlogos individuais.
Quando escolherem suas peas, eu vou passar os passos que precisam ser tomados
enquanto vocs se preparam para sua apresentao." Com um sorriso energtico e um
aceno, ela disse a ns para comear a procurar pelos zilhes de livros de monologo.
      Eu ainda me sentia corada e sem ar, mas levantei com o resto da turma, embora no
conseguisse parar de espiar para Erik por cima dos ombros. Ele estava (infelizmente)
saindo da sala, mas no antes de virar e me pegar olhando para ele. Eu corei (de novo).
Ele encontrou meus olhos e sorriu diretamente para mim (de novo). E ento saiu.
      "Ele  to gostoso," algum sussurrou no meu ouvido. Eu virei, e chocantemente, a
Srta. Estudante Perfeita Elizabeth estava olhando Erik sair e ventilando.
      "Ele tem namorada?" eu comentei como uma idiota.
      "S nos meus sonhos," Elizabeth disse. "Na verdade, dizem os rumores que ele e
Afrodite costumavam ficar, mas eu estou aqui a alguns meses e eles j acabaram desde
ento. Aqui vamos ns," ela jogou alguns livros de monologo para mim. "Eu sou Elizabeth,
sem sobrenome."
      Meu rosto era um ponto de interrogao.
      Ela suspirou. "Meu sobrenome era Titswoeth. Voc consegue imaginar? Quando
cheguei aqui, algumas semanas atrs e meu mentor explicou que eu podia mudar meu
nome para o que eu quisesse, eu sabia que eu iria me livrar do Titswoeth, mas da tinha
todo o problema de escolher um novo sobrenome que me estressava demais. Ento eu
decidi manter meu nome e no ter um sobrenome." Elizabeth Sem Sobrenome deu nos
ombros.
      "Bem, ol," eu disse. Tem alguns garotos muito estranhos por aqui.
      "Hey," ela disse quando voltamos para nossas mesas. "Erik estava olhando voc."
      "Ele estava olhando para todo mundo," eu disse, embora eu pudesse sentir meu
estpido rosto ficando cada vez mais quente e vermelho.
      "Yeah, mas ele realmente estava olhando para voc." Ela riu e acrescentou, "Oh, eu
acho que a sua Marca colorida  legal."
      "Obrigado." Provavelmente estava muito estranha com meu rosto vermelho.
      "Qualquer pergunta sobre escolher um monologo, Zoey?" A professora Nolan
perguntou, me fazendo dar um pulo.
      "No, professora Nolan. Eu j fiz eles antes na aula de teatro de SIHS."
      "Muito bom. Me diga se tiver que esclarecer personagens para voc." Ela deu um
tapinha no meu brao e continuou se movendo pela sala. Eu abri o primeiro livro e
comecei a virar as paginas, tentando (Sem sucesso) esquecer sobre Erik e me concentrar
no monologo.
      Ele estava olhando para mim. Mas por qu? Ele deveria saber que era eu no
corredor. Ento que tipo de interesse em mim ele estava mostrando? E eu queria que um
cara gostasse de mim sendo que ele estava sendo chupado por aquela nojenta da
Afrodite? Eu provavelmente no deveria. Eu quero dizer, eu definitivamente no iria
continuar onde ela parou. Ou talvez ele s estivesse curioso pela minha Marca colorida,
como praticamente todos estavam.
      Mas no foi isso que pareceu... pareceu que ele estava olhando para mim. E eu
gostei.
      Eu olhei para o livro que eu estive ignorando. As paginas estavam abertas no sub
capitulo: Monlogos Dramticos para Mulheres. O primeiro monologo era "Sempre
Ridcula" por Jose Echegaray.
      Bem, diabos. Era provavelmente um sinal.
     TREZE

      Eu achei o caminho para a aula de Literatura sozinha. Ok, era do lado da aula de
Neferet, mas ainda sim eu me sentia um pouco mais confiante quando no tive que pedir
para ser levada at l como a idiota garota nova.
      "Zoey! Guardamos uma mesa para voc!" Stevie Rae gritou no instante que cheguei
na aula. Ela estava sentada ao lado de Damien, e praticamente pulando de excitao. Ela
parecia muito feliz e fofinha de novo, o que me fez sorrir. Eu estava muito feliz por ver
ela. "Ento, ento, ento! Me conte tudo! Como foi a aula de Teatro? Voc gostou? Voc
gostou da professora Nolan? A tatuagem dela no  legal? Me lembra uma mascara  de
algum tipo."
      Damien pegou o brao de Stevie Rae. "Respire e deixe a garota responder."
      "Desculpe," ela disse alegre.
      "Eu acho que a tatuagem da Nolan  legal," eu disse.
      "Voc acha?"
      "Bem, eu estava distrada."
      "O que?" ela disse. Ento os olhos dela se estreitaram. "Algum embaraou voc por
causa da sua Marca? Eu juro que as pessoas so simplesmente grossas."
      "No, no foi isso. Na verdade aquela Elizabeth Sem sobrenome disse que ela achava
legal. Eu estava distrada porque, bem..." eu estava sentindo meu rosto ficar vermelho de
novo, eu decidi que eu ia contar a eles sobre Erik, mas agora que eu comecei a falar eu
me perguntei se deveria dizer algo. Eu deveria contar a elas sobre o corredor?
      Damien se animou. "Eu sinto um comentrio quente vindo. Anda, Zoey. Voc estava
distrada porqueeeeee?" Ele arrastou a palavra numa pergunta.
      "Ok, ok. Eu posso resumir em duas palavras: Erik Night."
      A boca de Stevie Rae abriu e Damien fez um pequeno desmaio de mentirinha, que
ele teve que disfarar muito bem porque bem nesse momento o sino tocou e a professora
Pehthesilea entrou.
      "Depois!" Stevie Rae sussurrou.
      "Absolutamente!" Damien falou.
      Eu sorri inocentemente. Eu estava certa que eu ia adorar o fato de que ter
mencionado Erik iam enlouquecer eles por uma hora inteira.
      A aula de literatura foi uma experincia. Pra comear, a sala era totalmente diferente
do que eu j vi. Tinha psteres bizarramente interessantes e quadros que pareciam ser
originais enchendo cada centmetro da parede. E pendurados do teto haviam sinos de
vento e cristais  muitos deles. A professora Penthesilea (cujo nome eu reconhecia da
Sociologia Vamp como pertencendo a maior guerreira amazona, e a quem todos
chamavam de prof. P) era como algo vinda de um filme (bem, aqueles do canal Sci-Fi).
Ela tinha um cabelo loiro enorme, olhos grandes, e um corpo cheio de curvas que
provavelmente fazia todos os caras babarem (no que seja muito difcil fazer os
adolescentes babarem.) As tatuagens dela eram finas, bonitas com amarras clticas
traadas pelo rosto dela e pelas bochechas, fazendo elas parecerem altas e dramticas.
Ela estava usando uma cala de aparncia cara e um suter de cardican da cor musgo que
tinha a mesma figura da deusa bordada por cima do peito dela que Neferet tinha. E, e
agora que eu pensei sobre isso (e no no Erik), eu percebi que a blusa da professora
Nolan, tinha o mesmo desenho da deusa na blusa que ela estava usando tambm.
Hmmmm...
       "Eu nasci em Abril de 1902," a professora Penthesilea disse, instantaneamente
chamando minha ateno. Eu quero dizer, por favor, ela mal parecia ter 30 anos. "Ento
eu tinha 10 anos em abril de 1912, e eu lembro da tragdia muito bem. Sobre o que eu
estou falando? Algum de vocs tem alguma idia?"
       Ok, eu sabia exatamente do que ela estava falando, mas no era porque eu era uma
nerd louca por histria. Era porque quando eu era mais nova eu achei que estava
apaixonada por Leonardo DiCaprio, e minha me comprou a coleo de DVDs inteira dos
filmes dele para meu aniversrio de 12 anos. Esse filme em particular eu assisti tantas
vezes que eu ainda tinha memorizado ele (e eu no posso contar quantas vezes eu chorei
quando ele saiu do navio e flutuou para longe como um adorvel picol).
       Eu olhei ao redor. Mas ningum parecia ter idia, ento eu suspirei e levantei a mo.
       A Prof. P sorriu e chamou meu nome. "Sim, Srta Redbird."
       "O Titanic afundou em abril de 1912. Foi atingido por um iceberg tarde da noite em
um domingo, dia 14, e afundou algumas horas depois no dia 15."
       Eu ouvi Damien chupar o ar no meu lado, e o pequeno huh de Stevie Rae. Droga, eu
realmente estava parecendo to idiota que eles estavam chocados por ouvir eu responder
algo corretamente?
       "Eu realmente adoro quando um calouro novo sabe algo?" A professora Penthesilea
disse. "Absolutamente correto, Srta. Redbird. Eu estava vivendo em Chicago na poca da
tragdia, e nunca vou esquecer dos anncios dos jornais com a tragdia. Foi um evento
horrvel, especialmente porque a vida de vidas podia ter sido evitada. Tambm assinalou o
fim de uma poca e o comeo de outra, assim como tambm trouxe muitas mudanas
necessrias as leis de navegao. Vamos estudar tudo isso, alm os deliciosamente
melodramticos eventos da noite, na nossa prxima pea em literatura, Uma noite para
Recordar de Walter Lord. Embora Lord no fosse um vampiro  e  realmente uma pena
que ele no fosse," ela acrescentou, "Eu ainda acho o jeito que ele escreveu e como ele
descreveu interessante e muito fcil de ler. Ok, vamos comear! A ultima pessoa em cada
fileira, pegue livros para as pessoas da sua prpria fileira a sua do gabinete no fundo da
sala."
       Bem, legal! Isso com certeza era mais interessante do que ler Grandes Expectativas
(obs, Estella, quem se importa?!). Eu sentei com Uma noite para Recordar e meu caderno
aberto para fazer, hum, anotaes. A professora P comeou a ler o capitulo um em voz
alta, e ela era uma boa leitora. Trs aulas j tinham quase acabado e eu tinha gostado de
todas. Era possvel que uma escola vampira seria mais do que o lugar chato que eu ia
todo dia porque eu precisava e, alm disso, onde todos os meus amigos estavam? No
que todas as aulas de SIHS fossem chatas, mas no estudvamos as Amazonas e Titanic
(com uma professora que estava viva quando ele afundou!).
       Eu olhei ao redor para os outros garotos enquanto a professora P lia. Havia cerca de
15 de ns, o que parecia ser a media nas minhas outras aulas tambm. Todos tinham
seus livros abertos e estavam prestando ateno.
       E ento meu olho viu algo vermelho e especo do outro lado da sala perto da parte de
trs da sala. Eu falei muito rpido  nem todos os garotos estavam prestando ateno.
Esse tinha a cabea baixa nos braos e parecia estar dormindo, o que eu sabia por que
seu rosto gordinho e branco-demais estava virado na minha direo. A boca dele estava
aberta, e eu acho que ele estava babando um pouco. Eu me perguntei o que a Prof. P
faria com ele. Ela no parecia o tipo de professora que ficaria tranqila com algum
dormindo no fundo da sala, mas ela apenas continuou lendo, intercalando com fatos
interessantes dados de primeira mo sobre o inicio do sculo XX, o que eu gostei bastante
(eu adorava ouvir sobre as garotas metidas  eu definitivamente teria sido uma garota
metida se eu tivesse vivido nos anos 1920). No foi at quando estava prestes a tocar que
a Prof. P que a professora deu o prximo capitulo com tarefa, e ento nos disse que
podamos conversar baixo entre ns, que ela agiu como se tivesse acabado de perceber o
garoto que estava dormindo. Ele comeou a se mexer, finalmente levantado a cabea
para mostrar os crculos vermelhos que estava do lado da testa dele e parecia
bizarramente deslocada ao lado da Marca dele.
      "Elliott, eu preciso ver voc logo," Prof P disse atrs da mesa dela. O garoto demorou
para levantar e ento arrastando os ps, arrastando os cadaros desatados, foi at a mesa
dela.
      "Sim?"
      "Elliott, voc est,  claro, reprovando em literatura. Mas o que  mais importante,
voc est falhando na vida. Vampiros homens so fortes, honrveis, e nicos. Eles so
nossos guerreiros e protetores a incontveis geraes. Como voc espera passar pela
Mudana e ser um grande guerreiro se voc no praticar disciplina necessria at para
ficar em aula?"
      Ele deu nos ombros.
      A expresso dela endureceu. "Eu vou te dar uma oportunidade de se redimir pelo
zero em participao de aula que voc recebeu hoje, voc ter que escrever uma redao
sobre o que era importante na America no inicio do sculo XX. Esse trabalho  para
amanh."
      Sem dizer nada, ele comeou a se afastar.
      "Elliott," a voz da Prof. P tinha abaixado e, estava cheia de irritao, o que a fez
parecer mais assustadora do que ela pareceu enquanto estava dando aula e lendo. Eu
podia sentir o poder irradiando dela, o que me fez perguntar por que ela precisaria de um
homem protegendo ela. O garoto parou e virou o rosto para ela.
      "Eu no liberei voc. Qual  sua deciso sobre fazer o trabalho para se redimir pelo
zero?"
      O garoto s ficou parado ali sem dizer nada.
      "Essa pergunta pede uma resposta, Elliott. Agora!" O ar ao redor dela estalou com o
comando dela, fazendo a pele do meu brao formigar.
      Parecendo no ter sido afetado, ele deu nos ombros de novo. "Eu provavelmente no
vou fazer."
      "Isso diz algo sobre o seu carter, Elliott, e isso no  algo bom. Voc no est
apenas falhando consigo, mas voc est falhando com seu mentor tambm."
      Ele deu nos ombros de novo e sem pensar cutucou o nariz. "O Dragon j sabe quem
eu sou."
      O sino tocou e a Prof. P, com um olhar de nojo no rosto, apontou para Elliott sair da
sala. Damien, Stevie Rae, e eu s ficamos levantamos e estvamos comeando a ir
embora quando Elliott andou desengonado por ns, se movendo mais rapidamente do
que eu acreditei ser possvel para algum que parecia to preguioso. Ele deu um
encontro em Damien, que estava na nossa frente. Damien fez um oops e cambaleou um
pouco.
      "Bicha nojenta, sai do caminho," o garoto perdedor disse, empurrando Damien com
seu ombro para poder sair da porta antes dele.
      "Eu deveria quebrar a cara desse idiota!" Stevie Rae disse, se apressando para
chegar at Damien, que estava esperando por ns.
      Ele balanou a cabea. "No se preocupe. Esse garoto Elliott tem srios problemas."
     "Sim, como ter coco no crebro," eu disse, olhando pelo corredor para as costas do
preguioso. O cabelo dele certamente no era atraente.
     "Coco no crebro?" Damien riu e ligou o brao no meu e o outro em Stevie Rae, nos
levando pelo corredor no estilo Mgico de Oz. " isso que eu gosto na nossa Zoey," ele
disse. "ela tem jeito com a linguagem vulgar."
     "Coco no  vulgar," eu disse de forma defensiva.
     "Eu acho que esse  o ponto, querida," Stevie Rae riu.
     "Oh." Eu ri tambm, e eu realmente, realmente, gostei como soou quando ele disse
"nossa" Zoey. Como se eu pertencesse... como se eu estivesse em casa.
     QUATORZE

      Esgrima foi totalmente legal, o que foi uma surpresa. A aula foi feito numa enorme
sala no ginsio que totalmente parecia um estdio de dana, complete com paredes e teto
cheio de espelhos. Pendurados do telhado de um lado estavam manequins estranhos que
me lembravam um alvo de tiro tri dimensional. Todos chamavam o professor de Lankford
Dragon Lankford, ou apenas de Dragon. No levei muito tempo para descobrir por que. A
tatuagem dele representava dois drages cujos corpos de serpente, se embrulhavam na
linha da mandbula dele. A cabea deles estava acima das sobrancelhas e a boca deles
estavam abertas, cuspindo fogo na lua crescente. Era incrvel e difcil no encarar. Alm
do mais, Dragon era o primeiro vampiro adulto que eu via de perto. A principio ele me
confundiu. Eu acho que se voc tivesse me perguntado o que eu acharia que era um
vampiro eu teria dito que era o oposto dele. Honestamente, eu tinha o esteretipo do
vampiro estrela de cinema na mente  alto, lindo, perigoso. Voc sabe, como Vin Diesel.
De qualquer forma, Dragon  baixo, tem longos cabelos aloirados que ficam presos para
trs em um rabo de cavalo, e (a no ser pelo estilo poderoso da tatuagem de drago) tem
um rosto fofo com um quente sorriso e s foi quando ele comeou a mandar a turma a
fazer os aquecimentos que eu comecei a perceber o poder dele. No segundo que ele
pegou a espada (que eu descobri mais tarde que se chama florete) na tradicional
saudao ele pareceu se tornar outra pessoa  algum que se movia extremamente
rpido e com graa. Ele fintava e se arremessava e sem esforo fez o resto da turma 
mesmo o pessoal que era bom, como Damien  parecer bonecos. Quando ele terminou de
liderar o aquecimento, o Dragon colocou todos em pares e os fez trabalhar no que ele
chamava de "movimentos padres." Eu fiquei aliviada quando ele fez Damien e eu sermos
parceiros.
      "Zoey,  bom que voc tenha se juntado a ns na House of Night," Dragon disse,
apertando minha mo no jeito tradicional das vampiras amazonas. "Damien pode explicar
as diferentes partes do uniforme de esgrima para voc, e vou te conseguir um uniforme
para voc estudar nos prximos dias. Eu assumo que voc nunca praticou esse esporte
antes?"
      "No, eu no estudei," eu disse, e ento adicionei nervosa, "mas gosto de aprender.
Eu quero dizer, a idia de usar uma espada  legal."
      Dragon sorriu. "Florete," ele corrigiu, "voc estar aprendendo como usar um florete.
 a mais leve dos trs tipos de armas que temos aqui, e uma excelente escolha para uma
mulher. Voc sabia que esgrima  um dos nicos esportes onde homens e mulheres
podem competir em p de igualdade?"
      "No," eu disse, instantaneamente intrigada. Que legal no seria chutar a bunda de
um cara nesse esporte?!
      "Isso  porque um esgrimista inteligente e concentrado pode com sucesso
compensar por qualquer deficiente que ele ou ela pode ter, e pode ser capaz at de
transformar essa deficiente  como fora ou alcance  em uma vantagem. Em outras
palavras, voc pode no ser to forte ou rpida quanto o seu oponente, mas voc pode
ser mais esperta ou ser capaz de se concentrar melhor, o que muda a moeda para o seu
favor. Certo, Damien?"
      Damien sorriu. "Certo."
      "Damien  um dos esgrimistas mais concentrados que eu tive o privilegio de treinar
em dcadas, o que faz dele um perigoso oponente."
      Eu dei um olhar pelo canto do olho para Damien, que corou com orgulho e prazer.
      "Nas prximas semanas eu vou fazer Damien mostrar a voc as manobras. Sempre
lembre, esgrima requer habilidade seqencial e hierrquica por natureza. Se uma dessas
habilidades no  adquirida, outras habilidades sero difceis para aprender e o esgrimista
estar em permanente e seria desvantagem."
      "Ok, eu vou lembrar," eu disse. Dragon deu um sorriso quente de novo antes de sair
para ir trabalhar com os outros alunos.
      "O que ele quis dizer  no fique desencorajada ou entediada por ter que fazer os
mesmos exerccios repetidamente."
      "Ento o que voc est dizendo  que voc vai ser chato, mas tem um propsito
nisso?"
      "Sim. E parte desse propsito ser ajudar a levantar essa sua bunda fofa," ele disse
alegre, me dando um tapinha com o lado do florete dele.
      Eu bati nele e virei os olhos, mas depois de 20 minutos de ataques e defesas na
posio inicial e me arremessando  de novo e de novo  eu sabia que ele estava certo.
Minha bunda estaria me matando amanha.
      Tomamos um rpido banho depois da aula (graas a Deus, havia chuveiros
separados para cada uma das garotas nos vestirios e no tivemos que barbaramente e
tragicamente tomar banho em uma enorme rea aberta como se estivssemos na priso
ou algo assim) e ento me apressei com o resto da multido para ir ao salo de almoo 
mais conhecido como sala de jantar. E eu falo srio quando disse que me apressei. Eu
estava faminta.
      O almoo foi um enorme Buffet de sala sirva-voc-mesmo, que inclui tudo desde
salada de atum (eca) at aqueles mini milhos estranhos que so to confusos, e nem tem
gosto de milho. (O que eles so exatamente? Milho beb? Milho ano? Milho mutante?) Eu
enchi meu prato e peguei um enorme pedao do que parecia e cheirava como po recm
assado, e fui para o lado de Stevie Rae, com Damien logo atrs de mim. Erin e Shaunee j
estavam discutindo sobre o que fazer para a nota do trabalho para a aula de literatura
delas melhorar de nota, embora as duas tivessem recebido 96 como nota.
      "Ento, Zoey, manda. E quanto a Erik Night?" Stevie Rae perguntou no instante que
deu uma enorme mordida na salada. As palavras de Stevie Rae imediatamente fizeram as
Gmeas calarem a boca e a ateno da mesa toda estava em mim.
      Eu pensei sobre o que eu iria dizer sobre Erik, e decidi que no estava pronta para
contar a todos sobre a cena infeliz do boquete. Ento eu apenas disse," ele ficava olhando
para mim." Quando eles franziram a testa para mim eu percebi que com a boca cheia de
salada o que eu realmente disse foi "Ele ficabu olando para mim." Eu engoli e tentei de
novo. "Ele ficava olhando para mim. Na aula de teatro. Foi, sei l, confuso."
      "Defina "olhando para mim," Damien disse.
      "Bem, aconteceu no segundo que ele entrou na aula, mas deu pra notar mais
quando ele estava nos dando um exemplo de um monologo. Ele fez aquele negocio de
Otelo, e quando ele disse a fala sobre amor e tal, ele olhou diretamente para mim. Eu
pensei que voc s um acidente ou qualquer coisa assim, mas ele olhou para mim antes
de comear o monologo, e depois de novo quando estava saindo da sala." Eu suspirei e
me remexi um pouco, inconfortvel com o jeito que eles estavam me olhando. "Esquea.
Provavelmente foi s parte da atuao."
      "Erik Night  o cara mais gostoso da escola toda," Shaunee disse.
      "Esquea isso  ele  o cara mais gostoso desse planeta." Erin disse.
      "Ele no  mais gostoso que Kenny Chesney," disse rapidamente Stevie Rae.
     "Ok, por favor, da pra parar com a obsesso por country!" Shaunne franziu a testa
para Stevie Rae antes de virar sua ateno de volta para mim. "No deixe essa
oportunidade passar por voc."
     "," Erin disse. "No deixe."
     "Passar por mim? O que eu deveria fazer? Ele nem disse nada para mim."
     "Uh, Zoey querida, voc sorriu de volta para o rapaz?" Damien perguntou.
     Eu pesquise. Eu tinha sorrido de volta? Ah, merda. Eu aposto que no sorri. Eu
aposto que fiquei s sentada ali e o encarei como uma retardada e talvez at tenha
babado. Ok, bem, eu posso no ter babado, mas ainda sim. "Eu no sei," eu disse
percebendo a triste verdade, o que no enganou Damien nem um pouco.
     Ele bufou. "Da prxima vez sorria para ele."
     "E talvez diga oi," Stevie Rae disse.
     "Eu pensei que Erik fosse s um rosto bonito," Shaunee disse.
     "E corpo," Erin acrescentou.
     "At que ele chutou Afrodite," Shaunee continuou. "Quando ele fez isso eu percebi
que o garoto pode ter algo na cabea."
     "Ns j sabemos que ele tem algo funcionando embaixo!" Erin disse, levantando as
sobrancelhas.
     "Uh-huh!" Shaunee disse, lambendo os lbios como se ela estivesse vendo um
enorme pedao de chocolate.
     "Vocs duas so nojentas," Damien disse.
     "S estamos querendo dizer que ele tem a bunda mais fofa da cidade, Senhor
Padre," Shaunee disse.
     "Como se voc no tivesse notado," Erin disse.
     "Se voc comear a falar com Erik isso vai realmente irritar Afrodite." Stevie Rae
disse.
     Todos viraram e encararam Stevie Rae como se ela tivesse acabado de abrir o mar
vermelho ou algo assim.
     " verdade," Damien disse.
     "Muito verdade," Shaunee disse enquanto Erin acenava.
     "Ento o rumor  que ele costumava sair com Afrodite," eu disse.
     "Sim," Erin disse.
     "O rumor  grotesco, mas verdadeiro," Shaunee disse. "O que faz ainda melhor o
fato dele gostar de voc!"
     "Gente, ele provavelmente s estava olhando para a minha Marca estranha," eu
disse.
     "Talvez no. Voc  bem fofa, Zoey," Stevie Rae disse com um doce sorriso.
     "Ou talvez sua Marca fez ele olhar, e ento ele pensou que voc era bem fofa e
ento ele continuou olhando," Damien disse.
     "De qualquer jeito, ele olhando definitivamente vai irritar Afrodite," Shaunee disse.
     "O que  uma boa coisa," Erin disse.
     Stevie Rae ignorou o comentrio delas. "S esquea sobre Afrodite e sua Marca e
todas essas coisas. Da prxima vez que ele sorrir para voc, diga oi. S isso."
     "Fcil," Shaunee disse.
     "Fcil," Erin disse.
     "Ok," eu murmurei e voltei para minha salada, desejando desesperadamente que
todo o negocio de Erik Night fosse to fcil-fcil como elas pensaram que eram.
      Uma coisa sobre o almoo na House of Night que era igual ao almoo em SIHS e em
qualquer outra escola era  que acaba rpido demais. E ento a aula de espanhol foi um
borro. A professora Garmy era uma espanhola inquieta. Eu gostei dela imediatamente (as
tatuagens dela pareciam estranhamente como penas, ento ela me lembrava um pequeno
pssaro espanhol), mas ela deu a aula toda falando espanhol. A aula toda. Eu
provavelmente deveria mencionar que eu no tenho aula de espanhol desde a 8 serie, e
eu admito que nunca prestei muita ateno nela. Ento eu estava bem perdida, mas eu
escrevi o dever e prometi a mim mesma que eu iria estudar o vocabulrio. Eu odeio ficar
perdida.
      Introduo a equitao foi feita na casa de campo. Era um longo prdio construdo
de tijolos perto da parte sul, e que havia junto uma enorme rea para cavalgar. O lugar
todo tinha aquele cheiro de cavalo, que misturado com couro formava algo agradvel,
embora tu soubesse que parte do "agradvel" cheiro era coc  coc de cavalo.
      Eu fiquei parada nervosa com um pequeno grupo de garotos dentro do curral, onde
uma veterana alta e com rosto duro disse para esperarmos. S havia cerca de 10 de ns,
e ramos todos terceiranistas. Oh, (timo) aquele irritante cabea de vento do Elliott
estava encostado contra a parede chutando um pouco de serragem no cho. Ele levantou
p suficiente para fazer a garota parada perto espirrar. Ela deu a ele um olhar irritado e se
afastou. Deus, ele irritava todo mundo? E porque ele no podia usar algum produto (ou
talvez vrios produtos) naquele cabelo feio?
      O som de cascos tiraram a minha ateno de Elliott e eu olhei para cima em tempo
de ver uma magnfica gua andando no curral galopando total. Ela parou alguns a alguns
centmetros de distancia. Enquanto todos ns observvamos feito idiotas, a cavaleira
desmontou graciosamente. Ela tinha um cabelo grosso que ia at a cintura e era to loiro
que era quase branco, e olhos que eram de um estranho tom de verde. O corpo dela era
pequeno, e o jeito que ela ficava parada me lembrava aquelas garotas que tomam aulas
de dana obsessivamente para que mesmo quando no esto em bale elas fiquem
paradas como se tivessem algo preso em suas bundas. A tatuagem dela era uma
intrincada srie de ns que se entrelaavam no rosto dela  e na lua crescente eu tinha
certeza que eu podia ver alguns cavalos.
      "Boa tarde. Eu sou Lenobia, e esse," ela apontou para a gua e deu ao nosso grupo
um olhar contemplativo antes de terminar a frase, " um cavalo." A voz dele ecoou contra
as paredes. A gua preta soprou pelo nariz como se estivesse enfatizando as palavras
dela. "E vocs so meu novo grupo de terceiranistas. Cada um de vocs foi escolhido para
minha aula porque acreditamos que vocs podem ter uma aptido para cavalgar. A
verdade  que menos da metade de vocs vai durar o semestre, e metade dos que
sobrarem vo realmente se desenvolver em um equitador descente. Alguma pergunta?"
Ela fez uma pausa longa o bastante para algum perguntar algo. "timo. Ento me sigam
e vamos comear." Ela se virou e marchou de volta para o estbulo. Ns a seguimos.
      Eu queria perguntar quem eram o "ns" que falaram que eu talvez tivesse aptido
para cavalgar, mas eu estava com medo ento no disse nada e apenas segui atrs dela
como todo mundo. Ela parou na frente de uma cocheira vazia onde havia um forcado e
um carrinho de mo. Lenobia se virou para nos olhar.
      "Cavalos no so cachorros grandes. E no so o romntico sonho de uma garotinha
que os imagina como seu melhor amigo que sempre estar ao seu lado."
      Duas garotas paradas perto de mim se olharam com culpa e Lenobia as encarou com
seus olhos verdes.
     "Cavalos so trabalho. Cavalos so dedicao, inteligncia, e tempo. Vamos comear
com a parte do trabalho. No final desse corredor vocs vo encontrar botas de borracha.
Escolham um par rapidamente, enquanto pegamos as luvas. Ento cada um de vocs vai
pegar uma cocheira e vamos comear a trabalhar."
     "Professora Lenobia?" disse uma garota gordinha com um rosto fofo, que levantou a
mo nervosamente.
     "Lenobia serve. O nome que eu escolhi em honra da antiga vampira rainha no
precisa de outro titulo."
     Eu no fazia idia de quem era Lenobia, e fiz uma nota mental para pesquisar.
     "Continue. Voc tem uma pergunta, Amanda?"
     "Yeah, uh, sim."
     Lenobia levantou uma sobrancelha para a garota.
     Amanda engoliu audivelmente. "Vamos trabalhar fazendo o que, profes  eu quero
dizer, Lenobia, senhora?"
     "Limpar a cocheira,  claro. O estrume vai no carrinho de mo. Quando ele estiver
cheio vocs podem descarregar o composto rea perto do estbulo. Tem serragem fresca
no armrio ali perto. Vocs tem 15 minutos. Eu volto em 45 minutos para inspecionar as
cocheiras!"
     Todos piscamos para ela.
     "Vocs podem comear. Agora."
     Ns comeamos.
     Ok. Verdade. Eu sei que vai parecer estranho, mas eu no me importei de limpar a
cocheira. Eu quero dizer, coc de cavalo no  to nojento. Especialmente porque era
obvio que esses estbulos eram limpos a toda hora. Eu peguei as botas de borracha (que
eram grandes galochas de borracha  totalmente feias, mas elas cobriram meu jeans at
os joelhos) e um par de luvas e comecei a trabalhar. Tinha musica tocando por uma
excelente caixa de som  algo que eu tinha certeza que era o ultimo CD da Enya (antes
dela casar com John, mas ento ele decidiu que aquilo poderia ser musica de bruxa ento
ela desistiu, e  por isso que eu sempre gostei da Enya). Ento eu ouvi a msica galesa e
juntei o coc. No pareceu que muito tempo tinha passado enquanto eu estava jogando
aquilo no carrinho e ento enchendo com serragem. Eu estava passando pelo estbulo
quando tive aquele sentimento estranho que algum estava me observando.
     "Bom trabalho, Zoey."
     Eu dei um pulo e olhei ao redor para ver Lenobia perto do estbulo. Em uma mo ela
estava segurando uma grande, e macia escova. Na outra ela segurava a corda que guia a
gua.
     "Voc j fez isso antes," Lenobia disse.
     "Minha av costumava ter um garanho que eu nomeei de Bunny." Eu disse antes de
perceber o quo estpido soava. Com as bochechas quente, eu me apressei, "Bem, eu
tinha 10 anos, e a cor dele me lembrava do Pernalonga, ento eu comecei a chamar ele
desse jeito e ficou."
     Os lbios de Lenobia se curvaram numa pista de um sorriso. "Era a cocheira do
Bunny que voc limpava?"
     "Sim. Eu gostava de montar nele, e vov disse que ningum deveria montar um
cavalo sem antes limpar seu cocheiro." Eu dei nos ombros. "Ento eu limpava."
     "Sua av  uma mulher sbia."
     Eu acenei.
     "E voc no se importava de limpar?"
      "No, na verdade no."
      "timo. Conhea Persephome," Lenobia acenou com a cabea para a gua ao lado
dela. "Voc acabou de limpar a cocheira dela."
      A gua andou na minha direo, colocando o nariz no meu rosto e soprando
gentilmente, o que fez ccegas e me fez rir. Eu acariciei o nariz dela e automaticamente
beikei o quente focinho dela.
      "Ol, Persephone, garota linda."
      Lenobia acenou em aprovao enquanto a gua e eu nos conhecamos.
      "S tem mais 5 minutos antes do final da aula, ento no  necessrio que voc
fique mais, mas se voc quiser, eu acredito que voc ganhou o privilegio de escovar
Persephone."
      Surpresa, eu tirei meus olhos do carinho que eu estava fazendo no pescoo do
cavalo.
      "Sem problemas, eu fico," eu me ouvi falar.
      "Excelente. Voc pode devolver a escova no final do corredor quando terminar. Vejo
voc amanha, Zoey." Lenobia me deu a escova, deu um tapinha na gua, e nos deixou
sozinhas no estbulo.
      Persephone colocou a cabea no cocho de metal que tinha feno fresco, e comeou a
mastigar, enquanto eu a escovava. Eu esqueci do quo relaxante era escovar um cavalo.
Bunny morreu de um repentino e assustador ataque cardaco dois anos atrs, e vov ficou
chateada demais para comprar outro cavalo. Ela disse que o "coelho" (que era como ela o
chamava) no podia ser substitudo. Ento fazia dois anos desde que eu no me
aproximava de um cavalo, mas voltou para mim instantaneamente  tudo. O cheiro, o
calor, o som dos cavalos comendo, e a gentil barulho que a escova fazia quando eu
deslizava pelo plo da gua.
      Com a ponta da minha ateno em vagamente ouvi a voz de Lenobia, afiada e
irritada, enquanto ele xingava um estudante que eu achei que fosse aquele irritante
cabea de vento. Eu olhei por cima de Persephone e espiei rapidamente. Certa, o cabea
de vento estava parado na frente da cocheira dele. Lenobia estava parada ao lado dele,
com as mos nos lbios. Mesmo de lado eu pude perceber que ela estava furiosa. Aquele
garoto estava numa misso para irritar todos os professores aqui? E o mentor dele era
Dragon? Ok, o cara parecia legal, at ele pegar a espada  eu quero dizer, florete  ento
ele mudou de cara legal para mortalmente-perigoso-vampiro-guerreiro.
      "Esse cabea de vento deve estar querendo morrer," eu disse a Persephone quando
voltei a escovar ela. A gua mexeu as orelhas para mim e soprou pelo nariz.
      "Sim, eu sabia que voc ia concordar. Quer ouvir minha teoria sobre como minha
gerao sozinha pode limpar a America de idiotas e vadias?" Ela pareceu receptiva, ento
eu comecei meu discurso de no procriao com perdedores...
      "Zoey! Voc est a!"
      "Oh meu Deus! Stevie Rae! Voc quase me matou de susto!" Eu dei um tapinha em
Persephone, que tinha se mexido inquieta.
      "Que no mundo voc est fazendo?"
      Eu mostrei a escova para ela. "O que parece que eu estou fazendo, Stevie Rae,
fazendo as unhas?"
      "Pare de brincar. O Ritual da Lua Cheia vai comear em tipo, dois minutos?"
      "Ah, diabos!" Eu dei mais um tapinha em Persephone e me apressei para sair do
estbulo.
     "Voc esqueceu, no foi?" Stevie Rae disse, segurando minha mo e me ajudando a
manter o equilibro enquanto tirava minha botas de borracha e colocava meus sapato
rasteirinha.
     "No," eu menti.
     Ento eu percebi que eu tambm tinha esquecido sobre o Ritual das Filhas Negras
depois.
     "Ah, diabos!"
     QUINZE

      Na metade do caminho para o templo de Nyx eu percebi que Stevie Rae estava
quieta alm do normal. Eu dava olhares laterais para ela. Ela tambm estava parecendo
plida? Eu tive um sentimento bizarro sobre voc-est-andando-para-o-seu-tmulo.
      "Stevie Rae, algo errado?"
      "Yeah, bem,  triste e meio assustador."
      "O que? O Ritual da Lua Cheia?" Meu estomago comeou a doer.
      "No, voc vai gostar disso  ou pelo menos vai gostar desse." Eu sabia o que ela
queria dizer, versos o ritual das Filhas Negras que eu tinha que ir depois, mas eu no
queria falar sobre isso. As prximas palavras de Stevie Rae fizeram todo o negocio das
Filhas Negras parecer pequeno, um problema secundrio. "Uma garota morreu faz uma
hora."
      "O que? Como?"
      "Como todos morrem. Ela no conseguiu passar pela Mudana, e o corpo dela s..."
Stevie Rae pausou, tremendo. "Aconteceu perto do final da aula de Tae Kwan Do. Ela
estava tossindo, como se estivesse sem ar no comeo do aquecimento. Eu achei que no
fosse nada. Ou talvez eu achei, mas eu tirei da cabea."
      Stevie Rae me deu um pequeno e triste sorriso, e ela parecia envergonhada de si.
      "Tem algum jeito de salvar eles? Depois que, voc sabe, eles comeam " eu parei e
fiz um vago e desconfortvel gesto.
      "No. No tem jeito de voc ser salvo depois que seu corpo comea a rejeitar a
Mudana."
      "Ento no se sinta mal por no querer pensar na garota que estava tossindo. Voc
no poderia ter feito nada."
      "Eu sei.  s que... foi horrvel. E Elizabeth era to querida."
      Eu senti um choque em algum lugar no meio do meu corpo. "Elizabeth Sem
Sobrenome? Ela  a garota que morreu?"
      Stevie Rae acenou, piscando com fora obviamente tentando no morrer.
      "Isso  horrvel," eu disse, minha voz fraca era quase um sussurro. Eu lembrei o
quo considervel ela tinha sido em relao a minha Marca, e como ela notou que Erik
estava olhando para mim.
      "Mas eu acabei de ver ela na aula de Teatro. Ela estava bem."
      " assim que aconteceu. Num segundo o garoto est sentado do teu lado parecendo
perfeitamente normal. No outro..." Stevie Rae tremeu de novo.
      "E tudo vai continuar normal? Mesmo que algum na escola tenha acabado de
morrer?" eu lembrei do ano passado, quando um grupo de calouros da SIHS tinha estado
num acidente de carro num final de semana, e dois deles tinham morrido, conselheiros
extras foram chamados a escola na segunda e todos os eventos atlticos foram
cancelados naquela semana.
      "Tudo vai continuar normal. Devemos nos acostumar com a idia de que isso pode
acontecer com qualquer um. Voc vai ver. Todos vo agir como se nada tivesse
acontecido, especialmente os mais velhos.  s os terceiranistas e os amigos de Elizabeth,
como a colega dela, que vo mostrar alguma reao a tudo. Os terceiranistas  somos ns
 devem agir direito e superar. A colega de quarto de Elizabeth e sua melhor amiga
provavelmente vai se isolar por alguns dias, mas ento eles esperam que ela supere." Ela
baixou a voz. "Na verdade, eu no acho que os vampiros pensam que nenhum de ns 
real enquanto no fizermos a Mudana."
     Eu pensei nisso. Neferet no pareceu me tratar como se eu fosse temporria  ela
at disse que era um excelente sinal minha Marca estar colorida, no que eu estivesse to
confiante quanto ela em relao ao meu futuro. Mas eu absolutamente no iria dizer nada
que fizesse parecer que Neferet estava me dando tratamento especial. Eu no queria ser a
"esquisita." Eu s queria ser amiga de Stevie Rae e me ajustar no meu novo grupo.
     "Isso  realmente horrvel," foi tudo o que eu disse.
     ", mas pelo menos se acontece, acontece rpido."
     Parte de mim queria saber os detalhes, e parte de mim estava assustada demais
para fazer a pergunta.
     Graas a Deus, Shaunee interrompeu antes de eu me fazer perguntar o que eu
estava assustada demais para querer saber.
     "Porque vocs demoraram tanto," Shaunee chamou na frente dos degraus do
templo. "Erin e Damien j esto l dentro guardando um lugar no circulo para ns, mas
voc sabe que quando o ritual comea eles no deixam mais ningum entrar. Depressa!"
     Ns nos apressamos, e com Shaunee liderando, entramos no templo. Doce e
esfumaado incenso me engolfou enquanto entrei na escurido do Templo de Nyx.
Automaticamente, eu hesitei. Stevie Rae e Shaunee se viraram para mim.
     "Est tudo bem. No tem porque estar nervosa ou com medo." Stevie Rae encontrou
meus olhos e acrescentou, "pelo menos nada l dentro."
     "O Ritual da Lua Cheia  timo. Voc vai gostar. Oh, quando a vampira traar o
pentagrama na sua testa e dizem "seja abenoada" voc tem que responder "seja
abenoada," Shaunee explicou. "Ento nos siga para o seu lugar no circulo." Ela sorriu
segura para mim e correu para entrar no aposento.
     "Espera." Eu agarrei a manga de Stevie Rae. "Eu no quero parecer idiota, mas um
pentagrama no  um sinal de maldade ou algo assim?"
     "Foi o que eu pensei tambm, at eu chegar aqui. Mas esse negocio de maldade  o
que as Pessoas de F querem que voc acredite para que... droga," ela disse dando nos
ombros, "eu nem tenho certeza porque eles querem que as pessoas  bem, humanos
quero dizer  acreditem que  um sinal de maldade. A verdade  que a um zilho de anos
atrs o pentagrama era um sinal de sabedoria, proteo, perfeio. Coisas boas.  s uma
estrela de cinco pontas. Quatro dessas pontas significam os 4 elementos. A quinta, a que
aponta para cima,  um sinal de esprito. S isso. No tem bicho papo aqui."
     "Controle." Eu murmurei, feliz por termos uma razo para parar de falar da morte de
Elizabeth.
     "Huh?"
     "As Pessoas de F querem controlar tudo, e parte desse controle  que todos tem
que acreditar na mesma coisa.  por isso que eles querem que as pessoas acreditem que
um pentagrama  um sinal de mal." Eu balancei a cabea enojada. "Esquea. Vamos.
Estou mais pronta do que achava. Vamos entrar."
     Entramos mais profundamente no salo e eu ouvi gua corrente. Passamos por uma
linda fonte, e ento a entrada fez uma curva para a esquerda. Em uma entrada de pedra
arqueada estava parada uma vampira que eu no reconheci. Ela estava vestida totalmente
de preto  uma longa saia e uma blusa de manga. A nica decorao que ela tinha nela
era a bordado da figura da deusa no peito. O cabelo dela era longo e cor de trigo. Espirais
azul safira irradiavam da lua crescente pelo rosto perfeito dela.
     "Essa  Anastasia. Ela ensina a matria de Feitios e Rituais. Ela tambm  a esposa
do Dragon," Stevie Rae sussurrou rapidamente antes dela ir em direo da vampira e
respeitosamente colocar o punho por cima do corao.
      Anastasia sorriu e mergulhou o dedo numa tigela de pedra que ela estava segurando.
Ento ela tracejou a estrela de cinco pontas na testa de Stevie Rae.
      "Abenoada seja, Stevie Rae," ela disse.
      "Abenoado seja," Stevie Rae respondeu. Ela me deu um olhar encorajador antes de
desaparecer no salo esfumaado mais a frente.
      Eu respirei fundo e fiz uma deciso consciente te tirar meus pensamentos em relao
a Elizabeth, e dos "e se" da cabea  pelo menos durante o ritual. Eu me movi
propositalmente no espao vazio na frente de Anastasia. Imitando Stevie Rae, eu coloquei
meu punho no corao.
      A vampira mergulhou o dedo no que agora eu pude ver que era leo. "Merry meet*
(*alegre encontro), Zoey Redbird, bem vinda a House of Night e a sua nova vida," ela
disse enquanto tracejava o pentagrama na minha testa em cima da minha Marca. "E
abenoada seja."
      "Abenoada seja," eu murmurei, surpresa pelo eltrico calafrio que passou pelo meu
corpo quando a estrela foi desenhada na minha testa.
      "Entre e junte-se a seus amigos," ela disse gentilmente. "No tem porque estar
nervosa, eu acredito que a deusa j est cuidando de voc."
      "O-obrigado," eu disse, me apressando para entrar. Tinha velas em todo lugar.
Enormes e grandes presas do teto em lustres de ferro. Vrias velas estavam alinhadas nas
paredes. No templo, os castiais no tinha luz de lanternas, como no resto da escola. Aqui
eles eram de verdade. Eu sabia que esse lugar costumava ser uma igreja das Pessoas de
F dedicada ao St. Augustine, mas no parecia como nenhuma igreja que eu j tinha
visto. Alm de ser iluminada apenas por luz de velas, no havia bancos. (E, por sinal, eu
realmente no gosto dos bancos  eles poderiam ser mais desconfortveis?) Na verdade,
o nico mvel no grande salo era uma antiga mesa de madeira situada no centro do que
era parecido com o que tinha no salo de jantar - mas esse no estava cheio de comida e
vinho nem nada disso. Tambm tinha uma esttua de mrmore da deusa, os braos
abertos e parecendo muito com o desenho que os vampiros usavam no peito. Tinha um
enorme candelabro na mesa, com gordas e brancas velas queimando, assim como vrios
incensos.
      Ento meus olhos foram pegos pela chama queimando de um intervalo do cho de
pedra. Ela queimava selvagemente, suas chamas amarelas altas. Era lindo, de um jeito
controlado e perigoso, e eu lembrei do desenho na minha testa. Graas a Deus, Stevie
Rae balanou as mos chamando minha ateno, antes deu seguir meu impulso de me
aproximar da chama, e ento eu notei, me perguntando como eu no tinha visto desde o
inicio, que havia um enorme circulo de pessoas  estudantes e vampiros adultos  se
esticando ao redor das pontas do salo. Me sentindo nervosa e apavorada ao mesmo
tempo, eu fiz meus ps se moverem para tomar meu lugar no circulo ao lado de Stevie
Rae.
      "Finalmente," Damien disse baixinho.
      "Desculpe o atraso," eu disse.
      "Deixe ela em paz. Ela j est nervosa o suficiente," Stevie Rae disse a ele.
      "Shhh! Est comeando," Shaunee sussurrou.
      Quartanistas pareceram se materializar dos cantos escuros do salo para se tornar
uma mulher que fez seu caminho para quatro pontos dentro do circulo, como as quatro
direes de uma bssola. Mais duas pessoas entraram pela porta que eu tinha acabado de
passar. Um deles era um homem alto  bem, risque isso  era um vampiro (todos os
adultos eram vampiros), e, oh meu Deus, ele era quente. Agora, aqui estava um excelente
exemplo de um esteretipo do vampiro lindo, perto e pessoal. Ele tinha mais de 1,80m e
parecia pertencer ao cinema.
     "E a est a nica razo do porque estou fazendo a aula de poesia," Shaunee
sussurrou.
     "Estou com voc nessa, Gmea," Erin respondeu de forma sonhadora.
     "Quem  ele?" eu perguntei a Stevie Rae.
     "Loren Blake, o Vampiro Poeta Laureate. Ele  o primeiro poeta masculino em 200
anos. Literalmente," ela sussurrou. "E ele  nico com vinte e poucos anos, em anos
verdadeiros, no s na aparncia."
     Antes deu falar qualquer outra coisa, ele comeou a falar a minha boca estava muito
ocupada estando aberta devido ao som da voz dele para mim fazer qualquer coisa a no
ser escutar.
    Ela anda na beleza, como a noite
    De climas tempestuosos e cus estrelados
     Enquanto ele falou ele se moveu devagar em direo ao circulo. Como se a voz dele
fosse musica, a mulher que entrou no salo com ele comeou a se balanar, e ento ela
danou graciosamente envolta do circulo vivo.
    E o melhor da escurido e da claridade
    Se encontra nela e nos olhos dela...
     A mulher que danava tinha a ateno de todos. Com um choque eu percebi que era
Neferet. Ela estava usando um longo vestido de seda e tinha pequenos cristais em toda
volta, para que a luz das velas pegasse cada um dos movimentos que ela fazia brilhar
como as estrelas que enchiam o cu. Os movimentos dela pareciam trazer a vida as
palavras do velho poema (pelo menos minha mente estava funcionando bem o suficiente
para mim reconhecer o "Ela anda em beleza" do Lord Byron).
    Assim dessa forma suave para essa luz gentil
    Que o paraso muitos dias negou.
     De algum jeito Neferet e Loren conseguiram terminar no centro do circulo enquanto
ele terminou de recitar. Ento Neferet pegou uma taa da mesa e levantou, como se
estivesse oferecendo um brinde ao circulo.
     "Bem vindos crianas de Nyx para a celebrao da deusa para a lua cheia!"
     Os vampiros adultos falaram em coro, "Merry meet."
     Neferet sorriu e ps a taa de volta a na mesa e pegou uma longa e branca vela que
j estava acessa e parada no castial. Ento ela andou pelo circulo para olhar para uma
vampira que eu no conhecia que estava parada no que deveria ser a ponta do circulo. A
vampira a saudou, a mo em cima do peito, antes de virar para que suas costas estivesse
na frente de Neferet.
     "Psst!" Stevie Rae sussurrou. "Todos olhamos para as 4 direes enquanto Neferet
evoca os quatro elementos e lana o circulo de Nyx. Leste e vento vem primeiro."
     Ento todos, incluindo eu embora eu tenha sido meio devagar, se virou para leste.
Pelo canto do olho eu pude ver que Neferet ergueu os braos por cima da cabea
enquanto a voz dela passou pelas paredes de pedra do templo.
     "Do leste eu invoco o ar e peo que voc carregue para esse circulo o dom do
conhecimento que o nosso ritual ser preenchido por aprendizado."
     No segundo que Neferet comeou a invocar eu senti o ar mudar. Se movia ao meu
redor, esvoaando meu cabelo e enchendo meus ouvidos com o som do vento suspirando
pelas folhas. Eu olhei ao redor, esperando ver que todo mundo tivesse sido pego num
pequeno vendaval, mas no notei o cabelo de mais ningum se bagunar. Estranho.
      A vampira que estava parada no leste puxou uma vela amarela das dobras do
vestido, e ento Neferet a acendeu. A vampira a levantou no ar, e ento a colocou, nos
seus ps.
      "Vire a direita, pelo fogo," Stevie Rae sussurrou de novo.
      Ns viramos e Neferet continuou. "Do sul eu invoco o fogo e peo que a sua luz
nesse crculo d o dom da fora e vontade, para que nosso ritual seja ligado e poderoso."
      O vento que estava soprando suavemente contra mim foi substitudo pela sensao
de calor. No era exatamente desconfortvel; era mais como a sensao de quando voc
mergulha na banheira quente, mas era quente o bastante para me fazer suar um pouco.
Eu olhei para Stevie Rae. A cabea dela estava levemente erguida e seus olhos estavam
fechados. No havia sinal de suor no rosto dela. A intensidade do calor de repente
aumentou um pouco, e eu olhei para Neferet. Ela tinha acesso uma enorme vela vermelha
que Penthesilea estava segurando. Ento, assim como a vampira do vento tinha feito,
Penthesilea a levantou em oferenda antes de colocar em seus ps.
      Dessa vez eu no precisei do aviso de Stevie Rae para virar de novo para o oeste. De
algum jeito, eu sabia para onde eu precisava virar, e que o prximo elemento a ser
invocado seria a gua.
      "Do oeste eu invoco a gua e peo que voc limpe esse circulo em compaixo, que a
luz da lua cheia possa ser usada para conceder a cura para nosso grupo assim como
entendimento."
      Neferet acendeu a vela azul da vampira que estava virada para oeste. A vampira a
levantou, e a colocou nos ps enquanto o som das ondas enchiam meus ouvidos e o
cheiro salgado de mar enchia meu nariz. Ansiosa, eu completei o circulo virando para o
norte, e sabia que estaria abraando a terra.
      "Do norte eu invoco a terra e peo que voc cresa neste circulo o dom da
manifestao, que os desejos e rezas dessa noite sejam frutferos."
      De repente eu podia sentir a suavidade de um gramado nos meus ps, e eu senti o
cheiro da relva e ouvi pssaros cantando. Uma vela verde foi acessa e colocado nos ps
da "terra."
      Eu provavelmente deveria ter ficado com medo das estranhas sensaes que
passaram por mim, mas elas me encheram com a mais incrvel leveza  eu me sentia
bem! To bem que quando Neferet olhou para a chama que queimava no centro do salo
e o resto de ns virou para o interior do circulo eu tive que pressionar meus lbios com
fora para no rir em voz alta. O poeta lindo de cair morta estava parado perto do fogo e
Neferet e eu podamos ver que ele estava segurando uma enorme vela prpura na mo.
      "E finalmente, eu invoco o esprito para completar nosso circulo e pedir que voc nos
encha de conexo, para que, como seus filhos, possamos prosperar juntos."
      Incrivelmente, eu senti meu prprio esprito se levantar, como se houvesse aves de
pssaro flutuando dentro do meu peito, enquanto o poeta acendia a vela pela enorme
chama e ento a colocou na mesa. Ento Neferet comeou a se mover pelo circulo,
falando conosco, encontrando nossos olhos, nos incluindo nas palavras dela.
      "Essa  a hora da lua cheia. Todas as coisas se encerram e recomeam, at mesmo
os filhos de Nyx, os vampiros dela. Mas nessa noite os poderes da vida, da mgica, e da
criao so mais forte  assim como nossa deusa lua. Essa  a hora de construir... de
fazer."
      Meu corao estava batendo to rpido enquanto eu observava Neferet falar, e eu
percebi que ela estava dando um sermo. Esse no era um sermo de adorao, mas ao
fazer isso no circulo fez com que as palavras de Neferet me tocassem como nenhum outro
sermo que eu j tinha visto. Eu olhei ao redor. Talvez fosse o lugar. O salo estava cheio
de incenso e mgica e luzes de velas. Neferet era tudo que uma Alta Sacerdotisa deveria
ser. A beleza dela era uma chama prpria, e a voz dela era mgica ao ponto de chamar a
ateno de todos. Ningum estava deitado dormindo ou escondido jogando joguinhos.
     "Essa  a hora quando o vu em que o mundano e a fora a beleza do reino da
deusa se juntam. Nessa noite um ira transcender as fronteiras do mundo com facilidade, e
conhecer a beleza e encantamento de Nyx."
     Eu podia sentir as palavras dela contra a minha pele e perto da minha garganta. Eu
tremi e a Marca na minha testa de repente pareceu esquentar e formigar. Ento o poeta
comeou a falar em sua profunda e poderosa voz.
     "Essa  a hora de traar o celestial ser, de virar as cordas do espao e do tempo para
trazer a Criao. Porque a vida  um circulo assim como  um mistrio. Nossa deusa
entende isso, assim como o marido dela, Erebus."
     Quando ele falou me senti melhor em relao a morte de Elizabeth. De repente no
parecia to assustador, to horrvel. Parecia mais parte do mundo natural, um mundo
onde todos temos um lugar.
     "Luz... escurido... dia... noite... vida... est tudo ligado junto pelo esprito e o toque
da deusa. Se mantivermos o balano e olharmos para a deusa como se pudssemos a
lanar um feitio da lua e o adaptar com um tecido de pura substancia mgica para
manter conosco todos os dias das nossas vidas."
     "Fechem seus olhos, Crianas de Nyx," Neferet disse "e mandem um secreto desejo
para nossa deusa. Hoje a noite, quando o vu entre os mundos se afinar  quando mgica
estiver no mundano  talvez Nyx faa seu desejo se realizar e te encher com a felicidade
de um sonho realizado."
     Mgica! Eles realmente esto rezando por mgica! Iria funcionar  poderia funcionar?
H realmente mgica no mundo? Eu lembrei do jeito como meu esprito foi capaz de ver
palavras e como a deusa me chamou com a sua voz visvel pela caverna e ento me
beijou na testa e mudou minha vida para sempre. E como, a apenas alguns momentos
atrs, eu senti o poder de Neferet chamando os elementos. Eu no tinha imaginado  eu
no podia ter imaginado.
     Eu fechei os olhos e pensei sobre a mgica que parecia estar me cercando, e ento
enviei meu desejo pela noite. Meu desejo secreto  fazer parte... que eu finalmente tenha
encontrado um lar que ningum poder tirar de mim.
      Apesar do estranho calor na minha Marca, minha cabea estava leve e eu estava
muito feliz enquanto Neferet pediu para ns abrirmos nossos olhos e, com uma voz que
era poderosa e suave  mulher e guerreira combinados  ela continuou o ritual.
      "Essa  a hora da viagem no vista na lua cheia. A hora para ouvir a msica no
modificada pelas mos humanas ou vampiras.  o tempo para unio com o vento que nos
carrega"  Neferet curvou sua cabea levemente para o leste  "e do choque do travam
que imita as fagulhas da primeira vida." Ela virou a cabea para o sul. " o tempo para
revelar no eterno mar e na quente chuva que nos acalma, assim como a verde terra que
nos envolve e nos mantm." Ela reconheceu o oeste e o norte virando.
      Cada vez que Neferet nomeou um elemento pareceu que um toque de uma doce
eletricidade passou pelo meu corpo.
      E ento as 4 mulheres que personificaram os elementos moveram-se em direo a
mesa. Com Neferet e Loren, cada um deles levantou uma taa.
      "Todos sadem, a deusa da Noite e a lua cheia!" Neferet disse. "Todos sadem a
Noite, de quem as nossas bnos vem. Nesta noite agradecemos a ti!"
      Ainda segurando as taas, as quatro mulher voltaram para seus lugares no circulo.
      "No poderoso nome de Nyx," Neferet disse.
      "E de Erebus," o poeta acrescentou.
      "Ns pedimos do seu sagrado circulo que voc nos d o conhecimento para falar a
linguagem da floresta, para voar com a liberdade de um pssaro, para viver com o poder
e a graa de um felino, e para encontrar xtase e alegria na vida que mexe com cada
parte de nosso ser. Abenoado seja!"
      Eu no conseguia parar de rir. Eu nunca ouvi esse tipo de coisa na igreja antes, e eu
com certeza nunca me senti to energizada l tambm!
      Neferet bebeu da taa que ela segurava, e ento ela a ofereceu para Loren, que
bebeu e disse "abenoada seja." Imitando a ao deles, as 4 mulheres se moveram
rapidamente pelo circulo, permitindo que cada pessoa, calouro ou adulto, bebesse da
taa. Quando foi minha vez eu estava feliz por ver o rosto familiar de Penthesilea me
oferecer um gole e uma beno. O vinho era vermelho e eu achei que ele fosse amargo,
como o gole que eu tomei do Cabernet da minha me uma vez (e definitivamente no
gostei), mas no era. Era doce e apimentado e fez minha cabea ficar ainda mais leve.
      Quando todos tinham tomado um gole, as taas retornaram a mesa.
      "Hoje a noite eu quero que cada um de ns passe pelo menos um momento ou dois
sozinho na luz da lua cheia. Deixe a luz refrescar voc e te ajudar a lembrar o quo
extraordinrio voc ... ou que voc est se tornando." Ela sorriu para alguns calouros,
incluindo eu. "Se aquea com sua raridade. Revele sua fora. Ficamos separados do
mundo por causa de nossos dons. Nunca esqueam disso, porque vocs podem ter
certeza que o mundo no esquecera. Agora vamos fechar o circulo e abraar a noite."
      Em ordem reversa, Neferet agradeceu cada elemento e os mandou embora conforme
cada vela era apagada, e quando ela fez isso em senti um pouco de tristeza, como se eu
estivesse dando tchau para um amigo. Ento ela completou o ritual dizendo, "esse ritual
terminou. Merry meet e merry part* (*feliz caminhos separados) e merry meet de novo!"
      A multido respondeu: Merry meet e merry part e merry meet de novo!"
      E foi isso. Meu primeiro ritual da deusa terminou.
      O circulo se separou rapidamente  mais rapidamente do que eu gostaria. Eu queria
ficar ali e pensar sobre as coisas incrveis que eu tinha sentido, especialmente quando os
elementos foram chamados, mas isso era impossvel. Eu fui carregada para fora do templo
em uma confuso de conversa. Eu estava feliz por todos estarem to ocupados
conversando que ningum notou o quo quieta eu estava; eu no achei que eu podia
explicar para eles o que tinha acabado de acontecer comigo. Diabos! Eu no podia
explicar para mim mesma.
      "Hey, voc acha que vamos ter comida chinesa de novo hoje a noite? Eu adoraria
que na lua cheia eles servisse aquele gostoso moo goo depois," Shaunee disse. "Sem
mencionar que meu biscoito da sorte disse "voc vai fazer um nome para si," o que  bem
legal."
      "Eu estou to faminta que no me importa com o que eles nos alimentem desde que
nos alimentem," Erin disse.
      "Eu tambm," Stevie Rae disse.
      "Pela primeira vez concordo totalmente," Damien disse, ligando seus braos com
Stevie Rae e eu. "Vamos comer."
      E de repente eu me lembrei. "Uh, gente." Aquele sentimento de formigamento bom
que o ritual tinha me dado sumiu. "Eu no posso ir. Eu tenho que-"
     "Somos idiotas." Stevie Rae bateu na prpria cabea forte o bastante para fazer um
som de batida. "Esquecemos totalmente."
     "Ah, merda!" Shaunee disse.
     "As bruxas do inferno," Erin disse.
     "Quer que eu guarde um prato para voc ou algo?" Damien perguntou docemente.
     "No. Afrodite disse que vai me alimentar."
     "Provavelmente carne crua," Shaunee disse.
     "Yeah, de algum pobre garoto que ela pegou na nojenta teia de aranha dela," Erin
disse.
     "Com isso ela quer dizer aquela entre as pernas dela," Shaunee explicou.
     "Pare, voc est assustando Zoey," Stevie Rae disse enquanto ela comeava a me
levar em direo a porta. "Eu vou mostrar para ela o caminho, encontro vocs na mesa."
     L fora eu disse, "Ok, me diga que eles estavam brincando sobre a carne crua."
     "Elas estavam brincando?" Stevie Rae disse nada convincente.
     "timo. Eu nem gosto quando o bife est mal passado. O que eu vou fazer se eles
realmente tentarem me alimentar com carne crua?" eu recusei a pensar sobre que tipo de
carne crua poderia ter.
     "Eu acho que eu tenho uma pastilha em algum lugar na minha bolsa. Voc quer?"
Stevie Rae perguntou.
     "Sim," eu disse, j me sentindo nauseada.
     DEZESSEIS

      " isso." Stevie Rae parou, parecendo desconfortvel e apopltica enfrente aos
degraus que levavam um prdio de tijolos situado em uma pequena encosta que aparecia
na parte oriental dos arredores da escola. Enormes carvalhos estavam envoltos na
escurido dentro da escurido, ento eu mal podia ver os pontos de luz de velas da
entrada. Nenhum fio de luz estava vindo das escuras janelas que eram longas e
arqueadas e pareciam ser feitas de vidro chateado.
      "Ok, bem, obrigado pelas pastilhas." Eu tentei parecer brava. "E guarde um lugar
para mim. Isso realmente no pode levar muito tempo. Eu devo terminar isso e me juntar
a vocs para o jantar."
      "No se apresse. Verdade. Voc pode encontrar algum que voc gosta e ficar com
ele. No se preocupe se voc encontrar. Eu no vou ficar braba e s vou dizer a Damien e
as Gmeas que voc est fazendo reconhecimento do inimigo."
      "Eu no vou me tornar um deles, Stevie Rae."
      "Eu acredito em voc," ela disse, mas os olhos dela pareciam suspeitosamente
grandes e redondos.
      "Eu vejo voc logo."
      "Ok. Vejo voc logo," ela disse, e comeou a seguir a calada em direo ao prdio
principal.
      Eu no queria ver ela se afastar  ela parecia toda miservel e um filhotinho abatido.
Ao invs disso eu subi os degraus e disse a mim mesma que isso no seria grande coisa 
nada pior que a vez que a minha irm Barbie me convenceu a ir campo das lideres de
torcida com ela (eu no sei o que diabos eu tava pensando). Pelo menos esse fiasco no
duraria uma semana. Elas provavelmente fariam outro circulo, o que era bem legal, fariam
alguma reza diferente como Neferet fez, e ento jantaramos. Esse seria minha
oportunidade de sorrir e escapar. Fcil  fcil.
      As tochas dos lados da porta de madeira estava acessas por gs e no pelos
candelabros igual era no templo de Nyx. Eu levantei minha mo em direo a pesada
aldrava, mas, com um som que era perturbamente parecido a um suspiro, ela abriu com
meu toque.
      "Merry meet, Zoey."
      Oh. Meu. Deus. Era Erik. Ele estava vestido todo de preto, e seu cabelo preto e seu
insanamente olhos azuis me lembravam de Clark Kent  bem, ok, sem os culos nerd e o
cabelo arrumado para trs... ento... eu suponho que isso significa que ele na verdade me
lembra (de novo) do Superman  bem, sem a capa ou o colante ou o grande S...
      Ento a falao na minha cabea parou quando o dedo dele cheio de olho deslizou
pela minha testa, traando um pentagrama.
      "Abenoado seja," ele disse.
      "Abenoado seja," eu respondi, e ficaria eternamente grata por minha voz no ter
grasnado ou ficado grossa ou fina. Ah, cara, ele cheirava to bem, mas eu no conseguia
identificar qual era esse cheiro. No era o cheiro de nenhuma das colnias usadas demais
que os caras aplicam gales. Ele cheirava a... ele cheirava a... a floresta a noite logo
depois de chover... algo terreno e limpo e...
      "Voc pode entrar," ele estava dizendo.
      "Oh, uh, obrigado," eu disse brilhantemente. Eu entrei. E ento parei. No interior
estava uma enorme sala. As paredes de forma circular estavam envolvidas em veludo
preto, bloqueando totalmente as janelas e a luz do luar. Eu podia ver que por baixo das
pesadas cortinhas haviam estranhas formas, o que comeou a me assustar at que eu
percebi que  ol  essa era uma sala de recreao. Eles devem ter empurrado as TVs e
os games para os lados da sala e os coberto para que tudo parecesse, bem, assustador.
Ento minha ateno foi capturada pelo circulo. Estava situado no meio da sala e feito
inteiramente de velas em altos recipientes vermelhos, como as velas de reza que voc
pode comprar nas sesses de comida mexicana de uma mercearia que cheiram a rosas e
a senhoras. Deveria ter mais de 100 delas acessas e os garotos estavam parados em um
circulo solto atrs delas conversando e rindo com a luz fantasmtica que era manchada
em de vermelho. Todos estavam usando preto e eu notei imediatamente que nenhum
deles estava usando algo bordado com as insgnias correspondente as sries, mas cada
um deles usava uma corrente prateada que brilhava ao redor do pescoo deles com um
estranho smbolo. Parecia duas luas crescentes posicionadas de costas uma pra outra
contra uma lua cheia.
      "A est voc, Zoey!"
      A voz de Afrodite passou pela sala logo a frente do corpo dela. Ela estava usando um
longo vestido preto que brilhava devido as contas de onyx, o que estranhamente me
lembrou a verso negra da beleza brilhante de Neferet. Ela usava o mesmo colar que as
outras, mas o dela era maior e tracejado com jias vermelhas que poderiam ser granada.
O cabelo loiro dela estava preso e caia ao redor dela como um vu dourado. Ela era
totalmente bonita demais.
      "Erik, obrigada por fazer a Zoey se sentir bem vinda. Eu assumo daqui." Ela soava
normal, e ela at colocou a ponta do dedo no brao do Erik por um segundo em que os
desenformados poderiam pensar ser um gesto amigvel, mas o rosto dela era uma
histria totalmente diferente. Era duro e frio, e os olhos dela pareciam to afiados quanto
os dele. Erik mal olhou para ela, e ele definitivamente se afastou do toque dela. Ento ele
me deu um rpido sorriso, sem olhar para Afrodite de novo, e se afastou.
      timo. Exatamente o que eu no precisava era me meter no meio de uma horrvel
separao. Mas eu no consegui impedir o fato de que meus olhos seguiram os dele pela
sala.
      Eu sou idiota. De novo. Eu suspirei.
      Afrodite limpou a garganta, e eu tentei (sem sucesso) no parecer que tinha sido
pega fazendo algo que eu no devia. O sorriso maldoso dela disse que havia
absolutamente nenhuma duvida que ela notou meu interesse em Erik (e o interesse dele
em mim). E, de novo, eu me perguntei se ela sabia que tinha sido eu no corredor no dia
anterior.
      Bem, no era como se eu pudesse perguntar a ela.
      "Voc precisa se apressar, mas eu trouxe algo para voc se trocar." Afrodite estava
falando rpido enquanto ela fez meno para mim seguir ela para o banheiro feminino.
Ela me jogou um olhar de nojo por cima dos ombros. "No  como se voc pudesse vir a
um ritual das Filhas Negras vestida desse jeito." Quando estvamos no banheiro ela
bruscamente me deu um vestido que estava pendurado em uma diviso e meio que me
empurrou para dentro. "Voc pode colocar suas roupas no cabide e carregar eles de volta
com voc para o dormitrio desse jeito."
      No parecia haver nenhuma discusso com ela e, de qualquer forma, eu j me sentia
como uma estranha mesmo. Estar vestida diferente me fez sentir como se eu tivesse
aparecido para a festa vestida como um pato, mas ningum me disse que no era uma
festa a fantasia ento todo o resto estava usando jeans.
      Eu rapidamente tirei as minhas roupas e pus o vestido preto por cima da minha
cabea, suspirando de alivio quando ele serviu. Ele era simples, mas lisonjeiro. O material
era suave e no marcava. Tinha mangas longas e um busto redondo que mostrava a
maior parte dos meus ombros (que bom que estava usando um suti preto). Ao redor do
busto, a ponta da longa manga, e nas borda, que era bem acima do meu joelho, haviam
contas pequenas de um vermelho brilhante. Era bem bonito. Eu coloquei meus sapatos de
volta, pensando, feliz, que um bom par de rasteirinha vai com quase qualquer roupa, e sai
do banheiro.
      "Bem, pelo menos serve." Eu disse.
      Mas eu notei que Afrodite no estava olhando para o vestido. Ela estava olhando
para a minha Marca, o que me incomodou muito. Ok, minha Marca era colorida  supere
de uma vez! Mas eu no disse nada. Eu quero dizer, isso era a "festa" dela e eu era uma
convidada. Traduo: eu estava totalmente sem ajuda, ento  melhor eu ser boazinha.
      "Eu vou liderar o ritual,  claro, ento eu vou estar muito ocupada para segurar sua
mo."
      Ok, eu deveria s manter a boca fechada, mas ela estava me irritando. "Olha,
Afrodite, eu no preciso que voc segure minha mo."
      Os olhos dela se estreitaram e eu me segurei para outra cena da garota psicopata.
Ao invs disso ela sorriu um sorriso totalmente nada legal que a fez parecer um co
rabugento. No que eu estivesse chamando ela de cadela, mas a analogia parece
assustadoramente certa.
      " claro que voc no precisa que segurem sua mo. Voc s vai passar pelo
pequeno ritual como voc passa por tudo o resto. Eu quero dizer, afinal de conta, voc  a
nova favorita da Neferet."
      Maravilha. Fora dos problemas com Erik e a estranheza da minha Marca, ela estava
com cimes por Neferet ser minha mentora.
      "Afrodite, eu no acho que sou a favorita de Neferet. Eu sou apenas nova." Eu tentei
soar razovel, e at sorri.
      "Tanto faz. Ento, est pronta?"
      Eu desisti de tentar ser razovel com ela e acenei, desejando que todo esse ritual
fosse rpido e acabasse de uma vez.
      "timo. Vamos." Ela me levou para fora do banheiro e para o circulo. Eu reconheci as
duas garotas para qual andamos como as duas "bruxas do inferno" que tinham seguido
ela na cafeteria. S que ao invs de estar usando uma cara de eu-acabei-de-comer-um-
limo, elas estavam sorrindo amigavelmente para mim.
      No. Eu no iria ser enganada. Mas eu sorri tambm. Quando em territrio inimigo 
melhor se misturar e parecer sem noo e/ou idiota.
      "Ol, eu sou Enyo," disse a mais alta das duas. Ela era,  claro, loira, mas seu longo,
era mais cor de praia do que dourado. Embora com a luz do candelabro fosse difcil ter
certeza qual clich tinha uma descrio mais apropriada. E eu ainda no acreditava que
ela fosse uma loira natural.
      "Oi," eu disse.
      "Eu sou Deino," disse a outra garota. Ela era obviamente uma mistura e tinha uma
linda combinao de uma realmente bonita, caf-com-creme pele e um excelente cabelo
encaracolado, que provavelmente nunca teve a coragem de frizzar, no importando a
umidade.
      As duas eram estranhamente perfeitas.
      "Ol," eu disse de novo. Me sentindo mais do que um pouco claustrofbica, e me
movi para o espao que elas criaram.
      "Vocs trs aproveitem o ritual," Afrodite disse.
      "Oh, ns vamos!" Enyo e Deino falaram juntas. Eu virei minha ateno para longe
delas antes do meu melhor julgamento ganhar do meu orgulho e eu me prendi a sala.
      Eu tinha uma boa viso da rea interna do circulo, e de novo era similar ao templo
de Nyx, mas esse tinha uma cadeira perto a mesa e tinha algum sentado nela. Bem,
meio que sentado. Na verdade, ele estava atirado na cadeira com um capuz cobrindo a
cabea.
      Bem... hmmm...
      De qualquer jeito, a mesa estava envolvida com o mesmo veludo preto das paredes,
e tinha uma esttua da deusa nela, uma tigela de frutas e po, vrias taas, e um jarro. E
uma faca. Eu olhei de novo para ter certeza que estava vendo certo. Sim. Era uma faca 
tinha um cabo e uma longa e curvada lamina que parecia totalmente afiada demais para
ser usada para cortar fruta ou po. Uma garota que eu pensei ter reconhecido do
dormitrio estava acendendo vrios incensos que estava no ornamentado suporte para
incenso, na mesa, e totalmente ignorado quem quer que fosse que estava na cadeira.
Droga, o garoto estava dormindo?
      Imediatamente o ar comeou a se encher de fumaa e eu juro estava meio
esverdeado, meio fantasmagrico, ao redor da sala. Eu esperei que cheirasse doce, como
o incenso no templo de Nyx, mas quando a fumaa chegou at mim e eu respirei era
surpreendentemente amarga. Era meio familiar e eu franzi a testa, tentando descobrir o
que aquilo me lembrava... merda, o que era? Era quase como folha de louro, com um
pouco de cravo da ndia. (eu tinha que lembrar de agradecer a Vov Redbird mais tarde
por me ensinar sobre temperos e seu cheiro.)
      Eu cheirei de novo, intrigada, e minha cabea ficou um pouco tonta. Estranho. Ok, o
incenso era estranho. Pareceu mudar enquanto enchia a sala, como um perfume caro que
muda dependendo da pessoa que o usa. Eu respirei de novo. Sim. Cravo da ndia e folha
de louro, mas tinha algo mais; algo que fazia o cheiro terminar parecendo amargo e
diferente... escuro e mstico e sedutor e... travesso.
      Travesso? Ento eu soube.
      Bem, diabos! Eles estavam enchendo a sala com maconha misturada com temperos.
Incrvel, eu agentei a presso por anos e disse no para at as ofertas mais educadas
para experimentar um daquelas coisas nojentas feitas em casa passada ao redor pelas
festas. (Eu quero dizer, por favor. Sequer  sanitrio? E porque exatamente eu iria querer
uma droga que iria me fazer querer comear obsessivamente salgadinhos?) E agora ali
estava eu, imersa em maconha. Suspirei. Kayla nunca iria acreditar.
      Ento, me sentindo paranica (provavelmente outro efeito colateral da maconha) eu
olhei ao redor do circulo, certa de ter visto um professor que estava pronto para nos atrair
para longe para... para... eu no sei, algo horrvel, como os acampamentos que a Maury
envia todos os seus adolescentes problemticos.
      Mas, graas a Deus, diferente do circulo no templo de Nyx, no havia vampiros
adultos aqui, e apenas cerca de 20 adolescentes. Eles estavam falando baixo e agindo
como se o totalmente ilegal incenso de machona no fosse nada demais. (Cabeas de
Maconha.) Tentando respirar devagar, eu virei para a garota a minha direita. Quando em
duvida (pnico), converse bobagens.
      "Ento... Deino  um, bem, nome diferente. Significa algo especial?"
      "Deino significa terrvel;" ela disse, sorrindo docemente.
      Do meu outro lado a loira alta se animou, "E Enyo significa pronto para a luta."
      "Huh," eu disse, tentando ser educada.
      "Yeah, Pemphredo, que significa arfar,  quem est acendendo o incenso," explicou
Enyo. "Pegamos os nomes da mitologia grega. Elas eram as trs irms de Gordon e Scylla.
Diz o mito que elas nasceram como bruxas que dividiam um olho, mas decidimos que era
provavelmente s bobagem propaganda devido a dominao dos homens escrita por
homens humanos que queriam manter as mulheres fortes controladas."
      "Verdade?" eu no sabia o que mais dizer. Verdade.
      "Sim," Deino disse. "Os homens humanos so uma droga."
      "Todos deveriam morrer," Enyo disse.
      Com essa idia amorosa a musica de repente comeou, fazendo impossvel (graas a
Deus) falar.
      Ok, a musica era perturbadora. Tinha uma profunda, e pulsante batida que era
antiga e moderna. Como se algum tivesse misturado uma daquelas horrveis musicas de
sexo de um tribal ritual de acasalamento. E ento, muito mais chocante, Afrodite comeou
a danar pelo circulo. Sim, eu suponho que daria para dizer que ela era gostosa. Eu quero
dizer, ela tinha um bom corpo e se movia como Catherine Zeta Jones em Chicago. Mas de
alguma forma no funcionou para mim. E eu no quero dizer por que eu no sou gay
(embora eu no seja gay). No funcionou porque pareceu uma imitao pobre da dana
de Neferet "Ela anda em beleza." Se essa musica fosse um poema seria mais como
"Alguma vadia da a bunda."
      Durante a dancinha de Afrodite todos estavam, naturalmente, olhando para ela,
ento eu olhei ao redor do circulo, fingindo que eu no estava procurando por Erik, at...
oh, merda... eu o encontrei na direo quase oposta a minha. E ele era o nico que na
sala que no estava olhando para Afrodite. Ele estava olhando para mim. Antes de
descobrir se eu deveria olhar para o outro lado, sorrir para ele ou acenar ou algo assim
(Damien tinha dito para sorrir para ele, e Damien era um auto proclamado expert em
caras), a musica parou e eu olhei do Erik para Afrodite. Ela estava parada no meio do
circulo na frente da mesa. De propsito, ela pegou uma grande vela prpura em uma
mo, e a faca na outra. A vela estava acessa, e ela a carregou, segurando na frente dela
como um farol, para o lado do circulo onde eu agora notei estava uma vela amarela entre
as vermelhas. Eu no precisei de nenhum aviso da Terrvel ou da Pronta para guerra (eca)
para me virar para o leste. Enquanto o vento passou pelo meu cabelo, pelo canto do olho
eu pude ver que ela tinha acendido a luz amarela e agora ela levantou a faca, desenhando
um pentagrama pelo ar enquanto falou:
     Oh ventos de tempestade,
     Em nome de Nyx eu chamo a ti para frente,
     Lance a beno, eu peo,
     Pela mgica que est acontecendo aqui!
      Eu admito ela  boa. Embora no to poderosa quanto Neferet, era obvio que ela
praticou o controle de voz e o som sedoso das palavras dela carregaram fcil. Viramos
para o sul e ela se aproximou de uma grande vela vermelha entre as outras vermelhas, e
eu pude sentir o que eu j estava reconhecendo como o poder do fogo e a mgica passou
pela minha pele.
    Oh fogo do trovo, em nome da Nyx eu chamo a ti para frente, traga tempestades e
poder da mgica, eu peo a sua ajuda no feitio que fao aqui!
     Viramos de novo e, junto com Afrodite, eu me senti inesperadamente atrada pela
vela azul que estava entre as vermelhas. Embora tenha me assustado, eu tive que me
impedir de sair do circulo e me juntar a evocao dela pela gua.
     O correntes de chuva,
     em nome de Nyx eu chamo a ti para frente.
     Se junte a mim com sua inunda fora,
     em fazer desse o mais poderoso dos rituais!
    O que diabos estava errado comigo? Eu estava suando e invs de me sentir s um
pouco quente, como durante o ritual de mais cedo, a Marca na minha testa estava quente
 muito quente  e eu juro que eu podia ouvir o rugido do mar nos ouvidos. Atordoada,
eu me virei para a direita.
    O terra, profunda e mida,
    em nome de Nyx eu chamo a ti para frente,
    que eu sinta a prpria terra se mover no rugido da tempestade de poder que veio
quando voc me ajudou nesse ritual!
      Afrodite cortou o ar de novo, e eu pude sentir a palma da minha mo direita
formigar, como se eu sentisse a faca que cortava o ar.
      Eu sentia o cheiro de grama cortada e eu ouvi o choro de um curiango, como se
estivesse enrolado invisvel no ar ao meu redor. Afrodite se moveu de volta para o centro
do circulo. Colocando a vela prpura ainda acessa no meio da mesa ela completou o
feitio.
     O esprito, selvagem e livre,
     em nome de Nyx eu chamo a ti para frente!
     Me responda!
     Fique comigo durante esse ritual e me conceda teu poder de deusa!
      E de alguma forma eu sabia o que ela ia fazer a seguir. Eu podia ouvir as palavras
dentro da minha mente  dentro do meu esprito. Quando ela ergueu a taa e comeou a
andar pelo circulo eu senti as palavras dela, e embora ela no tivesse a pose ou o poder
de Neferet o que ela disse entrou em mim, como se eu estivesse de dentro para fora.
      "Esse  o tempo da grandeza da nossa deusa lua. Existe gloria nessa noite. Os
antigos sabiam dos mistrios da noite, e o usavam para ficar mais fortes... e para cortar o
vu entre os mundos e tinham aventuras que hoje apenas sonhamos. Segredo...
mistrio... mgica... verdadeira beleza e poder em forma vampirica  sem ser manchada
pelas regras ou leis humanas. No somos humanos!" Com isso, a voz dela tocou contra as
paredes, como a de Neferet tinha feito antes. "E todos vocs Filhas e Filhos Negros
perguntam hoje a noite se esse rito  o que temos pedido a cada lua cheia desde o ano
passado. Liberte o poder em ns para que, como os felinos selvagens, saibamos a
flexibilidade do nosso animal interior e no sejamos ligados pelas correntes ou jaulas
humanas da ignorncia e fraqueza deles."
      Afrodite parou bem na minha frente. Eu sabia que eu estava vermelha e respirando
com fora, assim como ela. Ela levantou a taa e a ofereceu para mim.
      "Beba, Zoey Redbird, e se junte a ns em pedir a Nyx pelo que  nosso por direito de
sangue e corpo e a Marca da nossa grande Mudana  A Marca com a qual ela j te
tocou."
      Sim, eu sei. Eu provavelmente deveria dizer no. Mas como? E de repente eu no
queria. Eu definitivamente no gostava ou confiava em Afrodite, mas o que ela estava
dizendo no era basicamente verdade? A reao da minha me e padrasto a Marca voltou
com fora e claramente na minha memria, junto com o olhar de medo de Kayla e a
repulso de Drew e Dustin. E como ningum tinha me chamado, ou nem mesmo me
mandado uma mensagem, desde que eu tinha partido. Eles s me deixaram ser jogada
aqui para lidar com minha nova vida sozinha.
      Me deixou triste, mas tambm me deixava irritada.
      Eu peguei a taa de Afrodite e dei um gole grande. Era vinho, mas no tinha o gosto
do vinho do outro ritual. Esse era doce, tambm, mas tinha um tempero nele que no
tinha o gosto de nada que eu j experimentei antes. Causou uma exploso de sensaes
na minha boca que viajaram com um quente e amargo trao pela minha garganta e me
encheu com um desejo tonto de beber mais e mais e mais.
      "Abenoada seja," Afrodite disse enquanto pegava a taa de mim, derramando um
pouco do liquido vermelho nos meus dedos. Ento ela me deu um apertado e triunfante
sorriso.
      "Abenoada seja," eu respondi automaticamente. Ela se dirigiu at Enyo, oferecendo
a taa e eu no consegui me impedir de lamber os dedos para sentir um pouco mais do
gosto do vinho que tinha sido derramado ali. Era muito mais que delicioso. E o cheiro...
era um cheiro familiar... mas pela tontura na minha cabea eu no consegui me
concentrar o bastante para descobrir o que eu tinha cheirado com esse incrvel cheiro
antes.
      Quase no levou tempo para Afrodite passar por todo o circulo, dando a cada um,
um gole da taa. Eu a observei de perto, desejando poder ter mais quando ela voltou para
a mesa. Ela levantou a taa de novo.
      "Grandiosa e mgica deusa da Noite e da lua cheia, ela que cavalga entre o trovo e
a tempestade, guiando o esprito e os Ancies, linda e incrvel, que at os mais antigos
devem obedecer, nos conceda o que  pedido. Nos encha com seu poder e mgica e
fora!"
      Ento ela botou a boca na taa, e eu observei com inveja, enquanto ela bebia at a
ultima gota. Quando ela terminou de beber, a musica comeou de novo. Sincronizada com
isso ela voltou para o circulo, danando e rindo enquanto apagava cada vela e dava adeus
para cada elemento. E de alguma forma, enquanto ela se movia ao redor do circulo,
minha viso ficou toda errada porque o corpo dela piscou e mudou e foi como se eu
estivesse olhando para Neferet de novo  s que ela era mais nova, uma verso crua da
Alta Sacerdotisa.
      "Merry meet and merry part e merry meet de novo!" ela finalmente disse. Todos
respondemos enquanto eu pisquei para minha viso clarear e a imagem estranha da
Afrodite-como-Neferet desapareceu, assim como a queimao na minha Marca. Mas eu
ainda sentia o gosto do vinho na lngua. Era to estranho. Eu no gostava de lcool. Srio.
Eu no gosto do gosto. Mas tinha algo nesse vinho que era delicioso alm... bem, alem do
melhor chocolate de mundo (eu sei,  difcil acreditar). E eu ainda no consegui descobrir
porque parecia to familiar.
      Ento todos comearam a andar e a falar e o circulo se desfez. A iluminao
aumentou o que nos fez piscar devido a luz. Eu olhei para o outro lado do circulo,
tentando ver se Erik ainda estava me olhando, e um movimento na mesa chamou minha
ateno. A pessoa que estava encapuzada e parada durante o ritual estava finalmente se
mexendo. Ele meio que se moveu, estranhamente colocando a si numa posio melhor
para sentar. O capuz da capa preta caiu, e eu estava chocada por ver aquele cabelo
alaranjado e nada atraente e um rosto sardento e branco demais.
      Era aquele irritante garoto Elliott! Muito, muito estranho ele estar aqui. Poderia ser
que as Filhas e Filhos Negros o quisessem? Eu olhei ao redor da sala de novo. Sim, como
eu suspeitava, no havia ningum feio ou parecendo nerd. Todos, e eu digo todos, com
exceo de Elliott eram atraentes. Ele definitivamente no se encaixava.
      Ele estava piscando e bocejando e parecia que ele tinha cheirado muito incenso. Ele
levantou a mo para limpar algo no nariz (provavelmente uma meleca que ele gostava de
olhar depois) e eu vi a branca e grossa bandagem que estava envolvendo o pulso dele. O
que...?
      Um terrvel sentimento se arrastou pela minha espinha. Enyo e Deino estavam
paradas no muito longe de mim, conversando animadamente com a garota chamada
Pemphredo. Eu fui at elas e esperei at haver uma brecha na conversa. Fingindo que
meu estomago no estava tentando se apertar at morrer, eu sorri e acenei na direo de
Elliott.
      "O que aquele garoto est fazendo aqui?"
      Enyo olhou para Elliott enquanto virava os olhos. "Ele no  nada. S o refrigerador
que usamos hoje a noite."
      "Que perdedor," Deino disse, liberando Elliott com uma cara feia. "Ele  praticamente
humano," Pempheredo disse enojada. "No  de se admirar que tudo que ela seja bom 
ser um lanchinho."
      Meu estomago parecia que ia virar do avesso. "Espera, eu no entendo.
Refrigerador? Lanchinho?"
      Deino a Terrvel virou seu arrogante olhar para mim. " assim que chamamos os
humanos  refrigeradores e lanchinhos. Voc sabe  caf da manha, almoo, e jantar."
      "Ou qualquer refeio entre isso," a alegre Enyo praticamente ronronou.
      "Eu ainda no-" eu comecei, mas Deino me interrompeu.
      "Oh, qual! No finja que voc no soube dizer o que tinha no vinho, e que voc no
amou o gosto."
      "Sim, admita, Zoey. Era obvio. Voc teria tomado tudo  voc queria at mais do que
ns. Vimos voc lambendo os dedos," Enyo disse, se inclinando e invadindo meu espao
pessoal enquanto encarava minha Marca. "Isso deve fazer de voc algum tipo de
aberrao, no ? De algum jeito voc  uma caloura e uma vampira, tudo em um, e voc
queria mais do que s uma prova do sangue daquele garoto."
      "Sangue?" eu no reconheci minha prpria voz. A palavra "aberrao" continuou
ecoando na minha cabea.
      "Sim, sangue," Terrvel disse.
      Eu senti calor e frio ao mesmo tempo e olhei para longe dos rostos conhecidos, para
os olhos de Afrodite. Ela estava parada do outro lado da sala falando com Erik. Nossos
olhos se encontraram e devagar, propositalmente, ela sorriu. Ela estava segurando a taa
de novo, e ela a levantou no mais imperceptvel brinde para mim antes de tomar um gole
e virar de costas rindo de algo que Erik disse.
      Me mantendo firme, eu dei uma desculpa idiota para a Pronta para Guerra, Terrvel,
e Arfar, e andei calmamente para fora da sala. No segundo que eu fechei a porta de
madeira atrs de mim eu corri feito uma maluca cega. Eu no sabia onde estava indo, s
que eu queria ir embora.
      Eu bebi sangue  sangue daquele horrvel garoto Elliott  e eu gostei! E pior, o
delicioso cheiro tinha sido familiar porque eu tinha sentido ele antes quando as mos de
Heath estavam sangrando. No era uma colnia nova que eu tinha me sentido atrada;
tinha sido o sangue dele. E eu senti o cheiro de novo no corredor quando Afrodite tinha
cortado a coxa Erik e eu queria lamber o sangue dele tambm.
      Eu era uma aberrao.
     Finalmente, eu no consegui respirar e cai na fria pedra da parede da protetora da
escola, procurando por ar e vomitando as tripas para fora.
    DEZESSETE

      Tremendo, eu limpei minha boca com as costas da minha mo e me afastei do
vomito (eu me recusei a sequer considerar o que eu vomitei e como deveria estar
parecendo) at que eu cheguei a um carvalho gigante que cresceu to perto da parede
que metade dos galhos dele estavam do outro lado dele. Eu me inclinei contra a rvore,
me concentrando em no ficar enjoada de novo.
      O que eu fiz? O que estava acontecendo comigo?
      Ento em algum lugar nos galhos do carvalho eu ouvi um miado. Ok, no era o
normal e comum miado de gato. Era mais como um irritado "me-eeh-uf-me-eef-uf-ronco."
      Eu olhei para cima. Empoleirado no galho que estava batendo contra a parede estava
um pequeno gato laranja. Ela estava me olhando com enormes olhos e definitivamente
parecia decepcionada.
      "Como voc chegou aqui?"
      "Me-uf," ela disse, espirrando, e caminhando pelo galho, claramente tentando se
aproximar de mim.
      "Bem, vem aqui gatinho- gatinho- gatinho," eu persuadi.
      "Me-eeh-of-ow," ela disse, chegando um pouco mais pra frente com suas pequenas
patinhas.
      "Isso a, vem aqui, garotinha. Mova suas pequenas patinhas pra c." Sim, eu estava
substituindo eu surtando para me canalizar em salvar o gato, mas a verdade  que eu no
podia pensar sobre o que tinha acontecido. Agora no. Era muito cedo. Muito recente.
Ento o gato era uma excelente distrao. Alm do mais, ela parecia familiar. "Vem aqui
garotinha, anda..." eu continuei a conversa com ela enquanto eu forava o dedo no duro
tijolo da parede e dava um jeito de me erguer alto o bastante para agarrar a parte mais
baixa do galho em que o gato estava. Ento eu fui capaz de usar o galho como um tipo de
corda para subir mais, o tempo todo falando com o gato, enquanto ela continuava a
reclamar para mim.
      Finalmente eu cheguei at o alcance dela. Nos olhamos por um longo tempo, e eu
comecei a me perguntar se ela sabia sobre mim. Ela podia perceber que eu provei (e
gostei) sangue? Eu tinha bafo de vomito de sangue? Eu parecia diferente? Eu tinha
ganhado presas? (Ok, a ultima pergunta era ridcula. Vampiros adultos no tem presas,
mas ainda sim.)
      Ela "me-eeh-uf-oewd" pra mim de novo, e se moveu um pouco para mais perto. Eu a
alcancei e acariciei o topo da cabea dela e ento as orelhas dela baixaram e ela fechou
os olhos, ronronando.
      "Voc parece uma leoazinha," eu disse a ela. "V como voc  muito melhor quando
no est reclamando?" Ento eu pisquei surpresa, quando percebi porque ela parecia to
familiar. "Voc estava no meu sonho." E um pouco de felicidade passou pela parede de
enjo e medo dentro de mim. "Voc  minha gata!"
      A gata abriu os olhos, bocejou, e espirrou de novo, como se fosse para comentar
porque eu tinha levado tanto tempo para descobrir. Com um grunhido de esforo subi
para sentar na parte larga do topo da parede junto ao galho onde o gato estava. Com um
suspiro de gatinho, ela pulou delicadamente no galho, para o topo da parede, e andou
com suas pequenas patas brancas at mim para pular em meu colo. No parecia ter nada
para mim fazer a no ser acariciar a cabea dela um pouco mais. Ela fechou os olhos e
ronronou alto. Eu acariciei o gato e tentei parar o tumulto na minha mente. O ar cheirava
como se pudesse chover, mas a noite estava extraordinariamente quente para o fim de
outubro, e eu coloquei minha cabea para trs, respirando profundamente e deixando a
luz da lua que aparecia entre as nuvens me acalmar.
      Eu olhei para a gata. "Bem, Neferet disse que deveramos sentar na luz da lua." Eu
olhei para o cu de novo. "Seria melhor se essas estpidas nuvens fossem embora, mas
ainda sim..."
      Eu mal falei as palavras quando um vento repentino passou por mim, de repente
mandando as nuvens embora.
      "Bem, obrigado." Eu falei em voz alta para nada em particular. "Esse foi um vento
muito conveniente." A gata resmungou, me lembrando que eu tive a coragem de parar de
coar as orelhas dela. "Eu acho que vou chamar voc de Nala porque voc  uma
leozinha." Eu disse a ela, voltando a co-la. "Voc sabe, garotinha, estou to feliz por ter
te encontrado hoje; eu realmente precisava que algo bom acontecesse para mim depois
da noite que eu tive. Voc no iria acredita-"
      Um estranho cheiro passou por mim. Era to estranho que fez eu parar com o que eu
estava dizendo. O que era isso? Eu cheirei e enruguei o nariz. Era um cheiro seco e velho.
Como uma casa que est fechada por tempo demais, ou algum velho poro assustador.
No era um cheiro bom, mas tambm no era nojento a ponto de me deixar enjoada. Era
s errado. Como se no pertencesse ali a noite aberta.
      Ento eu vi algo pelo canto dos olhos. Eu olhei para baixo da longa parede feita de
tijolos. Parada ali, meio virada para mim como se no tivesse certeza em que lugar ela
queria ir, estava uma garota. A luz do luar, e meus sentidos melhorados para ver no
escuro, me permitiram ver ela embora no houvesse nenhuma luz perto da parede. Eu me
senti ficar tensa. Havia uma daquelas odiosas Filhas da Noite me seguido? De jeito
nenhum eu me sentia a vontade para lidar com mais da merda delas hoje a noite.
      Eu devo ter feito o frustrado gemido que estava na minha mente, porque a garota
olhou para cima onde eu estava sentada no topo da parede.
      Eu arfei chocada e senti o medo passar por mim.
      Era Elizabeth! A Elizabeth Sem Sobrenome que deveria estar morta. Quando ela me
viu, os olhos dela, que eram de um estranho vermelho brilhante, se alargaram e ela fez
um estranho som antes de desaparecer com uma velocidade nada humana pela noite.
      No mesmo instante, Nala arqueou as contas e assoviou com tanta ferocidade que o
pequeno corpo dela tremeu.
      "Est tudo bem! Est tudo bem!" eu disse de novo e de novo, tentando acalmar a
gata e eu. Ns duas estvamos tremendo e Nala ainda estava ronronando baixo com a
garganta. "No poderia ser um fantasmas. No poderia ser. Era s... s... uma estranha
garota. Eu provavelmente a assustei e ela-"
      "Zoey! Zoey!  voc?"
      Eu dei um pulo e quase cai da parede. Foi demais para Nala. Ela deu outro tremendo
assovio e pulou do meu colo para o cho. Completa e absolutamente apavorada, eu
agarrei o galho para me segurar e dar uma olhada na noite.
      "Quem-quem ?" Eu chamei pela alta batida do meu corao. E ento eu estava cega
pela luz de duas lanternas apontadas para mim.
      " claro que  ela! Como se eu no pudesse reconhecer a voz da minha melhor
amiga? Droga, ela no foi embora a tanto tempo!"
      "Kayla?" eu disse, tentando proteger meus olhos do brilho das lanternas com a mo,
que estava tremendo feito louca.
      "Bem, eu disse a voc que iramos encontrar ela," a voz de um cara disse. "Voc
sempre quer desistir cedo demais."
      "Heath?" Talvez eu estivesse sonhando.
      "Sim! Whoo-hoo! Te encontramos, baby!" Heath gritou, e mesmo com o horrvel
brilho eu podia ver ele se atirando na parede e ento comeando a subir como um alto,
loiro jogador de futebol macaco.
      Inacreditavelmente aliviada por ser ele e no o bicho papo, eu falei para ele,
"Heath! Tenha cuidado. Se voc cair voc vai quebrar algo." Bem, a no ser que ele casse
de cabea  da ele provavelmente ficaria bem.
      "Eu no!" ele disse, se puxando para cima para que ficasse sentado ao meu lado,
sentado na parede. "Hey, Zoey, olha s  olha para mim; eu sou o rei do mundo!" Ele
gritou, jogando os braos, rindo como um bobo, e jogando o cheiro de lcool em mim.
      No era de se admirar que eu me recusei a sair com ele.
      "Ok, no a necessidade de para sempre gozar da minha cara pela minha infeliz ex-
queda pelo Leonardo!" eu olhei para ele, me sentindo mais como eu mesma em horas.
"Na verdade,  como a minha ex-queda por voc. S que essa no durou tanto, e voc
no fez um bando de filmes piegas, mas legais."
      "Hey, voc ainda no est irritada com Dustin e Drew est? Esquea eles! Eles so
retardados." Heath disse, me dando o seu olhar de cachorrinho perdido, que costumava
ser bem fofo quando ele estava na oitava srie. Pena que a fofura terminou de funcionar
para ele dois anos atrs. "E, de qualquer forma, viemos at aqui para te salvar."
      "O que?" eu balancei a cabea e ri para ele. "Espera. Desligue essa lanterna. Elas
esto matando meus olhos."
      "Se eu desligar no vamos conseguir nos ver," Heath disse.
      "timo. Ento vire ela para o outro lado. Uh, aponte ela para l ou algo assim," Eu fiz
um gesto para longe da escola (e de mim). Heath virou a luz que ele estava apontado que
estava apontado pela noite, e Kayla tambm. Eu fui capaz de soltar minha mo, eu fiquei
feliz por ver que ela parou de tremer, e parei de olhar para os lados. Os olhos de Heath se
alargaram quando ele viu minha Marca.
      "Olha s! Est colorida agora! Wow!  como... como... na TV ou algo assim."
      Bem, era bom ver que algumas coisas nunca mudam. Heath ainda era o Heath fofo,
mas no o cara mais brilhante.
      "Hey! E quanto a mim? Eu estou aqui tambm sabe!" Kayla disse. "Algum me ajude
a chegar at a, mas tenham cuidado. Deixe eu colocar minha bolsa no cho. Oh, e 
melhor eu tirar esses sapatos. Zoey, voc no iria acreditar na promoo que voc perdeu
ontem na Bakers. Todos os sapatos de vero deles totalmente em liquidao. Eu quero
dizer, seriamente em liquidao. 70% de desconto. Eu peguei 5 pares para..."
      "Ajude ela a subir," eu disse a Heath. "Agora.  o nico jeito dela parar de falar."
      Sim. Algumas coisas no mudam.
      Heath se mexeu at ficar de barriga, e ento se inclinou para baixo para oferecer
uma mo para Kayla. Rindo, ela a agarrou e deixou ela a puxar para cima, para o topo da
parede conosco. E foi enquanto ela estava rindo e ele estava erguendo ela que eu vi  o
inconfundvel jeito que Kayla ria e olhava e ficava corada com Heath. Eu conhecia to bem
quanto sabia que nunca seria uma matemtica. Kayla gostava de Heath. Ok, no gostava.
Ela gostava de Heath.
      De repente o comentrio culpado sobre me trair na festa que eu perdi fez perfeito
sentido.
      "Ento como vai Jared?" eu perguntei bruscamente, parando as risadinhas de K.
      "Ok, eu acho," ela disse sem me olhar nos olhos.
      "Voc acha?"
      Ela mexeu os ombros e eu vi que por baixo da jaqueta de couro muito fofa dela eu vi
que ela estava usando a camiseta sem mangas e com rendas que costumvamos chamar
de Camiseta Boob, porque no s mostrava muito a clavcula, mas tambm era cor de
pele, ento parecia que eu estava mostrando mais do que realmente estava.
      "Eu no sei. No conversamos muito nos ltimos dias."
      Ela ainda no olhava para mim, mas ela olhou para Heath, que parecia sem noo 
mas esse era realmente o nico olhar dele. Ento minha melhor amiga estava dando em
cima do meu namorado. Agora isso me irritava, e de repente eu desejei que no fosse
uma noite to agradvel e quentinha. Eu queria que estivesse frio e Kayla congelasse seu
super desenvolvidos peitos.
      Do norte o vento nos envolveu de repente, viciosamente, trazendo o maior frio.
      Tentando no parecer obvia, Kayla puxou a jaqueta mais para perto e riu de novo,
dessa vez de nervosa ao invs de flertando, e eu senti o cheiro de cerveja e algo mais.
Algo que to recentemente est impresso nos meus sentidos que eu estava surpresa por
no o sentir imediatamente.
      "Kayla voc andou bebendo e fumando?"
      Ela tremeu e piscou para mim como um coelho bem devagar. "S um pouco. De
cerveja, eu quero dizer. E, bem, um, Heath fumou um baseado pequeno e eu estava
muito, muito assustada para vir aqui, ento eu experimentei um pouco."
      "Ela precisava de um incentivo," Heath disse, mas ele nunca foi bom com palavras
maiores que duas silabas, ento pareceu in-centi-vum.
      "Desde quando voc comeou a fumar maconha?" eu perguntei a Heath.
      Ele riu. "No tem nada demais, Zo. Eu s fumo um baseado de vez enquando. So
mais seguros que cigarros."
      Eu realmente odiava quando ele me chamava de Zo.
      "Heath," eu tentei soar paciente. "Eles no so mais seguros que cigarros, e mesmo
que sejam isso no diz muito. Cigarros so nojentos e eles matam voc. E, seriamente, os
maiores perdedores da escola fumam maconha. Fora o fato que voc realmente no pode
se dar ao luxo de perder mais clulas cerebrais." Eu quase adicionei "ou esperma," mas eu
no queria entrar nesse caminho. Heath definitivamente iria ter a idia errado se eu
fizesse um comentrio referente as partes masculinas dele.
      "Nu uh," Kayla disse.
      "O que Kayla?"
      Ela ainda estava agarrada na jaqueta se protegendo do frio. Os olhos dela mudaram
de coelho devagar demais, para gato puxado pela causa. Eu reconheci a mudana. Ela
fazia isso constantemente com pessoas que ela no considerava parte do seu grupo de
amigos. Costumava me deixar louca e eu iria gritar com ela e dizer que ela no deveria
ser to m. Agora ela estava fazendo essa merda comigo?
      "Eu disse nu uh porque no so s perdedores que fumam  pelo menos no s de
vez enquando. Voc conhece aqueles jogadores gostosos que jogam para a Union, Chris
Ford e Brad Higeons? Eu os vi na festa da Katie noite passada. Eles fumam."
      "Hey, eles no so to gostosos," Heath disse.
      Kayla o ignorou e continuou falando. "E Morgan fuma s vezes."
      "Morgan, a Morgi de Metal?" Sim, eu estava irritada com K, mas fofoca  fofoca.
      "Sim. Ela tambm acabou de fazer um piercing na lngua e no"  K parou e falou
baixo "clit." "Voc pode imaginar o quanto deve ter doido?"
      "O que? Onde ela fez o piercing?" Heath disse.
      "Nada," K e eu falamos juntas, por um segundo soando como a melhor amiga
costumava ser.
      "Kayla, voc est mudando de assunto. De novo. Os jogadores do Union sempre
foram afim de drogas. Ol! Por favor lembre que eles usam esterides, que  motivo para
ter levado 16 anos para a gente derrotar eles."
      "Vai, Tigres! Yeah, chutamos a bunda do Union!" Heath disse. Eu virei meus olhos.
      "E Morgan claramente comeou a perder a cabea, que  por isso que ela colocou
um piercing no..." eu olhei para Heath e reconsiderei. "Corpo dela e est fumando. Me
diga algum normal que est fumando." K pensou por um segundo. "Eu!"
      Eu suspirei. "Olha, eu s acho que isso no  muito inteligente."
      "Bem, voc nem sempre sabe tudo." O olhar odioso voltou no rosto dela.
      Eu olhei dela para Heath, e ento de volta para ela. "Claramente, voc est certa. Eu
no sei tudo."
      O olhar maldoso dela virou assustado e depois mudou para maldoso de novo, e de
repente no pude me impedir de comparar ela com Stevie Rae, que, apesar deu conhecer
a apenas alguns dias, eu tinha absoluta, e completa certeza que ela no iria atrs do meu
namorado, sendo ele meu quase ex ou no. Eu tambm no achava que ela iria fugir de
mim e me tratar como se eu fosse um monstro quando eu mais precisava dela.
      "Eu acho que voc deveria ir embora," eu disse para Kayla.
      "timo," ela disse.
      "Provavelmente no  uma boa idia voc voltar, tambm."
      Ela deu empurrou sua jaqueta para que ela abrisse e eu podia ver o fino tecido da
camiseta dela deslizar do ombro dela, deixando claro que ela no estava usando suti.
      "Tanto faz," ela disse.
      "Ajude ela a descer, Heath."
      Heath normalmente era muito bom em seguir instrues simples, ento ele desceu
Kayla. Ela agarrou a lanterna e olhou para ns.
      "Anda, Heath. Estou ficando com frio." Ento ela virou e comeou a andar em
direo a rua.
      "Bem..." Heath disse um pouco constrangido. "Ficou frio de repente."
      "Yeah, pode parar agora," eu disse distrada, e no prestei muito ateno quando o
vento parou de repente.
      "Hey, uh, Zo. Eu realmente vim aqui salvar voc."
      "No."
      "Huh?" Heath disse.
      "Heath, olhe para minha testa."
      "Sim, voc tem esse negocio de lua crescente. E est colorido, o que  estranho
porque no estava colorido antes."
      "Bem, agora est. Ok, Heath, se concentre. Eu fui Marcada. Isso significa que meu
corpo est passando pela Mudana de se tornar uma vampira."
      Os olhos de Heath foram para Marca e viajaram pelo meu corpo. Eu vi que ele
hesitou nos meus seios e ento nas minhas pernas, o que me fez perceber que ela estava
descoberta at quase a minha virilha porque minha saia tinha subido quando eu subi no
topo da parede.
      "Zo, o que quer que acontea com seu corpo est bem para mim. Voc  seriamente
gostosa. Voc sempre foi linda, mas agora voc parece uma deusa." Ele sorriu para mim e
tocou minha bochecha gentilmente, me lembrando do porque eu gostei tanto dele por um
longo tempo. Apesar das falhas, Heath podia ser muito doce, e ele sempre me fazia sentir
completamente linda.
      "Heath," eu disse suavemente. "Eu sinto muito, mas as coisas mudaram."
      "No comigo." Me pegando completamente de surpresa ele se inclinou para frente,
deslizando a mo por cima do meu joelho e me beijou.
      Eu me afastei e agarrei o pulso dele. "Pare Heath! Estou tentado falar com voc."
      "Que tal voc falar e eu beijar?" ele sussurrou.
      Eu comecei a dizer no de novo.
      E ento eu senti.
      O pulso dele debaixo dos meus dedos.
      Estava batendo com fora e rapidamente. Eu juro que eu podia ouvir ele tambm. E
quando ele se inclinou para me beijar de novo eu pude ver a veia que passava pelo
pescoo dele. Se movia, batendo forte enquanto o sangue era bombeado pelo seu corpo.
Sangue... os lbios dele tocaram o meu e eu lembrei do gosto do sangue na taa. O
sangue estava frio e misturado com vinho, e era de um garoto fraco e perdedor. O sangue
de Heath poderia ser quente e rico... doce... mais doce que o de Elliott o refrigerador...
      "Ow! Droga, Zoey. Voc me arranhou!" Ele tirou o pulso da minha mo. "Merda, Zo,
voc me fez sangrar. Se voc no queria que eu beijasse voc, voc s tinha que dizer."
      Ele levou o seu pulso sangrento para a boca e sugou a gota de sangue que estava
ali. Ento ele levantou os olhos para os meus, e congelou. Ele tinha sangue nos lbios. Eu
podia sentir o cheiro  era como o vinho, mas melhor, muito melhor. O cheiro me
envolveu e fez o cabelo dos meu braos se arrepiar.
      Eu queria provar. Eu queria provar mais do que qualquer coisa na minha vida.
      "Eu quero..." eu me ouvi sussurrar numa voz que eu no conhecia. "Sim...," Heath
me respondeu como se estivesse em transe. "Sim... o que voc quiser. Eu vou fazer o que
voc quiser."
      Dessa vez eu me inclinei at ele e toquei minha lngua nos lbios dele, tomando a
gota de sangue na minha boca onde explodiu  calor, sensao, e uma onda de prazer
que eu nunca senti.
      "Mais," eu disse.
      Como se ele tivesse perdido a capacidade de falar e s pudesse acenar, Heath
levantou seu pulso para mim. Mal estava sangrando, e quando eu lambi a pequena linha
escarlate Heath gemeu. O toque da minha lngua pareceu fazer algo com o arranho,
porque instantaneamente comeou a derramar sangue, cada vez mais rpido... Minhas
mos estavam tremendo quando levei o pulso dele para minha boca e pressionei meus
lbios contra a pele quente. Eu tremi e gemi em prazer e-
      "Oh meu Deus! O que voc est fazendo com ele!" A voz de Kayla foi um grito que
perfurou a nevoa escarlate no meu crebro. Eu soltei o pulso de Heath como se tivesse
me queimado.
      "Se afaste dele!" Kayla estava tremendo. "Deixe ele em paz!" Heath no se moveu.
      "V," eu disse a ele. "V e no volte."
      "No," ele disse, parecendo e soando estranhamente sbrio.
      "Sim, saia daqui."
      "Deixe ele ir!" Kayla gritou.
      "Kayla, se voc no calar a boca eu vou descer a e chupar at a ultima gota do seu
estpido corpo de vaca traidora!" Eu falei para ela.
      Ela gritou e saiu correndo. Eu me virei para Heath, que ainda estava me olhando.
      "Eu no tenho medo de voc, Zo."
      "Heath, eu tenho medo o suficiente para ns dois."
      "Mas eu no me importo com o que voc fez. Eu amo voc, Zoey. Mas agora do que
nunca."
      "Pare!" Eu no queria gritar, mas eu fiz com que ele se encolhesse com o poder que
encheu minhas palavras. Eu engoli com fora e acalmei mina fora. "Apenas v. Por favor.
Ento, procurando um jeito de fazer ele ir embora eu acrescentei, "Kayla provavelmente
vai chamar a policia agora. Nenhum de ns precisa disso."
      "Ok, eu vou. Mas no vou ficar longe." Ele me beijou rapidamente e com fora. Eu
senti uma facada de prazer quando senti o gosto de sangue que ainda estava na boca
dele. Ento ele desceu pela parede e desapareceu at que tudo que eu pude ver na
escurido foi o pequeno ponto de luz vindo da lanterna dele, e ento, finalmente, nem
isso.
      Eu no me permiti pensar. No ainda. Me movendo metodicamente, como um rob,
eu usei o galho para me segurar e descer. Meus joelhos estavam tremendo tanto que eu
fui capaz de dar apenas alguns passos e afundei no cho, pressionando minhas costas na
antiga casca da rvore. Nala se materializou, pulando em meu colo como se fosse minha
gata a anos ao invs de minutos, e quando meu choro comeou ela pulou do meu colo
para o meu peito e pressionou seu rosto quente contra minhas bochechas.
      Depois do que pareceu um longo tempo meu choro se tornou um soluo e eu desejei
no ter sado da sala de recreao sem minha bolsa. Eu poderia realmente usar um leno.
      "Hey, parece que voc precisa disso."
      Nala reclamou e pulei surpresa com a voz, e eu pisquei atravs das lagrimas para ver
algum me entregando um leno. "O-obrigado," eu disse, pegando o leno e assoando o
nariz.
      "Sem problemas," Erik Night disse.
    DEZOITO

     "Voc est bem?"
     "Sim, estou bem. Totalmente. Bem." Eu menti.
     "Voc no parece bem," Erik disse. "Se importa se eu sentar?"
     "No, v enfrente," eu disse com indiferena. Eu sabia que eu meu nariz estava
vermelho. Meu nariz definitivamente estava escorrendo quando ele chegou, e eu tinha a
suspeita que ele viu pelo menos parte do pesadelo que ocorreu entre Heath e eu. A noite
estava ficando cada vez pior. Eu olhei para ele e decidi, que diabos, eu posso muito bem
continuar com a tendncia. "Caso voc no tenha percebido, fui eu que viu a pequena
cena entre voc e Afrodite no corredor ontem."
     Ele nem hesitou. "Eu sei, eu queria que voc no tivesse. Eu no quero que voc
tenha a idia errada sobre mim."
     "E que idia seria essa?"
     "Que tem mais acontecendo Afrodite e eu do que realmente est."
     "No  da minha conta," eu disse.
     Ele deu nos ombros. "Eu s quero que voc saiba que eu e ela no estvamos mais
saindo."
     Eu quase disse que parecia que Afrodite no sabia disse, mas ento eu pensei sobre
o que aconteceu entre Heath e eu, e com um senso de surpresa eu percebi que talvez eu
tenha julgado Erik muito duramente.
     "Ok. Vocs no esto saindo," eu disse.
     Ele sentou quieto do meu lado por um tempo, e quando ele falou de novo eu achei
que ele soava quase com raiva. "Afrodite no te falou sobre o sangue no vinho."
     Ele disse como uma pergunta, mas mesmo assim eu respondi. "No."
     Ele balanou a cabea e eu vi ele cerrar os dentes. "Ela me disse que ela iria. Ela
disse que te avisou quando voc estava trocando suas roupas para que caso voc no
estivesse concordando com isso, voc no tomasse da taa."
     "Ela mentiu."
     "No  uma surpresa muito grande," ele disse.
     "Voc acha?" eu podia sentir minha prpria raiva crescendo dentro de mim. "Essa
coisa toda foi errada. Eu fui pressionada a ir para o ritual das Filhas Negras onde fui
enganada para beber sangue. Ento me encontrei com meu quase ex-namorado que s
acontece de ser 100% humano, e ningum se incomodou de me explicar que o menor
espectro do sangue dele iria me transformas em... em... um monstro." Eu mordi meus
lbios e me segurei na minha raiva para no comear a chorar de novo. Eu tambm decidi
que no diria nada sobre ter achado que vi o fantasma de Elizabeth  isso era muito
estranho para admitir em uma noite s.
     "Ningum te explicou porque  algo que no deveria comear a afetar voc at voc
ser um sestanista," ele disse baixinho.
     "Huh?" eu voltei a ser incrivelmente articulada.
     "Desejar por sangue normalmente no acontece at voc ser uma sestanista e ter
quase completado a Mudana. De vez enquando voc ouve falar de um quintanista que
tem que lidar com isso mais cedo, mas isso no acontece muito freqentemente."
     "Espera  o que voc est dizendo?" Parecia que abelhas estavam zunindo ao redor
da minha mente.
     "Voc comea a ter aulas sobre desejar sangue e outras coisas que vampiros
maduros tem que lidar durante seu quinto semestre, no seu ultimo ano,  o que a escola
se foca principalmente  nisso e no que voc decidir se formar."
     "Mas eu sou uma terceiranista  e por pouco quero dizer, eu fui Marcada a dois
dias."
     "Sua Marca  diferente; voc  diferente," ele disse.
     "Eu no quero ser diferente!" Eu percebi que eu estava gritando e controlei minha
voz. "Eu s quero descobrir como passar por isso como todo mundo."
     "Tarde demais, Z," ele disse.
     "E agora?"
     "Eu acho melhor voc falar com sua mentora.  Neferet, no?"
     "Sim," eu disse miseravelmente.
     "Hey, anime-se. Neferet  tima. Ela mal pega um calouro para ser mentora mais,
ento ela deve realmente acreditar em voc."
     "Eu sei, eu sei.  s que isso me faz sentir..."
      Como eu me sentia sobre falar com Neferet sobre o que aconteceu hoje a noite?
Embaraada. Como se eu tivesse 12 anos de idade de novo e tive que dizer a meu
professor de Ed. Fsica que eu tinha comeado a menstruar e tinha que ir para o meu
armrio mudar meu shorts. Eu olhava de lado para Erik. Ali ele estava sentado, lindo e
atraente e perfeito. Diabos. Eu no podia dizer isso a ele. Ento ao invs disso eu falei,
"Idiota. Me faz sentir idiota." O que no era exatamente uma mentira, mas me fazia sentir
na maioria, alm de embaraada e idiota, era assustada. Eu no queria que isso fizesse
que fosse impossvel eu me encaixar.
     "No se sinta idiota. Na verdade voc est bem na nossa frente."
     "Ento...," eu hesitei, ento respirei fundo e continuei, "voc gostou do gosto do
sangue na taa hoje a noite?"
     "Bem, aqui  o negocio com isso: Meu primeiro Ritual de Lua Cheia com as Filhas
Negras foi quando eu estava no fim de ser terceiranista. Com exceo do "refrigerador"
naquela noite, eu era o nico terceiranista l  como voc hoje a noite." Ele deu uma
pequena e humorada risada. "Elas s me convidaram porque eu cheguei a final da
competio de Solilquio de Shakespeare e iria voar para Londres no dia seguinte." Ele
olhou para mim e parecia envergonhado." Ningum da House of Night chegou na final em
Londres. Era um negocio grande." Ele balanou a cabea gozando de si mesmo. "Na
verdade, eu achei que eu fosse um negocio grande. Ento as Filhas Negras me
convidaram a me juntar a elas, e eu me juntei. Eu sabia sobre o sangue. Me deram a
oportunidade de recusar. Eu no recusei."
     "Mas voc gostou?"
      Dessa vez ele riu de verdade. "Eu tive nsia e vomitei as tripas pra fora. Foi a coisa
mais nojenta que eu j experimentei."
      Eu gemi. Minha cabea caiu pra frente e eu pus meu rosto nas mos. "Voc no est
me ajudando."
     "Porque voc achou que era bom?"
     "Melhor que bom," eu disse, meu rosto ainda nas mos. "Voc disse que foi a coisa
mais nojenta que voc j provou? Eu achei que foi a mais deliciosa. Bem, a mais deliciosa
at -" eu parei, percebendo o que estava pra dizer.
     "At voc provar sangue fresco?" ele perguntou gentilmente.
      Eu balancei a cabea, com medo de falar.
      Ele puxou minhas mos, o que fez meu rosto corar. Ento ele ps os dedos debaixo
do meu queixo e me forou a olhar direto para ele. "No fique embaraada ou com
vergonha.  normal."
      "Amar o gosto de sangue no  normal. No para mim."
      "Sim, . Todos os vampiros tem que lidar com a nsia por sangue," ele disse.
      "Eu no sou uma vampira!"
      "Talvez voc no seja  ainda. Mas voc com certeza no  uma caloura normal, e
no tem nada errado com isso. Voc  especial, Zoey, e especial pode ser incrvel."
      Devagar, ele tirou os dedos do meu queixo e, como ele tinha feito mais cedo,
tracejou a forma de um pentagrama suavemente por cima da minha Marca. Eu gostei do
jeito que os dedos dele pareciam quando ele tocou na minha pele  quente e um pouco
rstico. Eu tambm gostei de que ter ele perto de mim no comeava todas aquelas
estranhas reaes que aconteciam quando eu estava perto de Heath. Eu quero dizer, eu
no podia ouvir o sangue de Erik pulsando no seu pulso e no pescoo. No que eu me
importasse se ele me beijasse...
      Diabos! Eu estava me tornando uma vampira vadia? O que vinha a seguir? Poderiam
os machos de qualquer espcie (o que pode incluir Damien) estar seguros ao meu redor?
Talvez eu devesse evitar todos os caras at eu descobrir o que estava acontecendo
comigo e saber como me controlar.
      Ento lembrei que eu tentei evitar todos, e esse era o motivo deu ter acabado aqui
pra comeo de conversa.
      "O que voc est fazendo aqui, Erik?"
      "Eu segui voc," ele disse simplesmente.
      "Por qu?"
      "Eu entendi o que Afrodite tinha aprontado e achei que voc precisaria de um amigo.
Voc  colega de Stevie Rae, certo?"
      Eu acenei.
      "Sim, eu pensei em encontrar ela e mandar ela aqui pra voc, mas eu no sabia se
voc iria querer que ela soubesse sobre..." Ele pausou e fez um vago gesto em direo a
sala de recreao.
      "No! Eu  eu no quero que ela saiba." Eu tropecei nas palavras, e as disse rpido.
      "Foi o que eu pensei. Ento,  por isso que voc est presa aqui comigo." Ele sorriu e
ento pareceu meio desconfortvel. "Eu realmente no queria ouvir a conversa entre voc
e Heath. Sinto muito sobre isso."
      Eu me foquei em acariciar Nala. Ento, ele viu Heath me beijar, e viu o negocio do
sangue. Deus, que embaraoso... Ento uma idia passou por mim e eu olhei para ele,
sorrindo ironicamente. "Acho que isso nos deixa quite. Eu tambm no queria ouvir voc e
Afrodite."
      Ele sorriu para mim. "Estamos quites. Eu gosto disso."
      O sorriso dele fez meu estomago fazer coisas engraadas. "Eu realmente no teria
voado para baixo e sugado o sangue de Kayla," eu consegui dizer.
      Ele riu. (Ele tinha uma tima risada.) "Eu sei disso. Vampiros no podem voar."
      "Mas eu assustei ela," eu disse.
      "Pelo que eu vi, ela mereceu." Ele esperou um pouco e depois disse, "Posso te
perguntar algo?  meio pessoal."
      "Hey, voc me viu beber sangue de uma taa e gostar, vomitar, beijar um cara,
lamber o sangue dele como se fosse um cachorro, e ento chorar. E eu vi voc recusar
um boquete. Eu acho que eu dou um jeito de responder uma pergunta meio pessoal."
      "Ele realmente estava em transe? Ele parecia e soava como se estivesse."
      Eu me contorci desconfortavelmente e Nala reclamou para mim at eu voltar a
acariciar ela.
      "Pareceu que ele estava," eu finalmente consegui dizer. "Eu no sei se era transe ou
no  e eu totalmente no queria colocar ele sob o meu poder ou nada estranho desse
jeito  mas ele mudou. Eu no sei. Ele estava bebendo e fumando. Ele podia s estar
alto." Eu ouvi a voz de Heath de novo, reaparecendo na minha memria como uma
nevoa: Sim... o que voc quiser... eu fao o que voc quiser. E eu vi o olhar intenso que
ele me deu. Diabos, eu nem sabia que Heath o Atleta era capaz de tamanha intensidade
(pelo menos fora do campo de futebol). Eu tinha certeza que ele no conseguia soletrar a
palavra (intensidade, no futebol).
      "Ele estava assim o tempo todo, ou apenas depois... um... voc comeou a-"
      "No o tempo todo. Por qu?"
      "Bem, isso exclui as duas coisas que poderiam fazer ele agir estranho. Uma  se ele
estivesse alto ele estaria assim o tempo todo. Dois  ele podia estar agindo assim porque
voc  bem bonita, e s isso faz um cara parecer que est em transe ao redor de voc."
      As palavras dele fizeram algo flutuar no meu estomago de novo  algo que nenhum
cara me fez sentir antes. No que Heath o Jogador, ou Jordon o Preguioso, ou Jonathan
o Idiota Garoto de uma Banda (meu histrico de namorados no  longo, mas  colorido).
      "Verdade?" eu disse como uma retardada.
      "Verdade." Ele sorriu muito tranquilamente.
      Como esse cara podia gostar de mim? Eu sou uma sugadora de sangue nerd.
      "Mas no  isso, porque ele deve ter notado o quo quente voc parecia antes de
voc beijar ela, e o que voc est dizendo  que ele no parecia em transe at o sangue
entrar na jogada."
      (Entrar  hee hee  ele realmente disse entrar.) Eu estava muito ocupada rindo
idiotamente do complexo vocabulrio dele para pensar em responder a ele. "Na verdade,
comeou quando eu ouvi o sangue dele."
      "H?"
      Ah, merda. Eu no queria dizer isso. Eu limpei minha garganta. "Heath comeou a
mudar quando eu ouvi o sangue bombear pelas veias delas."
      "Apenas vampiros adultos podem ouvir isso." Ela parou e ento, com um rpido
sorriso adicionou, "E Heath soa como o nome de uma estrela gay de uma opera."
      "Perto. Ele  a estrela do time de futebol."
      Erik acenou e parecia divertido.
      "Uh, alias, eu gostei para o que voc mudou o seu nome. Night  um sobrenome
muito legal," eu disse, tentando manter minha parte da conversa e dizer algo levemente
insignificante.
      Ele sorriu abertamente. "Eu no mudei. Erik Night foi o nome em que eu nasci."
      "Oh, bem. Eu gosto." Porque algum simplesmente no atira em mim?
      "Obrigado."
      Ele olhou para o relgio e eu pude ver que era quase 6:30  da manh, o que
parecia estranho.
      "Vai amanhecer logo," ele disse.
      Supondo que essa era a deixa para ns seguirmos nossos caminhos separados, eu
comecei a me ajeitar e a segurar Nala melhor para poder levantar, e senti a mo de Erik
por baixo do meu cotovelo, me segurando. Ele me ajudou a levantar e ento s ficou
parado ali, to perto que o rabo de Nala estava passando contra o suter preto dele.
      "Eu te perguntaria se voc quer algo para comer, mas o nico lugar servindo comida
agora  a sala de recreao, e eu no acho que voc quer voltar l."
      "No, definitivamente no. Mas no estou com fome de qualquer jeito."
      O que, eu percebi assim que eu disse, que era uma enorme mentira. Ao mencionar
comida eu percebi que estava com fome.
      "Bem, voc se importa que eu te leve para o teu dormitrio?" ele perguntou.
      "No," eu disse, tentando parecer no falante.
      Stevie Rae, Damien, e as Gmeas iriam totalmente morrer se me vissem com Erik.
      No dissemos nada enquanto comeamos a andar, mas no foi um estranho e
desconfortvel silencio. Na verdade, foi bom. De vez em quando nossos braos se
tocavam e pensei sobre o quo alto e fofo ele era e o quo eu gostaria que ele segurasse
minha mo.
      "Oh," ele disse depois de um tempo, "eu no terminei de responder sua pergunta
antes. Da primeira vez que eu senti o gosto de sangue no ritual das Filhas Negras eu
odiei, mas ficou melhor a cada vez. Eu no posso dizer que acho que  delicioso, mas
ficou melhor. E eu definitivamente gosto do jeito que me faz sentir."
      Eu olhei afiadamente para ele. "Tonto e meio e fraco nos joelhos? Como se estivesse
bbado, mas no estando."
      "Sim. Hey, voc sabia que  impossvel para um vampiro ficar bbado?" Eu balancei a
cabea. " algo sobre a Mudana que acontece no seu metabolismo.  difcil at para
calouros ficarem bbados."
      "Ento beber sangue  o jeito que vampiros ficam bbados?"
      Ele deu nos ombros. "Eu suponho que sim. De qualquer forma, beber sangue
humano  proibido para os calouros."
      "Ento porque ningum informou aos professores o que Afrodite pretende?"
      "Ela no bebe sangue humano."
      "Uh, Erik, eu estava l. Havia definitivamente sangue no vinho e veio daquele garoto
Elliottt." Eu tremi. "E que escolha nojenta."
      "Mas ele no  humano," Erik disse.
      "Espera   proibido beber sangue humano," eu disse devagar. (Oh, diabos! Foi o
que eu acabei de fazer.) "Mas no tem problema beber o sangue de outro calouro?"
      "S se for consensual."
      "Isso no faz sentido."
      "Claro que faz.  normal para nossa nsia por sangue se desenvolver enquanto
nossos corpos Mudam, ento precisamos de uma sada. Calouros curam rapidamente,
ento no h perigo de algum se machucar. E no tem efeitos colaterais, como quando
um vampiro se alimenta de um humano vivo."
      O que ele estava dizendo estava batendo na minha cabea como aquela musica
irritante e muito alta que toca na Wet Seal* (* uma loja), e eu falei a primeira coisa que
eu pude pensar.
      "Humano vivo?" eu disse. "Me diga que voc no quer dizer versos se alimentar de
um cadver." Eu estava me sentindo um pouco nauseada de novo.
      Ele riu. "No, significa versos beber sangue colhido dos vampiros doadores de
sangue."
      "Nunca ouvi falar."
      "A maioria dos humanos no ouviu. Voc vai aprender sobre isso at ser uma
quintanista."
      Ento mais do que ele disse passou pela confuso na minha mente. "O que voc quis
dizer sobre efeitos colaterais?"
      "Acabamos de aprender em Sociologia Vampira 321. Parece que quando um vampiro
adulto se alimenta de um humano vivo, pode se formar um lao muito forte. Nem sempre
acontece por parte do vampiro, mas o humano se liga muito facilmente.  perigoso para
um humano. Eu quero dizer, pense sobre isso. A perda de sangue no  uma coisa boa.
Ento acrescente o fato que vivemos dcadas a mais que os humanos, s vezes sculos.
Veja do ponto de vista de um humano; seria uma droga estar totalmente apaixonado por
algum que parece nunca envelhecer enquanto voc fica velho e enrugado e ento
morre."
      De novo eu pensei sobre o deslumbrado, mas intenso jeito que Heath olhou para
mim, e eu sabia que, no importava o quo difcil fosse, eu tinha que contar tudo a
Neferet.
      "Sim, isso seria uma droga," eu disse fracamente.
      "Aqui estamos ns."
      Eu fiquei surpresa por ver quando ele parou no dormitrio das garotas. Eu olhei para
ele.
      "Bem, obrigado por me seguir  eu acho," eu disse, com um sorriso seco.
      "Hey, qualquer hora que voc quiser que algum se intrometa sem ser convidado, eu
sou o cara para voc."
      "Vou manter isso em mente," eu disse. "Obrigado." Eu pus Nala no colo e comecei a
abrir a porta.
      "Hey, Z," ele chamou.
      Eu virei.
      "No devolva o vestido a Afrodite. Por ela ter includo voc no circulo hoje a noite ela
formalmente ofereceu a voc uma posio nas Filhas Negras, e  uma tradio que a Alta
Sacerdotisa em treinamento de um presente ao novo membro na primeira noite dele. Eu
no imagino que voc queira se juntar, mas voc ainda tem o direito de ficar com o
vestido. Especialmente porque voc fica muito melhor nele do que ela." Ele se inclinou e
pegou minha mo (a que no estava segurando minha gata), e a virou para que meu
pulso estivesse para cima. Ento ele pegou seu dedo e o passou pela veia que estava mais
visvel, fazendo meu pulso pular feito louco.
      "E voc tambm deveria saber que eu sou o cara pra voc se voc decidir tomar
mais um pouco de sangue. Mantenha isso em mente tambm."
      Erik se curvou e, ainda me olhando nos olhos, ele levemente mordeu o ponto onde
havia pulso no meu pulso antes de beijar o lugar suavemente. Dessa vez os sentimento de
flutuar no meu estomago foi mais intenso. Os lbios dele ainda estavam em meu pulso e
ele encontrou meus olhos e eu senti um calafrio de desejo passar pelo meu corpo. Eu
sabia que ele podia me sentir tremer. Ele deixou a lngua dele passar pelo meu pulso, o
que me fez tremer de novo. Ento ele sorriu para mim e se afastou na luz do pr
amanhecer.
     DEZENOVE

      Meu pulso ainda estava formigando por causa do totalmente inesperado beijo (e
mordida e lambida) de Erik, e eu no tinha certeza se eu podia falar ainda, ento fiquei
aliviada por ter apenas algumas garotas na sala, e elas mal olharam para mim antes de
voltarem a assistir America Next Top Model. Eu me apressei at a cozinha, pus Nala no
cho, esperando que ela no fugisse enquanto eu fazia um sanduche. Ela no fugiu; na
verdade ela me seguiu pela cozinha como um pequeno cachorro laranja, reclamando para
mim com seu estranho no-miado. Eu continuava dizendo a ela "eu sei" e "eu entendo"
porque eu achei que ela estava gritando comigo sobre o quo idiota eu fui hoje a noite, e,
bem, ela estava certa. Sanduche feito, eu agarrei uma sacola de pretzels (Stevie Rae
estava certa, eu no pude achar nenhuma comida porcaria descente nos armrios), uma
coca (eu no me importo que tipo, s que  coca e no  diet-eca), e minha gata, e eu
subimos.
      "Zoey! Estava preocupada com voc! Me conte tudo." Empoleirada na cama com um
livro, Stevie Rae estava obviamente esperando por mim. Ela estava usando seu pijama
que era estampado com chapus de cowboy na cala de algodo, e o cabelo curto dela
estava amassado de um lado como se ela tivesse dormido em cima dele. Eu juro que ela
parecia ter uns 12 anos de idade.
      "Bem," eu disse brilhantemente. "Parece que temos um animal de estimao." Eu me
virei para que Stevie Rae pudesse ver Nala apertada contra meu quadril. "Aqui, me ajude
antes que eu derrube algo. Se for o gato ela nunca vai parar de reclamar."
      "Ela  adorvel!" Stevie Rae levantou e se apressou para tentar pegar Nala de mim,
mas a gata se grudou em mim como se algum fosse matar ela se ela se soltasse, ento
Stevie Rae pegou minha comida ao invs e a colocou da cabeceira.
      "Hey, esse vestido  incrvel."
      "Yeah, eu mudei de roupa antes do ritual." O que me lembrou que eu teria que
devolver para Afrodite. timo. Eu no iria ficar com o "presente," embora Erik tenha dito
que eu deveria. De qualquer forma, devolver parecia uma boa hora para "agradecer" ela
por "esquecer" de me avisar sobre o sangue. Bruxa vadia.
      "Ento... como foi?"
      Eu sentei na cama e dei a Nala um pretzel, o que ela prontamente comeou a morder
(pelo menos ela parou de reclamar), ento dei uma enorme mordida no sanduche. Sim,
eu estava com fome, mas tambm estava ganhando tempo. Eu no sabia o que deveria
dizer a Stevie Rae, e o que no deveria. A coisa do sangue era apenas to confusa e
nojenta. Ela acharia que eu era horrvel? Ela teria medo de mim?
      Eu engoli e decidi comear a conversa num tpico seguro. "Erik Night me trouxe
aqui."
      "No brinca!" Ela levantou e caiu na cama como um country Jack-dentro-da-caixa.
"Me conte tudo."
      "Ele me beijou," eu disse, enrugando a sobrancelha para ela.
      "Voc deve estar brincando! Onde? Como? Foi bom?"
      "Ele beijou minha mo." Eu decidi rapidamente mentir. Eu no queria explicar todo o
negocio pulso/sangue/veia/mordida. "Foi quando ele disse boa noite. Estvamos em frente
ao dormitrio. E sim, foi bom." Eu sorri para ela com a boca cheia do sanduche.
      "Eu aposto que Afrodite cagou cachorrinhos quando voc saiu da sala de recreao
com ele."
     "Bem, na verdade, eu sai antes dele e ele me alcanou. Eu, huh, fui dar uma volta
perto do muro, que foi onde encontrei Nala," eu cocei a cabea da gata. Ela se empoleirou
perto de mim, fechando os olhos, e comeou a ronronar. "Na verdade, eu acho que ela
me encontrou. De qualquer forma, eu subi no muro porque pensei que ela precisava de
ajuda, e ento  e voc no vai acreditar nisso  eu vi algo que parecia com o fantasma
de Elizabeth, e ento meu quase ex-namorado da SIHS, Heath, e minha ex melhor amiga
apareceram."
     "O que? Quem? Devagar. Comece com o fantasma de Elizabeth."
     Eu balancei a cabea e mastiguei. Pelas mordidas no sanduche eu explique. "Foi
realmente estranho e assustador. Eu estava sentada no muro acariciando Nala, e algo
chamou minha ateno. Eu olhei para baixo e tinha essa garota parada no muito longe
de mim. Ela olhou para mim, e seus olhos vermelhos brilharam, e eu juro que era
Elizabeth."
     "De jeito nenhum! Voc ficou totalmente apavorada?"
     "Totalmente. No segundo que ela me viu ela dei um horrvel grito e fugiu."
     "Voc deve ter ficado apavorada."
     "Eu estava, e eu mal tive tempo de pensar quando Heath e Kayla apareceram."
     "Como assim? Como eles poderiam estar aqui?"
     "No, no aqui, eles estavam do lado de fora do muro. Eles devem ter me ouvido
tentar acalmar Nala depois que ela completamente surtou com o fantasma de Elizabeth,
porque eles vieram correndo."
     "Nala tambm a viu?"
     Eu acenei.
     Stevie Rae tremeu. "Ento ela deveria realmente estar l."
     "Tem certeza que ela est morta?" Minha voz era quase um sussurro. "No pode ter
sido algum erro e ela ainda est viva, mas andando pela escola?" Parecia ridculo, mas
no mais ridculo que eu a vendo como um fantasma.
     Stevie Rae engoliu com fora. "Ela est morta. Eu a vi morrer. Todos na aula viram."
     Ela parecia que ia chorar e todo o assunto estava me assustando, ento eu mudei
para algo mais leve. "Bem, eu poderia estar errada. Talvez fosse s alguma garota com
olhos estranhos que parecia com ela. Estava escuro, e ento Heath e Kayla de repente
apareceram."
     "E o que foi isso?"
     "Heath disse que eles vieram me `salvar.'" Eu virei os olhos. "D pra imaginar?"
     "Eles so idiotas?"
     "Aparentemente. Oh, e ento Kayla, minha ex melhor amiga, deixou claro que ela
est atrs de Heath!"
     Stevie Rae arfou. "Vadia!"
     "Nem brinca. De qualquer forma, eu disse a eles para irem embora e no voltar, e
ento fiquei chateada, o que fez Erik me achar."
     "Awww! Ele foi doce e romntico?"
     "Sim, ele foi, mais ou menos. E ele me chamou de Z."
     "OOOOh, um apelido  um bom sinal serio."
     "Foi o que pensei."
     "Ento ele te trouxe de volta para o dormitrio."
     "Sim, ele disse que me levaria para comer algo, mas a nica coisa que ainda estava
aberta era a sala de recreao, e eu no queria voltar l." Ah, merda. Eu soube
imediatamente que no deveria ter dito isso.
      "As Filhas Negras foram horrveis?"
      Eu olhei para Stevie Rae com seus grandes olhos de cervo, e soube que no podia
contar a ela sobre o negocio de beber sangue. Ainda no.
      "Bem, sabe como Neferet foi sexy e bonita e elegante?"
      Stevie Rae acenou.
      "Afrodite fez basicamente o que Neferet fez, mas ela parecia uma vadia."
      "Eu sempre achei que ela era horrvel," Stevie Rae disse, balanando a cabea
enojada.
      "Me conte." Eu olhei para Stevie Rae e corpo, "Ontem, logo antes de Neferet me
trazer aqui eu vi Afrodite tentando dar a Erik um boquete."
      "Noo! Merda, ela  nojenta. Espera, voc disse que ela estava tentando. Qual 
disso?"
      "Ele estava dizendo no para ela, e a afastando. Ele disse que no a queria mais."
      Stevie Rae riu. "Aposto que isso fez ela perder a pouca cabea que ela j tem."
      Eu lembrei como ela estava se jogando em cima dele, mesmo quando ele claramente
estava dizendo no. "Na verdade, eu teria sentido pena dela que ela no fosse to...
to..." Eu lutei para achar uma palavra certa.
      "Bruxa do inferno?" Stevie Rae disse esperanosa.
      "Sim, eu acho que  isso. Ela tem essa atitude, como se fosse o direito dela ser m e
nojenta com quem ela quiser, e todos deveramos nos curvar e aceitar."
      Stevie Rae acenou. " assim que os amigos dela so tambm."
      "Sim, eu conheci o horrvel trio."
      "Voc quer dizer, Pronta pra Guerra, Terrivel, e Arfar?"
      "Exato. O que elas estavam pensando quando escolheram esses nomes horrveis?"
eu disse, jogando pretzels na minha boca.
      "Elas estavam pensando exatamente o que todo o grupo delas pensa  que elas so
melhores que todo mundo e intocveis porque a nojenta Afrodite ser a prxima Alta
Sacerdotisa."
      Eu falei as prximas palavras enquanto elas passaram como sussurros pela minha
mente. "Eu no acho que Nyx v permitir isso."
      "Como assim? Elas j esto dentro, e Afrodite  a lder das Filhas Negras desde que a
afinidade dela se tornou obvia quando ela era quintanista."
      "Qual  a afinidade dela?"
      "Ela tem vises, de futuras tragdias," Stevie Rae disse.
      "Voc acha que ela finge elas?"
      "Oh, diabos no! Ela  incrivelmente detalhista. O que eu acho, e Damien e as
gmeas concordam comigo,  que ela s conta sobre as vises se ela as tiver perto de
pessoas fora do grupinho dela."
      "Espera, voc est dizendo que ela sabe sobre coisas ruins que vo acontecer em
tempo de impedir elas, mas ela no faz nada?"
      "Sim. Semana passada ela teve uma viso no almoo, mas as bruxas se aproximaram
dela a protegendo e a levaram para fora do salo. Se Damien no tivesse se encontrado
com elas porque ele estava atrasado para o almoo, as fazendo se afastar para poder ver
que Afrodite estava tendo uma viso, ningum iria saber. E um avio cheio de pessoas
provavelmente estariam mortas."
      Eu me engasguei com o pretzel. Entre a tosse eu disse, "Um avio cheio de pessoas!
O que diabos?"
     "Sim, Damien percebeu que Afrodite estava tendo uma viso, ento ele foi buscar
Neferet. Afrodite teve que contar que estava tendo uma viso, que era que ela estava
vendo um jato bater depois da decolagem. A viso dela era to clara que ela podia
descrever o aeroporto e ler os nmeros na cauda do avio. Neferet levou essa informao
e contatou o aeroporto de Denver. Eles checaram duas vezes o avio e encontraram
algum problema que eles no tinham notado antes, e falaram que se no tivesse sido
arrumado o avio teria cado imediatamente depois da decolagem. Mas eu sei muito bem
que Afrodite no teria dito uma palavra se no tivesse sido pega, em pensar que ela
inventou uma bela desculpa que os amigos dela a levaram para fora do salo porque eles
sabiam que ela tinha que falar com Neferet imediatamente. Totalmente vaca."
     Eu comecei a dizer que eu no conseguia acreditar que at Afrodite e suas bruxas
iriam propositalmente permitir a morte de centenas de pessoas, mas ento lembrei do
odioso discurso que elas disseram  homens humanos so uma merda... todos deveriam
morrer  e percebi que elas no estavam s falando; elas estavam sendo serias.
     "Ento porque Afrodite no mentiu para Neferet? Voc sabe, falar para ela que era
uma aeroporto diferente ou mudar os nmeros do avio ou algo assim?"
     " quase impossvel mentir para vampiros, especialmente quando eles fazem uma
pergunta direta. E, lembre-se, Afrodite quer ser uma Alta Sacerdotisa mais do que
qualquer coisa. Se Neferet acreditar que ela  to virada quanto , iria prejudicar
seriamente os planos dela."
     "Afrodite no tem que ser uma Alta Sacerdotisa. Ela  egosta e odiosa, assim como
as amigas dela."
     "Sim, bem, Neferet no acha, e ela  a mentora dela."
     Eu pisquei surpresa. "Voc tem que estar brincando! E ela no v essa merda que a
Afrodite faz?" Isso no podia estar certo; Neferet era mais inteligente que isso.
     Stevie Rae deu nos ombros. "Ela age de forma diferente perto de Neferet."
     "Mas ainda sim..."
     "E ela tem uma poderosa afinidade, o que tem que significar que Nyx tem planos
especiais para ela."
     "Ou ela  um demnio do inferno, e ela consegue seus poderes do lado negro. Ol!
Ningum viu Star Wars? Era difcil acreditar que Anakin Skywalker iria se virar, e veja o
que aconteceu."
     "Uh, Zoey. Isso  tipo, totalmente fictcio."
     "Ainda sim, faz um bom ponto."
     "Bem, tente dizer isso a Neferet."
     Eu mastiguei o sanduche e pensei. Talvez eu devesse. Neferet parecia inteligente
demais para cair nos joguinhos de Afrodite. Ela provavelmente j sabia que algo estava
acontecendo com as bruxas. Talvez tudo que ela precisasse era que algum se
apresentasse e falasse algo para ela.
     "Ento, algum tentou falar para ela sobre Afrodite?" eu perguntei.
     "No que eu saiba."
     "Porque no?"
     Stevie Rae parecia desconfortvel. "Bem, eu acho que seria meio dedo duro. De
qualquer forma, o que diramos a Neferet? Que achamos que Afrodite pode estar
escondendo suas vises, mas que a nica prova que temos  que ela  uma odiosa
vadia?"
     Stevie Rae balanou a cabea. "No, no consigo ver isso funcionando muito bem
com Neferet. Alm do mais, se por algum milagre ela acreditar em ns, o que Neferet
faria? No  como se ela pudesse expulsar ela da escola para que ela tussa at a morte
nas ruas. Ela ainda estaria aqui com seu bando de bruxas e todos aqueles caras que
fariam qualquer coisa por ela se ela erguesse seus dedos para eles. Eu acho que s no
vale a pena."
      Stevie Rae tinha razo, mas ainda sim eu no gostei. Eu realmente, realmente no
gostei.
      As coisas poderiam ser diferentes se uma caloura mais poderosa tomasse o lugar de
Afrodite como a lder das Filhas Negras.
      Eu dei um pulo me sentindo culpada, e escondi isso tomando um grande gole de
coca. O que eu estava pensando? Eu no tinha fome de poder. Eu no queria ser uma Alta
Sacerdotisa ou ficar no meio da irritante batalha com Afrodite e metade da escola (a parte
mais atraente, dela). Eu s queria encontrar um lugar para mim nessa nova vida, um
lugar que parecesse um lar  um lugar que eu me encaixasse e fosse como o resto do
pessoal.
      Ento lembrei do choque durante os dois crculos, e como os elementos pareceu
tomar meu corpo, e como eu tive que me forar a ficar no circulo e no me juntar a
Afrodite enquanto ela falava.
      "Stevie Rae, quando um crculo est sendo feito, voc sente algo?" eu perguntei
brutamente.
      "Como assim?"
      "Bem, como quando o fogo  chamado no circulo, voc sente calor?"
      "No. Eu quero dizer, eu realmente gosto do negocio do circulo, e s vezes quando
Neferet est rando eu sinto uma onda de energia viajando pelo circulo, mas  s isso."
      "Ento voc nunca sentiu uma brisa quando o vento  chamado, ou sentiu o cheiro
de chuva com a gua, ou sentiu a grama nos ps com a terra?"
      "No mesmo. S uma Alta Sacerdotisa com grandes afinidades com esses elementos
iria -" Ela parou e de repente os olhos dela se alargaram. "Voc est dizendo que voc
sentiu essas coisas? Qualquer uma dessas coisas?"
      Eu me curvei. "Talvez."
      "Talvez!" Ela gritou. "Zoey! Voc tem idia do que isso pode significar?"
      Eu balancei a cabea.
      "Semana passada na aula da sociologia estvamos estudando sobre a mais famosa
Alta Sacerdotisa da histria. No a uma sacerdotisa com afinidade para os 4 elementos em
centenas de anos."
      "Cinco," eu disse miseravelmente.
      "Todos os cinco! Voc sentiu algo com o esprito tambm"
      "Sim, eu acho que sim."
      "Zoey! Isso  incrvel. Eu no acho que tenha existido uma sacerdotisa que tenha
sentido os 5 elementos." Ela acenou para a minha Marca. " isso. Isso significa que voc 
diferente, e voc realmente ."
      "Stevie Rae, isso pode ficar s entre ns por enquanto? Eu quero dizer, nem contar a
Demien e as Gmeas? Eu s  eu s quero tentar descobrir isso sozinha por um tempo. Eu
acho que tudo est acontecendo rpido demais."
      "Mas Zoey, eu-"
      "E eu posso estar errada," eu interrompi. "E se eu apenas estivesse excitada e
nervosa porque eu nunca estive em um ritual antes? Voc sabe o quo embaraoso seria
se eu contasse as pessoas, "hey, eu sou a nica caloura que j teve uma afinidade com os
5 elementos" e ento acabar sendo os nervos?"
      Stevie Rae mordeu as bochechas. "Eu no sei, eu ainda acho que voc deveria contar
a algum."
      "Sim, ento Afrodite e seu bando poderia estar bem ali para ir se acabar que eu
apenas estava imaginando tudo."
      Stevie Rae empalideceu. "Oh, cara. Voc est totalmente certa. Isso seria horrvel. Eu
no vou dizer nada at voc estar pronta. Prometo."
      A reao dela me lembrou. "Hey, o que Afrodite fez com voc?"
      Stevie Rae olhou para o colo, colocando as mos juntas, e encolhendo os ombros
como se ela de repente tivesse tido um calafrio. "Ela me convidou para um ritual. Eu no
estava aqui a muito tempo, s fazia um ms, e eu estava meio excitada que aquele grupo
me queria." Ela balanou a cabea, ainda no olhando para mim. "Foi idiotice minha, mas
eu no conhecia ningum muito bem ainda, e eu pensei que talvez ficssemos amigas.
Ento eu fui. Mas eles no queriam que eu fosse um deles. Eles queriam que eu fosse um
 um- refrigerador: como se eu no fosse boa para nada a no ser dar sangue para elas.
Elas me fizeram chorar e quando eu disse no elas riram e me expulsaram. Foi assim que
conheci Damien, e Erin e Shaunee. Eles estavam juntos e me viram sair da sala de
recreao, ento eles me seguiram e me falaram para mim no me preocupar. Eles so
meus amigos desde ento." Ela finalmente olhou para mim. "Eu sinto muito. Eu teria dito
algo antes, mas eu sabia que elas no tentariam fazer isso com voc. Voc  muito forte,
e Afrodite estava curiosa sobre a sua Marca. Alm do mais, voc  bonita o suficiente para
ser uma delas."
      "Hey, voc tambm !" Eu me senti enjoada ao pensar que Stevie Rae estava jogada
naquela cadeira como Elliott... sobre beber o sangue de Stevie Rae.
      "No, eu s sou meio fofa. Eu no sou uma delas."
      "Eu tambm no sou!" eu gritei, fazendo Nala acordar e ronronar sem parar para
mim.
      "Eu sei que voc no . No foi o que eu quis dizer. Eu s quis dizer que elas iriam te
querer no grupo delas, ento elas no iam tentar te usar desse jeito."
      No, elas conseguiram me enganar e tentaram o mximo me apavorar. Mas por qu?
Espera! Eu sabia o que elas estavam aprontado. Erik disse que a primeira vez que ele
bebeu sangue ele odiou, e vomitou. Eu estava aqui apenas 2 dias. Elas queriam fazer algo
que iria me enojar tanto que eu ficaria assustada para no me aproximar delas ou do
ritual delas.
      Elas no queriam que eu fosse parte das Filhas Negras, mas elas tambm no
queriam contar a Neferet que elas no me queriam. Ao invs disso, elas queriam que eu
me recusasse a me juntar a elas. Por qualquer que fosse a razo, a tirana Afrodite queria
me manter longe das Filhas Negras. Tiranos sempre me irritaram, o que significa,
infelizmente, que eu sabia o que tinha que fazer.
      Ah, merda. Eu iria me juntar as Filhas Negras.
      "Zoey, voc no est com raiva de mim est?" Stevie Rae disse baixinho.
      Eu pisquei, tentando limpar a garganta. " claro que no! Voc est certa; Afrodite
no tentou fazer com que eu doasse sangue." Eu joguei o ultimo pedao do sanduche na
boca, e mastiguei rpido. "Hey, estou realmente acabada. Voc acha que pode me ajudar
a achar uma caixa para Nala para mim poder dormir um pouco?"
      Stevie Rae instantaneamente se alegrou, e pulou da cama com sua alegria normal.
"Olha isso." Ela praticamente pulou para o lado do quarto e segurou uma enorme mala
que tinha FELICIA SOUTHERN LOJA DE AGRICULTA, 2616. HARVARD, TULSA escrita com
enormes letras brancas. Daquilo ela colocou no cho uma pequena caixa, uma tigela de
comida e outra de gua, uma caixa com comida de gato (com proteo extra), e um saco
de areia.
     "Como voc sabia?"
     "Eu no sabia. Estava na frente da nossa porta quando voltei do jantar." Ela pegou
no fundo da bolsa e puxou um envelope e uma adorvel colar de couro rosa que tinha
espinhos em miniatura prateados ao redor.
     "Aqui,  pra voc."
     Ela me entregou o envelope, que agora eu podia ver tinha meu nome escrito,
enquanto ela colocava Nala no seu colar. Dentro, escrita em uma linda letra tinha uma
linha.
     Skylar me disse que ela estava vindo. Estava assinado apenas com uma letra: N.
     VINTE

      Eu teria que falar com Neferet. Eu pensei enquanto Stevie Rae e eu nos
apressvamos para tomar caf. Eu no queria falar nada para ela sobre a minha suposta
estranha reao aos elementos  eu quero dizer, eu no estava mentindo para Stevie Rae.
Eu poderia ter imaginado a coisa toda. E se eu contasse para Neferet e ela me fizesse
fazer algum tipo de teste de afinidade estranho (nessa escola, vai saber?) e ela descobrir
que eu no tenho nada a no ser uma bela imaginao? De jeito nenhum eu queria passar
por algo assim. Eu iria manter a boca fechada at saber mais. Eu tambm no queria dizer
nada para ela sobre eu ter achado que vi o fantasma de Elizabeth. Como se eu quisesse
que Neferet achasse que eu era louca? Neferet era legal, mas ela era uma adulta, e eu
quase podia ouvir o sermo " s sua imaginao porque voc passou por tantas
mudanas" que iria receber se eu admitisse que vi um fantasma. Mas eu precisava falar
com ela sobre o negocio de nsia por sangue. (Droga  se eu gostava tanto porque a idia
ainda me deixava enjoada?)
      "Voc acha que ela vai te seguir at a aula?" Stevie Rae disse, apontado para Nala.
      Eu olhei para os meus ps onde a gata estava ronronando contente. "Ela pode?"
      "Voc quer dizer, se ela tem permisso?"
      Eu acenei.
      "Sim, gatos podem ir onde quiserem."
      "Huh," eu disse, abaixando para coar o topo da cabea dela. "Eu acho que ela pode
me seguir o dia todo ento."
      "Bem, estou feliz por ela ser sua no minha. Eu vi que quando o alarme disparou, ela
 totalmente uma abraadeira de travesseiros."
      Eu ri. "Voc est certa. Como uma garotinha dessas pode ter tirado meu prprio
travesseiro eu no sei." Eu dei a ela mais uma coada. "Vamos. Vamos nos atrasar."
      Eu levantei com uma tigela na mo, e quase dei um encontro em Afrodite. Ela
estava, como sempre, sendo seguida por Terrvel e Pronta pra Guerra. Vespa no estava a
vista (talvez ela tenha tomado um banho e derreteu quando a gua a tocou  hee hee). O
nojento sorriso de Afrodite me lembrou da piranha que vi no aqurio de Jenks quando
minha turma de biologia foi l ano passado numa sada de campo.
      "Ol, Zoey. Deus, voc saiu com tanta pressa ontem a noite que no tive chance de
dar tchau. Pena que voc no se divertiu.  uma pena, mas as Filhas Negras no so para
todos." Ela olhou para Stevie Rae e deu um sorriso feio.
      "Na verdade, eu me diverti ontem a noite, e absolutamente adorei o vestido que voc
me deu!" eu disse. "Obrigado pelo convite para me juntar as Filhas Negras. Eu aceito.
Totalmente."
      O sorriso felino de Afrodite se achatou. "Verdade?"
      Eu ri como se fosse uma idiota sem noo. "Verdade! Quando  a prxima reunio,
ou ritual ou tanto faz  ou eu deveria perguntar a Neferet? Eu vou ver ela essa manh. Eu
sei que ela vai ficar feliz por saber o quo bem vinda voc me fez sentir ontem a noite e
que agora eu sou uma Filha Negra."
      Afrodite hesitou por um segundo. Ento ela sorriu de novo e imitou meu tom de voz
sem noo perfeitamente. "Sim, eu aposto que Neferet vai ficar feliz de saber que voc se
juntou a ns, mas eu sou a lder das Filhas Negras e sei nosso horrio de cor, ento no
h necessidade para incomodar ela com perguntar bobas. Amanha  a celebrao de
Samhain. Use o seu vestido," ela enfatizou a palavra, e meu sorriso aumentou. Eu queria
acertar ela e acertei. "E me encontre no corredor da recreao depois do jantar, 4 da
manh em ponto."
     "timo. Estarei l."
     "timo, que surpresa agradvel," ela disse travessamente. Ento, seguida por
Terrvel e Pronta para guerra (que pareciam vagamente chocadas), as 3 saram da
cozinha.
     "Bruxas do inferno," eu murmurei. Eu olhei para Stevie Rae, que estava me olhando
com uma expresso chocada.
     "Voc vai se juntar a elas?" ela sussurrou.
     "No  o que voc acha. Anda, eu te conto no caminho para a aula." Eu coloquei os
pratos do caf da manha na lava loua e levei a muito quieta Stevie Rae, para fora. Nala
nos seguiu, ocasionalmente assobiando para qualquer gato que se atrevesse a andar
perto de mim na calada. "Estou fazendo reconhecimento do inimigo, como voc disse
ontem a noite," eu expliquei.
     "No. Eu no gosto," ela disse, balanando a cabea com tanta fora que fez seu
cabelo curto balanar feito louco.
     "Voc nunca ouviu falar do ditado `mantenha seus amigos perto, e seu inimigos mais
perto ainda?' "
     "Sim, mas-"
     " tudo que estou fazendo. Afrodite se safa de muita coisa. Ela  maldosa. Ela 
egosta. Ela no pode ser a prxima Alta Sacerdotisa de Nyx."
     Os olhos de Stevie Rae ficaram enormes. "Voc vai impedir ela?"
     "Bem, eu vou tentar." E enquanto conversvamos eu senti a lua crescente na minha
cabea formigar.

     ***

      "Obrigado pelas coisas de gato que voc conseguiu para Nala," eu disse.
      Neferet olhou para longe dos trabalhos que estava corrigindo e sorriu. "Nala  esse 
um bom nome para ela, mas voc deveria agradecer Skylar no eu. Foi ele que me disse
que ela estava vindo." Ento ela olhou para a bola de pelos laranja que estava
impacientemente passando pelas minhas pernas. "Ela ficou bem prxima a voc." Os
olhos dela se ergueram de novo em direo aos meus. "Me diga, Zoey, voc j ouviu a
voz dela dentro da sua cabea, ou sabe exatamente onde ela est, mesmo quando ela
no est no mesmo lugar que voc?"
      Eu pisquei. Neferet achava que eu pudesse ter uma afinidade com gatos! "No, eu 
eu no a ouo na minha cabea. Mas ela reclama para mim bastante. E eu no saberia
dizer se sei onde ela est quando no esta comigo. Ela est sempre comigo."
      "Ela  incrvel." Neferet curvou o dedo em direo a Nala e disse, "Venha para mim,
criana."
      Instantaneamente, Nala pulou na mesa de Neferet, espalhando os papeis por todo
lado.
      "Oh, deus, desculpe, Neferet." Eu fui pegar Nala, mas Neferet me impediu. Ela
estava acariciando a cabea de Nala, e a gata fechou os olhos e ronronou.
      "Gatos so sempre bem vindos, e papeis so fceis de organizar. Agora, o que voc
queria realmente falar comigo, Zoeybird?"
      Ela usou o apelido que vov usava para me chamar e fez meu corao doer, e de
repente eu senti falta dela com uma intensidade que me fez piscar para impedir as
lagrimas.
      "Voc est sentindo falta do seu antiga casa?" Neferet perguntou suavemente.
      "No, na verdade no. Bem, com exceo de vov, mas eu estive to ocupada que
acho que s percebi agora," eu disse culpadamente.
      "Voc no sente falta da sua me e pai."
      Ela no disse como se fosse uma pergunta, mas eu senti a necessidade de
responder. "No. Bem, eu no tenho um pai de verdade. Ele nos deixou quando ramos
pequenas. Minha me casou novamente 3 anos atrs e, bem..."
      "Voc pode me dizer. Te dou minha palavra que vou entender," Neferet disse.
      "Eu odeio ele!" Eu disse com mais raiva do que esperei sentir. "Desde que ele se
juntou a nossa famlia,"  eu disse a palavra de forma sarcstica  "nada est certo. Minha
me mudou totalmente.  como se ela no pudesse mais ser a mulher dele e minha me.
No tem sido meu lar a muito tempo."
      "Minha me morreu quando eu tinha 10 anos. Meu pai no casou de novo. Ao invs
disso, ele comeou a me usar como sua esposa. Desde que eu tinha 10 at Nyx me salvar
me Marcando quando eu tinha 15 anos, ele abusou de mim." Neferet pausou e ento o
choque do que ela estava dizendo passou por mim antes dela continuar. "Ento voc v,
quando digo que entendo o que  ver sua casa se transformar num lugar insuportvel eu
no estou apenas falando superficialmente."
      "Isso  horrvel." Eu no sabia o que mais dizer.
      "Era naquela poca. Agora  simplesmente outra memria. Zoey, humanos do nosso
passado, e mesmo do presente e futuro, vo se tornar cada vez menos importantes para
voc at que, eventualmente, voc no vai sentir quase nada por eles. Voc vai entender
isso mais enquanto sua Mudana continua."
      Tinha uma frieza na voz dela que me fez sentir estranha, e eu me ouvi dizendo, "eu
no quero parar de me importar com minha av."
      " claro que voc no quer." Ela disse voltando a ser quente e se importando. "
apenas 9 horas, porque voc no liga para ela? Voc pode se atrasar para a aula de
teatro; eu vou avisar a professora Nola que voc foi liberada."
      "Obrigada, eu gostaria disso. Mas no era isso que eu queria falar com voc." Eu
respirei fundo. "Eu bebi sangue ontem a noite."
      Neferet acenou. "Sim, as Filhas Negras freqentemente misturam o sangue de um
calouro com o vinho.  algo que os jovens gostam de fazer. Isso te chateou, Zoey?"
      "Bem, eu no soube at depois. Ento, sim, me chateou."
      Neferet franziu a testa. "No foi tico de Afrodite no te contar antes. Voc deveria
ter tido a chance de rejeitar. Eu vou falar com ela."
      "No!" eu disse um pouco rpido demais, e ento me forcei a ficar calma. "No, no
tem necessidade. Eu cuidei disso. Eu tambm decidi me juntar as Filhas Negras, ento
no quero comear parecendo que eu quis colocar Afrodite em problemas."
      "Voc provavelmente tem razo. Afrodite pode ser bem temperamental, e eu confio
que voc possa cuidar de si mesma, Zoey. Ns gostamos de encorajar os calouros a
resolver os problemas que tem entre si sempre que possvel." Ela me estudou,
preocupao era obvia no rosto dela. " normal para a primeira vez que voc prova
sangue ser menos que apetitoso. Voc saberia disso se estivesse conosco a mais tempo."
      "No  isso. Era  era muito gostoso. Erik me disse que a minha reao foi bem
pouco comum."
      As perfeitas sobrancelhas de Neferet se ergueram. ", de fato. Voc tambm se
sentiu tonta e muito feliz?"
      "Os dois," eu disse suavemente.
      Neferet olhou para a minha Marca. "Voc  nica, Zoey Redbird. Bem, eu acho que
seria melhor te tirar dessa sesso de sociologia, e te mover para Sociologia 415."
      "Eu preferia que voc no fizesse isso," eu disse rapidamente. "Eu j me sinto uma
aberrao o suficiente com todos olhando para a minha Marca e observando para ver se
eu fao algo estranho. Se voc me mudar de aula com garotos que esto aqui a 3 anos,
eles vo me achar bizarra."
      Neferet hesitou, coando a cabea de Nala enquanto ela considerava.
      "Eu entendo o que voc quer dizer, Zoey. Eu no sou uma adolescente a mais de 100
anos, mas vampiros tem longas e precisas memrias, e eu lembro como  passar pela
Mudana." Ela suspirou. "Ok, que tal um compromisso? Eu permito que voc fique na
turma dos terceiranistas, mas quero te dar os textos que usamos nas aulas mais
avanadas, e se voc concordar em ler um captulo por semana, e prometer que vai
discutir qualquer pergunta que tiver comigo."
      "Feito," eu disse.
      "Voc sabe, Zoey, enquanto voc Muda, voc literalmente est se tornando um ser
inteiramente novo. Um vampiro no  humano, embora tenhamos sido humanos. Pode
soar censurvel para voc agora, mas seu desejo por sangue  to normal para sua nova
vida quanto o seu desejo por"  ela parou e ento sorriu  "coca-cola foi na sua vida
antiga."
      "Droga! Voc sabe tudo?"
      "Nyx me deu dons generosamente. Alm da minha afinidade com nossos adorveis
felinos e habilidade de cura, eu tambm sou intuitiva."
      "Voc pode ler minha mente?" eu perguntei nervosa.
      "No exatamente. Mas eu pego partes das coisas. Por exemplo, eu sei que tem outra
coisa que voc precisa me contar sobre ontem a noite."
      Eu respirei fundo. "Eu fique chateada depois que descobri sobre o sangue, e sai da
sala de recreao. Foi como encontrei Nala. Ela estava na rvore que fica perto do muro
da escola. Eu pensei que ela estava presa ali, ento eu subi para pegar ela, e, bem,
enquanto eu estava falando com ela dois garotos da minha antiga escola me
encontraram."
      "O que aconteceu?" A mo de Neferet parou; ela no estava mais acariciando Nala, e
eu tinha toda a ateno dela.
      "No foi bom. Eles  eles estavam bbados, altos." Ok, eu no queria falar isso!
      "Eles tentaram machucar voc?"
      "No, nada disso. Foi minha ex melhor amiga e meu quase ex-namorado."
      Neferet levantou uma sobrancelha de novo.
      "Bem, eu parei de sair com ele, mas ainda temos uma coisa um pelo outro.
      Ela acenou como se tivesse entendido. "Continue."
      "Kayla e eu meio que brigamos. Ela me v de forma diferente agora e eu acho que
eu tambm vejo ela de forma diferente. Nenhuma de ns gosta da nossa viso." Enquanto
disse percebi que era verdade. No era como se K tivesse mudado  na verdade, ela era
exatamente a mesma. Era s que as pequenas coisas que eu ignorava, como a falao
sem parar e seu lado maldoso, estavam agora me irritando pra falar. "De qualquer forma,
ela saiu e me deixou sozinha com Heath." Eu parei ali, sem ter certeza de como dizer o
resto.
      Os olhos de Neferet se estreitaram. "Voc experimentou uma nsia pelo sangue
dele."
      "Sim," eu sussurrei.
      "Voc bebeu o sangue dele, Zoey?" A voz dela era afiada.
      "Eu s provei uma gota. Eu aranhei ele. Eu no queria, mas quando ouvi o pulso dele
batendo  aquilo me fez arranhar ele.
      "Ento voc no realmente bebeu do ferimento?"
      "Eu comecei, mas Kayla voltou e nos interrompeu. Ela estava totalmente apavorada,
e foi como eu consegui fazer Heath ir embora."
      "Ele no queria?"
      Eu balancei a cabea. "No. Ele no queria." Eu senti como se fosse chorar de novo.
"Neferet, eu sinto muito! Eu no queria. Eu nem sabia o que eu estava fazendo at que
Kayla gritou."
      " claro que voc no percebeu o que estava acontecendo. Como uma recm
Marcada novata poderia saber sobre nsia de sangue?" Ela tocou meu brao em um jeito
de me para dar segurana. "Voc provavelmente no teve um Imprint* (*impresso)
com ele."
      "Imprint?"
      " o que freqentemente acontece quando um vampiro bebe de um humano
diretamente, especialmente se h uma ligao que j estava estabelecida antes de se
beber o sangue.  por isso que  proibido para calouros beberem o sangue de humanos.
Na verdade,  extremamente desencorajado que vampiros adultos se alimentem de
humanos tambm. Tem uma parte toda de vampiros que acham moralmente errada e
gostariam de tornar ilegal," ela disse.
      Eu vi os olhos dela escurecerem enquanto ela falava. A expresso neles de repente
me deixou nervosa e me fez sentir um calafrio. Ento Neferet piscou e os olhos dela
voltaram ao normal. Ou eu s tinha imaginado a estranha escurido?
      "Mas essa  uma discusso que deve ser deixada para a aula de sociologia dos
sestanistas."
      "O que eu fao sobre Heath?"
      "Nada. Me avise se ele tentar de novo. Se ele ligar para voc, no atenda. Se ele
comeou o imprinting mesmo o som da sua voz ira afetar ele e funcionar como um
seduo para trazer ele at voc."
      "Parece como algo vindo de Drcula," eu murmurei.
      "No  nada parecido com aquele miservel livro!" Ela surtou. "Stoker difamou os
vampiros, o que causou a nossa gente vrios problemas com humanos."
      "Eu sinto muito, eu no queria-"
      Ela balanou a mo me dispensando. "No, eu no deveria ter descontado minha
frustrao sobre aquele velho e tolo livro em voc. E no se preocupe com seu amigo
Heath. Eu tenho certeza que ele ficar bem. Voc disse que ele estava fumando e
bebendo? Eu assumo que voc quis dizer maconha?"
      Eu acenei. "Mas eu no fumo," eu adicionei. "Na verdade, ele tambm no
costumava e nem Kayla. Eu no entendo o que aconteceu com eles. Eu acho que eles
esto andando com alguns jogadores de futebol drogados do Union, e nenhum deles tem
senso o bastante para dizer no a eles."
      "Bem, a reao dele a voc pode ter tido mais a ver com o nvel de intoxicao que
um possvel Imprint." Ela pausou, tirando um bloco de notas da gaveta da mesa, e me
deu um lpis. "Mas s para prevenir, porque voc no escreve o nome completo dos seus
amigos e onde eles vivem. Oh, e adicione o nome dos jogadores de futebol do Union
tambm, se voc os conhece."
     "Porque voc precisa de todos esses nomes?" Eu senti meu corao cair nos meus
ps. "Voc no vai ligar para os pais deles, vai?"
     Neferet riu. "Claro que no. O mal comportamento dos humanos adolescentes no 
da minha conta. S pedi para concentrar meus pensamentos no grupo e talvez captar
algum vestgio de um possvel Imprint entre eles."
     "O que acontece se voc captar? O que acontece com Heath?"
     "Ele  jovem e o imprint ser fraco, ento tempo e distancia deve fazer desaparecer
eventualmente. Se ele realmente imprinted totalmente, tem jeito de quebrar." Eu estava
prestes a dizer que talvez ela devesse ir em frente e fazer o que pudesse para quebrar o
imprint quando ela continuou. "Nenhum dos jeitos  agradvel."
     "Oh, ok."
     Eu escrevi os nomes e endereos de Kayla e Heath. Eu no fazia idia de onde
viviam os jogadores do Union, mas eu lembrei o nome deles. Neferet levantou e foi para o
fundo da sala pegar um grosso livro cujo titulo era Sociologia 415.
     "Comece com o captulo 1 e continue at o fim. At voc ter terminado, vamos
considerar esse seu dever de casa ao invs daquele passado para o restante da turma."
     Eu peguei o livro. Era pesado e a capa parecia fria no meu quente e nervoso aperto.
     "Se voc tiver duvidas, qualquer um, venha me ver imediatamente. Se eu no estiver
aqui v a meu apartamento no templo de Nyx. Entre na porta da frente e siga as escadas
na direita. Eu sou a nica sacerdotisa da escola agora, ento o segundo andar todo me
pertence. E no se preocupe em me perturbar. Voc  minha caloura   seu trabalho me
perturbar," ela disse com um quente sorriso.
     "Obrigado, Neferet."
     "Tente no se preocupar. Nyx tocou voc e uma deusa cuida dos seus." Ela me
abraou. "Agora, vou contar a professora Nolan o que aconteceu com voc. V em frente
e use o telefone da minha mesa para ligar para sua av." Ela me abraou de novo e ento
fechou a porta da sala de aula gentilmente atrs de dela e saiu.
     Eu sentei na mesa dela e pensei sobre o quo incrvel ela era, e o tempo que fazia
desde que minha me me abraava daquele jeito. E por alguma razo, eu comecei a
chorar.
     VINTE E UM

     "Oi vov, sou eu."
     "Oh! Minha Zoeybird! Voc est bem, querida?"
     Eu sorri para o telefone e limpei meus olhos. "Estou bem, vov. S sinto sua falta."
     "Pequena ave, eu tambm sinto sua falta." Ela parou e ento disse, "Sua me ligou
para voc?"
     "No."
     Vov suspirou. "Bem, querida, talvez ela no queira te incomodar enquanto voc
ainda est se ajustando a nova vida. Eu disse a ela que Neferet me explicou que seus dias
e noites estariam virados."
     "Obrigado, vov, mas eu no acho que seja por isso que ela no me ligou."
     "Talvez ela tenha tentado e voc perdeu a ligao. Eu liguei para seu celular ontem,
mas caiu na caixa postal."
     Eu senti uma onda de culpa. Eu no cheguei minha caixa postal. "Eu esqueci de
carregar o telefone. Est no meu quarto. Desculpe por ter perdido a ligao, vov." Ento,
para fazer ela se sentir melhor (e fazer ela parar de falar sobre isso), eu disse, "Vou
checar as mensagens quando voltar para meu quarto. Talvez mame tenha ligado."
     "Talvez ela tenha, querida. Ento, me conte, como  a?"
     " legal. Eu quero dizer, tem vrias coisas que eu gosto. Minhas aulas so legais.
Hey, vov, estou tendo aula at de esgrima e equitao."
     "Isso  maravilhoso! Eu lembro o quanto voc gostava do Bunny."
     "Eu tenho um gato!"
     "Oh, Zoeybird, estou to feliz. Voc sempre amou gatos. Voc fez amizades?"
     "Sim, minha colega de quarto, Stevie Rae,  tima. E eu j gosto dos amigos dela
tambm."
     "Ento, se voc est se saindo tambm, porque as lagrimas?"
     Eu deveria saber que no posso esconder nada da vov. " s que... algumas coisas
sobre a Mudana so difceis de se lidar."
     "Voc est bem, no est?" Preocupao passou pela voz dela. "Sua cabea est
bem?"
     "Sim, no  nada disso. -" Eu parei. Eu queria contar a ela; eu queria contar a ela
tanto que eu poderia explodir, mas no sabia como. E eu estava com medo  medo dela
no me amar mais. Eu quero dizer, mame deixou de me amar, no deixou? Ou, no
mnimo, mame me trocou seu novo marido. Que, de certa forma, era pior do que ela ter
deixado de me amar. O que eu faria se vov se afastasse de mim tambm?
     "Zoeyburd voc sabe que pode me contar qualquer coisa," ela disse gentilmente.
     " difcil, vov." Eu mordi o lbio para me impedir de chorar.
     "Ento vamos facilitar. No tem nada que voc possa dizer que faria eu deixar de
amar voc. Eu sou sua vov hoje, amanha, e no ano que vem. Serei sua av at mesmo
depois que me juntar a nossos ancestrais no mundo espiritual, e de l ainda vou amar
voc, Pequena Ave."
     "Eu bebi sangue e eu gostei!" Eu falei.
     Sem hesitar, vov disse, "Bem, querida, no  isso que vampiros fazem?"
     "Sim, mas eu no sou uma vampira. Eu sou uma caloura a apenas alguns dias."
     "Voc  especial, Zoey. Sempre foi. Porque isso deveria mudar agora?"
     "Eu no me sinto especial. Eu me sinto uma aberrao."
      "Ento lembre de algo. Voc ainda  voc. No importa que voc tenha sido
Marcada. No importa que voc est passando pela Mudana. Por dentro, seu esprito
ainda  seu esprito. Por fora voc pode parecer um estranho familiar, mas voc precisa s
olhar dentro de si para descobrir o que voc sabe a 16 anos."
      "O estranho familiar...," eu sussurrei. "Como voc sabia?"
      "Voc  minha garota, querida. Voc  a filha do meu esprito. No  difcil entender
o que voc deve estar sentido   muito parecido com o que eu imagino que eu estaria
sentido."
      "Obrigado, vov."
      "De nada, U-we-tsi a-ge-hu-tsa."
      Eu sorri, amando como soa a palavra Cherokee para filha  to mgica e especial,
como se fosse um titulo dado a uma deusa. Dado a uma deusa...
      "Vov, tem outra coisa."
      "Me conte, Pequena Ave."
      "Eu acho que eu sinto os 5 elementos quando o circulo  lanado."
      "Se isso  verdade, voc tem um grande poder, Zoey. E voc sabe que com grande
poder vem uma grande responsabilidade. Nossa famlia tem uma rica histria de Ancies
Tribais, Homens da Medicina, e Mulheres Sbias. Tenha o cuidado, Pequena Ave, de
pensar antes de agir. A deusa no teria te dado poderes especiais para nada. Os use
cuidadosamente, e faz Nyx, assim como os seus ancestrais, olharem para voc e
sorrirem."
      "Vou fazer meu melhor, vov."
      " tudo que peo de voc, Zoeybird."
      "Tem uma garota aqui que tambm tem poderes especiais, mas ela  horrvel. Ela 
implicante e ela mente. Vov, eu acho... eu acho..." Eu respirei fundo e disse o que estava
batendo na minha mente a manh toda. "Eu acho que sou mais forte que ela e eu acho
que talvez Nyx me Marcou para tirar ela da posio em que ela esta. Mas  mas isso iria
significar que eu tenho que tomar o lugar dela, e no sei se estou pronta para isso, agora
no. Talvez nunca."
      "Siga o que teu esprito te diz, Zoeybird." Ela hesitou, e ento disse. "Querida, voc
lembra da reza purificadora da nossa gente?"
      Eu pensei. Eu no conseguia contar o numero de vezes que eu fui com ela ao
pequeno rio atrs da casa da vov e a observei se banhar ritualisticamente na gua
corrente enquanto falava a reza de purificao. s vezes eu entrava no rio com ela, e dizia
a reza tambm. A reza foi apresentada para mim em minha infncia, falava da mudana
das estaes, e agradecia pela colheita, eu pela preparao do inverno que estava por vir,
assim como o que quer que fosse quando vov tinha que enfrentar uma deciso difcil. s
vezes eu no sabia por que ela se purificava e falava a reza. Simplesmente sempre foi
assim.
      "Sim," eu disse. "Eu lembro."
      "Tem gua corrente dentro do campus?"
      "Eu no sei, vov."
      "Bem, se no tiver use um galho de reza. Salva e lavanda misturados juntos 
melhor, mas voc pode usar pinho fresco se voc no tiver outra opo. Voc sabe o que
fazer, Zoeybird?"
      "Me esfregar, comeando pelos ps e indo para cima, frente e costas," eu recitei,
como se eu fosse uma criana de novo e vov estava me ensinando o caminho da nossa
gente. "E ento me virar para o leste e falar a reza da purificao."
      "timo, voc lembra. Pea para a deusa por ajuda, Zoey. Eu acredito que ela vai
ouvir voc. Voc pode fazer isso antes do nascer do sol amanha?"
      "Acho que sim."
      "Eu vou fazer a reza tambm, e acrescentar a voz da sua av para pedir a deusa que
guie voc."
      E de repente eu me senti melhor. Vov nunca estava errada sobre esse tipo de coisa.
Se ela acreditava que eu ficaria bem, ento eu realmente ficaria bem.
      "Eu vou fazer a reza de purificao antes do amanhecer. Eu prometo."
      "timo, Pequena Ave. Agora  melhor essa velha mulher deixar voc ir. Voc est no
meio da aula, no est?"
      "Sim, estou a caminho da aula de Teatro. E, vov, voc nunca ser velha."
      "No enquanto puder ouvir sua jovem voz, Pequena Ave. Eu amo voc, U-we-tsi a-
ge-hu-tsa."
      "Eu amo voc tambm, vov."
      Falar com vov tirou um enorme peso do meu corao. Eu ainda estava assustada e
surtando sobre o futuro, e no estava certa sobre a idia de derrubar Afrodite. Sem
mencionar que eu no tinha idia do que fazer. Mas eu tinha um plano. Ok, talvez no
fosse um "plano", mas pelo menos era algo para fazer. Eu completaria a reza de
purificao, e ento... bem... eu descobriria o que fazer depois.
      , isso vai funcionar. Ou pelo menos foi o que fiquei dizendo a mim mesma na aula.
No almoo eu decidi o lugar para fazer o ritual  debaixo da rvore onde encontrei Nala.
Eu pensei sobre isso enquanto pegava a salada atrs das Gmeas. rvores, especialmente
carvalhos, eram sagradas para o povo Cherokee, ento essa pareceu ser uma boa
escolha. Alm do mais, era isolado e um lugar fcil de chegar. Claro, Heath e Kayla tinham
me encontrado l, mas eu no estava planejando sentar no topo da parede de novo, e eu
no conseguia imaginar Heath aparecendo no amanhecer dois dias seguidos, tendo ele
imprinted ou no. Eu quero dizer, esse era o cara que dormia at duas da tarde no vero,
todo dia. Era necessrio dois despertadores e a me dele gritar com ele para o fazer
levantar para ir a aula. O cara no iria levantar at antes do amanhecer de novo.
Provavelmente levaria meses para ele se recuperar de ontem. No, na verdade, ele
provavelmente saiu de casa e encontrou K (sai de fininho sempre foi fcil para ela, os pais
dela so completamente sem noo), e estiveram acordados a noite toda. O que significa
que ele perdeu aula e provavelmente estaria se fingindo de doente e dormindo nos
prximos dois dias. De qualquer forma, eu no estava preocupada com ele aparecer.
      "Voc acha que milhos bebs so assustadores? Tem s algo errado sobre o corpo
pequeno deles."
      Eu dei um pulo e quase derrubei a concha de molho na vasilha com o liquido branco,
e olhei para os olhos azuis de Erik enquanto ele ria.
      "Oh, ol," eu disse. "Voc me assustou."
      "Z, eu acho que estou fazendo um habito aparecer de fininho pra voc."
      Eu ri nervosa, muito ciente de que as Gmeas estavam observando cada movimento
ns fazamos.
      "Voc parece que se recuperou de ontem."
      "Sim, sem problemas. Estou bem. E dessa vez no estou mentindo."
      "E eu fiquei sabendo que voc se juntou as Filhas Negras."
      Shaunee e Erin sugaram o ar juntas. Eu fui cuidadosa para no olhar para elas.
      "Sim."
      "Isso  legal. Aquele grupo precisa de sangue novo."
      "Voc diz "aquele grupo" como se voc no pertencesse. Voc no  um Filho
Negro?"
      "Sim, mas no  o mesmo que ser uma Filha Negra. Ns somos apenas ornamentais.
Meio que o oposto do que  no mundo humano. Todos os caras sabem que s estamos l
para parecer bem e manter Afrodite divertida."
      Eu olhei para ele, lendo algo mais nos olhos dele. "E  isso que voc ainda est
fazendo, divertido Afrodite?"
      "Como eu disse ontem a noite, no mais, o que  uma das razes do porque eu
realmente no me considero parte do grupo. Eu tenho certeza que elas me expulsariam se
no fosse por aquela coisinha de atuao que eu fao."
      "Voc quer dizer "pequena" como na Brodway e LA* (*Los Angeles) que j esto
interessados em voc."
      " o que eu quis dizer." Ele riu para mim. "No  real, voc sabe. Atuar  fingir. No
 o que eu realmente sou." Ele se curvou e sussurrou no meu ouvido. "Na verdade, eu
sou um nerd."
      "Oh, por favor. Essa cantada funciona para voc?"
      Ele exagerou um olhar de estar ofendido. "Cantada? No, Z. Essa no  uma
cantada, e eu posso provar."
      "Claro que voc pode."
      "Eu posso. Venha ver o filme hoje a noite. Vamos assistir meu DVD favorito de todos
os tempos."
      "Como isso prova algo?"
      " Star Wars, os originais. Eu sei as falas de todas as partes." Ele se inclinou para
perto e sussurrou de novo. "Eu consigo fazer at as partes do Chewbacaa."
      Eu ri. "Voc est certo. Voc  um nerd."
      "Eu disse a voc."
      Chegamos no fim do Buffet de salada e ele andou comigo at a mesa onde Damien,
Stevie Rae, e as Gmeas j estavam sentados. E, no, eles no estavam tentado esconder
que eles estavam totalmente nos olhando feito bobos.
      "Ento, voc vai... comigo... hoje a noite?"
      Eu consegui ouvir os 4 segurando a respirao. Literalmente.
      "Eu gostaria, mas hoje a noite no posso. Eu-uh  j tenho planos."
      "Oh. Ok. Bem... da prxima vez. Vejo voc por a." Ele acenou para mesa e se
afastou.
      Eu sentei. Eles estavam me encarando. "O que?" eu disse.
      "Voc perdeu a cabea," Shaunee disse.
      "Meus pensamentos exatos, Gmea," Erin disse.
      "Eu espero que voc tenha uma boa razo para dispensar ele," Stevie Rae disse. "
obvio que voc o magoou."
      "Voc acha que ele me deixaria confort-lo?" Damien perguntou, ainda olhando
sonhador para Erik.
      "Desista," Erin disse.
      "Ele no joga no seu time," Shaunee disse.
      "Quieta!" Stevie Rae disse. Ela virou para mim e olhou diretamente nos olhos.
"Porque voc disse a ele no? O que poderia ser mais importante que um encontro com
ele?"
      "Se livrar de Afrodite," eu disse simplesmente.
    VINTE E DOIS

     "Ela tem razo," Damien disse.
     "Ela se juntou as Filhas Negras," Shaunee disse.
     "O que!" Damien gritou, a voz dele aumentando 20 oitavas.
     "Deixe ela em paz," Stevie Rae disse, instantaneamente vindo em minha defesa. "Ela
est fazendo reconhecimento."
     "Reconhecimento, o inferno! Se ela se juntar as Filhas Negras ela est batalhando
com o inimigo a toda," Damien disse.
     "Bem, ela se juntou," Shaunee disse.
     "Ouvimos ela," Erin disse.
     "Ol! Ainda estou aqui," eu disse.
     "Ento o que voc vai fazer?" Damien me perguntou.
     "Eu realmente no sei," eu disse.
     " melhor voc ter um plano e arranjar um rpido ou aquelas bruxas vo te comer
no almoo," Erin disse.
     "Sim," Shaunee disse, comendo sua salada viciosamente para dar efeito.
     "Hey! Ela no tem que descobrir sozinha. Ela tem a ns." Stevie Rae cruzou os
braos por cima do peito e olhou para as Gmeas.
     Eu sorri agradecida a Stevie Rae. "Bem, eu meio que tenho uma idia."
     "timo. Nos diga e vamos trabalhar em cima dela," disse Stevie Rae. Todos olharam
com expectativa para mim. Eu suspirei. "Bem. Um..."
     Eu comecei hesitante, com medo de soar como uma idiota, e ento decidi que era
melhor falar o que estava na minha cabea desde que falei com vov, ento terminei
apressadamente. "Eu pensei em fazer uma antiga purificao baseado no ritual Cherokee
e pedir a Nyx me ajudar com um plano."
     O silencio na mesa pareceu durar para sempre. Ento Damien finalmente disse,
"Pedir ajuda para Nyx no  uma m idia."
     "Voc  Cherokee?" Shaunee disse.
     "Voc parece Cherokee," Erin disse.
     "Ol! O sobrenome dela  Redbird. Ela  Cherokee," Stevie Rae disse com afinidade.
     "Bem, isso  bom," Shaunee disse, mas ela parecia com duvidas.
     "Eu apenas acho que Nyx pode realmente me ouvir e  talvez  me dar alguma dica
sobre o que eu deveria fazer sobre a horrvel Afrodite." Eu olhei para cada um dos meus
amigos. "Algo dentro de mim diz que  errado deixar ela escapar de toda essa merda que
ela esta fazendo."
     "Me deixe contar a eles!" Stevie Rae disse de repente. "Eles no vo contar a
ningum. Verdade. E vai ajudar se eles souberem."
     "O que diabos?" Erin disse.
     "Ok, agora voc no tem escolha," Shaunee disse, apontando para Stevie Rae com
seu garfo. "Ela sabia que se dissesse isso iramos te incomodar at voc nos dizer do que
diabos ela est falando."
     Eu franzi a testa para Stevie Rae, que deu nos ombros e disse, "Desculpe."
     Relutantemente, eu baixei a voz e me inclinei para frente. "Prometam que no vo
contar a ningum."
     "Prometemos," eles falaram.
     "Eu acho que eu posso sentir os cinco elementos quando o circulo  lenado."
Silncio. Eles apenas ficaram encarando. Trs deles chocados, Stevie Rae presumida.
      "Ento, vocs ainda acham que ela no pode derrubar Afrodite?" Stevie Rae disse.
      "Eu sabia que tinha mais sobre a sua Marca do que cair e bater a cabea!" Shaunee
disse.
      "Wow," Erin disse. "Em falar em fofoca."
      "Ningum pode saber!" eu disse rapidamente.
      "Por favor," Shaunee disse. "S estamos dizendo que algum dia ser fofoca."
      Damien ignorou as duas. "Eu no acho que existem registros de nenhuma Alta
Sacerdotisa que tenha afinidade com os 5 elementos." A voz de Damien ficou mais
excitada quando ele falou. "Voc sabe o que isso significa?" Ele no me deu chance de
responder. "Significa que voc potencialmente pode ser a mais possante Alta Sacerdotisa
dos vampiros j conheceram."
      "Huh?" eu disse. Possante?
      "Forte  poderosa," ele disse impacientemente. "Voc pode ser capaz de derrubar
Afrodite!"
      "Agora, essa  uma noticia seriamente boa," Erin disse, enquanto Shaunee acenava
entusiasmadamente em concordncia.
      "Ento quando ns vamos fazer o negocio da purificao?" Stevie Rae perguntou.
      "Ns?" eu disse.
      "Voc no vai fazer isso sozinha, Zoey," ela disse.
      Eu abri minha boca para protestar  eu quero dizer, eu nem tinha certeza do que eu
iria fazer. Eu no queria ver meus amigos misturados com algo que poderia ser  na
verdade, provavelmente seria  uma baguna total. Mas Damien no me deu tempo de
dizer no a eles.
      "Voc precisa de ns," ele disse simplesmente. "At a mais possante Alta Sacerdotisa
precisa do seu circulo."
      "Bem, eu na verdade no pensei sobre fazer um circulo. Eu s vou fazer uma coisa
de reza purificadora."
      "Voc no pode fazer um circulo e ento rezar pela ajuda de Nyx?" Stevie Rae
perguntou.
      "Parece lgico," Shaunee disse.
      "Alm do mais, se voc realmente tem uma afinidade para os 5 elementos, voc ser
capaz de sentir quando lanar seu prprio circulo. Certo, Damien?" Stevie Rae disse.
Todos olharem para o gay sbio do nosso grupo.
      "Parece lgico para mim," ele disse.
      Eu ainda ia discutir, embora tudo dentro de mim se sentisse feliz e aliviado e
agradecido por meus amigos estarem l por mim, que eles no iriam me deixar enfrentar
essa incerteza sozinha.
      Os valorize; eles so perolas de um grande preo.
      A voz familiar flutuou pela minha mente, e eu percebi que no deveria questionar o
novo instinto dentro de mim que pareceu ter nascido quando Nyx beijou minha testa e
mudou permanentemente minha Marca e minha vida.
      "Ok, eu vou precisar de um galho de reza." Eles olharam em branco para mim, e eu
expliquei. " para a parte de purificao do ritual porque no tem gua corrente por aqui.
Ou tem?"
      "Voc quer dizer um rio ou uma corrente ou algo assim?" Stevie Rae perguntou.
      "Sim."
      "Bem, tem um pequeno rio que passa pelo jardim fora do salo de jantar e
desaparece em algum lugar debaixo da escola," Damien disse.
     "Isso no  bom;  muito publico. Vamos precisar de um galho de reza. O que
funciona melhor  lavanda seca e salva misturados juntos, mas se no tiver podemos usar
pinho."
     "Eu posso conseguir a salva e a lavanda," Damien disse. "Eles tem esse tipo de coisa
no suplemento da escola para os quintanistas e os sestanistas para a aula de Feitios e
Rituais. Vou apenas dizer que estou ajudando um estudante mais adiantado pegando um
pouco para ele. O que mais voc precisa?"
     "Bem, no ritual de purificao vov sempre agradece as 7 sagradas direes que
povo Cherokee honra: norte, sul, leste, oeste, sol, terra, e a si prprio. Mas eu acho que
quero fazer a reza mais especifica para Nyx." Eu mordi o lbio, pensando.
     "Eu acho que isso  inteligente," Shaunee disse.
     "Sim," Erin acrescentou. "Quero dizer, Nyx no  aliada do sol. Ela  a Noite."
     "Eu acho que voc deve seguir seu instinto," Stevie Rae disse.
     "Confiar em si mesma  uma das primeiras coisas que uma Alta Sacerdotisa aprende
a fazer," Damien disse.
     "Ok, ento tambm vou precisar de uma vela para cada elemento," eu decidi.
     "Fcil-fcil," Shaunee disse.
     "Sim, o templo nunca est fechado e tem um zilho de velas do circulo l."
     "Est tudo bem em pegar elas?" Roubar do templo de Nyx definitivamente no
parecia uma boa idia.
     "Est tudo bem desde que voc devolva," Damien disse. "O que mais?"
     "S isso." Eu acho. Diabos, eu no tenho certeza. No  como se eu realmente
soubesse o que estava fazendo.
     "Quando e onde?" Damien perguntou.
     "Depois do jantar. Cinco horas. E no podemos ir juntos. A ltima coisa que
precisamos  que Afrodite ou qualquer uma das Filhas Negras pensem que estamos indo
em algum tipo de reunio e ficar curiosa sobre ns. Ento vamos nos encontrar no
enorme carvalho no muro oriental." Eu dei um sorriso torto para eles. " fcil encontrar se
voc fingir que voc saiu correndo da sala onde as Filhas Negras fazem seu ritual, e voc
quer se afastar das bruxas."
     "Isso no  necessrio fingir muito," Shaunee disse.
     Erin bufou.
     "Ok, vamos trazer as coisas," Damien disse.
     "Sim, vamos trazer as coisas; voc trs a potncia," Shaunee disse, dando um sorriso
de espertinha para Damien.
     "Essa no  a correta forma da palavra, voc realmente deveria ler mais. Talvez o
seu vocabulrio melhorasse." Damien disse.
     "Sua me precisa ler mais." Shaunne disse, e ento ela e Erin deram risadinhas por
causa da pssima piada "sua me."
     Eu, estava feliz por eles mudarem de assunto e pude comer minha salada e pensar
com relativa privacidade brigavam. Eu estava mastigando e tentando lembrar as palavras
da reza de purificao quando Nala pulou no banco ao meu lado. Ela olhou para mim com
seus olhos grandes se inclinou na minha direo e comeou a ronronar como o motor de
um jato. Eu no sei porque, mas ela me fez sentir melhor. E quando o sino tocou e todos
nos apressamos para aula, cada um dos meus quatro amigos sorriram para mim, me
dando uma secreta piscada, e disse, "At mais, Z." Eles tambm me fizeram sentir melhor,
embora a fcil adoo do apelido que Erik me deu fez meu corao doer.
      A aula de espanhol voou: uma lio toda de como aprender a dizer que gostamos ou
no de uma coisa. Prof. Garmy estava me quebrando. Ela disse que mudaria nossas vidas.
Me gusta gatos. (Eu gosto de gatos.) Me gusta it de compras. (eu gosto de fazer
compras.) No me gusta cocinar. (Eu no gosto de cozinhar.) No meu gusta levantar el
gato. (Eu no gosto de lavar o gato.) Essas eram as frases favoritas da Prof. Garmy, e
passamos a aula inventando as nossas.
      Eu tentei no escrever coisas como me gusta Erik... e no me gusta el bruxa Afrodite.
Ok, el bruxa no  como se diz "bruxa" em espanhol, mas ainda sim. De qualquer forma,
a aula foi divertida e eu na verdade entendi o que estvamos dizendo. A aula de equitao
no passou to rpido. Estbulos sujos eram bom para pensar  eu repassei de novo e
novo a reza de purificao  mas a hora definitivamente pareceu levar uma hora. Dessa
vez Stevie Rae no precisou ir me pegar. Eu estava muito ansiosa para perder a noo do
tempo. Quando o sino tocou eu estava rapidamente arrumando as coisas, feliz por
Lenobia ter me deixado escovar Persephone de novo, e preocupada porque ela tambm
que disse que semana que vem eu realmente poderia montar nela. Eu me apressei para
sair do estbulo, desejando que no fosse no tarde no mundo "real." Eu teria amado
ligar para vov e contar a ela o quo bem estava me saindo com os cavalos.
      "Eu sei o que est acontecendo."
      Eu juro que quase me engasguei. "Deus, Afrodite! Voc no podia dar um avisou ou
algo assim! O que voc , parte aranha? Voc quase me mata de susto."
      "Qual o problema?" ela disse. "Conscincia culpada?"
      "Uh, quando voc passa de fininho por trs das pessoas, voc as assusta. Culpa no
tem nada a ver."
      "Ento voc no est se sentindo culpada?"
      "Afrodite, eu no sei do que voc est falando."
      "Eu sei o que voc est planejando para hoje a noite."
      "E ainda sim no sei do que voc est falando." Ah, merda! Como ela descobriu?
      "Todos acham que voc  to fofa e to inocente e esto to impressionados pela
sua bizarra Marca. Todos menos eu." Ela virou para me encarar, e paramos no meio da
calada. Os olhos dela se estreitaram e seu rosto virou at ser assustadoramente feio.
Huh. Eu me perguntei (brevemente) se as Gmeas perceberam o quo preciso era o
apelido que elas deram para ela. "No importa que merda voc ouviu ele ainda  meu. Ele
sempre ser meu."
      Meus olhos se alargaram e eu senti uma onda de alivio to intenso que me fez rir.
Ela estava falando sobre Erik, no sobre a reza de purificao! "Wow, voc parece a me
do Erik. Ele sabe que voc est cuidando dele?"
      "Eu parecia com a me de Erik quando voc me viu chupar o pau dele no corredor?"
      Ento ela sabia. Tanto faz. Eu suponho que essa conversa fosse inevitvel. "No,
voc no parecia a me de Erik. Voc parecia o que voc   desesperada  com sua
pattica tentativa de se jogar para um cara que claramente estava dizendo a voc que
no te queria mais."
      "Vadia fudida! Ningum fala comigo assim!"
      Ela levantou sua mo e, como um garra, a mexeu para cortar meu rosto. Ento eu
senti que o mundo parou, deixando nos duas em um movimento lento. Eu peguei o pulso
dela, a parando com facilidade  com muita facilidade. Era como se ela fosse uma
pequena, e doente criana que tinha ficado irritada, mas que era muito fraca para me
machucar. Eu a segurei por um momento, encarando os olhos odiosos dela.
      "Nunca mais tente me bater. Eu no sou um daqueles garotos que voc pode
brincar. Entenda isso, e entenda isso agora. Eu no tenho medo de voc." Ento joguei o
pulso dela para longe de mim, e fiquei totalmente chocada por ver que ela deu vrios
passos para trs.
      Esfregando o pulso, ela olhou para mim. "No se incomode em aparecer amanha. Se
considere desconvidada e no mais uma Filha Negra."
      "Verdade?" Eu me senti incrivelmente calma. Eu sabia que a carta estava na minha
mo e a puxei. "Ento voc quer explicar a minha mentora, Alta Sacerdotisa Neferet, a
vampira que teve a idia que eu me juntasse as Filhas Negras pra comeo de conversa,
que voc est me expulsando porque voc est com inveja que seu ex-namorado gosta de
mim?"
      O rosto dela empalideceu.
      "Oh, e voc pode ter certeza que eu vou estar totalmente e complemente arrasada
quando Neferet me perguntar." Eu funguei e choraminguei como um pequeno choro falso.
      "Voc sabe como  querer fazer parte de algo e mais ningum no grupo querer voc
ali?" ela resmungou com seus dentes cerrados.
      Eu senti meu estomago se contorcer e tive que me forar a no deixar ela ver que
me atingiu. Sim, eu sabia exatamente como era fazer parte de algo  uma suposta famlia
 e sentir que ningum me queria ali, mas Afrodite no ia saber disso. Ao invs eu sorri, e
com uma voz doce disse, "Porque, o que voc quer dizer, Afrodite? Erik  parte dos Filhos
Negros e hoje mesmo no almoo ele me disse o quo feliz estava por eu ter me juntado
as Filhas Negras."
      "V ao ritual. Finja que voc  parte das Filhas Negras. Mas  melhor voc se lembrar
de algo. Elas so minhas Filhas Negras. Voc  a forasteira; a que no  querida. E lembre
disso tambm, Erik Night e eu temos uma ligao que voc nunca vai entender. Ele no 
meu ex nada. Voc no ficou para ver o fim do nosso pequeno jogo no corredor. Ele
estava era l como  agora exatamente onde eu quero que ele esteja. Meu." Ento ela
jogou seu enorme e cabelo loiro e se afastou.
      Cerca de duas respiraes depois Stevie Rae colocou a cabea para fora de um
enorme carvalho que no era longe da calada e disse, "Ela foi embora?"
      "Graas a Deus." Eu balancei minha cabea para Stevie Rae. "O que voc estava
fazendo ali?"
      "Voc est brincando? Eu me escondi. Ela me assusta para caramba. Eu estava vindo
me encontrar com voc quando vi vocs discutindo. Cara, ela realmente tentou bater em
voc!"
      "Afrodite tem um srio problema para controlar a raiva." Stevie Rae riu. "Uh, Stevie
Rae, voc pode sair ai de atrs agora." Ainda rindo, Stevie Rae praticamente pulou para o
meu lado e ligou seu brao com o meu. "Voc realmente a enfrentou!"
      "Eu realmente a enfrentei."
      "Ela realmente, realmente odeia voc."
      "Ela realmente, realmente odeia."
      "Voc sabe o que isso significa?" Stevie Rae disse.
      "Sim. Eu no tenho escolha agora. Eu vou ter que derrubar ela."
      "Sim."
      Mas eu sabia que eu no tinha escolha mesmo antes de Afrodite tentar arrancar meu
olho para fora. Eu no tinha escolha desde que Nyx me Marcou. Enquanto Stevie Rae e eu
andvamos juntas na noite iluminada pelas luzes, as palavras da deusa se repetiram de
novo e de novo na minha cabea: Voc  velha alm da sua idade, Zoeybird. Acredite em
voc mesma e voc encontrara um jeito. Mas lembre-se, a escurido nem sempre equivale
ao mal, assim como a luz nem sempre trs o bem.
     VINTE E TRS

      "Eu espero que o resto do pessoal possa encotrar," eu disse, olhando ao meu redor
enquanto Stevie Rae e eu espervamos no enorme carvalho. "No parecia to escuro
ontem a noite."
      "No estava. Tem muitas nuvens hoje, ento a lua est tendo problemas em nos
iluminar. Mas no se preocupe, a Mudana est fazendo coisas muito boas com a nossa
viso noturna. Droga, eu acho que posso ver to bem quando Nala." Stevie Rae acariciou
a gata afeioadamente na cabea e Nala fechou os olhos e ronronou. "Eles vo nos
encontrar."
      Eu me inclinei contra a rvore e me preocupei. O jantar estava bom  galinha
fervida, arroz temperado, e ervilhas (uma coisa que eu posso dizer desse lugar, eles
podem realmente cozinhar) - yeah, tudo estava timo. At Erik passar na nossa mesa e
disse oi. Ok, no foi realmente um "oi, Z, eu ainda gosto de voc". Fui um "oi, Zoey."
Ponto. Sim. Foi isso. Ele pegou a comida dele e estava andando com alguns outros caras
que as Gmeas chamavam de gostosos. Eu admito que eu nem notei eles. Eu estava
ocupada demais notando Erik. Eles vieram para nossa mesa. Eu olhei para cima e sorri.
Ele encontrou meus olhos por um segundo, e disse, "Oi, Zoey," e continuou passando. E
de repente a galinha no estava to gostosa.
      "Voc feriu o ego dele. Seja gentil com ele e ele vai te pedir para sair de novo,"
Stevie Rae disse, trazendo eu e meus pensamentos de volta para o presente de baixo da
rvore.
      "Como voc sabia que eu estava pensando em Erik?" Eu perguntei. Stevie Rae
acariciou Nala silenciosamente, ento eu me abaixei para acariciar a gata no topo da
cabea antes dela comear a reclamar de novo.
      "Porque era isso que eu estava pensando."
      "Bem, eu deveria estar pensando sobre o circulo que tenho que lanar, mas nunca
lancei antes na vida, e no ritual de purificao que eu tenho que fazer, e no em um
cara."
      "Ele no  um cara: ele  um timooo cara," Stevie Rae babou, me fazendo rir.
      "Voc deve estar pensando em Erik," Damien disse, saindo das sombras do muro.
"No se preocupe. Eu vi o jeito que ele estava te olhando no almoo. Ele vai te pedir para
sair de novo."
      "Sim, vai por ele," Shaunee disse.
      "Ele  o nosso expert em Todas As Coisas de Homem," Erin disse enquanto eles se
juntaram embaixo da rvore.
      "Verdade," Damien disse.
      Antes deles fazerem minha cabea doer mudei de assunto. "Pegaram as coisas que
precisvamos?"
      "Eu tive que misturar a salva seca e misturar com a lavanda. Eu espero que esteja
tudo bem por ter amarrado elas assim." Damien tirou o galho de ervas secas da manga da
jaqueta e me entregou. Era grosso e tinha quase 30 centmetros, e imediatamente eu
senti o cheiro da doce lavanda. Ele prendeu o mao com fora junto numa ponta que
parecia mais grossa.
      "Est perfeito." Eu sorri para ele.
      Ele pareceu aliviado, e ento disse, um pouco tmido, "eu usei meu ponto de cruz
para prender."
      "Hey, eu j te disse antes que voc no deve se sentir envergonhado que voc goste
de costurar. Eu acho que  um hobby legal. Alm do mais, voc  muito bom nisso,"
Stevie Rae disse.
      "Eu queria que meu pai achasse isso tambm," Damien disse.
      Eu odiei ouvir a tristeza na voz dele. "Eu queria que voc me ensinasse algo. Eu
sempre quis saber como fazer ponto cruz," eu menti, e fiquei feliz de ver o rosto de
Damien se iluminar.
      "A qualquer hora, Z," ele disse.
      "E quanto as velas?" eu perguntei as Gmeas.
      "Hey, falamos pra voc. Fcil..." Shaunee abriu a sua bolsa e pegou uma vela verde,
amarela e azul com seus copos de cor correspondente.
      "Fcil." Da bolsa dela Erin tirou a vela vermelha envolvida no mesmo recipiente.
      "timo. Ok, vamos ver. Vamos para c, um pouco longe do tronco, mas perto o
bastante para ficarmos de baixo dos galhos." Eles me seguiram enquanto dei alguns
passos para longe de rvore. Eu olhei para as velas. O que eu deveria fazer? Talvez eu
devesse... e enquanto eu pensava sobre isso, eu soube. Sem parar para me perguntar por
que ou como ou questionar o intuitivo conhecimento que tinham de repente vindo para
mim, eu simplesmente agi. "Vou dar a cada um vocs uma vela. Ento, como aconteceu
com os vampiros no Ritual da Lua Cheia de Neferet, vocs vo representar um elemento.
Eu serei o esprito." Erin me deu a vela prpura. "Eu sou o centro do circulo. O resto de
vocs tomem seus lugares ao meu redor." Sem hesitar eu peguei a vela vermelha de Erin
e entreguei para Shaunee. "Voc ser o fogo."
      "Parece bom para mim. Quero dizer, todos sabem o quanto sou quente."
      Ela riu e foi para a parte sul do circulo. A vela verde foi a prxima. Eu me virei para
Stevie Rae. "Voc ser a terra."
      "E verde  minha cor favorita!" ela disse, se movendo feliz do outro lado de Shaunee.
      "Erin, voc ser gua."
      "timo. Eu costumava gostar de relaxar, o que envolvia nadar quando eu precisa me
acalmar." Erin se moveu para a posio oeste. "Ento eu devo ser o ar," Damien disse,
pegando a vela amarela.
      "Voc . Seu elemento abre o circulo."
      "Como eu queria poder abrir a mente das pessoas," ele disse, se movendo para a
posio leste.
      Eu dei um quente sorriso para ele. "Sim. Como isso."
      "Ok. E agora?" Stevie Rae perguntou.
      "Bem, vamos usar a fumaa do galho para nos purificar." Eu coloquei a vela prpura
nos meus ps para poder me concentrar no galho de reza. Ento virei os olhos. "Bem,
diabos. Algum lembrou de trazer fsforo ou um isqueiro ou algo assim?"
      "Naturalmente," Damien disse, tirando um isqueiro do bolso. "Obrigada, ar," eu
disse.
      "Nem esquenta, Alta Sacerdotisa," ele disse.
      Eu no disse nada, mas quando ele me chamou assim um calafrio de excitao
passou pelo meu corpo.
      " assim que usamos um galho de reza," eu disse, feliz por minha voz soar mais
calma do que eu me sentia. Eu fiquei na frente de Damien, decidido comear por onde o
circulo comeava. Percebendo que eu estava seguindo as lies da minha av dadas a
mim na infncia, eu comecei a explicar o processo para os meus amigos. "Esse ritual serve
para limpar uma pessoa, lugar, ou um objeto de energia negativa, esprito, ou influencia.
A cerimnia envolve queimar plantas sagradas e especiais, ento, passar o objeto pela
fumaa, ou passar a fumaa ao redor da pessoa ou lugar. O esprito da planta purifica o
que estiver sendo esfumaado." Eu sorri para Damien. "Pronto?"
      "Afirmativo," ele disse do seu jeito tipicamente Damien.
      Eu acendi o galho e deixei o fogo queimar as ervas secas por um tempo, ento eu a
assoprei para que tudo que sobrasse fosse uma agradvel brasa de fumaa. Ento,
comeando pelos ps de Damien, eu passei a fumaa pelo corpo dele enquanto
continuava minha explicao sobre a antiga cerimnia.
      " realmente importante lembrar que estamos pedindo para o esprito das plantas
sagradas que estamos usando para nos ajudar, e deveramos mostrar a elas o devido
respeito reconhecendo o poder delas."
      "O que lavanda e salva fazem?" Stevie Rae perguntou do outro lado do circulo.
      Enquanto eu esfumaava o corpo de Damien eu respondi a pergunta de Stevie Rae.
"Salva  usada em muitas das cerimnias tradicionais. Ela retira energias negativas,
espritos, e influencias. Na verdade, a salva do deserto faz a mesma coisa, mas eu prefiro
a salva branca porque tem um cheiro melhor." Eu cheguei na cabea de Damien e ri para
ele. "Boa escolha, Damien."
      "s vezes eu acho que sou um pouco intuitivo," Damien disse. Erin e Shaunee
bufaram, mas ns ignoramos elas.
      "Ok, vire no sentido do relgio e vou terminar com as suas costas," eu disse a ele.
Ele virou e eu continuei. "Minha av sempre usa lavanda em todos os seus galhos de reza.
Eu tenho certeza que  parte dos motivos dela ser dona de uma fazenda de lavanda."
      "Legal!" Stevie Rae disse.
      "Sim,  um lugar incrvel." Eu sorri por cima do meu ombro para ela, mas eu
continuei fumegando Damien. "A outra parte do porque ela usa lavanda  porque  capaz
de restaurar o balano e criar uma atmosfera pacifica. Tambm atrai energia amorosa e
espritos positivos." Eu dei uma batidinha no ombro de Damien ento ele se virou. "Voc
est pronto." Ento me movi at Shaunee, que estava representado o elemento de fogo, e
comecei a fumegar ela.
      "Espritos positivos?" Stevie Rae disse, parecendo jovem e assustada. "Eu no sabia
que iramos chamar mais do que os elementos no circulo."
      "Por favor. Apenas, por favor, Stevie Rae." Shaunee disse, franzindo atravs da
fumaa para Stevie Rae. "Voc no pode ser uma vampira e ter medo de fantasmas."
      "Espera, Zoey no est falando sobre os espritos Cherokee? Eles provavelmente no
vo prestar muita ateno para uma cerimnia feita por um bando de vampiros calouros
que no so descendentes de ndios que supera a nossa Alta Sacerdotisa Cherokee em 4 a
1," Damien disse.
      Eu terminei com Shaunee e me movi para Erin. "Eu no acho que importa tanto o
que somos por fora," eu disse, instantaneamente sentindo a certeza do que eu estava
dizendo. "Eu acho que o que importa  nossa inteno. E meio assim: Afrodite e seu
grupo so umas das mais bonitas, e mais talentosas garotas nessa escola, e as Filhas
Negras deveria ser um clube incrvel. Mas ao invs disso, ns a chamamos de bruxas e
elas so basicamente um bando de valentonas e mimadas pirralhas." Me pergunto como
Erik se encaixa nisso? Ele realmente era "tanto faz" em relao ao grupo, como ele me
disse, ou era algo mais profundo que isso, como Afrodite implicou?
      "Ou garotos que foram obrigados a participar e esto juntos pacote," Erin disse.
      "Exato." Eu mentalmente me repreendi. Agora no era a hora para sonhar acordada
com Erik. Eu terminei de esfumaar Erin e fui at Stevie Rae. "O que eu quero dizer  que
acho que o esprito dos meus ancestrais podem nos ouvir, como eu acho que o esprito da
salva e da lavanda funcionam em ns. Mas no acho que temos nada para ter medo,
Stevie Rae. A nossa inteno no  chamar eles aqui para chutarmos a bunda de
Afrodite." Eu parei rindo e acrescentei, "embora a garota definitivamente precise de um
bom chute na bunda. E eu no acho que v haver fantasmas assustadores andando por
aqui hoje a noite," eu disse firmemente, ento entreguei o galho para Stevie Rae e disse,
"Ok, agora voc faz em mim." Ela comeou a imitar minhas aes e eu relaxei com a doce
fumaa famliar enquanto ela era passada ao meu redor.
     "No vamos pedir a ajuda deles para chutar a bunda dela?" Shaunee definitivamente
parecia desapontada.
     "No. Estamos nos purificando para pedir que Nyx nos guie. Eu no quero bater em
Afrodite." Eu me lembrei o quo bem me senti ao jogar ela pra longe de mim e dizer para
ela pastar. "Bem, ok, eu posso gostar da idia, mas a verdade  que isso no resolve o
problema das Filhas Negras."
     Stevie Rae terminou de me esfumaar e eu peguei o galho dela e cuidadosamente o
esfreguei no cho. Ento voltei para o centro do circulo onde Nala estava enrolada
contente em uma pequena bola de pelos laranja ao lado da vela de esprito. Eu olhei ao
redor para os meus amigos. " verdade que no gostamos de Afrodite, mas acho
importante no se concentrar em coisas negativas como chutar a bunda dela ou a
expulsar das Filhas Negras. Isso  o que ela faria em nosso lugar. O que queremos  o
que  certo. Mais justia do que vingana. Somos diferentes dela, e se de alguma forma
formos capazes de tomar o lugar dela nas Filhas Negras, esse grupo ser diferente
tambm."
     "V,  por isso que voc ser a Alta Sacerdotisa e Erin e eu seremos sua atraentes
ajudantes. Porque somos superficiais e s queremos arrancar a cabea de vento dela,"
Shaunee disse enquanto Erin acenava.
     "Apenas pensamentos positivos, por favor," Damien disse afiadamente. "Estamos no
meio de um ritual de purificao!"
     Antes de Shaunee poder fazer algo alm de olhar para Damien, Stevie Rae disse,
"Kay! Estou pensando apenas em coisas positivas, como o quo incrvel seria se Zoey
fosse a lder das Filhas Negras!"
     "Boa idia, Stevie Rae," Damien disse. "Estou pensando o mesmo."
     "Hey! Esse  meu pensamento feliz tambm," Erin disse. "Peter Pan* comigo,
Gmea," (*pra quem no lembra, para voar no mundo de Peter Pan pensamentos felizes
eram necessrios).
     Ela chamou Shaunee, que parou de olhar com raiva para Damien e disse, "Voc sabe
que sempre estou afim de pensamentos felizes. E seria timo se Zoey estivesse no
comando das Filhas Negras e no caminho para se transformar numa Alta Sacerdotisa de
verdade."
     Alta Sacerdotisa de verdade... Eu imaginei brevemente se era uma coisa boa ou ruim
que essas palavras me faziam sentir que eu estava prestes a vomitar. De novo.
Respirando, eu acendi a vela roxa. "Prontos?" eu perguntei para os 4.
     "Prontos!" Eles falaram juntos.
     "Ok, peguem seus velas."
     Sem hesitar (o que significa que eu tambm no estava me dando tempo para
amarelar), eu carreguei a vela at Damien. Eu no era experiente e brilhante como
Neferet era, ou sedutora e confiante como Afrodite. Eu era apenas eu. Apenas Zoey  a
estranha familiar que passou de ser uma quase normal estudante do colegial para uma
estranha vampira caloura. Eu respirei fundo. Como vov diria, tudo o que eu podia fazer
era o meu melhor.
      "Ar est em toda parte, ento apenas faz sentido que voc seja o primeiro elemento
a ser chamado no circulo. Eu peo que voc me oua, ar, e eu o convoco para esse
circulo." Eu acendi a vela amarela de Damien com a minha prpura e instantaneamente a
chama comeou a queimar como louca. Eu observei os olhos de Damien ficarem grandes
e redondos e encarando quando o vento de repente apareceu eu um mini redemoinho ao
redor de nossos corpos, levantando nosso cabelo e passando suavemente contra a nossa
pele.
      " verdade," ele sussurrou, me encarando. "Voc pode realmente manifestar os
elementos."
      "Bem," eu sussurrei de volta, me sentindo mais leve, "um deles pelo menos. Vamos
tentar dois."
      Eu fui at Shaunee. Ela ergueu a vela dela para mim e me fez sorrir quando ela
disse, "estou pronta para o fogo  pode mandar ver!"
      "Fogo me lembra das noites frias de inverno e o calor e a segurana da lareira que
esquentava o chal da minha av. Eu peo que voc me oua, fogo, e eu te convoco para
este circulo." Eu acendi a vela vermelha e a chama queimou, muito mais brilhante do que
deveria ser possvel para uma vela comum. O ar ao redor de Shaunee e eu de repente foi
preenchido com um rico, cheiro de madeira e o calor de uma lareira acessa.
      "Wow!" Shaunee exclamou, os olhos escuros dela danando com o reflexo da
brilhosa chama da vela. "Agora, isso  legal!"
      "So dois," eu ouvi Damien dizer.
      Erin estava rindo quando tomei meu lugar na frente dela. "Estou pronta para gua,"
ela disse rapidamente.
      "gua  o alivio do quente vero de Oklahoma.  o incrvel oceano que eu realmente
gostaria de ver algum dia, e  a chuva que faz a lavanda crescer. Eu peo que voc me
oua, gua, e eu te convoco para este circulo."
      Eu acendi a vela azul e senti frio instantaneamente contra a minha pele, assim como
cheiro limpo, e salgado do que s poderia ser o oceano que eu nunca vi.
      "Incrivel, muito, muito incrvel," Erin disse, respirando fundo o ar do oceano.
      "So trs," Damien disse.
      "Eu no estou mais assustada," Stevie Rae disse quando parei na frente dela.
      "timo," eu disse. Ento foquei minha mente no quarto elemento, terra. "A terra nos
suporta e nos rodeia. No seriamos nada sem ela. Eu peo que voc me oua, terra, e eu
te convoco para este circulo." Ento acendi a vela verde com facilidade, e de repente
Stevie Rae e eu estamos sobrepujadas pelo doce aroma da grama recm cortada. Eu ouvi
o rudo das folhas do carvalho e olhamos para cima para ver o grande carvalho
literalmente baixando seus galhos at ns como se pudesse nos proteger do perigo.
      "Totalmente incrvel," Stevie Rae disse.
      "Quatro," Damien disse, sua voz cheia de excitao.
      Eu andei rapidamente para o centro do circulo e levantei minha vela prpura.
      "O ltimo elemento  o que preenche tudo e todos. Nos faz nicos e respira vida em
tudo. Eu peo que voc me oua, esprito, e eu te convoco para este circulo."
      Inacreditavelmente, parecia que de repente eu estava cercada pelos quatro
elementos, que eu estava no meio de um redemoinho feito de ar e fogo, gua e terra.
Mas no foi assustador, nenhum pouco. Me encheu de paz, e ao mesmo tempo eu senti a
tempestade de um poder quente e branco e tive que pressionar os lbios com fora para
no rir de pura alegria.
      "Olhem! Olhem para o circulo!" Damien gritou.
      Eu pisquei minha viso clara e instantaneamente senti os 4 elementos se
assentarem, como se fossem gatinhos que brincavam ao meu redor, esperando felizes que
eu os chamasse para bater no barbante e fazer algo. Eu estava sorrindo para eles com a
comparao quando eu vi a luz brilhante que apareceu ao redor da circunferncia do
circulo, iluminando Damien, Shaumee, Erin e Stevie Rae. Era brilhante e clara, e a
luminosidade prateada da lua cheia.
      "E so cinco," Damien disse.
      "Puta merda!" eu disse, muito como um  uma Alta Sacerdotisa, e os 4 riram,
enchendo a noite com o som da felicidade. E eu entendi, pela primeira vez, porque
Neferet e Afrodite tinham danado durante seus rituais. Eu queria danar e rir e gritar de
felicidade. Outra hora, eu disse a mim mesma. Hoje a noite havia um trabalho mais srio
a ser feito.
      "Ok, eu vou fazer a reza da purificao," eu disse a meus amigos. "E enquanto eu
digo a reza eu vou olhar para cada um dos elementos, um por vez."
      "O que voc quer que a gente faa?" Stevie Rae perguntou.
      "Se concentrem na reza. Concentrao. Acredite que o elemento ser carregado para
Nyx, e que a deusa ira responder me ajudando a saber o que fazer," eu disse com muito
mais certeza do que eu sentia.
      De novo eu olhei para o leste. Damien deu um sorriso de encorajamento para mim. E
eu comecei a recitar a antiga reza de purificao que eu disse tantas vezes com vov 
com algumas mudanas que decidi mais cedo.
     Grande deusa da Noite, cuja voz eu ouo no vento, que respira o ar da vida para
seus filhos. Me oua; eu preciso da sua fora e sabedoria.
     Eu parei brevemente e me virei para o sul.
     Me deixe andar na beleza, e faa meus olhos contemplarem o vermelho e prpura
pr do sol que vem antes da beleza da nossa noite. Faa minhas mos respirar as coisas
que voc fez e meus ouvidos afiados para ouvirem sua voz. Me faa sbia para que eu
possa entender as coisas que voc ensinou para as pessoas.
      Eu me virei de novo para a direita, e minha voz ficou mais forte enquanto eu entrava
no ritmo da orao.
     Me ajude a permanecer calma e forte e a encarar tudo que vier em minha direo.
Me permita aprender a lio que voc tem escondido em cada folha e pedra. Me ajude a
procurar pensamentos puros e agir com a inteno de ajudar outros. Me ajude a
encontrar a compaixo sem que a simpatia me sobrepuje.
    Eu virei para Stevie Rae, cujos olhos estavam fechados enquanto ela continuava a se
concentrar na mente dela.
    Eu procuro fora, no para ser mais que os outros, mas para lutar contra meu
grande inimigo, as duvida dentro de mim.
     Eu voltei para o centro do circulo e terminei a reza, e pela primeira vez na vida, eu
senti uma onda de sensao enquanto o poder das antigas palavras passavam por mim
pelo que eu esperava que fosse meu corao e alma que estivesse ouvindo a deusa.
    Me faa estar sempre pronta para vir at voc com mos limpas e olhos fortes. Para
que quando a vida desaparecer, assim como o pr do sol que desaparece, meu esprito
possa ir at voc sem vergonha.
     Tecnicamente, essa era a concluso da reza Cherokee que vov me ensinou, mas
senti a necessidade de acrescentar: "E Nyx, eu no entendo porque voc me Marcou e
porque voc me deu o dom e afinidade com os elementos. Eu nem preciso saber. O que
eu quero pedir  que voc me ajude a saber a coisa certa a fazer, e ento me de a
coragem para faz-la." E eu terminei a orao do jeito que eu lembrei que Neferet
completou o ritual dela:
     "Abenoada seja!"
     VINTE E QUATRO

      "Esse foi realmente o mais prodigioso circulo que eu j experimentei!" Damien disse
emocionado depois que o circulo foi fechado e estvamos juntando as velas e o galho de
reza.
      "Eu achei que "prodigioso" significasse "grande,"" Shaunee disse.
      "Tambm pode mostrar excitao e se referenciar para algo estupendo e
monumental," Damien disse.
      "Pela primeira vez no vou discutir com voc," Shaunee disse, surpreendendo todos
menos Erin.
      "Yeah, o circulo foi prodigioso," Erin disse.
      "Sabe que eu realmente consegui sentir a terra quando Zoey a chamou?" Stevie Rae
disse. "Foi como se de repente eu estivesse cercada por um campo de trigo. No, foi mais
que ser cercada por isso. Era como se de repente eu fosse parte disso."
      "Eu sei exatamente o que voc quer dizer. Quando ela chamou a chama foi como se
fogo explodisse dentro de mim," Shaunee disse.
      Eu tentei entender o que eu estava sentindo enquanto os quatro conversam juntos
alegremente. Eu estava definitivamente feliz, mas sobrepujada e um pouco mais do que
um pouco confusa. Ento era verdade, eu tinha algum tipo de afinidade com os 5
elementos.
      Por qu?
      S pra derrubar Afrodite? (O que, por sinal, eu ainda no fazia idia de como fazer.)
No, eu acho que no. Porque Nyx iria me conceder um poder to raro s para poder
chutar a bunda da mimada lder de um grupo?
      Ok, as Filhas Negras eram mais do que um conselho estudantil ou tanto faz, mas
ainda sim.
      "Zoey, voc est bem?"
      A voz preocupada de Damien me fez tirar os olhos de Nala, e eu percebi que estava
sentada no meio do que costumava ser o circulo, com meu gato no colo, completamente
envolta e meus prprios pensamentos enquanto acariciava a cabea dela.
      "Oh, sim. Desculpe. Estou bem, s um pouco distrada."
      "Deveramos voltar. Est ficando tarde," Stevie Rae disse.
      "Ok. Voc est certa," eu disse, e levantei, ainda segurando Nala. Mas no consegui
fazer meus ps os seguirem quando eles comearam a andar de volta para o dormitrio.
      "Zoey?"
      Damien, o primeiro a notar minha hesitao, parou e me chamou, e ento meus
outros amigos pararam, e viraram para mim com expresses que variavam de
preocupao a confuso.
      "Uh, vocs podem ir na frente? Eu vou ficar aqui um pouco mais."
      "Poderamos ficar com voc e -" Damien comeou, mas Stevie Rae (abenoado seja o
corao caipira dela) o interrompeu.
      "Zoey precisa pensar sozinha. Voc no precisaria se voc tivesse acabado de
descobrir que voc  o nico calouro conhecido na histria que tem uma afinidade pelos 5
elementos?"
      "Eu suponho que sim," Damien disse relutantemente.
      "Mas no esquea que vai amanhecer logo," Erin disse.
      Eu sorri os ressegurando. "No vou. Vou voltar para o dormitrio logo."
     "Vou fazer um sanduche pra voc e tentar conseguir umas batatinhas para
acompanhar sua coca no diettica.  importante que a Alta Sacerdotisa coma depois que
ela faz um ritual," Stevie Rae disse com um sorriso e um aceno enquanto ela levava os
outros 3 com ela.
     Eu agradeci a Stevie Rae enquanto eles desapareciam na escurido. Ento andei at
a rvore e sentei, colocando minhas costas contra o grosso tronco. Eu fechei os olhos e
acariciei Nala. O ronronar dela era normal e familiar e incrivelmente tranqilizador, e
pareceu me ajudar a me por no cho.
     "Ainda sou eu," eu sussurrei para minha gata. "Como vov disse. Todas as outras
coisas podem mudar, mas a Zoey verdadeira  a que eu tenho sido a 16 anos  ainda 
Zoey."
     Talvez se eu repetisse de novo e de novo o suficiente para mim mesma, eu
realmente acreditasse. Eu descansei meu rosto em uma mo e acariciei minha gata com a
outra, e disse a mim mesma que ainda era eu... ainda eu... ainda eu...
     "V como ela inclina sua bochecha contra a mo dela! O, eu uso uma luva nessa
mo, para poder tocar essa bochecha!"
     Nala "me-eeh-uf-owed" reclamando enquanto eu pulei surpresa.
     "Parece que eu continuo a te encontrar perto dessa rvore," Erik disse, sorrindo para
mim parecendo bem.
     Ele me fez sentir uma agitao no meu estomago, mas hoje a noite ele tambm me
fez sentir algo mais. Porque exatamente ele continuava me "achando"? E exatamente a
quanto tempo ele estava me vendo?"
     "O que voc est fazendo aqui, Erik?"
     " bom ver voc tambm. E, sim, eu gostaria de sentar, obrigado," ele disse e
comeou a sentar do meu lado.
     Eu levantei, fazendo Nala ronronar de novo.
     "Na verdade, eu ia voltar para o meu dormitrio."
     "Hey, no quis me intrometer nem nada. Eu s no consegui me concentrar no dever
de casa ento vim dar uma volta. Eu acho que meus ps me trouxeram para c sem que
eu mandasse neles, porque a prxima coisa que eu vi eu estava aqui do seu lado. Eu
realmente no estou te perseguindo. Juro."
     Ele colocou a mo nos bolsos e parecia totalmente embaraado. Bem, totalmente
fofo e embaraado, e eu lembrei o quando eu queria dizer sim para ele mais cedo quando
ele me convidou para assistir filmes nerds com ele. E agora aqui estava eu, rejeitando ele
e o fazendo ficar desconfortvel de novo. Era de se admirar que o cara sequer falasse
comigo. Claramente, eu estava levando o negocio da Alta Sacerdotisa a serio demais.
     "Ento que tal me levar de volta para meu dormitrio? De novo," eu perguntei.
"Parece bom."
     Dessa vez Nala reclamou quando eu tentei carregar ela. Ao invs disso ela trotou
junto conosco enquanto Erik e eu andvamos juntos to fcil quanto tinha sido antes. Ele
no disse nada por um tempo. Eu queria perguntar a ele sobre Afrodite, ou pelo menos
dizer a ele o que ela me disse sobre ele, mas eu no consegui inventar um bom jeito de
dizer algo que eu provavelmente no deveria perguntar para ele.
     "Ento o que voc estava fazendo aqui a essa hora?" ele perguntou.
     "Pensando," eu disse, o que tecnicamente no era uma mentira. Eu estava
pensando. Muito. Antes, durante, e depois do circulo que eu convincentemente no iria
mencionar.
     "Oh. Voc est preocupada com aquele cara Heath?"
     Na verdade, eu no pensei muito em Heath e Kayla desde que falei com Neferet,
mas eu dei nos ombros, sem querer especificar sobre o que eu estava pensando.
     "Eu quero dizer, eu acho que  provavelmente difcil terminar com algum s porque
voc foi Marcada," ele disse.
     "Eu no terminei com ele porque fui Marcada. Ele e eu basicamente terminamos
antes disso. A Marca s fez ser uma deciso mais final." Eu olhei para Erik e respirei
fundo. "E quanto a voc e Afrodite?"
     Ele piscou surpreso. "Como assim?"
     "Hoje ela me disse que voc nunca ser o ex dela porque voc sempre ser dela."
     Os olhos dele se estreitaram e ele parecia realmente fulo. "Afrodite tem um srio
problema para dizer a verdade."
     "Bem, no que seja da minha conta, mas-"
     " da sua conta," ele disse rapidamente. E ento, me chocando totalmente, ele
pegou minha mo. "Pelo menos eu gostaria que voc da sua conta."
     "Oh," eu disse. "Ok, bem, ok." De novo, eu estava certa que eu o estava
impressionando com minha habilidade de conversao.
     "Ento voc no estava s me evitando hoje a noite; voc realmente tinha algo para
fazer?" Ele perguntou devagar.
     "Eu no estava evitando voc. S tem..." eu hesitei, sem ter certeza de como diabos
explicar algo que eu tinha certeza que no deveria explicar para ele. "Tem muita coisa
acontecendo comigo agora. Essa Mudana  bem confusa s vezes."
     "Melhora," ele disse, apertando minha mo.
     "De alguma forma, para mim, eu duvido," eu murmurei.
     Ele riu e bateu na minha Marca com seu dedo. "Voc est na frente do resto de ns.
Isso  difcil no comeo, mas, acredite em mim, vai ficar mais fcil  mesmo para voc."
     Eu suspirei. "Eu espero que sim." Mas eu duvidava.
     Paramos na frente do dormitrio, e ele se virou para mim, a voz dele de repente
baixa e sria. "Z, no acredite na merda que a Afrodite diz. Ela e eu no ficamos juntos a
meses."
     "Mas vocs costumavam ficar," eu disse.
     Ele acenou e o rosto dele parecia cansado.
     "Ela no  uma pessoa muito legal, Erik."
     "Eu sei disso."
     E ento eu percebi o que realmente estava me incomodando e decidi, oh, bem, que
diabos, eu s vou dizer.
     "Eu no gosto que voc tenha ficado com algum maldoso. Me faz sentir estranha
sobre querer ficar com voc." Ele abriu a boca para dizer algo e eu continuei falando, sem
querer ouvir uma desculpa que eu no tinha certeza se devia ou no acreditar. "Obrigado
por me trazer para casa. Fico feliz que voc tenha me encontrado de novo."
     "Estou feliz por ter te encontrado tambm," ele disse. "Eu gostaria de te ver de novo,
Z, e no s por acidente."
     Eu hesitei. E me perguntei do porque eu estava hesitando. Eu queria ver ele de novo.
Eu precisava esquecer Afrodite. Serio, ela  realmente bonita e ele  um cara. Ele
provavelmente caiu nas feias (e quentes) garras delas antes de saber o que estava
acontecendo. Eu quero dizer, ela realmente meio que me lembrava uma aranha. Eu
deveria ficar feliz por ela no ter arrancado a cabea dela, a dar ao cara uma chance.
     "Ok, que tal eu assistir aqueles DVDs nerds com voc no sbado?" Eu disse de
conseguir me convencer a no sair com o cara mais lindo dessa escola.
      " um encontro," ele disse.
      Obviamente me dando tempo para me afastar se eu quisesse, Erik devagar se curvou
para me beijar. Os lbios dele eram quentes e ele cheirava muito bem. O beijo foi suave e
bom. Honestamente, me fez querer beijar ele mais. Acabou muito rpido, mas ele no se
afastou de mim. Estvamos parados bem perto um do outro, e eu percebi que tinha posto
minha mo no peito dele. A mo dele estava descansando nos meu ombro. Eu sorri para
ele.
      "Estou feliz que voc tenha me convidado para sair de novo," eu disse.
      "Estou feliz por voc finalmente ter dito sim," ele disse.
      Ento ele me beijou de novo, s que dessa vez ele no hesitou. O beijo se
aprofundou, e meus braos passaram ao redor dos ombros dele. Eu senti, mais do que
ouvi, ele gemeu e enquanto nos beijvamos longamente e com fora foi como se ligou um
boto dentro de mim, e um quente e eltrico desejo passou por mim. Era louco e incrvel,
e mais do que o beijo de qualquer outro j me fez sentir.
      Eu adorava o jeito que meu corpo se encaixava no dele, duro e suave, e eu me
pressionei contra ele, esquecendo sobre Afrodite e o circulo que tinha acabado de lanar o
todo o resto do mundo. Dessa vez quando quebramos o beijo estvamos respirando com
fora, e nos encaramos. Quando meus sentidos comearam a voltar eu percebi que eu
estava totalmente esmagada contra ele e eu estava parada ali na frente do dormitrio me
agarrando com ele feito uma vadia. Eu comecei a afastar os braos dele.
      "Qual o problema? Porque voc de repente parece diferente?" ele disse, apertando
seus braos ao meu redor.
      "Erik, no sou como Afrodite." Eu me afastei com mais fora e ele me soltou.
      "Eu sei que voc no . Eu no gostaria de voc se fosse igual a ela."
      "No estou falando da minha personalidade. Eu quero dizer ficar parada aqui me
agarrando com voc no  um comportamento normal para mim."
      "Ok." Ele colocou uma mo em minha direo como se ele quisesse me puxar de
volta para os braos dele, mas ento ele pareceu mudar de idia e a mo dele caiu no
lado dele. "Zoey, voc me faz sentir diferente do que qualquer um j tenha feito antes."
      Eu senti meu rosto ficar vermelho e eu no soube dizer se era raiva ou
embaraamento. "No me idealize, Erik. Eu vi voc no corredor com Afrodite. Voc
claramente sentiu esse tipo de coisa antes, e mais."
      Ele balanou a cabea e eu vi magoa nos olhos dele. "O que Afrodite me faz sentir 
fsico. O que voc me faz sentir  tocar meu corao. Eu sei a diferena, Zoey, e eu pensei
que voc tambm sabia."
      Eu olhei para ele  para aqueles lindos olhos azuis que pareceram me tocar da
primeira vez que ele me viu. "Eu sinto muito," eu disse suavemente. "Isso foi maldade
minha. Eu sei a diferena."
      "Prometa que no vai deixar Afrodite se intrometer entre ns."
      "Eu prometo." Me assustou, mas falei srio.
      "timo."
      Nala se materializou da escurido e comeou a andar pelas minhas pernas e
reclamar. " melhor levar ela para dentro e colocar ela na cama."
      "Ok." Ele sorriu e me deu um rpido beijo. "Vejo voc no sbado, Z."
      Meus lbios formigaram o caminho todo para meu quarto.
     VINTE E CINCO

      O outro dia comeou com o que olhando para trs uma suspeita normalidade. Stevie
Rae e eu tomamos caf da manh, ainda sussurrando uma boa fofoca sobre o quo
gostoso Erik era e tentando descobrir o que eu iria usar no encontro no sbado. Nem
vimos Afrodite ou as trs bruxas, Terrivel, Pronta para guerra e vespa. A aula de
sociologia era to interessante  samos das Amazonas para aprender sobre um antigo
festival dos vampiros gregos chamado Correia  que eu parei de pensar sobre ao ritual
das Filhas Negras planejado para mais tarde, e por um tempo eu realmente parei de me
preocupar sobre o que eu iria fazer com Afrodite. A aula de teatro tambm foi boa. Eu
decidi fazer um dos solilquio de Kate de O amansar da Vbora (amo essa pea desde que
vi o antigo filme estrelado por Elizabeth Taylor e Richard Burton). Ento quando estava
saindo da aula Neferet esbarrou em mim no corredor e perguntou at onde eu tinha ido
com o livro de sociologia avanado. Eu tive que dizer a ela que no tinha lido muito
(Traduo: no li nada) ainda, e eu estava totalmente distrada pelo desapontamento
obvio dela em relao a mim quando corri para a aula de ingls. Eu tinha acabado de
sentar entre Damien e Stevie Rae quando comeou a confuso, e tudo parecendo
vagamente a algo normal sobre aquele dia terminou.
      Pehthesilea estava lendo "Voc vai e eu fico um pouco Capitulo Quatro" de Uma
noite para lembrar.  um livro muito bom, e estvamos todo escutando como sempre, e
ento aquele estpido garoto Elliott comeou a tossir. Droga, o garoto era totalmente e
completamente irritante.
      Em alguma parte no meio do capitulo e obvia tosse eu comecei a sentir o cheiro de
algo. Era rico e doce, delicioso e sedutor. Automaticamente, eu inalei profundamente,
ainda tentando me concentrar no livro.
      A tosse de Elliott ficou pior, e com o resto da turma eu me virei para dar a ele um
olhar seco. Eu quero dizer, por favor. Ele no podia tomar um remdio para tosse ou
beber gua ou algo assim?
      E ento eu vi sangue.
      Elliott no estava na sua preguiosa posio para dormir. Ele estava sentado direito,
olhando para a mo, que estava coberta com sangue fresco. Enquanto eu o observava,
ele tossiu de novo, fazendo um horrvel, som molhado que me lembrou do dia em que eu
fui Marcada. S que quando Elliott tossiu, sangue brilhante e vermelho saiu da boca dele.
      "O que-" ele gargarejou.
      "Chame Neferet!" Pehtehsilea surtou a ordem enquanto ela abria uma das gavetas da
sua mesa, pegava uma toalha muito bem dobrada, e se movia rapidamente para o lado de
Elliott. O garoto que estava sentado perto da porta saiu correndo.
      Em absoluto silencio vimos Penthesilea chegar em Elliott logo a tempo da prxima
tosse de sangue, que ela pegou com a toalha. Ele agarrou com fora a toalha no rosto, se
agarrando e cuspindo e vomitando. Quando ele finalmente olhou para cima, lagrimas de
sangue estavam correndo por seu rosto plido e redondo, e sangue estava escorrendo do
nariz dele como se fosse uma torneira que algum deixou aberta. Quando ele virou sua
cabea para olhar para Penthesilea, eu pude ver que tinha uma corrente vermelha saindo
da orelha dele tambm.
      "No!" Elliott disse com mais emoo do que eu j o vi demonstrar. "No! Eu no
quero morrer!"
      "Sssh," Penthesilea gritou, tirando o cabelo laranja dele do rosto suado. "Sua dor vai
acabar em breve."
      "Mas  mas, eu no eu -" Ele comeou a protestar de novo, com uma voz irritante
que parecia mais com a dele, e ento ele foi interrompido por outra rodada de tosse. Ele
vomitou de novo, dessa vez sangue na j encharcada toalha.
      Neferet entrou na sala com dois altos e parecendo muito poderosos homens atrs
dela. Eles carregavam uma maca e um cobertor; Neferet s carregava um vidro cheio de
um liquido cor de leite. No dois suspiros atrs deles, Dragon Lankford entrou na sala.
      "Esse  o mentor dele," Stevie Rae sussurrou baixinho. Eu acenei, lembrando quando
Penthesilea tinha brigado com Elliott por desapontar Dragon.
      Neferet deu o frasco que estava segurado para Dragon. Ento ela parou atrs de
Elliott. Ela pos as mos nos ombros dele. Instantaneamente, o vomito e a tosse
diminuram.
      "Beba isso rapidamente, Elliott," Dragon disse a ele. Quando ele comeou a
fracamente balanar a cabea dizendo no, ele acrescentou gentilmente, "vai fazer sua
dor terminar."
      "Voc  voc vai ficar comigo?" Elliott disse.
      " claro," Dragon disse. "No vou deixar voc ficar sozinho nem por um segundo."
      "Voc vai ligar para minha me?" Elliott sussurrou.
      "Eu vou."
      Elliott fechou os olhos por um segundo, e ento, com as mos tremulas colocou o
frasco nos lbios e bebeu. Neferet acenou para os dois homens, e eles o pegaram e o
deitaram na maca como se ele fosse uma boneca e no um garoto morrendo. Com
Dragon ao lado, eles se apressam para fora da sala. Antes de Neferet os seguir ela virou
para olhar para a chocada turma de terceiranistas.
      "Eu poderia dizer que Elliott vai ficar bem  que ele vai se recuperar, mas isso seria
uma mentira." A voz dela era serena, mas cheia de uma controlada fora. "A verdade 
que o corpo dele rejeitou a Mudana. Em minutos ele vai morrer a permanente morte e
no ira se transformar em um vampiro maduro. Eu poderia dizer a vocs no se
preocuparem, que no ira acontecer com vocs. Mas isso tambm seria uma mentira. Em
mdia, um a cada dez de vocs no vai fazer a Mudana. Alguns calouros morrem cedo
quando so terceiranistas, como Elliott. Alguns de vocs sero mais fortes e durar at o
serem sestanistas, e ento vo adoecer e morrer de repente. Eu digo isso a vocs no
para que vivam com medo. Eu digo por duas razes. A primeira, eu quero que saibam que
como sua Alta Sacerdotisa no vou mentir para vocs, mas vou ajudar a facilitar a ida
para o prximo mundo se hora chegar. E segundo, eu quero que vocs vivam como se
lembrassem que podem morrer amanha, porque vocs podem. Ento se vocs realmente
morrem seu espirito poder descansar pacificamente sabendo que deixaram para trs uma
memria honrvel. Se voc no morrer, ento ter feito a fundao para uma longa e rica
vida com integridade." Ela olhou diretamente para os meus olhos e ento terminou
dizendo, "eu peo que a beno de Nyx os confortem hoje, e que vocs lembrem que a
morte  uma parte natural da vida, mesmo para a vida de um vampiro. Pois algum dia
todos voltamos para o seio da deusa." Ela fechou a porta atrs dela com um som que
pareceu ecoar infinitamente.
      Penthesilea trabalhou rpida e eficientemente. Na verdade ela limpou as manchas de
sangue que mancharam a mesa de Elliott. Quando todas as evidencias do garoto
moribundo desapareceram, ela voltou para a frente da sala e fez um momento de silencio
por Elliott. Ento ela pegou o livro e voltou a ler de onde ela parou. Eu tentei prestar
ateno. Eu tentei bloquear a viso de Elliott sangrando pelos olhos e ouvidos e nariz e
boca. E eu tambm tentei no pensar sobre o fato de que o cheiro delicioso que eu tinha
sentido tinha sido, sem duvidas, o sangue de Elliott saindo do corpo moribundo dele.

     ***

      Eu sei que as coisas deveriam continuar normalmente depois que calouros morrem,
mas aparentemente era raro para dois garotos morrem em um perodo de tempo to
curto, e todos ficaram nada naturalmente silenciosas pelo resto do dia. O almoo foi
silencioso e deprimente, e eu notei que a maior parte da comida foi mais remexida do que
comida. As Gmeas nem incomodaram Damien, o que teria sido uma boa mudana se eu
no soubesse a horrvel razo por trs disso. Quando Stevie Rae inventou alguma
desculpa esfarrapada para sair do almoo mais cedo e voltar para o quarto antes do
quinto perodo comear, eu estava mais que feliz de dizer que iria com ela.
      Andamos na calada na grossa escurido de outra noite com nuvens. Hoje as luzes
no pareciam alegres e quentes. Ao invs disso elas pareciam frias e no claras o
bastante.
      "Ningum gostava de Elliott, o que de algum jeito eu acho que piora as coisas,"
Stevie Rae disse. "Foi mais fcil com Elizabeth. Pelo menos podamos honestamente nos
sentir triste por ela ter morrido."
      "Eu sei o que voc quer dizer. Eu me sinto chateada, mas sei que estou realmente
chateada por ter visto o que pode acontecer conosco e agora no consigo tirar isso da
cabea, e no chateada porque o garoto morreu."
      "Pelo menos foi rpido," ela disse suavemente.
      Eu tremi. "Me pergunto se di."
      "Eles te do algo aquela coisa branca que Elliott bebeu. Faz parar de doer, mas
deixa voc ficar consciente at o final. E Neferet sempre ajuda com a parte de estar
morrendo."
      " assustador no ?" eu disse.
      "Sim."
      No falamos nada por um tempo. Ento a lua apareceu atravs das nuvens, pintando
as folhas das arvores com uma levemente prateada, e me lembrou de repente de Afrodite
e do ritual dela.
      "Alguma chance de Afrodite cancelar o ritual de Samhain hoje a noite?"
      "De jeito nenhum. Os rituais das Filhas Negras nunca so cancelados."
      "Bem, diabos," eu disse. Ento olhei para Stevie Rae. "Ele foi o refrigerador deles."
      Ela me deu um olhar assustado. "Elliott?"
      "Sim, foi muito nojento, e ele agiu como se estivesse drogado e estranho. Ele deve
ter comeado a rejeitar a Mudana mesmo naquela poca." Houve um silencio
desconfortvel, e ento acrescentei, "eu no quis dizer nada antes para voc,
especialmente depois que voc me contou sobre... bem... voc sabe. Tem certeza que
Afrodite no vai cancelar hoje a noite? Eu quero dizer, com Elizabeth e agora Elliott."
      "No importa. E as Filhas Negras no se importam com os garotos que usam para ser
um refrigerador. Eles apenas vo conseguir outra pessoa."
      Ela hesitou. "Zoey, eu estive pensando. Talvez voc no devesse ir hoje a noite. Eu
ouvi o que Afrodite disse para voc ontem. Ela vai se certificar que ningum aceite voc.
Ela vai ser muito, muito maldosa."
      "Eu ficarei bem, Stevie Rae."
      "No, eu tenho um mal pressentimento. Voc ainda no tem um plano, tem?"
     "Bem, no. Eu ainda estou no estagio de reconhecimento," eu disse, tentando tornar
a conversa mais leve.
     "Faa o reconhecimento depois. Hoje foi horrvel. Todos esto chateados. Eu acho
que voc deveria esperar."
     "Eu no posso no aparecer, especialmente depois do que Afrodite disse para mim
ontem. Ela vai achar que pode me intimidar."
     Stevie Rae respirou fundo. "Bem, ento acho que voc deveria me levar com voc."
Eu comecei a balanar a cabea, mas ela continuou falando. "Voc  uma Filha Negra
agora. Tecnicamente, voc pode convidar as pessoas para o ritual. Ento me convide. Eu
vou te dar auxilio."
     Eu pensei sobre o negocio de beber sangue e gostar tanto que foi obvio at para
Pronta pra Guerra e Terrvel. E eu tentei, e falhei, no pensar sobre o cheiro de sangue 
o de Heath e Erik e Elliott. Stevie Rae iria descobrir algum dia o quanto o sangue me
afetava, mas no seria hoje a noite. Na verdade, se eu pudesse impedir, no seria to
cedo. Eu no queria me arriscar em perder ela ou as Gmeas ou Damien  e eu estava
com medo que eu fosse. Sim, eles sabiam que eu era "especial," e eles me aceitaram essa
raridade significa Alta Sacerdotisa para eles, e  algo bom. Minha nsia por sangue no
era to boa. Eles aceitariam to fcil?
     "De jeito nenhum, Stevie Rae."
     "Mas, Zoey, voc no deveria entrar naquele bando de bruxas sozinha."
     "No estarei sozinha. Erik estar l."
     "Sim, mas ele costumava ser o namorado de Afrodite. Quem sabe o quo bom ele
ser para te defender se ela agir de forma horrvel com voc."
     "Querida, eu posso cuidar de mim mesma."
     "Eu sei, mas -" Ela parou e ento me deu um olhar engraado. "Z, voc est
vibrando?"
     "Huh? Estou o que?" E ento eu ouvi tambm, e comecei a rir. " meu celular. Eu
coloquei na minha bolsa depois de carregar ontem a noite." Eu tirei ele da bolsa, olhando
para a hora no display. "J passa da meia noite, quem diabos..." Abrindo o telefone fiquei
chocada por ver que tinha 15 novas mensagens e 5 ligaes perdidas. "Droga, algum
esteve me ligando e ligando, e eu nem notei." Eu chequei as mensagens de texto antes, e
ento meu estomago comeou a se apertar enquanto eu as lia.
     Zo me liga eu ainda amo vc
     Zo me liga p. favor
     Tenho q ver vc
     Vc e eu
     Vc vai ligar?
     Eu quero fala com vc Zo!
     Me ligue de volta
     Eu no precisei ler mais nenhuma delas. Elas eram basicamente a mesma coisa. "Ah,
merda. So todas do Heaht."
     "Seu ex?"
     Eu suspirei. "Sim."
     "O que ele quer?"
     "Aparentemente, eu." Relutantemente, eu pus o cdigo para acessar minha caixa de
mensagens, e a voz boba e fofa de Heath me chocou por estar to alta e animada.
     "Zo! Me ligue. Tipo, eu sei que  tarde, mas... espera. No  tarde para voc, mas 
tarde para mim. Mas est tudo bem porque eu no me importo. Eu s quero que voc me
ligue. Ok. Ento. Tchau. Me liga."
     Eu gemi e a deletei. A outra parecia ainda mais manaca.
     "Zoey! Ok. Voc precisa me ligar. Verdade. E no fique brava. Hey, eu nem gosto de
Kayla. Ela  chata. Eu ainda amo voc, Zo, s voc. Ento me liga. No me importa
quando. Eu vou apenas acordar."
     "Cara oh cara," Stevie Rae disse, facilmente ouvindo a falao de Heath. "O cara est
obcecado. No  de se admirar que voc chutou ele."
     "Sim," eu murmurei, rapidamente deletando a segunda mensagem. A terceira era
muito parecida com as outras duas, s que mais desesperada. Eu baixei o volume e bati o
p impacientemente enquanto passava pelas 5 mensagens, sem ouvir a no ser para ver
quando eu podia a deletar e ir para a prxima. "Eu preciso ir ver Neferet," eu disse, mais
para mim mesma do que Stevie Rae.
     "Por qu? Voc precisa impedir ele de te ligar ou algo assim?"
     "No. Sim. Algo assim. Eu s preciso falar com ela sobre, bem, sobre o que eu
deveria fazer." Eu evitei o olhar curioso de Stevie Rae.
     "Eu quero dizer, ele j apareceu aqui uma vez. Eu no quero que ele passe aqui de
novo e cause algum problema."
     "Oh, sim,  verdade. Ser ruim se ele se encontrar com Erik."
     "Ser horrvel. Ok,  melhor eu me apressar e tentar pegar ela antes do quinto
perodo. Te vejo depois da aula."
     Eu no esperei pelo tchau de Stevie Rae, mas sai correndo na direo da sala de
Neferet. Esse dia poderia ficar pior? Elliot morre e eu me sinto atrada pelo sangue dele.
Eu tenho que ir para o ritual de Samhain hoje a noite com um bando de garotas que me
odeiam e querem se certificar de que eu saiba disso, e eu provavelmente imprinted no
meu quase ex-namorado.
     Sim. Hoje realmente, realmente est sendo uma merda.
    VINTE E SEIS

      Se o assovio e ronronar de Skylar no tivesse chamado minha ateno, eu nunca
teria visto Afrodite caida no pequeno canto do corredor da sala de Neferet.
      "O que  Skylar?" Eu ergui as mos cuidadosamente lembrando o que Neferet disse
sobre seu gato ser um mordedor conhecido. Eu tambm estava sinceramente feliz por
Nala no estar comigo como sempre  Skylar provavelmente comeria minha pobre gata no
almoo. "Gatinho-gatinho," o enorme e laranja Tom me deu um olhar considerado
(provavelmente considerando se iria ou no morder minha mo). Ento ele tomou sua
deciso, e se mexeu at a minha direo. Ele se esfregou nas minhas pernas, ento ele ao
contra um timo assovio antes de desaparecer pelo corredor na direo da sala de
Neferet.
      "Qual diabos  o problema dele?" Eu olhei hesitante para o canto, me perguntando o
que faria um gato com Skylar baforar e assoviar, e ento senti uma onda de choque. Ela
estava sentada no cho, difcil de ver na sombra embaixo da beirada da estatua de Nyx. A
mo dela estava virada para trs, e os olhos dela estavam virados ento s a parte branca
estava aparecendo. Ela quase me matou de susto. Eu me senti congelar, esperando a
qualquer segundo ver o sangue derramando pelo rosto dela. Ento ela gemeu e
murmurou algo que eu no consegui entender enquanto os globos oculares dela viravam
pelos olhos vejados dela como se ela estivesse vendo algo. Eu percebi o que deveria estar
acontecendo. Afrodite estava tendo uma viso. Ela provavelmente a sentiu vindo e se
encondeu no conta para que ningum a visse e pudesse manter a informao sobre morte
e destruio que ela podia impedir, para ela mesma. Vaca. Bruxa.
      Bem, eu no iria mais deixar ela escapar com essa merda. Eu me abaixei e agarrei
pelo brao, a levantando. (Deixe-me te dizer, ela  muito mais pesada do que parece.)
      "Anda," eu rugi, meio que carregando ela enquanto ela ela se lanava cegamente
para frente comigo. "Vamos dar uma volta pelo corredor e ver que tipo de tragdia voc
no queria comentar."
      Graas a Deus, o quarto de Neferet no era muito longe. Ns entramos e Neferet
pulou de trs da sua mesa e se apressou em nossa direo.
      "Zoey! Afrodite! O que?" Mas assim que ela olhou para Afrodite, o alarme dela
mudou para um calmo entendimento. "Me ajude a colocar ela aqui na minha cadeira. Ela
ficar mais confortvel l."
      Levamos Afrodite para enorme cadeira de couro de Neferet, e a deixamos se afundar
nela. Ento Neferet se abaixou para o lado dela e pegou a mo dela.
      "Afrodite, com a voz da deusa eu te suplico que conte a Sacerdotisa dela o que voc
v." A voz de Neferet era suave, mas que compelida, e eu podia sentir o poder no
comando dela.
      As plpebras de Afrodite imediatamente comearam a se abrir, e ela deu um
profundo suspiro. Ento ela as abriu de repente. Os olhos dela pareciam enormes e
vidrados.
      "Tanto sangue! Tinha tanto sangue saindo do corpo dele!"
      "Quem, Afrodite? Se concentre. Se foque e limpe a viso," Neferet ordenou.
      Afrodite deu outro profundo suspiro. "Eles esto mortos! No. No. Isso no pode
ser! No est certo. No. No  natural! Eu no entendo... eu no..." Ela piscou os olhos
de novo, e o deslumbre dela pareceu clarear. Ela olhou pela sala, como se no
reconhecesse nada. Os olhos dela tocaram os meus. "Voc..." ela disse fracamente. "Voc
sabe."
      "Sim" eu disse, pensando que eu sabia que ela estava tentado esconder sua viso,
mas tudo que eu disse foi, "eu te encontrei no corredor e -" Neferet ergueu a mo para
me parar.
      "No, ela no terminou. Ela no deveria estar voltando a si to cedo. A viso ainda 
muito abstrata," Neferet me disse rapidamente, e ento abaixou a voz de novo e assumiu
o tom de comando compeledor. "Afrodite, volte. Veja o que  que voc testemunhou, e o
que voc deve mudar."
      H! Te peguei agora. Eu no pude me impedir de ficar um pouco presunosa. Afinal
de contas, ela tinha tentado arrancar meu olho ontem.
      "O morto..." Ficando cada vez mais difcil de entender, Afrodite murmurou algo que
soava como "Tneis... eles... mataram... algum... l... eu... no... eu... no posso..." Ela
estava frentica, e eu quase senti pena dela. Claramente, o que quer que fosse que ela
estivesse vendo estava assustando ela tambm. Ento os olhos dela encontraram Neferet,
e eu vi reconhecimento passar por eles e comecei a relaxar. Ela estava voltando e toda
essa coisa estranha seria esclarecida. E quando pensei nisso, os olhos de Afrodite, que
pareciam estar trancados no de Neferet, se alargaram sem acreditar. Um olhar de terror
passou pelo rosto dela e ela gritou.
      Neferet bateu as mos nos ombros trmulos de Afrodite. "Acorde!" Ela mal olhou
pelos ombros para me dizer, "V agora, Zoey. A viso dela  confusa. A morte de Elliott a
chateou. Eu preciso ter certeza que ela voltou a si novamente."
      Eu no precisava ser mandada duas vezes. Com a obsesso de Heath esquecida, eu
sai correndo de l e fui para a aula de espanhol.
      Eu no conseguia me concentrar na aula. Eu continuava repassando a estranha cena
com Neferet e Afrodite de novo e de novo. Ela obviamente estava tendo uma viso sobre
pessoas morrendo, mas pela reao de Neferet no tinha sido uma viso normal (se existe
tal coisa). Stevie Rae tinha dito que as vises de Afrodite eram to claras que ela pode
direcionar as pessoas para o aeroporto certo e especificar at o avio que iria cair. Ainda
sim hoje, de repente, nada estava claro. Bem, nada a no ser me vendo e dizer aquelas
coisas estranhas, e gritando pra caramba com Neferet. No fazia sentido. Eu estava quase
ansiosa para ver como ela iria agir essa noite. Quase.
      Eu guardei a escova de Persephone e peguei Nala, que estava empoleirada no topo
do cocho do cavalo observando e fazendo seus estranhos me-eeh-uf-ows para mim, e
comecei a devagar voltar para o dormitrio. Dessa vez Afrodite no brigou comigo, mas
quando passei pelo canto do carvalho Stevie Rae, Damien, e as Gmeas estavam
empoleirados juntos conversando muito  que de repente parou quando eu apareci. Todos
eles olharam de forma culpada para mim. Era bem fcil adivinhar sobre o que eles
estavam falando.
      "O que?" eu perguntei.
      "Estvamos esperando por voc," Stevie Rae disse. A felicidade usual dela est
desaparecida.
      "Qual o problema com voc?" eu perguntei.
      "Ela est preocupada com voc," Shaunee disse.
      "Ns estamos preocupados com voc," Erin disse.
      "O que est acontecendo com seu ex?" Damien perguntou.
      "Ele est incomodando, s isso. Se ele no incomodasse, no seria meu ex." Eu
tentei falar indiferente, sem olhar para nenhum dos olhos dele por muito tempo. (Embora
nunca tenho sido uma boa mentirosa.)
      "Achamos que eu deveria ir com voc hoje a noite," Stevie Rae disse.
      "Na verdade, achamos que ns deveramos ir com voc hoje a noite," Damien
corrigiu.
      Eu franzi a testa para eles. De jeito nenhum eu iria querer que todos eles me vissem
beber o sangue do perdedor que eles conseguissem arranjar misturado com o vinho hoje
a noite.
      "No."
      "Zoey, foi um pssimo dia. Todos esto estressados. Alm do mais, Afrodite est
querendo te pegar. Faz sentido que fiquemos juntos hoje a noite," Damien disse
logicamente.
      Sim, era lgico, mas eles no sabiam a histria toda. Eu no queria que eles
soubessem a histria toda. Ainda. A verdade era, que eu me importava demais com eles.
Eles me fizeram sentir aceita e segura  eles me fizeram sentir como se eu encaixasse
aqui. Eu no podia arriscar perder isso agora, no quando tudo isso ainda era to novo e
assustador. Ento eu fiz o que aprendi a fazer bem demais em casa quando estava
assustada e chateada e no queria que ningum soubesse  eu fiquei fula e na defensiva.
      "Vocs dizem que eu tenho poderes que algum dia vo fazer de mim Alta
Sacerdotisa?" Todos acenaram com vontade e sorriram para mim, o que fez meu corao
se apertar. Eu cerrei os dentes e fiz minha voz soar realmente fria. "Ento vocs precisam
ouvir quando eu digo no. Eu no quero vocs l hoje a noite. Isso  algo que eu tenho
que lidar. Sozinha. E no quero falar mais sobre isso."
      E ento me afastei deles.
      Naturalmente, dentro de meia hora eu me senti culpada por ter sido to m. Eu
andei de um lado para o outro de baixo do grande carvalho que de alguma forma tinha
virado meu santurio, irritando Nala e desejando que Stevie Rae aparecesse para que eu
pudesse me desculpar. Meus amigos no sabiam por que eu no os queria l. Eles s
estavam cuidando de mim. Talvez... talvez eles entendessem o negocio do sangue. Erik
pareceu entender. Ok, claro, ele era um quintanista, mas ainda sim. Todos deveramos
passar por isso. Todos deveramos desejar sangue  ou morremos. Eu me alegrei um
pouco e acariciei a cabea de Nala.
      "Quando a alternativa  a morte, beber sangue no parece to ruim. Certo?"
      Ela ronronou, ento eu aceitei isso como um sim. Eu olhei a hora no relgio. Merda.
Eu tinha que voltar para o dormitrio, mudar de roupa, e ir me encontrar com as Filhas
Negras. Com indiferena eu comecei a seguir o muro para trs. Era uma noite com nuvens
de novo, mas no me importei com a escurido. Na verdade, eu estava comeando a
gostar da noite. Eu deveria. Seria meu elemento por um longo tempo. Se eu vivesse.
Como se pudesse ler meu pensamento mrbido, Nala "me-eeh-uf-owed" emburrada para
mim enquanto ela andava ao meu lado.
      "Sim, eu sei. Eu no deveria ser to negativa. Eu vou trabalhar nisso logo depois que
eu "
      O baixo rosno de Nala me surpreendeu. Ela parou. As costas dela estavam arqueadas
e o pelo dela estava erguido, fazendo ela parecer uma gorda bola de pelos, mas os olhos
afiados dela no eram brincadeira, e nem a feroz assovio que saiu da boca dela. "Nala, o
que..."
      Um terrvel calafrio passou pela minha espinha mesmo antes deu virar para olhar na
direo que minha gata estava encarando. Mais tarde, eu no pude descobrir porque eu
no gritei. Eu lembro da minha boca abrir para buscar ar, mas eu estava absolutamente
silenciosa. Eu parecia estar entorpecida, mas isso era impossvel. Se eu estivesse
entorpecida no tem como eu ter ficado to perfeitamente petrificada.
      Elliott estava parado a menos de um metro de distancia de mim na escurido que
engolia o espao prximo ao muro. Ele deveria estar indo na mesma direo que Nala e
eu estvamos andando. Ento ele ouviu Nala, e meio que se virou na nossa direo. Ela
assoviou de novo para ele e, com um rpido movimento assustado ele se virou para nos
olhar diretamente.
      Eu juro que eu no conseguia respirar. Ele era um fantasma  ele tinha que ser, mas
ele parecia solido, to real. Se eu no tivesse visto o corpo dele rejeitar a Mudana, eu
teria pensando que ele s estava muito plido e... e... estranho. Ele estava anormalmente
branco, mas tinha mais coisas erradas com ele do que isso. Os olhos dele tinham mudado.
Eles refletiam a pouca luz que tinha e brilhavam em um terrvel vermelho rstico, como
sangue seco.
      Exatamente do jeito que os olhos do fantasma de Elizabeth brilhavam.
      Tinha mais alguma coisa diferente nele tambm.
      O corpo dele parecia estranho  mais magro. Como isso era possvel? O cheiro veio
at mim. Velho e seco e deslocado, como um armrio que no era aberto a muitos anos
ou um poro assustador. Era o mesmo cheiro que eu notei logo antes de ver Elizabeth.
      Nala rugiu e Elliott jogado de um jeito estranho e meio corcunda assoviou de volta
para ela. Ento ele juntou os dentes e eu pude ver que ele tinha presas! Ele deu um passo
em direo a Nala como se ele fosse atacar ela. Eu no pensei, eu s reagi.
      "Deixe ela em paz e sai daqui!" Me surpreendi como eu soei como se eu no
estivesse fazendo nada mais excitante do que gritar com um cachorro mau, porque eu
totalmente estava apavorada.
      A cabea dele virou na minha direo e o brilho nos olhos dele tocaram os meus pela
primeira vez. Errado! A voz intuitiva dentro de mim que tinha se tornado familiar estava
gritando. Isso  uma abominao!
      "Voc..." A voz dele era horrvel. Era spera e grossa, como se algo tivesse
machucado a garganta dele. "Eu vou ter voc!" E ele comeou a vir na minha direo.
      O medo me engolfou como um vento amargo.
      A batalha de rugidos de Nala rasgou a noite quando ela se jogou contra o fantasma
de Elliott. Em completo choque eu assisti, esperando que a gata atravessasse o ar vazio.
Ao invs disso ela pousou na cocha dele, as garras estendidas, arranhado e ganindo como
um animal 3 vezes do tamanho dela. Ele gritou, agarrou ela pela nuca, e a jogou para
longe. Ento, com uma velocidade impossvel e fora ele literalmente pulou para o topo do
muro, e desapareceu na noite que cercava a escola.
      Eu estava tremendo tanto que eu tropecei. "Nala!" Eu chorei. "Onde voc est,
garotinha?"
      Bufando e rosnando, ela se aproximou de mim, mas os olhos cortantes dela ainda
estavam focados no muro. Eu me arrastei para o lado dela, e com as mos tremendo a
chequei para me certificar que ela estava inteira. Ela parecia no ter quebrado nada,
ento eu a coloquei para cima e comecei a me afastar do muro o mais rpido que eu
pude.
      "Est tudo bem. Estamos bem. Ele foi embora. Que garota corajosa voc ." Eu
fiquei falando para ela. Ela se empoleirou no meu ombro para poder ver atrs de ns, e
continuou a rosnar.
      Quando eu vi a primeira luz, no muito longe da sala de recreao, eu parei e mudei
a posio de Nala para olhar mais perto se ela estava bem. O que eu encontrei fez meu
estomago se apertar com tanta fora que eu pensei que fosse vomitar. Nas patas dela
havia sangue. Mas no eram de Nala. E no tinha um cheiro delicioso como outros
sangues que eu tinha cheirado. Ao invs disso carregava o cheiro de um mofado e seco,
velho poro. Eu me forcei a no tentar vomitar enquanto limpava as patas dela na grama.
Ento eu a ergui de novo e me apressei pela calada que levava para o dormitrio. Nala
nunca parou de olhar para trs de ns e rosnar.
     Stevie Rae, as Gmeas, e Damien estavam suspeitosamente ausentes do dormitrio.
Eles no estavam assistindo TV  no estavam na sala do computador ou na biblioteca, e
tambm no estavam na cozinha. Eu subi rapidamente pelas escadas, esperando
desesperadamente que pelo menos Stevie Rae estivesse no quarto. No tive sorte.
     Eu sentei na cama, acariciando a ainda distrada Nala. Eu deveria tentar encontrar
meus amigos? Ou deveria apenas ficar aqui?
     Stevie Rae iria eventualmente voltar para o quarto. Eu olhei para o relgio do Elvis
dela. Eu tinha cerca de 10 minutos para me trocar e ir para a sala de recreao. Mas como
eu podia seguir com o ritual depois do que tinha acontecido?
     O que tinha acontecido?
     Um fantasma tentou me atacar. No. No estava certo. Como poderia haver um
fantasma que sangra? Mas tinha sido sangue? No cheirava a sangue. Eu no fazia idia
do que estava acontecendo.
     Eu deveria ir diretamente at Neferet e dizer a ela o que tinha acontecido. Eu deveria
levantar agora e me levar e minha gata surtada para Neferet e contar a ela sobre
Elizabeth na noite passada e agora Elliott hoje a noite. Eu deveria... eu deveria...
     No. Dessa vez no foi um grito dentro de mim. Foi uma certeza. Eu no podia
contar a Neferet, pelo menos no agora.
     "Eu tenho que ir para o ritual." Eu disse em voz alta as palavras que estavam
ecoando na minha mente. "Eu tenho que estar nesse ritual."
     Enquanto eu colocava o vestido preto e procurava no armrio pelo minha rasteirinha
eu me senti ficando muito calma. As coisas aqui no jogavam as mesmas regras do meu
antigo mundo  na minha vida antiga  e era hora deu aceitar isso e comear a me
acostumar.
     Eu tinha uma afinidade com os 5 elementos, o que significava que eu tinha sido
presenteada com incrveis poderes por uma antiga deusa. Como vov me lembrou, grande
poder trs grande responsabilidade. Talvez eu estivesse sendo permitida de ver essas
coisas  por uma razo. Eu no sabia o que isso significa ainda. Na verdade, eu no sabia
muito a no ser os dois pensamentos que estavam clareando na minha mente: eu no
podia contar a Neferet, e eu tinha que ir para o ritual.
     Me apressando para a sala de recreao, eu tentei pelo menos pensar positivamente.
Talvez Afrodite no aparecesse hoje a noite, ou estivesse l, mas esquecesse de me
perseguir.
     Acabou, como mandava minha sorte, no ser nenhum dos casos.
     VINTE E SETE

      "timo vestido, Zoey. Parece com o meu. Oh, espere! Costumava ser meu." Afrodite
riu uma rouca, eu-sou-to-crescida-e-voc--s-uma-criana risada. Eu realmente odeio
quando garotas fazem isso. Eu quero dizer, sim, ela  mais velha, mas eu tambm tenho
peitos.
      Eu sorri, propositadamente colocando uma dose extra de sem noo na minha voz e
lanando uma gigantesca mentira, que eu acho que eu fiz muito bem considerando o
quanto eu mentia mal, e tinha acabado de ser atacada por um fantasma, e todos estavam
nos encarando e nos ouvindo.
      "Oi, Afrodite! Deus, Eu estava lendo o capitulo do livro de Sociologia 415 que Neferet
me deu sobre o quo importante  para a lder das Filhas Negras fazer todo membro novo
do grupo se sentir bem vindo e aceito. Voc deve se sentir orgulhosa por estar se saindo
to bem nesse trabalho." Quando eu me aproximei um pouco mais perto dela baixei
minha voz para que s ela me ouvisse. "E eu devo dizer voc parece melhor do que da
ultima vez que eu te vi." Eu vi ela empalidecer e estava certa de que medo passou pelos
olhos dela. Surpreendentemente, no me fez sentir vitoriosa ou presunosa. S me fez
sentir maldosa e superficial e cansada. Eu suspirei. "Desculpe. Eu no deveria ter dito
isso."
      O rosto dela ficou duro. "Vai se fuder, aberrao," ela assoviou. Ento ela riu como
se tivesse feito uma enorme piada (as minhas custas), e se virou de costas para mim, e
com uma odiosa virada de cabelo andou at o meio da sala.
      Ok, eu no me sentia mais ruim. Vaca odiosa. Ela ergueu um brao fino, e todos que
estavam rindo para mim viraram sua ateno (graas a Deus) para ela. Hoje a noite ela
estava usando um vestido vermelho de seda que parecia antigo que a servia como se ela
tivesse nascido nele. Eu gostaria de saber da onde ela consegue as roupas dela. Loja das
vadias gticas?
      "Um calouro morreu ontem, e outro morreu hoje."
      A voz dela era forte e clara, e soava quase com compaixo, o que me surpreendeu.
Por um segundo ela realmente me lembrou Neferet, e eu me perguntei se ela iria dizer
algo profundo como um lder faria.
      "Todos conhecamos os dois. Elizabeth era legal e quieta. Elliott foi nosso refrigerador
pelos ltimos vrios rituais." Ela sorriu de repente; era selvagem e maldoso, e qualquer
semelhana que ela pudesse ter com Neferet terminou. "Mas eles eram fracos, e vampiros
no precisam de fraqueza em seu grupo." Ela deu nos ombros que estavam cobertos com
a cor escarlate. "Se fossemos humanos chamaramos da sobrevivncia do mais forte.
Graas a deusa no somos humanos, ento vamos apenas chamar de Destino, e ficar feliz
que ele no tenha chutado a bunda de nenhum de ns."
      Eu fiquei totalmente enojada por ouvir o som da concordncia geral. Eu realmente
no conhecia Elizabeth, mas ela foi gentil comigo. Ok, eu admito que no gostava de Elliot
 ningum gostava. O garoto era irritante e nada atraente (e o fantasma dele ou o que
quer que fosse parecia carregar os traos dele), mas eu no estava feliz por ele ter
morrido. Se eu for a lder das Filhas Negras eu no vou gozar da morte de um calouro,
no importa o quo insignificante ele seja. Eu fiz a promessa a mim mesma, mas tambm
estava consciente de que a falei como uma reza. Eu espero que Nyx me oua, e d sua
aprovao.
      "Mas chega de obscuridade e morte," Afrodite estava dizendo. " Samhain! A noite
em que celebramos o fim da estao da colheita, e, at melhor,  quando lembramos dos
nossos ancestrais  todos os grandes vampiros que viveram e morreram antes de ns." O
tom da voz dela era assustador, como se ela estivesse aproveitando o show que ela
estava fazendo demais, e eu virei os olhos enquanto ela continuou. " a noite quando o
vu entre a vida e a morte  mais fino e quando os espritos mais provavelmente vo
andar na terra." Ela parou e olhou ao redor para a audincia, tento o cuidado de me
ignorar (como todo mundo). Eu tive um momento para pensar sobre o que ela disse. Pode
o que tinha acontecido com Elliott ter algo a ver com o vu entre a vida e a morte estar
mais fino, e o fato que ele morreu no dia de Samahain? Eu no tive para pensar mais
porque Afrodite ergueu a voz e gritou, "ento o que vamos fazer?"
      "Sair!" As Filhas Negras e os Filhos gritaram em resposta. Afrodite riu de forma
sexual demais para ser apropriada, e eu juro que ela se tocou. Ali na frente de todo
mundo. Droga, ela era nojenta.
      "Isso mesmo. Escolhemos um lugar incrvel para ns essa noite, e temos at mesmo
um refrigerador novo esperando por ns l com as garotas."
      Ugh. Por "garotas" ela queria dizer Pronta para Guerra, Terrvel, e Vespa? Eu olhei
rapidamente ao redor da sala. No as vi em lugar nenhum. timo. Eu s podia imaginar o
que aquelas trs mais Afrodite iriam considerar "incrvel." E eu no queria pensar no pobre
garoto que tinha de algum jeito sido convencido a ser o refrigerador delas.
      E, sim, eu iria ficar totalmente em negao sobre o fato de que minha boca comeou
a salivar quando Afrodite mencionou que havia um novo refrigerador esperando por ns, o
que significa que eu iria beber sangue de novo.
      "Ento vamos sair daqui. E lembrem-se, fiquem quietos. Foquem as mentes em ser
invisveis, e qualquer humano que ainda estiver acordado simplesmente no nos vera."
Ento ela olhou diretamente para mim. "E que Nyx tenha piedade de qualquer um que nos
entregue, porque ns certamente no teremos." Ela sorriu travessamente para o grupo.
"Me sigam, Filhas e Filhos Negros!"
      Em pares silenciosos e em pequenos grupos, todos seguiram Afrodite pela porta dos
fundos da sala de recreao. Naturalmente, eles me ignoraram. Eu quase no os segui. Eu
realmente no queria. Quer dizer, eu tive excitao o suficiente por uma noite. Eu deveria
voltar para o dormitrio e pedir desculpas a Stevie Rae. Ento poderamos encontrar as
Gmeas e Damien, e eu poderia contar a eles sobre Elliott (eu pausei considerando se
minhas entranhas diziam me avisavam sobre contar a meus amigos, mas ela ficou queita).
Ok. Ento. Eu podia contar a eles. Isso parecia uma idia melhor do que seguir a vaca da
Afrodite e um grupo de garotos que no me agentavam. Mas minha intuio, que estava
quieta quando eu pensei sobre falar com meus amigos, de repente se levantou de novo.
Eu tinha que ir ao ritual. Eu suspirei.
      "Anda, Z. Voc no quer perder o show, quer?"
      Erik estava parado perto da porta dos fundos, parecendo o Superman com seus
olhos azuis e sorrindo para mim.
      Bem, diabos.
      "Voc est brincando? Garotas odiosas, um totalmente isolado drama traumtico, e a
possibilidade de embaraamento e derramamento de sangue? O que tem para no amar?
Eu no perderia um minuto disso." Juntos Erik e eu seguimos o grupo pela porta.
      Todos estavam andando silenciosamente pelo muro atrs da sala de recreao, que
era muito perto de onde eu vi Elizabeth e Elliott para mim me sentir confortvel. E ento,
estranhamento, os garotos parecem desaparecer no muro.
      "O que ?" eu sussurrei.
      " s um truque. Voc vai ver."
      Eu vi. Na verdade era uma porta escondida. Como o tipo que voc v em velhos
filmes de assassinato, s que invs de uma porta que vai para a biblioteca fora da lareira
(como em um dos filmes de India Jones  sim, sou nerd), a porta era uma sesso do
grosso, e solido muro da escola. Parte dela abria para fora, deixando um espao aberto
grande o suficiente para uma pessoa (ou calouro ou vampiro ou possivelmente at mesmo
um estranhamente solido fantasma ou dois) passar. Erik e eu fomos os ltimos a
atravessar ela. Eu ouvi um suave whoosh, e olhei para trs em tempo de ver a porta se
fechando sem diferena.
      " automtico, como a porta de um carro," Erik sussurrou.
      "Huh. Quem sabe sobre isso?"
      "Qualquer um que tenha sido uma Filha ou Filho Negro."
      "Huh." Eu suspeitava que isso fosse provavelmente a maior parte dos vampiros
adultos. Eu olhei ao redor. Eu no vi ningum nos observando, ou nos seguindo.
      Erik notou meu olhar. "Eles no se importam.  tradio da escola que a gente saia
de fininho para alguns dos rituais. Desde que no faamos nada estpido, eles fingem que
no sabem o que estamos fazendo." Ele riu. "Funciona bem, eu acho."
      "Desde que a gente no faa nada estpido," eu disse.
      "Shush!" Algum na nossa frente assoviou. Eu fechei a boca e decidi me concentrar
em onde estvamos indo. Era quase 4:30. Uh, ningum estava acordado. Grande
surpresa. Era estranho estar andando por essa parte realmente legal de Tulsa  uma
vizinhana cheia de manses construdas por antigo dinheiro do olho  e ningum nos
notar. Estvamos andando por incrveis jardins e nenhum cachorro estava latindo para
ns. Era como se fossemos sombras... ou fantasmas... A idia me deu um arrepio. A lua
que antes estava quase toda escondida por causa das nuvens agora estava brilhante um
prata-branco em um cu inesperadamente claro. Eu juro que mesmo antes de ser
Marcada eu poderia ler com essa luz. Era legal, mas isso no me incomodava como me
incomodaria a uma semana atrs. Eu tentei no pensar sobre o que isso significa sobre a
Mudana que estava acontecendo dentro do meu corpo.
      Cruzamos a rua, e ainda no havia nenhum som nos jardins. Eu ouvi gua corrente
antes de ver a pequena ponte para pedestres. A luz do luar iluminou o caminho como se
algum tivesse derrubado mercrio no topo dela. Eu me senti capturada pela beleza, e
automaticamente diminui a velocidade, me lembrando que a noite era o meu dia. Eu
esperava que nunca me acostumasse com a escura majestade disso.
      "Anda, Z," sussurrou Erik do outro lado da ponte.
      Eu olhei para ele. A silhueta dele contra uma incrvel manso que se esticava at a
colina atrs dele era enorme, terrao, e um lago e um gazebo e fontes de gua (essas
pessoas claramente tem dinheiro demais), e ele me lembrava aquelas heris romnticos
de histrias, como... como..., os nicos dois heris que eu podia pensar eram Superman e
Zorro, e nenhum deles era verdadeiramente histricos. Mas ele parecia muito cavaleiro e
romntico. E ento eu registrei em mim exatamente que manso maravilhosa estvamos
invadindo, e atravessei a ponte correndo at ele.
      "Erik," eu sussurrei freneticamente, "esse  o Museu Philbrook! Vamos nos meter em
problemas se eles nos pegarem aqui."
      "Eles no vo nos pegar."
      Eu tive que lutar para acompanhar ele. Ele estava andando rpido, muito mais
ansioso do que eu para alcansar o silencioso grupo parecido com um fantasma.
      "Ok, essa no  a casa de um cara rico. Isso  um museu. Tem guardas 24 horas por
dia aqui."
      "Afrodite drogou eles."
      "O que!"
      "Sssssh. No os machuca. Eles vo ficar grogues por um tempo e ento vo pra casa
e no vo lembrar de nada. Nada demais."
      Eu no respondi, mas eu realmente no gostei por ele estar to "tanto faz" sobre
drogar os seguranas. Simplesmente no parecia certo, embora eu pudesse entender a
necessidade disso. Estavamos invadindo. No queramos ser pegos. Ento os guardas
precisavam ser drogados. Eu entendi. Eu apenas no gostei, e parecia como outra coisa
que estava comeando a mudar sobre as Filhas Negras e sua atitude sagrada. Elas me
lembravam mais e mais das Pessoas da F, o que no  uma comparao elogiosa.
Afrodite no  Deus (ou deusa), apesar dela se auto proclamar assim.
      Erik parou de andar. Ns nos apressamos para nos juntar ao grupo onde havia se
formado um circulo solto ao redor do gazebo situado no fundo do gentil declvio que
levava para o museu. Era perto do lago ornamental que acabava logo antes do terrao
que levava para o museu comear. Era realmente um lugar incrivelmente lindo. Eu estive
l duas ou trs vezes em viagens de campo, e uma vez, com minha turma de artes, eu fui
at inspirada a desenhar os jardins, embora eu definitivamente no consiga desenhar.
Agora a noite tinha mudado a forma do lugar com bonitos e bem cuidados jardins e fontes
de gua de mrmore para um mgico mundo de fadas banhado a luz da lua e protegido
por camadas de cinza e preta e azuis da meia noite.
      O gazebo em si era incrvel. Eu sentei no topo das enormes escadas redondas,
parecidas com um trono, e que voc tem que subir por cima. Era feito com colunas
brancas, e o domo era acesso embaixo, para que parecesse algo que voc pode encontrar
na Grcia antiga, e ento restaurado a sua gloria original e acesso para a noite ver.
      Afrodite subiu as escadas e tomou seu lugar no meio do gazebo, o que
imediatamente apagou parte da magia e beleza do lugar. Naturalmente, Pronta para
Guerra, Terrvel e Vespa estavam l tambm. Outra garota estava ali tambm, que eu no
reconheci.  claro eu poderia ter visto ela um zilho de vezes e no lembraria  ela tinha
outro cabelo loiro (embora seu nome provavelmente significasse algo como Maldosa ou
Odiosa). Eles arrumaram uma pequena mesa no meio do gazebo e o enrolaram com uma
capa preta. Eu pude ver que tinha um bando de velas nele, e mais algumas outras coisas,
incluindo uma taa e uma faca. Algum pobre garoto estava cado com a cabea na mesa.
Uma capa tinha sido colocada ao redor dele, para cobrir o corpo dele, e ele parecia muito
com Elliott na noite que ele foi um refrigerador.
      Realmente deve ser preciso muito de um garoto para ter seu sangue drenado para os
rituais de Afrodite, e eu me perguntei se isso tinha algo a ver sobre trazer a morte de
Elliott. Eu bloqueei da minha mente o fato que minha boca estava salivando quando
pensei sobre o sangue do garoto sendo misturado com a taa de vinho. Estranho como
algumas coisas podem totalmente me enojar e me fazer querer demais ao mesmo tempo.
      "Eu vou lanar o circulo e chamar o esprito de nossos ancestrais para danar
conosco," Afrodite disse. Ela falou suavemente, mas a voz dela viajou ao nosso redor
como uma nuvem de veneno. Era assustador pensar sobre fantasmas sendo atrados pelo
circulo de Afrodite, especialmente depois da minha recente experincia com fantasmas,
mas eu tinha que admitir estar intrigada tanto quanto assustada. Talvez eu tivesse tanta
certeza que precisava estar aqui porque eu tivesse predestina a pegar algumas pistas
sobre Elizabeth e Elliott hoje a noite. Alm do mais, esse ritual era obviamente algo que as
Filhas Negras tem feito a um tempo. No poderia ser assustador ou perigoso. Afrodite
bancou a grande e legal, mas eu tinha o pressentimento que era fingimento. Por debaixo
ela era o que todos os valentes so  insegura e imatura. Tambm, valentes tendem a
evitar qualquer um mais forte que eles, ento era lgico que se Afrodite iria chamar
espritos no circulo significava que eles eram inocentes, provavelmente bonzinhos. Afrodite
definitivamente no iria trazer um grande, maldoso, e assustador monstro.
      Ou nada to apavorante quanto Elliott tinha se tornado.
      Eu comecei a relaxar em dar boas vindas ao que j estava se tornando um familiar,
hum, poder enquanto as 4 Filhas Negras pegavam as velas que correspondiam aos
elementos que elas representavam, e ento se moveram para o lugar correto no pequeno
circulo no gazebo. Afrodite invocou o vento, e meu cabelo levantou gentilmente com uma
brisa que s eu podia sentir. Na verdade, apesar de Afrodite e das puxa sacos Filhas
Negras, eu j estava aproveitando o inicio do ritual. E Erik estava parado do meu lado, o
que me ajudou a no me importar se mais ningum ia falar comigo.
      Eu relaxei mais, certa de repente que o futuro no seria ruim. Eu iria fazer as pazes
com meus amigos, iramos descobrir juntos, o que diabos estava acontecendo com os
estranhos fantasmas, e talvez at conseguir um namorado totalmente gostoso. Tudo
ficaria bem. Eu abri meus olhos e observei Afrodite se mover ao redor do circulo. Cada
elemento passou por mim, e eu me perguntei como Erik podia ficar to perto de mim e
no notar. Eu at dei uma espiada nele, meio que esperando que ele me encarasse
enquanto os elementos passavam na minha pele, mas, como todos os outros, ele estava
olhando para Afrodite. (O que na verdade era irritante  ele no deveria ficar dando
olhadinhas em mim, tambm?) Ento Afrodite comeou o ritual para invocar os espritos
ancestrais, e at mesmo eu no consegui tirar minha ateno dela. Ela ficou parada na
mesa, segurando uma longa trana de grama seca por cima da chama prpura, ento ele
acendeu rapidamente. Ela deixou que ele queimasse um pouco, e ento o assoprou. Ela
acenou gentilmente ao redor dela quando comeou a falar, enchendo a rea com fumaa
de rebento. Eu cheirei, reconhecendo o cheiro da grama, uma das mais sagradas ervas
cerimniais porque atrai energia espiritual. Vov usava frequentimente nas rezas. Ento
em franzi e senti uma preocupao. Grama fresca deveria ser usada apenas depois da
salva ser queimada para limpar e purificar a rea; se no, poderia atrair qualquer energia
 e "qualquer" nem sempre significa algo bom. Mas era tarde demais para dizer algo,
mesmo se eu pudesse ter impedido a cerimnia. Ela j tinha comeado a chamar os
espritos, e a voz dela tinha tomado um assustador tom de musica que era de alguma
forma intensificado pela fumaa que passava grossamente ao redor dela.
      "Eu te sado, espritos ancestrais, e peo que vocs aceitem nossa oferenda de vinho
e sangue para que possam lembrar qual o gosto da vida." Ela levantou a taa, e as foras
de fumaa se prepararam e se irritaram com obvia excitao. "Eu te sado, espritos
ancestrais, e com a proteo do meu circulo eu -"
      "Zo! Eu sabia que eu iria te achar se eu tentasse o suficiente!"
      A voz de Heath passou pela noite, cortando as palavras de Afrodite.
     VINTE E OITO

      "Heath! O que diabos voc est fazendo aqui!"
      "Bem, voc no retornou minha ligao." Inconciente de todo o resto do pessoal, ele
me abraou. Eu no precisei da luz da lua para ver os olhos injetados de sangue dele. "Eu
senti sua falta, Zo!" ele disse, jogando seu bafo de cervaja em mim.
      "Heath. Voc precisa ir "
      `No. Deixe ele ficar," Afrodite me interrompeu.
      O olhar de Heath passou at ela, e eu imaginei como ela deveria parecer pelos olhos
dele. Ela estava parada na piscina de luz feito pelos pontos de luz do gazebo brilhando
atravs da doce fumaa da grama, que a iluminava quase como se ela estivesse debaixo
dgua. O vestido vermelho dela se grudou no corpo dela. O cabelo loiro dela era grosso e
pesado pelas costas dela. Os lbios dela estavam juntos em um sorriso maldoso, que eu
tenho certeza Heath entenderia errado acharia que ela estava apenas sendo gentil. Na
verdade, ele provavelmente nem notaria os fantasmas esfumaados que tinham parado de
pairar ao redor da taa e tinham virado seus olhos negros em direo a ele. Ele tambm
no notaria que a voz de Afrodite tinha um estranho e vazio som, e que os olhos dela
eram gelados e o encaravam. Diabos, conhecendo Heath ele no notaria nada exceto os
seios dela.
      "Legal, uma garota vampira," Heath disse, me provando estar totalmente certa.
      "Tire ele daqui." A voz de Erik era apertada de preocupao.
      Heath tirou os olhos dos peitos de Afrodite para olhar para Erik. "Quem  voc?"
      Ah, merda. Eu reconheo esse tom.  o que Heath usa quando est pronto para ter
um ataque de cimes. (Outra razo do porque ele  meu ex.)
      "Heath, voc precisa sair daqui," eu disse.
      "No." Ele deu um passo mais para perto de mim e colocou seus braos
possessivamente ao redor dos meus ombros, mas ele no olhou para mim. Ele continuou
encarando Erik. "Eu vim ver minha namorada, e eu vou ver minha namorada."
      Eu ignorei o fato que eu podia sentir o pulso de Heath onde os braos dele estavam
parados nos meus ombros. Ao invs de fazer algo completamente nojento e perturbador,
como morder o pulso dele, eu sai dos braos dele e o empurrei para que ele tivesse que
olhar para mim e no Erik.
      "Eu no sou sua namorada."
      "Aw, Zo, voc est dizendo isso s por dizer."
      Eu cerrei os dentes. Deus, ele era to burro. (Outra razo para ele ser meu ex.)
      "Voc  idiota?" Erik disse.
      "Olha, seu merdinha fudido, eu -" Heath comeou a dizer, mas a voz estranha de
Afrodite ecoou at ele.
      "Venha at aqui, humano."
      Como se nossos olhos fossem imas para a estranha atrao dela, Heath, Erik, e eu
(e, para falar a verdade, todos as Filhas e Filhos Negros) olharam para ela. O corpo dela
parecia estranho. Estava pulsando? Como podia? Ela virou sua cabea e ps uma mo
pelo corpo dela como um stripper, passando a mos nos seios e ento se movendo para
baixo para esfregar entre as pernas dela. A outra mo dela estava erguia e ela curvou
seus dedos, chamando Heath.
      "Venha at mim, humano. Vamos provar voc."
      Isso era ruim; isso era errado. Algo terrvel iria acontecer com Heath se ele fosse at
l e entrasse no circulo.
      Totalmente atrado por ela, Heath se inclinou para frente sem hesitar (ou senso). Eu
agarrei um dos braos dele, e fiquei feliz por ver que Erik agarrou o outro.
      "Pare, Heath! Eu quero que voc v embora. Agora. Voc no pertence a esse lugar."
      Com um esforo, Heath tirou os olhos de Afrodite. Ele puxou o brao do aperto de
Erik e praticamente rugiu para ele. Ento ele virou para mim.
      "Voc est me traindo!"
      "Voc no consegue ouvir?  impossvel eu trair voc. No estamos juntos! Agora sai
da -"
      "Se ele recusa nossa convocao, ento devemos ir at ele."
      Minha cabea virou para ver o corpo de Afrodite convulsa enquanto a fumaa cinza
entrou nela. Ela fez um barulho que era uma mistura de choro e um grito. Os espritos,
incluindo aqueles que obviamente estavam possuindo ela, se apressaram para a borda do
circulo, pressionando contra ele em um esforo para se libertar e pegar Heath.
      "Pare eles, Afrodite. Se voc no parar eles vo matar ele!" Damien gritou quando
ele saiu de trs de uma cerca que emoldurava o lago.
      "Damien, o que-" Eu comecei, mas ele balanou a cabea.
      "No h tempo para explicar," ele me disse rapidamente antes de virar sua ateno
de volta para Afrodite. "Voc sabe o que eles so," ele disse a ela. "Voc tem que conter
eles no circulo ou ele vai morrer."
      Afrodite estava to plida que ela mesma parecia um fantasma. Ela se afastou das
formas esfumaadas que ainda estavam empurrando ela contra o invisvel lao no circulo,
at estar pressionada contra a ponta da mesa.
      "Eu no vou parar eles. Se eles querem ele, eles podem ter ele. Melhor ele do que eu
 ou qualquer um de ns," Afrodite disse.
      "Sim, no queremos nenhuma participao nesse tipo de merda!" disse Terrvel antes
de derrubar a vela dela, o que emitiu fascas e ento apagou. Sem outra palavra, ela saiu
do circulo correndo e desceu as escadas do gazebo. As outra trs garotas que estavam
personificando os elementos a seguiram, desaparecendo rapidamente na noite e deixando
as velas viradas e apagadas.
      Horrizada, eu vi uma das formas cinza comear a passar pelo circulo. A fumaa que
era o corpo espectral dele comeou a deslizar pelas escadas, me lembrando de uma cobra
enquanto escorregava na nossa direo. Eu senti as Filhas e Filhos Negros se endurecer e
olhar para mim. Eles estavam nervosamente se afastando, olhares de medo estavam em
seus rostos.
      "Agora  com voc, Zoey."
      "Stevie Rae!"
      Ela estava parada nada firme no meio do circulo. Ela jogou longe a capa que a
cobria, e eu podia ver linhas brancas de curativos nos pulsos dela.
      "Eu te disse que precisvamos ficar juntos." Ela sorriu fracamente para mim.
      "Melhor se apressar," Shaunee disse.
      "Esses fantasmas esto matando seu ex de susto," Erin disse.
      Eu olhei por cima do meu ombro e vi as Gmeas paradas ao lado do rosto branco,
boca aberta do Heath, e eu senti um choque de pura felicidade. Eles no tinham me
abandonado! Eu no estava sozinha!
      "Vamos fazer isso," eu disse. "Mantenha ele a," eu disse Erik, que estava me
olhando com obvio choque.
      Sem ter que olhar pra trs para me certificar que meus amigos estavam me
seguindo, eu me apressei a subir as escadas para o gazebo cheio de fantasmas. Quando
eu cheguei na fronteira do circulo eu hesitei por um segundo. Os espritos estavam
devagar dissolvendo atravs dele, sua ateno completamente focada em Heath. Eu
respirei fundo e entrei dentro da barreira invisvel, sentindo um horrvel calafrio enquanto
os mortos passavam sem parar contra a minha pele.
      "Voc no tem direito de estar aqui. Esse  meu circulo," Afrodite disse, se
endireitando o suficiente para dobrar seus lbios para mim e bloquear meu caminho at a
mesa e a vela do esprito, que era a nica ainda acessa.
      "Era seu circulo. Agora voc precisa calar a boca e sair da," eu disse a ela.
      Afrodite estreitou seus olhos para mim.
      Ah, merda. Eu realmente no tinha tempo para isso.
      "Cabea de vento, voc precisa fazer o que Zoey est dizendo. Eu estou morrendo
para chutar sua bunda a dois anos," Shaunee disse, se movendo para ficar ao meu lado.
      "Eu tambm, bruxa nojenta," Erin disse, indo para o meu outro lado.
      Antes das Gmeas atacarem ela, o grito de Heath cortou a noite. Eu virei. Fumaa
estava subindo pela perna de Heath, deixando longos, e pequenos rasgos na jeans dele
que instantaneamente comearam a pingar sangue. Entrando em pnico, ele estava
chutando e gritando. Erik no tinha fugido, mas estava batendo na nevoa tambm,
embora sempre que uma parte grudasse nele rasgasse suas roupas e rasgasse sua pele.
      "Rpido! Tomem seus lugares," eu gritei antes do sedutor cheiro do sangue deles
pudesse mexer com a minha concentrao.
      Meus amigos correram para as velas desertas. Rapidamente eles as pegaram e
esperaram nas posies adequadas.
      Eu contornei Afrodite, que estava encarando Heath e Erik, com as mos pressionadas
contra a boca como se fosse para segurar os seus gritos. Eu peguei a vela prpura e corri
at Damien.
      "Vento! Te convoco para esse circulo," eu gritei, tocando a vela prpura na amarela.
Eu queria chorar de alivio quando o redemoinho familiar de repente passou por ns,
tocando o meu corpo e levantando meu cabelo.
      Protegendo a vela prpura eu corri at Shaunee.
      "Fogo! Te convoco para esse circulo!" Calor se juntou ou redemoinho de ar quando
acendi a vela vermelha. Eu no parei, mas continuei me movendo pelo circulo. "gua! Te
convoco para esse circulo!" O mar estava ali, salgado e doce ao mesmo tempo. "Terra! Te
convoco para esse circulo!" Eu toquei as chamas na vela de Stevie Rae, tentando no
recuar devido as bandagens que cobriam os pulsos dela. Ela estava anormalmente plida,
mas ela friu quando o ar se encheu com o cheiro de grama recm cortada.
      Heath gritou de novo, e eu corri de volta para o centro do circulo e levantei a vela
prpura. "Espirito! Te convoco para esse circulo!" Energia passou por mim. Eu olhei ao
redor pela fronteira do meu circulo e, certa o bastante, eu pude ver o a fita de poder
fazendo sua circunferncia. Eu fechei meus olhos por um instante. "Oh, obrigado Nyx!"
      Ento pus a vela na mesa e agarrei a taa de vinho. Eu me virei para olhar Heath e
Erik e a orda fantasmagrica.
      "Aqui est seu sacrifcio!" eu gritei, espirrando o liquido da taa em um bagunado
arco ao meu redor, para que fizesse um circulo cor de sangue no cho do gazebo. "Vocs
no foram chamados aqui para matar. Vocs foram chamados aqui porque  Samhain e
queramos honrar vocs." Eu derramei mais vinho, tentando com a fora ignorar o sedutor
cheiro de sangue fresco misturado com o vinho.
      Os fantasmas pararam seu ataque. Eu me foquei neles, sem querer me distrair com o
terror nos olhos de Heath e a dor nos de Erik.
      "Preferimos esse quente sangue jovem, Sacerdotisa." As arrepiantes vozes ecoaram
at mim, mandando calafrios na minha pele. Eu juro que eu podia sentir o cheiro da hlito
apodrecido.
      Eu engoli com fora. "Eu entendo isso, mas essas vidas no so suas para serem
tiradas. Hoje  uma noite de celebrao, no para morte."
      "E ainda sim escolhemos a morte  ela  mais querida para ns." Risadas
fantasmagricas flutuaram pelo ar com a fina fumaa da grama, e os espritos comearam
a atacar Heath de novo.
      Eu joguei a taa e levantei minhas mos. "Ento no estou mais pedindo; estou
mandando. Vento, fogo, gua, terra, e esprito! Eu comando em nome de Nyx que vocs
fechem esse circulo, colocando de volta aqui os mortos que escaparam. Agora!"
      Calor passou pelo meu corpo e passou pelas minhas mos estendidas. Em uma onda
de um vento salgado que estava quente, uma nevoa verde brilhante passou de mim para
as escadas e passou ao redor de Heath e Erik, fazendo a roupa deles e cabelos voar feito
loucos. O vento mgico pegou as formas esfumaadas e as arrancou de suas vitimas, e
com um rugido definitivo, os sugou de volta para os limites do meu circulo. De repente eu
estava cercada por formas fantasmagricas, em que cada um eu podia sentir perigo e
fome pulsando, to claramente quando eu tinha sentido o sangue de Heath antes.
Afrodite estava empoleirada na cadeira, assustada por causa dos espectros. Um deles foi
contra ela e ela deu um grito agudo, que pareceu animar eles ainda mais, e eles passaram
violentamente ao meu redor.
      "Zoey!" Stevie Rae chorou meu nome, a voz dela cheia de medo. Eu vi ela dar um
passo hesitante em minha direo.
      "No!" Damien surtou. "No quebre o circulo. Eles no podem machucar Zoey  eles
no podem machucar nenhum de ns, o circulo  forte demais. Mas s se no o
quebrarmos."
      "No vamos a lugar nenhum," Shaunee disse.
      "No. Eu gosto daqui," Erin disse, soando um pouco sem ar.
      Eu senti a total confiana e lealdade e aceitao como um sexto elemento. Me
encheu de confiana. Eu arrumei minha coluna e olhei para os fantasmas irritados que
serpenteavam.
      "Ento  no vamos embora. O que significa que vocs tem que ir embora."
      Eu apontei para o sangue e vinho derramados. "Peguem seu sacrifcio e saiam daqui.
 todo o sangue que vocs tero hoje a noite."
      A horda de fantasmas parou. Eu sabia que eu os tinha pego. Eu respirei fundo e
terminei.
      "Com o poder dos elementos eu comando a vocs: Vo!"
      De repente, como se um gigante invisvel tivesse jogado eles no cho, eles
dissolveram no cho encharcado de vinho do gazebo, de alguma forma absorvendo o
liquido cheio de sangue e fazendo todo ele desaparecer.
      Eu respirei fundo, aliviada. Automaticamente, me virei para Damien.
      "Obrigado, vento. Voc pode partir." Ele comeou a assoprar sua vela, mas no
precisou, uma pequena baforada de vendo, que foi surpreendentemente dolorida, fez isso
para ele. Damien riu para mim. E ento os olhos dele ficaram enormes e redondos.
      "Zoey! Sua Marca!"
      "O que?" Eu levantei minhas mos para a minha testa. Ela formigava, assim como
meus ombros e pescoo (o que no  de se admirar, eu sempre fico com problemas no
ombro/pescoo quando fico estressada demais), alem do mais meu corpo todo ainda
estava sentido os efeitos dos poderes dos elementos, ento eu no tinha notado.
      O olhar chocado dele mudou para um olhar de felicidade. "Termine de fechar o
circulo. Ento voc pode usar os muitos espelhos de Erin para ver o que aconteceu."
      Eu me virei para Shaunee e disse adeus para o fogo.
      "Wow... incrvel," Shaunee disse, me olhando.
      "Hey, como voc sabia que eu tenho mais de um espelho na bolsa?" Erin estava
reclamando do outro lado do circulo para Damien quando eu me virei para ela e mandei a
gua embora. Os olhos dela ficaram enormes quando ela me viu tambm.
      "Puta Merda!" ela disse.
      "Erin, voc realmente no deveria xingar em um circulo sagrado. Todos sabemos que
no -" Stevie Rae estava dizendo para ela em seu doce sotaque Okie quando eu me virei
para dizer adeus para a terra, e as palavras dela de repente mudaram quando ela falou,
"Oh, minha deusa!"
      Eu suspirei. Diabos, o que foi agora? Eu voltei para a mesa e levantei a vela do
esprito.
      "Obrigada, esprito. Voc pode partir," eu disse.
      "Por qu?" Afrodite levantou to bruscamente que ela derrubou a cadeira. Como
todos os outros, ela estava me olhando com uma ridcula expresso chocada. "Porque
voc? Porque no eu?"
      "Afrodite, o que diabos voc est falando?"
      "Ela est falando sobre isso." Erin me entregou um espelho que ela tirou da sua
chique bolsa de couro que ela sempre carregava nos ombros.
      Eu abri e olhei. Primeiro eu no entendi o que estava olhando  era muito estranho,
muito surpreendente. Ento, do meu lado, Stevie Rae sussurrou, " lindo..."
      E eu percebi que ela tinha razo. Era lindo. Minha Marca tinha sido incrementada.
Um delicado redemoinho de linhas safiras tatuadas emolduravam meus olhos. No to
intrincada e grande como a de um vampiro adulto, mas indita para um calouro. Eu deixei
meus dedos traarem o design curvado, pensando que parecia como algo que deveria
decorar o rosto de uma extica princesa estrangeira... ou talvez a Alta Sacerdotisa de uma
deusa. E eu encarei a mim mesma que no era realmente eu  a estranha que tinha se
tornado mais e mais familiar.
      "Isso no  tudo Zoey. Olhe para seus ombros," Damien disse suavemente.
      Eu olhei para a linha do pescoo-ombro do meu vestido legal e senti uma onda de
choque passar pelo meu corpo. Meus ombros tambm estavam tatuados. Passando do
meu pescoo, at os meus ombros e minhas costas, onde tatuagens safira faziam um
padro serpenteado muito parecido com o do meu rosto, s que as marcas azuis do meu
corpo pareciam ainda mais antigas, ainda mais misteriosas, porque elas se intercalavam
com smbolos parecidos com letras.
      Minha boca abriu, mas nenhuma palavra saiu dela.
      "Z, ele precisa de ajuda." Erik falou pelo meu choque e olhei por cima dos ombros
para ver ele tropeando no gazebo, carregando o inconsciente Heath.
      "Tanto faz. Deixe ele a," Afrodite disse. "Algum vai encontrar ele pela manha.
Precisamos sair daqui antes que os guardas acordem."
      Eu virei para ela. "E voc pergunta por que no foi voc? Talvez porque Nyx esteja
cansada de voc ser to egosta, mimada, indulgente, odiosa..." eu parei, to irritada que
eu no conseguia pensar em mais nenhum adjetivo.
      "Nojenta!" Erin e Shaunee acrescentaram juntas.
      "Sim, uma valentona nojenta." Eu dei um passo para mais perto dela e olhar todo o
rosto dela. "Essa Mudana toda  difcil o suficiente sem algum como voc. A no quer
voc quer sejamos sua"  eu olhei para Damien e sorri  "sua bajuladora voc nos faz
sentir como se no pertencssemos aqui  como se fossemos nada. Isso acabou, Afrodite.
O que voc fez hoje a noite foi totalmente, e completamente errado. Voc quase causou a
morte de Heath. E talvez at a do Erik e quem sabe de quem mais, e foi tudo por causa
do seu egosmo."
      "No foi minha culpa seu namorado achar voc aqui," ela gritou.
      "No, Heath no foi sua culpa, mas essa  a nica coisa que no foi sua culpa hoje a
noite. Foi sua culpa que seus chamados amigos no te ajudaram e fizeram o circulo
errado. E foi sua culpa que os espritos negativos encontraram o circulo para comeo de
conversa." Ela parecia confusa, o que me irritou ainda mais. "Salva sua odiosa bruxa! Voc
deve usar a salva para limpar energias negativas antes de usar a grama. E no 
surpreendente que voc tenha atrado espritos to horrveis."
      "Sim, porque voc  horrvel," Stevie Rae disse.
      "Voc no tem nenhuma merda para dizer, refrigeradora," Afrodite zombou.
      "No!" Eu pus meu dedo no rosto dela. "Essa merda de refrigerador acabou."
      "Oh, ento agora voc no vai fingir que voc no anseia pelo gosto de sangue e
ainda mais do que ns?"
      Eu olhei para meus amigos. Eles encontraram meus olhos sem se encolher. Damien
sorriu encorajadamente. Stevie Rae acenou para mim. As Gmeas piscaram. E ento eu
percebi que estava sendo uma tola. Eles no iriam me evitar. Eles eram meus amigos; eu
deveria ter confiado neles mais, mesmo que no tenha aprendido a confiar em mim
mesma ainda.
      "Bem eventualmente todos vamos ansiar por sangue," eu disse simplesmente. "Ou
vamos morrer. Mas isso no faz de ns monstros, e est na hora das Filhas Negras
pararem de agir assim. Voc est acabada, Afrodite. Voc no  a mais a lder das Filhas
Negras."
      "E eu deveria pensar que agora voc  a lder?"
      Eu acenei. "Eu sou. Eu no vim para a House of Night pedindo por esses poderes.
Tudo o que eu queria era um lugar para me encaixar. Bem, eu acho que esse  o jeito de
Nyx de responder a minha reza." Eu sorri para meus amigos e eles sorriram para mim.
"Claramente, a deusa tem senso de humor."
      "Sua vaca estpida, voc no pode assumir as Filhas Negras. Somente a Alta
Sacerdotisa pode mudar a liderana."
      " conveniente, ento, que eu esteja aqui, no ?" Neferet disse.
    VINTE E NOVE

      Neferet saiu das sombras para o gazebo, movendo-se rapidamente em direo a
Heath e Erik. Primeiro, ela tocou o rosto de Erik e checou as marcas ensangentadas em
seus braos de onde ele lutou futilmente para tentar tirar os fantasmas de cima de Heath.
Enquanto ela passava suas mos nos ferimentos dele eu pude ver o sangue secar. Erik
respirou aliviado, como se a dor dele tivesse desaparecido.
      "Isso vai curar. V a enfermaria quando voltarmos para a escola e vou lhe dar uma
pomada que vai aliviar o dor de seus ferimentos." Ela bateu na bochecha dele e ele ficou
vermelho. "Voc mostrou a bravura de um vampiro guerreiro quando voc ficou para
proteger o garoto. Estou orgulhosa de voc, Erik Night, assim como a deusa."
      Eu senti uma onda de prazer na aprovao dela; eu tambm estava orgulhosa dele.
Ento ouvi um murmrio de concordncia ao meu redor e percebi que as Filhas e Filhos
negros tinham retornado e estavam amontoados na escada do gazebo. A quanto tempo
eles estavam assistindo? Neferet virou sua ateno para Heath, e eu esqueci de todo o
resto. Ela levantou a perna rasgada e examinou as marcas ensangentadas que haviam
nos braos dele. Ento ela colocou o rosto plido e rgido dele em suas mos e fechou os
olhos. Eu vi o corpo dele endurecer ainda mais e ter uma compulso, e ento ele suspirou
e, como Erik, ele relaxou. Depois de um segundo, ele parecia estar dormindo
pacificamente ao invs de lutando silenciosamente contra a morte. Ainda de joelhos ao
lado dele, Neferet disse, "Ele vai se recuperar, e no vai lembrar de nada dessa noite
exceto que ele ficou bbado e se perdeu tentando encontrar sua quase ex-namorada." Ela
olhou para mim enquanto disse isso, e os olhos dela eram gentis e cheios de
entendimento.
      "Obrigado," eu sussurrei.
      Neferet acenou brevemente para mim, antes de levantar e confrontar Afrodite.
      "Eu sou responsvel pelo o que aconteceu aqui hoje a noite tanto quanto voc. Eu
sei do seu egosmo a anos, mas eu escolhi ignorar, esperando que com o tempo e o toque
da deusa voc ficasse mais madura. Eu estava errada." A voz de Neferet tomou uma
qualidade clara e poderosa de uma lder. "Afrodite, eu oficialmente te libero da sua
posio como lder das Filhas e Filhos Negros. Voc no  mais uma Alta Sacerdotisa em
treinamento. Voc no  diferente que qualquer outro calouro." Com um movimento duro,
Neferet ergueu sua mo, e arrancou o colocar de prata que estava pendurado entre os
peitos de Afrodite.
      Afrodite no fez um som, mas o rosto dela estava branco e ela encarava Neferet sem
piscar.
      A Alta Sacerdotisa virou de costas para Afrodite e se aproximou de mim. "Zoey
Redbird, eu soube que voc era especial no dia que Nyx me deixou ver que voc seria
Marcada." Ela sorriu para mim e pos um dedo debaixo do meu queixo, levantando minha
mo para poder olhar melhor minhas novas adies a minha Marca. Ento ela passou a
mo no meu cabelo para o lado, para que as tatuagens aparecessem no meu pescoo,
ombros, e costas. Eu ouvi as Filhas e Filhos Negros se afogar quando eles, tambm, viram
minhas estranhas Marcas. "Extraordinrio, realmente extraordinrio," ela disse, deixando
suas mos carem dos seus lados quando continuou. "Hoje a noite voc mostrou a
sabedoria da deusa em escolher te presentear com poderes especiais. Voc mereceu sua
posio como Lider das Filhas e Filhos Negros e como Alta Sacerdotisa em treinamento,
atravs do seus prprios dons dados pela deusa assim como sua compaixo e sabedoria."
Ela me entregou o colar de Afrodite. Pareceu quente e pesado na minha mo. "Use isso
mais sabiamente que a sua antecessora." Ento ela fez um gesto realmente incrvel.
Neferet, Alta Sacerdotisa de Nyx, me saudou, seu punho por cima do corao, e fez uma
formal reverencia, como o sinal dos vampiros de respeito. Todos ao redor com exceo de
Afrodite a imitaram. Lgrimas borraram minha viso enquanto meus quatro amigos riam
para mim e se curvavam com os outras Filhas e Filhos Negros.
      Mas mesmo no centro de uma perfeita felicidade eu senti a sombra da confuso.
Como eu pude ter duvidado que poderia contar qualquer coisa a Neferet?
      "Volte para a escola. Eu vou cuidar do que precisa ser feito aqui." Neferet me disse.
Ela me abraou rapidamente e sussurrou no meu ouvido, "estou muito orgulhosa de voc,
Zoeybird." Ento ela me deu um pequeno empurro na direo de meus amigos. "Dem
boas vindas a nova Lder das Filhas e Filhos Negros!" ela disse.
      Damien, Stevie Rae, Shaunee e Erin lideraram a torcida. E ento todos me rodearam
e pareceu que eu fui levada do gazebo em uma exuberante onda de risada e
congratulaes. Eu acenei e sorri para meus novos "amigos", mas eu no fui enganada.
Silenciosamente lembrei a mim mesma que apenas momentos antes eles estavam
concordando com tudo que Afrodite disse.
      Definitivamente eu iria precisar de um tempo para mudar as coisas.
      Chegamos na ponte e eu lembrei meus novos protegidos que tnhamos que ser
silenciosos enquanto voltvamos atravs da escurido para a escola, e eu fiz um gesto
para que eles fossem na frente. Quando Stevie Rae, Damien, e as Gmeas comearam a
cruzar a ponte eu sussurrei, "No, vocs andam comigo."
      Rindo tanto que eles pareciam bobos, os quatro pararam perto de mim. Eu encontrei
o alegre olhar de Stevie Rae. "Voc no deveria ter se voluntariado para ser um
refrigerador. Eu sei o quanto voc estava assustada." O sorriso de Stevie Rae sumiu com a
reprimenda em minha voz.
      "Mas se eu no tivesse feito isso, no saberamos onde o ritual seria, Zoey. Eu fiz
isso para poder avisar Damien, e as Gmeas que eles deveriam nos encontrar aqui.
Sabamos que voc precisava de ns."
      Eu levantei a mo e ela parou de falar, mas ela parecia que iria chorar. Eu sorri
gentilmente para ela. "Voc no me deixou terminar. Eu ia dizer que voc no deveria ter
feito, mas fico to feliz que tenha feito!" Eu a abracei, e sorri atravs das lagrimas para os
outros trs. "Obrigado  ficou feliz que todos tenham estado l."
      "Hey, Z,  o que amigos fazem," Damien disse.
      "Yep," Shaunee disse.
      "Exato," disse Erin.
      E eles se fecharam ao meu redor em um enorme e sufocante abrao grupal  que eu
totalmente amei.
      "Hey, posso participar?"
      Eu olhei para cima para ver Erik parado ali perto.
      "Bem, sim, voc absolutamente pode," Damien disse alegremente.
      Stevie Rae se dissolveu em risadinhas, e Shaunee suspirou e disse, "Desista, Damien.
Time errado, lembra?" Ento Erin me tirou do centro do grupo e empurrou em direo a
Erik. "D um abrao no cara. Ele tentou salvar seu namorado hoje a noite," ela disse.
      "Meu ex-namorado," eu disse rapidamente, pulando nos braos de Erik, mais que um
pouco sobrepujada pela mistura do cheiro que o sangue fresco que ainda estava nele e o
fato de que ele estava, bem, me abraando. Ento, para acrescentar em cima de tudo,
Erik me beijou com tanta fora que eu juro que eu pensei que o topo da minha cabea ia
sair voando.
      "Por favor, apenas por favor," eu ouvi Shaunee dizer.
      "Arranjem um quarto!" Erin disse.
      Damien riu e eu me afastei dos braos de Erik. "Estou faminta," Stevie Rae disse.
"Esse negocio de refrigerador me deixou faminta."
      "Bem, vamos pegar algo para voc comer ento," eu disse.
      Meus amigos andaram por cima da ponte e eu ouvi Shaunee irritar Damien sobre se
eles deveriam comer pizza ou sanduches.
      "Se importa se eu andar com voc?" Erik perguntou.
      "Nah, estou me acostumando," eu disse, sorrindo para ele.
      Ele riu e andou na ponte. Ento pela escurido atrs de mim eu ouvi um muito
distinto e muito irritado, "me-eeh-uf-ow!"
      "V em frente, eu j alcano vocs," eu disse a Erik e ento voltei at as sombras no
gramado de Philbrook. "Nala? Gatinha, gatinha, gatinha...," Eu chamei. E ento, uma
distinta bola de pelo saiu dos arbustos, reclamando o tempo todo. Eu me abaixei e a
peguei e ela instantaneamente comeou a ronronar. "Bem, garota boba, porque voc me
seguiu at aqui, se voc no gosta de andar to longe? Como se voc j no tivesse
passado por coisas o suficiente hoje," eu murmurei, mas antes de voltar para a ponte,
Afrodite saiu das sombras e bloqueou meu caminho.
      "Voc pode ter ganhado hoje, mas isso no acabou," ela me disse. Ela me fez sentir
muito cansada.
      "Eu no estava tentando "ganhar" nada. Eu s estava tentando acertar as coisas."
      "E  isso que voc acha que fez?" Os olhos dela passavam nervosamente para trs e
para frente do caminho que levava ao gazebo, como se algum tivesse seguindo ela.
"Voc realmente no sabe o que aconteceu aqui hoje a noite. Voc apenas est sendo
usada  todos estamos. Somos bonecos,  o que todos somos." Ela com raiva limpou o
rosto e eu percebi que ela estava chorando.
      "Afrodite, no tem que ser assim entre ns," eu disse suavemente.
      "Sim precisa!" Ela surtou. " o papel que deveramos interpretar. Voc ver... voc
ver..." Afrodite comeou a se afastar.
      Uma idia apareceu inesperadamente na minha memria. Era Afrodite durante sua
viso. Como se estivesse acontecendo de novo, eu podia ouvir ela dizer, "Eles esto
mortos! No. No. Isso no pode ser! No  certo. No. No  natural! Eu no entendo...
eu no... voc... voc sabe." O grito de terror dela ecoou na minha mente. Eu pensei em
Elizabeth... em Elliott... o fato de que eles tinham aparecido para mim. Muito do que ela
disse fazia sentido.
      "Afrodite, espere!" Ela olhou por cima dos ombros para mim. "A viso que voc teve
hoje no escritrio de Neferet, sobre o que era?"
      Devagar ela balanou a cabea. " apenas o comeo. Vai ficar muito pior." Ela virou
e de repente hesitou. O caminho dela estava bloqueado por cinco garotos  meus amigos.
      "Est tudo bem," eu disse a eles. "Deixem ela ir."
      Shaunee e Erin abriram espao. Afrodite levantou a cabea, virou o cabelo, e passou
por elas como se mandasse no mundo. Eu a observei se afastar, meu estomago se
apertando. Afrodite sabia algo sobre Elizabeth e Elliott, e eventualmente eu teria que
descobrir o que era.
      "Hey," Stevie Rae disse.
      Eu olhei para minha colega de quarto e minha nova melhor amiga.
      "Acontea o que acontecer, estaremos juntas."
    Eu senti o n no meu estomago se soltar. "Vamos," eu disse. Cercada por meus
amigos, todos fomos para casa.

    FIM
